quarta-feira, 24 de abril de 2024

LIBERDADE DE DEUS

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Para mim, a liberdade é Cristo.
Só em Deus e no Seu amor eu sou realmente livre.

Ainda me deixo prender por muitas coisas do mundo, mas nos momentos em que me deixo tocar por Ele, em que deixo que Ele realmente conduza a minha vida, então é que me sinto realmente livre, porque me sinto cheio do amor d’Ele e, no amor d’Ele, me sinto amor para os outros.

E no amor de Deus que tudo ama e perdoa, também eu me sinto livre para amar a todos e perdoar, (pedindo perdão também), não deixando que qualquer rancor ou ressentimento me aprisione em sentimentos que me tornam escravo de mim próprio e da vida mundana.

Sim, vivo no mundo e sou tocado pelo mundo, mas tento, no amor e na liberdade de Deus, transformar o mundo, pelo menos o meu mundo, para que não seja ele a conduzir a minha vida, mas estando nele e vivendo nele, me deixe conduzir pelo Espírito Santo que me faz viver no mundo, na liberdade dos filhos de Deus.

Ah, como me faltam as palavras para poder explicar o amor e a liberdade que sinto em mim, quando me deixo conduzir pelo Espírito Santo!

Como quando começo uma oração em voz alta, em comunidade, e ao princípio o receio de dizer coisas erradas, de fazer má-figura, enfim, o medo das coisas do mundo, parece que me prende, mas depois, abandonando-me ao Espírito Santo, deixo que as palavras saiam mais do meu coração do que da minha boca, e então, já não me interessa o que o mundo pensa, já não me interessam, nem me metem medo as palavras, porque sejam elas quais forem, se são ditas no Espírito Santo, alcançam sempre os seus propósitos, e por isso mesmo deixo de pensar em mim, para entrar na liberdade de Deus em mim.

E a liberdade de Deus leva-me a encarar a morte, não como uma prisão ou uma qualquer meta, mas antes e tão só como a passagem desta vida do mundo que ainda me prende, para a vida em Deus que tudo ama e liberta, até do tempo que agora nos confina.

Realmente para mim, a liberdade é Cristo.
Só em Deus e no Seu amor eu sou realmente livre.





Marinha Grande, 24 de Abril de 2024
Joaquim Mexia Alves

1 comentário:

António J Macedo disse...


Graças a Deus!