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Uns de joelhos, outros de pé, ainda outros sentados, mas todos Te contemplam, Senhor, no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.
Olham fixamente, querendo ver com os olhos do corpo o que apenas pode ser visto com os olhos da Fé, com os olhos de um coração entregue a Ti, iluminado pelo Espírito Santo.
Uns vêm adorar, outros rezar, outros louvar, outros pedir, outros apenas e somente estar, em silêncio, deixando-se tocar pela Tua presença real e viva na Eucaristia.
Mas todos à sua maneira querem dar de si próprios alguma coisa, por mais pequena que seja, (e nós somos tão pequenos, Senhor), alguma coisa que querem colocar nas Tuas mãos, no Teu coração, como um desejo profundo de Te dizer em permanência: Amo-Te, Senhor!
E Tu pegas em todas essas ínfimas dádivas de cada um, e aproveita-las para derramar graças sobre aqueles que mais necessitam de Ti, do Teu amor.
De tão pouco que Te damos, Senhor, fazes o muito no Teu coração.
Tu és tão bom a multiplicar, Senhor!
De apenas cinco pães e dois peixes fazes uma refeição para todos aqueles que Te querem ouvir, que Te querem seguir.
De um pedaço de pão e um pouco de vinho fazes-Te comida e bebida que nunca acaba, para alimentares os que, famintos e sequiosos, procuram o Teu amor.
Só Tu, Senhor, do tão pouco que Te damos consegues fazer o muito de que precisamos, porque Te entregas inteiramente por todos nós.
Obrigado, Senhor!
Garcia, 23 de Abril de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

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