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Eras “cego” e caminhavas na vida aos tropeções, por isso caías tantas vezes pelo chão da vida.
Às vezes era difícil levantares-te porque a consciência te pesava, mas em vez de lhe dares ouvidos, colocava-la de lado e fazias como se ela não existisse, para poderes continuar a viver “cego”, sem sentido, “afogado” em paixões efémeras.
Mas no fundo ti, porque em novo te tinha sido ensinado que havia uma Luz que iluminava o caminho daqueles que querem abrir os olhos, havia esse desejo de poderes ver e te deixares guiar por essa Luz.
Mas continuavas a caminhar “cego” e, quanto mais caminhavas assim, mais te aproximavas do abismo, que estava aberto para nele caíres.
Não sei se estavas muito perto ou muito longe desse abismo, mas sei que a Luz deve ter entendido que já chegava de tanta “cegueira”, e, serenamente, fez-te ver o caminho que estava adormecido dentro de ti.
Abriu-se-te a vista pouco a pouco e pudeste ir descortinando o caminho à tua frente, embora muitas vezes fechasses os olhos, como se ainda fosses “cego”, e assim acabavas por cair novamente, lutando com a tua consciência que te queria levantar.
Mas a Luz foi mais forte e abriu-te decididamente os olhos para que pudesses ver com antecipação os buracos do caminho.
Já vias, mas muitas vezes ainda difusamente, mas então já te apercebias com o teu sentir das pedras do caminho, e lutavas para nelas não tropeçares.
Foste caminhando, a visão foi melhorando, mas, curiosamente, cada vez mais o caminho se ia estreitando.
Percebeste, então, que essa Luz era Alguém que te dava a mão para te ajudar a passar cada vale estreito, cada curva apertada, cada caminho pedregoso.
Dentro de ti abria-se um horizonte novo!
Deixavas agora que a tua consciência iluminada pelo Espírito Santo te guiasse, e ias percebendo que embora nada parecesse mais fácil, tudo era muito mais compensador, e que aquilo que dantes não era obstáculo, agora aparecia como tal, mas apenas para perceberes o caminho que devia ser percorrido e vencido.
Onde chegarás no teu caminho já não importa, porque confias n’Aquele que te guia agora, e sabes, com toda a força do teu crer, que Ele nunca te abandonará e sempre te dará a mão para fazeres o caminho até ao fim, para repousares então, para sempre, na Sua presença.
Garcia, 10 de Setembro de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

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