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No Domingo passado a minha paróquia da Marinha Grande ilustrava o Evangelho do dia com a imagem que coloco nesta publicação.
De imediato veio ao meu pensamento o famoso “sistema volta” que neste momento está em funcionamento no nosso país.
Como sempre faço, tentei retirar dessa observação algo que me levasse a viver a fé, a reflectir sobre o meu caminho de entrega ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Com algum humor percebi que há dois “sistemas volta”, o da organização administrativa do país da política, e outro, bem mais importante, que é o “sistema volta” de Jesus.
As diferenças são muitas e abissais!
No “sistema volta” da política, as pessoas pagam primeiro as embalagens para depois, se quiserem, voltarem a receber exactamente o mesmo valor que pagaram ao utilizarem o referido “sistema”.
No “sistema volta” de Jesus, os crentes não têm que pagar nada primeiro, mas apenas aderir ao “sistema” de alma e coração, e recebem sempre incomparavelmente mais do que aquilo de que abdicaram para aderir ao “sistema”.
No “sistema volta” da política, as pessoas têm que se deslocar a determinados lugares e utilizar determinadas máquinas para poderem receber aquilo que já pagaram.
No “sistema volta” de Jesus, os crentes estejam onde estiverem podem “aceder” de imediato ao “sistema” e receber sem mais demoras as graças que Ele mesmo dá a cada um que O procura.
No “sistema volta” da política, as pessoas têm que levar nas suas mãos as embalagens para colocar na tal máquina e assim receberem sempre um valor igual, seja qual for a embalagem que ali colocarem.
No “sistema volta” de Jesus, os crentes podem ir de mãos vazias desde que levem o coração cheio de desejo de encontrar Jesus, e Ele logo se encarrega do nada que as nossas mãos levam, dar o tudo do Seu amor.
No “sistema volta” da política, as embalagens que entregamos à máquina são trituradas e completamente desfeitas para serem recicladas.
No “sistema volta” de Jesus, as embalagens que entregamos são as nossas próprias vidas que, longe de serem trituradas e desfeitas, são transformadas pelo amor de Deus, mantendo toda a imagem que tinham, mas sendo vidas novas em abundância.
No “sistema volta” da política, as embalagens a entregar têm que estar impecavelmente inteiras, sem serem amolgadas, deterioradas, senão a máquina não as aceita.
No “sistema volta” de Jesus, as embalagens, que somos nós, podem estar, e estão sempre a maior parte das vezes, amolgadas, deterioradas, quase desfeitas, e Ele devolve-as inteiras, imaculadas, cheias de graça, com a certeza de que podemos sempre em qualquer momento recorrer ao “sistema volta” de Jesus.
As diferenças são tantas, que deixo ao cuidado de quem tem paciência para ler este texto, encontrar para si próprio todas essas diferenças que podem “fazer a diferença” nas suas vidas.
E já agora só um pequeno conselho para informar que o “sistema volta” de Jesus se encontra preferencialmente em Igreja, com toda a comunidade de fiéis que caminham em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Marinha Grande, 30 de Setembro de 2026
Joaquim Mexia Alves



















