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Idealizamos, Senhor, uma bela casa, bem construída, cheia de todas as comodidades, para podermos fazer nela a nossa morada.
Queremos, se calhar, um belo jardim, cheio das mais belas flores, das mais frondosas árvores, de uma relva verde e pujante.
E o local onde queremos habitar tem que ser sossegado, seguro, sem problemas de qualquer espécie.
Queremos vizinhos simpáticos, prestáveis, que estejam dispostos a ajudar-nos se deles precisarmos.
Queremos, enfim, tudo o que seja bom, belo, limpo e seguro, para aí fazermos a nossa morada.
E Tu, Senhor, como queres que seja a Tua morada, onde queres habitar e como queres que tudo seja?
Olhas-nos sorrindo e respondes cheio de amor:
Como morada para Mim, Meus filhos, apenas desejo os vossos corações e as vossas vidas.
Mas, Senhor, sabes bem melhor do que nós que, muitas vezes, os nossos corações não estão limpos e que as nossas vidas até são tantas vezes inseguras e que nem sempre somos simpáticos e prestáveis para com aqueles que nos procuram.
E Tu respondes cheio de amor:
Eu sei, Meus filhos, por isso é que quero fazer de cada um de vós a Minha morada, porque para Mim não preciso de comodidades, nem de segurança, quero precisar apenas de amor, do vosso amor. Por Mim e pelos outros.
Então vem, Senhor Jesus, e faz de nós, faz em nós, faz em mim, a Tua morada.
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

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