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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

MORADA DE DEUS

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Idealizamos, Senhor, uma bela casa, bem construída, cheia de todas as comodidades, para podermos fazer nela a nossa morada.

Queremos, se calhar, um belo jardim, cheio das mais belas flores, das mais frondosas árvores, de uma relva verde e pujante.

E o local onde queremos habitar tem que ser sossegado, seguro, sem problemas de qualquer espécie.

Queremos vizinhos simpáticos, prestáveis, que estejam dispostos a ajudar-nos se deles precisarmos.

Queremos, enfim, tudo o que seja bom, belo, limpo e seguro, para aí fazermos a nossa morada.

E Tu, Senhor, como queres que seja a Tua morada, onde queres habitar e como queres que tudo seja?

Olhas-nos sorrindo e respondes cheio de amor:
Como morada para Mim, Meus filhos, apenas desejo os vossos corações e as vossas vidas.

Mas, Senhor, sabes bem melhor do que nós que, muitas vezes, os nossos corações não estão limpos e que as nossas vidas até são tantas vezes inseguras e que nem sempre somos simpáticos e prestáveis para com aqueles que nos procuram.

E Tu respondes cheio de amor:
Eu sei, Meus filhos, por isso é que quero fazer de cada um de vós a Minha morada, porque para Mim não preciso de comodidades, nem de segurança, quero precisar apenas de amor, do vosso amor. Por Mim e pelos outros.

Então vem, Senhor Jesus, e faz de nós, faz em nós, faz em mim, a Tua morada.







Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

SEM PALAVRAS

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Quero acreditar, Senhor Jesus, que quiseste colocar em mim esta necessidade de escrever o que vou vivendo, o que vou rezando, o que vou sentindo, quando estou Contigo.

Mas há momentos como este agora, em que me parece não conseguir alinhar palavras para escrever, em que não sinto um fio condutor no que sinto e desejo escrever.

Parece que o inimigo sorrateiramente vai instilando na minha cabeça e no meu coração, imagens diversas, pensamentos díspares, coisas sem sentido, para me distrair do que realmente quero fazer, que é estar Contigo aqui presente na Eucaristia, adorar-Te, louvar-Te, bendizer-Te e dar-Te graças por tudo o que fazes em mim.

Os pensamentos irrompem, tentando levar-me a desistir de alinhar uma conversa Contigo, enfim, uma oração que saia do meu coração a elevar-se para o Teu coração.

Então, Senhor Jesus, apenas posso dizer-Te, escrevendo, que mesmo disperso e distraído, amo-Te com todo o meu ser, adoro-Te com toda a minha entrega, e dou-Te graças porque sei que não desistes de mim e me ajudas sempre a nunca desistir de Ti.







Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

«TOME A SUA CRUZ E SIGA-ME» (Lc 9, 23)

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Quando lemos e meditamos na Tua Paixão, Senhor, ao percebermos ou tentarmos perceber tudo o que sofreste naquele caminho do Calvário com a Cruz às Tuas costas, cada um de nós pensa interiormente, com certeza, que, se ali estivesse, Te ajudaria a levar a Tua Cruz.

É fácil pensar assim, agora, a esta distância toda de anos, a distância que nos separa daquele tempo, pois não conseguimos nem de perto abarcar todo o Teu sofrimento, talvez mais do que físico, espiritual, por perceberes o pecado do Homem que pesa na Tua Cruz.

Não conseguimos sequer perceber como o ódio que naquele tempo era vivido contra Ti, contra os Teus, (talvez hoje se comece a sentir esse mesmo ódio em tantos lugares da Terra), como esse ódio geraria em nós um medo de nos aproximarmos de Ti para Te ajudar e, muito provavelmente, como os Teus discípulos naquele tempo, seguiríamos o Teu caminho de longe, anónimos no meio da multidão, sem interferir.

Aliás ainda hoje fazemos isso tantas vezes, quando Te vemos “deitado pelo chão”, sozinho, sem nada material para viver dignamente, sem saúde física ou espiritual, e não nos aproximamos de Ti, mas apenas Te vemos ao longe, fingindo nada ver, para não termos que Te ajudar.

É tão fácil ser “piedoso” quando estamos na igreja em celebrações, quando rezamos interiormente ou com os nossos irmãos em Igreja, quando nos afirmamos cristãos no meio daqueles que o são também.

Afinal como poderemos nós ajudar-Te a levares a Cruz no caminho do Calvário?

E Tu respondes cheio de amor e compaixão: «Toma a tua cruz, dia a dia, e segue-me» (Lc 9,23)

Se aceitarmos e tomarmos cada um a sua cruz, Senhor, para Te seguirmos em espírito de verdade, podemos acreditar que “dividiremos” o peso da Tua Cruz sobre os Teus ombros, porque no fundo a Cruz que carregas não é Tua, mas é sim a soma de todas as nossas cruzes que Tu carregas sobre Ti para nos “aliviares” do pecado, da dor do pecado, das consequências do pecado, e nos dares a «vida em abundância» (Jo 10,10) como Tu nos prometeste.

Afinal, Senhor, com toda a simplicidade, talvez a melhor forma de Te ajudar no caminho do Calvário a levares a Cruz sobre os Teus ombros, seja aceitarmos as nossas cruzes e levarmo-las aos ombros todos os dias com um sorriso, com a força do Teu amor, sabendo sempre que nunca deixarás que as nossas cruzes sejam mais pesadas do que as forças que dás a cada um para as levar.

E, claro, ajudar, com amor, os outros a levarem as suas cruzes em tudo o que nos for possível fazer por eles e com eles.

Talvez, um dia possam dizer de nós «Vede como eles se amam», (Tertuliano Apolog. 39), e assim possamos nós também «ter a simpatia de todo o povo». (Act 2,47)








Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

UM “CEGO” QUE PASSOU A VER

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Eras “cego” e caminhavas na vida aos tropeções, por isso caías tantas vezes pelo chão da vida.

Às vezes era difícil levantares-te porque a consciência te pesava, mas em vez de lhe dares ouvidos, colocava-la de lado e fazias como se ela não existisse, para poderes continuar a viver “cego”, sem sentido, “afogado” em paixões efémeras.

Mas no fundo ti, porque em novo te tinha sido ensinado que havia uma Luz que iluminava o caminho daqueles que querem abrir os olhos, havia esse desejo de poderes ver e te deixares guiar por essa Luz.

Mas continuavas a caminhar “cego” e, quanto mais caminhavas assim, mais te aproximavas do abismo, que estava aberto para nele caíres.

Não sei se estavas muito perto ou muito longe desse abismo, mas sei que a Luz deve ter entendido que já chegava de tanta “cegueira”, e, serenamente, fez-te ver o caminho que estava adormecido dentro de ti.

Abriu-se-te a vista pouco a pouco e pudeste ir descortinando o caminho à tua frente, embora muitas vezes fechasses os olhos, como se ainda fosses “cego”, e assim acabavas por cair novamente, lutando com a tua consciência que te queria levantar.

Mas a Luz foi mais forte e abriu-te decididamente os olhos para que pudesses ver com antecipação os buracos do caminho.

Já vias, mas muitas vezes ainda difusamente, mas então já te apercebias com o teu sentir das pedras do caminho, e lutavas para nelas não tropeçares.

Foste caminhando, a visão foi melhorando, mas, curiosamente, cada vez mais o caminho se ia estreitando.

Percebeste, então, que essa Luz era Alguém que te dava a mão para te ajudar a passar cada vale estreito, cada curva apertada, cada caminho pedregoso.

Dentro de ti abria-se um horizonte novo!

Deixavas agora que a tua consciência iluminada pelo Espírito Santo te guiasse, e ias percebendo que embora nada parecesse mais fácil, tudo era muito mais compensador, e que aquilo que dantes não era obstáculo, agora aparecia como tal, mas apenas para perceberes o caminho que devia ser percorrido e vencido.

Onde chegarás no teu caminho já não importa, porque confias n’Aquele que te guia agora, e sabes, com toda a força do teu crer, que Ele nunca te abandonará e sempre te dará a mão para fazeres o caminho até ao fim, para repousares então, para sempre, na Sua presença.






Garcia, 10 de Setembro de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

terça-feira, 25 de agosto de 2026

A MORTE E A VIDA

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Na Tua presença, Senhor Jesus, reflito sobre a morte.

Não que tenha medo da minha morte ou que tal me incomode, pois incomoda-me mais a morte dos outros, sobretudo daqueles que me são queridos.

Por vezes ouve-se dizer que o Homem nasce para morrer, mas quando penso em Ti e me deixo guiar por Ti, percebo, quero perceber, que o Homem nasce para viver para sempre.

Se o Homem nascesse para morrer, Tu não o terias criado à Tua imagem semelhança, porque Tu, Senhor, existes desde sempre e para sempre.

Ao criares o Homem quiseste dar-lhe essa “centelha” de eternidade, para que o Homem em Ti encontrasse o amor e a vida para sempre.

Assim se o Homem recebe de Ti o dom da vida, então também recebe o dom da vida eterna.

Por isso a morte física do Homem mais não é do que isso mesmo, morte física.

Quando criaste o Homem à Tua imagem e semelhança, criaste-o em total liberdade e, por isso mesmo, nessa liberdade o Homem, na sua vida física, precisa de Te encontrar e viver o caminho para Ti e em Ti, para assim se completar inteiramente junto de Ti, depois da sua morte física.

Aqueles que não Te querem procurar ou que Te rejeitam tendo de Ti conhecimento, também continuam a viver para sempre, mas estando ausentes da Tua presença, não se completam, e, por isso, mais valia não terem nascido, pois não atingem a plenitude para que foram criados, porque a vida para sempre fora da Tua presença é a morte do seu próprio ser, criado à Tua imagem e semelhança.

Em Ti, Senhor, está a vida, porque Tu és o Senhor da vida, és a própria vida que se entregou por todos nós para nos libertar da morte.





Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

SER MORADA DE DEUS

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Se quero construir a minha casa escolho um arquitecto em quem tenha confiança, para que ela seja bem desenhada, seja bonita à vista de quem passa, seja funcional e sirva os propósitos para que eu a quero, ou seja, para eu morar nela e ser feliz.

Mas também me preocupo que seja tudo bem feito, com segurança, que seja bem projectada, segura, que possa resistir às intempéries do tempo, e, para isso, chamo um engenheiro que a saiba projetar.

Depois, para que a construção seja sólida, chamo, enfim, um construtor civil, alguém da minha inteira confiança, que eu saiba que constrói o que está no projeto, que não rouba nos materiais, que não se preocupa em acabar depressa, mas sim em acabar bem a obra, para que o resultado final seja tudo aquilo que eu preciso para viver em paz e tranquilidade.

E se quero ser morada de Deus, quem devo chamar para me construir?

Apenas o Espírito Santo, em nome de Jesus, no amor do Pai, é o melhor arquitecto, o melhor engenheiro, o melhor construtor, para fazer de mim morada de Deus, para que, vivendo Ele em mim e eu n’Ele, a minha vida seja porto seguro para mim próprio e para os outros.






Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

«OS TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS»



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«Filho, os teus pecados estão perdoados.» (Mc 2,5)

Foi o que disse Jesus ao paralítico e diz também a cada um de nós que se abre à Sua misericórdia no Sacramento da Penitência.

Fiquei a pensar nestas palavras e na graça extraordinária que o Senhor deu ao homem quando instituiu o Sacramento da Penitência como lemos em Jo 20,23: «Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»

Reflecti, então, que este Sacramento tem um “problema”, pelo menos para mim.

É que a certeza de que este Sacramento está à nossa disposição sempre que dele nos queiramos acercar, acaba por nos levar a não combatermos as tentações, as nossas fraquezas, a tomada de decisões, com todo o discernimento e força que o Espírito Santo nos dá, se a Ele recorrermos nessas situações.

Claro que esta é uma reflexão escrita para mim, não representando, portanto, espero eu, o pensar e o agir daqueles que a possam ler.

Tenho para mim, que a certeza do perdão de Deus, sempre que me arrependo do que faço mal, se apega ao meu subconsciente e, muitas vezes, em vez de combater as tentações e o mal com a fé que Deus me dá, deixo-me cair, deixo-me levar, sabendo que sempre posso confessar-me pedindo perdão pelas minhas faltas.

É que o Sacramento da Penitência, embora se possa e deva a ele recorrer sempre que necessário, (com verdadeiro arrependimento e propósito de emenda), deveria ser, digamos assim, o “último” recurso, porque em primeiríssimo lugar a nossa atitude deveria ser, com todas as nossas forças, as forças que Deus nos dá, não nos deixarmos cair em tentação e, assim, não pecarmos em pensamentos, palavras, actos e omissões.

Pode parecer estranha esta forma de ver, de reflectir, mas a verdade, volto a repetir, para mim, é que aquilo que é dado como adquirido, leva-nos muitas vezes a desvalorizar tudo o que devemos fazer e lutar para alcançar o dom que nos é dado, e neste caso o dom é a graça do perdão de Deus, prometido e oferecido a todos gratuitamente no Sacramento da Penitência.






Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

segunda-feira, 27 de julho de 2026

O CRIVO DO AMOR


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O Teu amor, Senhor Jesus, é como um crivo que nos recebe quando de Ti nos aproximamos.

Derramamo-nos inteiramente nesse crivo e, tudo o que é bom em nós e no que fazemos, Tu guardas no teu coração.

O que é mau e fizemos de mal fica retido nesse crivo.

Não para disso Te lembrares, mas à espera que nós reconheçamos essas nossas fraquezas e delas nos arrependamos, pedindo perdão.

Então, Senhor Jesus, pegas no Teu crivo, e tudo o que lá ficou retido atiras para o lixo do Teu esquecimento, para que assim sejamos purificados das nossas fraquezas.

À medida que nos vamos, cada vez mais, aproximando de Ti, o Teu crivo vai se tornando mais apertado, mas não porque queiras dificultar a nossa aproximação, mas porque, cada vez mais perto de Ti, nos vamos apercebendo das fraquezas que até então não tínhamos notado em nós.

Assim, Senhor Jesus, vais recebendo tudo o que é de bom em nós e vais retendo o que é mau até ao nosso arrependimento, para nos ires purificando de todo o mal.

Ajuda-me, Senhor Jesus, para que eu saiba sempre reconhecer tudo aquilo que não passa no Teu crivo e assim arrepender-me, pedir perdão por tudo isso, e emendar-me para percorrer o caminho que Tu me dás.

Obrigado, Senhor Jesus, pelo crivo do Teu amor.







Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

segunda-feira, 6 de julho de 2026

SERVO INÚTIL

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Serves-Te das minhas mãos impuras para Te fazeres presente na custódia e assim Te podermos adorar, louvar e agradecer.

Tu estás ali, sem qualquer dúvida, assim firmemente acredito, e estás também em nós quando ao Teu amor nos abrimos.

E eu não posso neste momento deixar de pensar em tudo o que fui, como te neguei em tantas coisas na minha vida.

Quando desprezei alguém que julguei menos do que eu, foi a Ti que desprezei, quando fiz mal alguém mais pequenino do que eu, foi a Ti que tratei mal, quando traí alguém mais frágil do que eu, foi a Ti que traí, quando menti a alguém menos seguro do que eu, foi a Ti que menti, e a lista, Senhor, não teria fim.

E, no entanto, Senhor, abriste-me os Teus braços, apertaste-me junto a Ti, e disseste-me para Te seguir, para ser testemunha do Teu amor.

Realmente, Senhor, o Teu amor é incomparável e não tem limites.

Hoje, dia de são Pedro e São Paulo, lembro-me de que se Pedro Te negou, Paulo Te perseguiu e fez mal àqueles que Te seguiam.

Mas, mesmo assim, quiseste servir-Te deles para proclamarem a Tua Palavra, o Caminho, a Verdade e a Vida que Tu és, e é por causa deles, e de todos os que chamaste e aceitaram a missão que colocaste nas suas mãos, que eu aqui estou e Te posso contemplar e adorar, que dando graças por tudo quando fizeste e em mim.

Pobre de mim que tão fraco sou e, mesmo assim, Te queres servir de mim para Te fazeres presente para todos no Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

Nada sou e nada quero ser, mas apenas servo inútil para Te servir segundo a Tua vontade.







Garcia, 29 de Junho de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

terça-feira, 30 de junho de 2026

SONO


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Aqui na Tua presença, Senhor, abate-se um sono inexplicável sobre mim, de tal modo que me é difícil manter os olhos abertos.

Lembro-me de Santa Teresinha e, se estivesse aqui sozinho, apetecia-me fazer como ela, fechar os olhos e adormecer frente a Ti que velas por mim.

Talvez que assim a dormir me entregasse verdadeiramente nas Tuas mãos, talvez assim me abandonasse sem quaisquer reservas ao Teu amor, talvez assim não pusessem entraves a tudo quanto queres fazer em mim.

Estes momentos são para mim inexplicáveis e, por muito que queira discernir o que querem dizer, (se é que querem dizer alguma), coisa nada consigo entender, por isso abandono-me e vivo-os em amor.

Sou um pobre por nada perceber e, no entanto, sou infinitamente rico por Te ter.

Fecho os olhos por uns momentos e deixo-me guiar aonde me quiseres levar.

No fundo aquilo que me dizes é simples e vem sempre de Ti, do Teu amor, pois dizes-me que o que devo fazer sempre é amar, sempre amar, a Ti primeiro, e em Ti amar os outros.

Talvez que eu sonhe acordado, mas percebo na Tua presença tudo o que preciso para ser um homem completado.







Garcia, 18 de Junho de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

quarta-feira, 17 de junho de 2026

SILÊNCIO

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Procuro-Te no silêncio, Senhor, mas não consigo fazer silêncio em mim.

O silêncio das palavras é simples, Senhor, pois basta-me fechar a boca e não proferir qualquer som.

Mas o ruído dos pensamentos, das coisas da vida no dia a dia, irrompe em mim e distrai-me da concentração que eu muito anseio por ter nestes momentos frente a Ti, no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Porque é tão difícil, Senhor, calar o mundo em mim?

Como eu gostaria de ser capaz de desligar o meu cérebro, as minhas preocupações que nada valem, os meus desejos que não me servem para nada.

Ó, Senhor, derrama o Espírito Santo para que Ele cale em mim tudo aquilo que neste momento eu não quero pensar, nem viver, para que vazio de mim me deixe encher de Ti.

Com tantas coisas mundanas a ocupar-me, como posso eu abrir espaço em mim para Ti?

Ouve a minha súplica, Senhor, e ensina-me a adorar em espírito e verdade.

Concede-me, Senhor, eu Te peço, o dom do silêncio, o dom da humildade, o dom da entrega de mim próprio inteiramente a Ti.

Sim, Senhor, continuarei a perseverar até que um dia, por Tua inteira graça, eu deixe de estar cheio de mim, para apenas Te ter a Ti.






Garcia 11 de junho de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

segunda-feira, 15 de junho de 2026

LIMPAR AS “LENTES” PARA TE VER MELHOR


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Quando me preparo para ler a Tua palavra na Tua presença, Senhor, percebo que as lentes dos meus óculos estão sujas e tenho de limpá-las para ver melhor.

Vem ao meu pensamento que também muitas vezes as “lentes dos olhos” do meu coração estão sujas com os meus pecados, com as minhas fraquezas, com os meus erros.

E isso pode impedir-me de Te ver em mim, Senhor, de Te perceber em mim e também nos outros, em quem me chamas a ver-Te, a perceber-Te.

Percebo então, que preciso limpar com muito mais frequência as “lentes dos olhos” do meu coração, da minha vida, para que desimpedidas de tudo o que as suja, do que as obstrui, possa ver bem mais claramente a Tua presença na minha vida e em todas as coisas.

De repente, Senhor, vejo-me a sorrir interiormente, ao lembrar-me que costumo servir-me do lenço que tenho que sempre no meu bolso para limpar as lentes dos meus óculos, e pergunto-me onde vou eu arranjar um lenço para limpar as “lentes dos olhos” do meu coração, da minha vida.

Agora és Tu que sorris, Senhor, e dizes ao meu coração cheio de amor: O lenço que Eu te dou para limpares as “lentes dos olhos” do teu coração, da tua vida, chama-se Sacramento da Penitência, e está sempre à tua disposição se o quiseres procurar.

Reconheço, Senhor, que afinal tenho sempre tanta disponibilidade para tanta coisa que faço em Igreja e, afinal, a maior disponibilidade que eu devia ter era para me reconciliar Contigo no Sacramento da Penitência, porque só em comunhão Contigo é que tudo aquilo que eu faço em Igreja pode dar fruto, não por meu mérito, mas apenas e só por Tua graça, porque és Tu em mim que tudo fazes e deves fazer.

Obrigado, Senhor, por que me levas e ensinas a limpar as “lentes” da minha vida que estão sujas pelo pecado, para liberto de tudo o que me aprisiona ao mundo, me entregue à liberdade do amor que Tu nos dás.






Garcia, 8 de Junho de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

segunda-feira, 8 de junho de 2026

CONVERSAS COMIGO II

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Quando te perguntas se podes dizer ou fazer isto ou aquilo, se é bom ou se é mau, se está ou não de acordo com a vontade de Deus, desconfia de ti próprio e ouve a tua consciência em oração.

Se te perguntas é porque algo dentro de ti já te está a alertar para a realidade de que aquilo que queres dizer ou fazer não é, com certeza, vontade de Deus.

Então não procures argumentos para te convenceres a ti próprio de que é bom aquilo que já duvidas de o ser.

Procura quem te ajude a discernir, mas não andes a “bater a todas as portas” até encontrares uma que te diga aquilo que queres ouvir.

Quando aquilo que desconfias não ser bom acaba por parecer coisa boa aos olhos do mundo, desconfia, porque o mundo sabe embelezar o mal, sabe argumentar para te convencer a fazer o contrário daquilo que Deus coloca no teu coração.

Repara, desde logo, se aquilo que queres dizer ou fazer, te provoca divisão, te provoca mal estar, te provoca incómodo.

É que o que vem de Deus é sempre união, é sempre amor, é sempre bem estar e traz sempre paz àquele que quer viver segundo a vontade de Deus.

Os Sacramentos, mormente a Eucaristia, a oração contínua, a meditação da Palavra de Deus, o aconselhamento espiritual, dar-te-ão sempre o que necessitas para discernir bem, para discernires em comunhão com Deus.





Garcia, 28 de Maio de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

segunda-feira, 1 de junho de 2026

CONVERSAS COMIGO I


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Rezas e continuas a rezar dizendo muitas vezes ao Senhor que n’Ele confias e n’Ele esperas.

Mas preocupas-te sempre no dia a dia com o que tens para viver, como se algo te faltasse para puderes confiar e esperar no futuro.

Vezes sem conta deitas contas à vida, (e, claro, que deves ter consciência do que tens), espreitas a conta bancária o pouco ou muito que tens e, afinal, parece que apesar de tudo é nessas coisas que depositas confiança e esperança para a tua vida.

Realmente, refletindo com realidade, é bem verdade que te aproximas mais de Deus, ou melhor, mais frequentemente Lhe rezas e pedes quando estás em dificuldades, sejam elas quais forem, mas sobretudo a saúde e a subsistência, do que verdadeiramente confias que Ele não te falta nunca.

Mas, por acaso, uma boa conta bancária te permite comprar a saúde, o amor, ou a paz diária?

Será que o ter muito te concede uma família harmoniosa ou uma vida em sociedade sem problemas?

Claro que deves trabalhar e tentar ganhar legitimamente o fruto do teu trabalho, mas será apenas isso que te dará a certeza de um bom futuro?

Não preferirias antes a proteção de Deus durante todos os dias da tua vida?

Essa proteção de Deus deve levar-te sempre a perceber que o pouco ou muito que tens é fruto do teu trabalho, mas que te deve levar também a abrir o coração para partilhar o que tens com os outros que mais precisam.

Há alegria maior do que dar sem esperar recompensa?

Confia em Deus e tudo terá então sentido, e perceberás finalmente como Santa Teresa que só Deus basta.








Garcia, 18 de Maio de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

quarta-feira, 20 de maio de 2026

O TEMOR DE DEUS

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Ter medo de Deus é não conhecer Deus.
Só se tem medo de quem nos pode fazer mal.

Deus apenas nos quer bem, ou melhor, “apenas” nos ama com amor infinito.

O Temor de Deus não é ter medo de Deus, mas sim reconhecer que Deus tudo pode e que n’Ele e com Ele tudo é possível.

O Temor de Deus leva-nos à obediência, porque a obediência à vontade de Deus é sempre o maior bem para as nossas vidas.

Quem educa com amor e seriedade, não castiga apenas pelo castigo ou por querer fazer mal, mas sim para correção do que fizemos, e para nos levar a fazer melhor o que é bom para nós

Quem ama não castiga, educa.

Deus ama com infinito amor e, por isso, corrige caminhos nossos que nos afastam do que é bom para nós.

Às vezes precisamos mesmo de ser confrontados com a responsabilidade dos erros que cometemos, com as consequências desses actos errados.

Mas mesmo a dor e o sofrimento que possam advir das consequências desses actos mal praticados, não são vontade de Deus, mas, acredito, algo que Ele permite, para que possamos perceber o que é preciso emendar para fazer a Sua vontade.

Essa obediência à vontade de Deus, que é também Temor de Deus, liberta-nos, não nos aprisiona.

Ora nós só devemos ter medo do que nos aprisiona, do que nos quer prender, e não do que nos liberta, e apenas Deus nos criou inteiramente livres.

Ter medo de Deus é não reconhecer o seu infinito amor por nós, e se não reconhecemos o amor de Deus, também não O podemos amar, nem podemos amar-nos uns aos outros como Ele nos ama, porque foi Ele quem primeiro nos amou.





Garcia, 4 de Maio de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

quarta-feira, 13 de maio de 2026

COMO AGRADECERTE-TE, SENHOR?

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Como dar-Te graças, Senhor?

Como agradecer-Te tudo o que nos dás e fazes em e por cada um de nós e de que tantas vezes nem sequer nos apercebemos?

Dizer-Te palavras como obrigado, rezar-Te orações de ações de graças, querer de alguma forma retribuir-Te tudo que nos dás?

Tudo parece tão pouco, tudo parece não servir, para verdadeiramente Te agradecer.

Como agradecer-Te, então, Senhor?

Talvez dando o muito que nos dás aos que nada têm, principalmente aos que não Te têm a Ti, porque ainda não se deixaram encontrar pelo Teu amor.

Por isso, Senhor, talvez devamos estar sempre atentos ao nosso testemunho cristão, ou seja, ao nosso testemunho do muito que nos dás em amor, em paz, em tranquilidade, em alegria, em confiança e esperança, sobretudo nos momentos mais difíceis das nossas vidas.

Talvez que este nosso testemunho sincero e verdadeiro possa tocar aqueles que andam afastados de Ti, levando-os a quererem procurar-Te, para viverem também o Teu amor e a Tua paz.

Então, Senhor, agradecer-Te é darmo-nos, é darmos o que nos dás aos outros, porque dando-lhes o que fazes e em nós colocas, estamos a dar-Te a Ti, que queres precisar deles junto de Ti.

Sim, Senhor, Tu não precisas de nada de nós, mas os outros precisam, e se Tu queres estar nos outros, queres precisar de nós, para que o nosso testemunho possa despertar neles a vontade de Te conhecer, amar e seguir.

Darmo-nos aos outros em testemunho do Teu amor, é dar-Te a Ti, e dar-Te será, com certeza, uma das melhores formas de Te agradecer o tudo que nos dás.






Garcia, 7 de Maio de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

segunda-feira, 11 de maio de 2026

A TUA PALAVRA

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Há momentos em que a Tua Palavra nos toca de tal modo, que percebemos que estás a falar connosco directamente, Senhor, mesmo sem nunca deixares de falar aos outros.

Tudo o que nos dás pela Tua Palavra pode e deve servir à nossa edificação, à nossa vida, mas só o fará verdadeiramente se nos deixarmos tomar por Ela, nos deixarmos guiar por Ela, e dEla darmos testemunho, para que todos A possam ouvir, sentir e viver, como fazes a cada um de nós.

Tantas vezes nos surpreendemos quando lendo e meditando a Tua Palavra, percebemos que Ela responde aos nossos anseios, às nossas dificuldades e, sobretudo, nos mostra o caminho a seguir nessas determinadas circunstâncias.

A Tua Palavra, que és Tu mesmo, Senhor, alimenta-nos e dá-nos vida, vida verdadeira, que se faz plenitude nesse encontro contigo.

Por muito que leiamos a Tua Palavra, por muito que repetidamente leiamos as mesmas passagens, Tu sempre nos mostras coisas novas, sempre nos respondes com algo novo, porque não há dúvida de que a Tua Palavra é viva e eficaz: «o mesmo sucede à palavra que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, sem ter realizado a minha vontade e sem cumprir a sua missão.» (Is 55,11)

Tu A semeias no interior do nosso coração e A vais regando com o Teu amor, de tal modo, que a Tua Palavra passa a ser a vida que nos dás em cada momento das nossas vidas.

Ao lermos a Tua Palavra, ouvimos-Te a Ti e, ouvindo-Te a Ti, apenas e só, devemos guardar e viver o que nos dizes, para que tudo comece e acabe em Ti.

Sacia-nos, Senhor, da Tua Palavra para que Ela seja sempre vida em nós.





Garcia 27 de Abril de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

quinta-feira, 7 de maio de 2026

MULTIPLICAÇÕES

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Uns de joelhos, outros de pé, ainda outros sentados, mas todos Te contemplam, Senhor, no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Olham fixamente, querendo ver com os olhos do corpo o que apenas pode ser visto com os olhos da Fé, com os olhos de um coração entregue a Ti, iluminado pelo Espírito Santo.

Uns vêm adorar, outros rezar, outros louvar, outros pedir, outros apenas e somente estar, em silêncio, deixando-se tocar pela Tua presença real e viva na Eucaristia.

Mas todos à sua maneira querem dar de si próprios alguma coisa, por mais pequena que seja, (e nós somos tão pequenos, Senhor), alguma coisa que querem colocar nas Tuas mãos, no Teu coração, como um desejo profundo de Te dizer em permanência: Amo-Te, Senhor!

E Tu pegas em todas essas ínfimas dádivas de cada um, e aproveita-las para derramar graças sobre aqueles que mais necessitam de Ti, do Teu amor.

De tão pouco que Te damos, Senhor, fazes o muito no Teu coração.

Tu és tão bom a multiplicar, Senhor!

De apenas cinco pães e dois peixes fazes uma refeição para todos aqueles que Te querem ouvir, que Te querem seguir.

De um pedaço de pão e um pouco de vinho fazes-Te comida e bebida que nunca acaba, para alimentares os que, famintos e sequiosos, procuram o Teu amor.

Só Tu, Senhor, do tão pouco que Te damos consegues fazer o muito de que precisamos, porque Te entregas inteiramente por todos nós.

Obrigado, Senhor!





Garcia, 23 de Abril de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

terça-feira, 28 de abril de 2026

VIDA EM LIBERDADE

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É preciso pensar e perceber que aquilo que o mundo ensina hoje em dia sobre a vida de cada um, sobre os valores da sociedade, sobre o ser homem/mulher, (que não o ser homem e ser mulher perfeitamente distintos), sobre a morte dos inocentes no ventre de suas mães e tantas mais coisas repetidas até à exaustão, é recebido por muita gente como algo indiscutível e, mais do que isso, como uma obrigação para todos, por vezes até em forma de lei.

No entanto, tudo o que vem de Deus, os Seus ensinamentos em Jesus Cristo, os Seus mandamentos, a Sua Palavra escrita, a verdade e valor da vida desde a concepção até à morte, os valores de uma sociedade que deve viver em amor, tudo isso pode ser e é colocado em causa e não faz parte de nenhuma obrigação de conduta social.

Verdadeiramente todos os valores e princípios, (chamemos-lhe assim), que vêm de Deus, não são por Ele impostos, mas são sim caminho de vida, de liberdade, de felicidade que Ele propõe a cada um e à humanidade.

Já os valores do mundo tornam-se uma exigência para todos, não só legal, mas também por pressão da sociedade, querendo obrigar a um pensamento único, ditado por essas formas de conduta.

No fundo tudo isso que o mundo impõe acaba por tornar-se uma “idolatria” que para nada serve, nem leva à liberdade e felicidade do homem, como é bem patente na sociedade em que hoje vivemos.

Só em Deus somos realmente livres, porque Ele mostra-nos o caminho, mas não nos obriga a segui-lo para vivermos em sociedade.

Já o mundo aprisiona-nos nos seus princípios e, cada vez mais em sociedade, escorraça aqueles que por eles não pautam as suas vidas, chegando até a colocar em causa a sua liberdade quando renegam tais princípios.

Tudo leva a crer, no entanto, que por todo o lado os jovens começam a despertar para a verdade e a perceberem que só em Deus e com Deus a vida tem sentido.

Cada vez mais, portanto, o testemunho verdadeiro e coerente dos cristãos, por vezes silencioso, se torna importante para a humanidade, porque só esse testemunho, alicerçado no e pelo Espírito Santo, pode levar o Homem ao encontro com Deus e assim viver a verdadeira vida em liberdade de amor que Deus lhe oferece em Jesus Cristo.




Garcia, 20 de Abril de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

terça-feira, 21 de abril de 2026

SABEDORIA

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Aqui na Tua presença pergunto-me: Que sabedoria posso eu desejar, Senhor?

A sabedoria que vem de Ti e que em mim deve ser o desejo de querer fazer apenas a tua vontade ou uma suposta sabedoria daquilo que eu julgo saber apenas por mim próprio.

Uma sabedoria que venha apenas da minha existência, de um pretenso saber da minha pessoa, nunca será uma verdadeira sabedoria, porque não é humilde suficiente para reconhecer que a verdadeira sabedoria apenas pode vir de Deus.

Que interessa ao homem saber muito, mas viver afastado de Deus?

Acaso essa pretensa sabedoria o leva a descobrir o amor, o leva a encontrar a felicidade, o leva à vida eterna?

Não, essa pretensa sabedoria é sempre incompleta, porque não se fundamenta na Verdade, não se alicerça na verdadeira sabedoria que é Deus e vem de Deus.

Só Deus sabe absolutamente tudo, por isso só Deus é verdadeiramente sabedoria.

Mas Deus quer fazer-nos participantes da Sua divindade e, por isso, leva-nos a conhecer a sabedoria e, vivendo com ela e dela, podemos então viver a verdadeira vida que vem de Deus e apenas de Deus.

Talvez a humildade seja a virtude que melhor leva o homem ao encontro da sabedoria.

Por isso peço-Te, Senhor, concede-me o dom da humildade e só isso me basta, porque se eu for humilde, apenas procurarei fazer a Tua vontade e na tua vontade encontrarei sempre o amor, a vida, a felicidade, a verdadeira sabedoria.






Garcia, 12 de Janeiro de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)