terça-feira, 25 de agosto de 2026

A MORTE E A VIDA

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Na Tua presença, Senhor Jesus, reflito sobre a morte.

Não que tenha medo da minha morte ou que tal me incomode, pois incomoda-me mais a morte dos outros, sobretudo daqueles que me são queridos.

Por vezes ouve-se dizer que o Homem nasce para morrer, mas quando penso em Ti e me deixo guiar por Ti, percebo, quero perceber, que o Homem nasce para viver para sempre.

Se o Homem nascesse para morrer, Tu não o terias criado à Tua imagem semelhança, porque Tu, Senhor, existes desde sempre e para sempre.

Ao criares o Homem quiseste dar-lhe essa “centelha” de eternidade, para que o Homem em Ti encontrasse o amor e a vida para sempre.

Assim se o Homem recebe de Ti o dom da vida, então também recebe o dom da vida eterna.

Por isso a morte física do Homem mais não é do que isso mesmo, morte física.

Quando criaste o Homem à Tua imagem e semelhança, criaste-o em total liberdade e, por isso mesmo, nessa liberdade o Homem, na sua vida física, precisa de Te encontrar e viver o caminho para Ti e em Ti, para assim se completar inteiramente junto de Ti, depois da sua morte física.

Aqueles que não Te querem procurar ou que Te rejeitam tendo de Ti conhecimento, também continuam a viver para sempre, mas estando ausentes da Tua presença, não se completam, e, por isso, mais valia não terem nascido, pois não atingem a plenitude para que foram criados, porque a vida para sempre fora da Tua presença é a morte do seu próprio ser, criado à Tua imagem e semelhança.

Em Ti, Senhor, está a vida, porque Tu és o Senhor da vida, és a própria vida que se entregou por todos nós para nos libertar da morte.





Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

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