Saiu satisfeito da Igreja. Tinha estado a rezar e no seu entendimento, tinha sido uma boa oração, não havia dúvida que ele estava no bom caminho, o que aliás se percebia por todas as graças que o Senhor derramava nele, (pelo menos era assim que ele pensava).
A sua fé estava fortalecida, era inabalável e apesar de muitas coisas ainda estarem erradas na sua vida, havia uma coisa de que ele tinha a certeza: A sua fé ninguém lha podia tirar!
Tinha-lhe custado muito a fortalece-la, a torna-la inabalável, a torna-la inexpugnável. Viesse o que viesse, ele sempre afirmaria a sua fé.
Foi andando contente consigo próprio e de repente apercebeu-se que estava junto de alguns dos seus antigos amigos, que conversavam animadamente na rua.
Parou para os cumprimentar e falar um pouco com eles.
Um deles perguntou-lhe:
- De onde vens a estas horas?
Antes que pudesse responder, um outro com um sorriso trocista na cara, disse:
- Deve vir da Igreja. Deve ter estado a rezar, agora não sabe fazer mais nada!
A gargalhada foi geral e ele muito incomodado, disse:
- Por acaso não. Acabei de trabalhar, estive ali no café a beber uma cerveja e agora vou para casa.
Sem conseguir disfarçar a atrapalhação, despediu-se, dizendo que estava com pressa e foi-se embora.
Pelo caminho ia a pensar:
«Mas porque é que eu não disse a verdade?»
Caminhando foi-se convencendo de que tinha sido melhor assim. Eles não iriam entender e não lhes serviria de nada saberem que ele tinha estado a rezar. Coitados, estavam tão longe que não compreenderiam como ele agora era diferente.
Tocou o telemóvel e ele atendeu. Era uma conhecida sua de outros tempos, que lhe disse:
- Então o que é feito de ti. Segundo me dizem, agora passas a vida na Igreja a rezar. Já não sais nem sabes fazer mais nada. Dizem que estás um “chato”.
Respondeu-lhe de imediato, sem pensar:
- Isso é o que todos dizem, só para me gozarem. Eu continuo a fazer a minha vida, mais ou menos. Claro que agora tenho outras responsabilidades, pelo que me é mais difícil sair, mas enfim continuo na mesma.
Trocaram mais duas ou três banalidades e ele apressou-se a desligar.
Mais uma vez lhe veio ao pensamento a pergunta, porque é que não tinha dito que sim, que gostava de rezar, que gostava de estar na Igreja, porque ali tinha encontrado o que nunca tinha tido antes.
Mais uma vez se autojustificou, com uma qualquer desculpa, tranquilizando a sua paz de espírito.
Chegou a casa e disseram-lhe que o seu irmão tinha telefonado pedindo-lhe que ligasse, assim que pudesse.
Assim fez e ouviu a voz do seu irmão do outro lado dizer-lhe:
- Então só chegaste agora? Olha, no Sábado vou dar aqui em casa um jantar com os amigos que tu sabes e gostava muito que viesses.
Incomodado, lembrou-se que nesse Sábado tinha sido marcada aquela Missa e Adoração a que não queria faltar e para além do mais já não tinha pachorra para as conversas daqueles jantares, por isso respondeu ao seu irmão:
- No Sábado não posso, já tenho uma coisa marcada.
A resposta não se fez esperar:
- Sim, sim, estou mesmo a ver, uma “missinha” com certeza!
Retorquiu de imediato:
- Não, não. Já tinha marcado um jantar com outros amigos a que não posso faltar.
O irmão desligou, meio “gozão”, meio aborrecido e ele ficou a pensar que ainda desta vez tinha escondido a verdade.
Foi para o seu quarto incomodado com tudo aquilo, sentou-se na cama e disse numa oração:
«Porquê Senhor, porque é que eu menti e escondi que Te amo e quero estar sempre conTigo?»
Ouviu então no seu coração uma voz que lhe dizia:
«Pedro, Pedro, eu não te disse que me havias de negar três vezes.»
Ficou mudo e espantado, pensando: «Mas eu não me chamo Pedro.»
Então, abriu-se uma luz no seu espírito.
Não era Pedro, mas como Pedro, quando estava sozinho consigo ou com os seus amigos de agora em igreja, (como quando Pedro estava entre os seus, antes de Pentecostes), tinha a coragem, (se é que era coragem), de afirmar a sua fé, mas junto dos outros e perante o “perigo” de ser reconhecido como cristão empenhado, negava Aquele que ele dizia que tanto amava.
Caiu em si e reconheceu a sua fraqueza, reconheceu o seu orgulho, reconheceu o seu convencimento de que já era alguém, de que por si só tinha conseguido fazer um caminho, como se a força para se afirmar cristão fosse uma conquista dele e não uma graça do seu Senhor, como se já tivesse entendido tudo e afinal ainda estava tão longe da verdade e da comunhão.
Como Pedro baixou a cabeça e sentiu-se nada.
Como era possível ter negado Aquele que tanto o amava e tanto lhe tinha dado.
Como Pedro chorou, amargurou-se, quase desesperou, ao perceber até onde tinha ido o seu orgulho. Ele sozinho não era nada, ele sozinho nada conseguia.
Como Pedro percebeu que ainda não tinha entendido nada, porque ainda não tinha verdadeiramente entregue a sua vida ao seu Senhor.
Como Pedro sentiu-se indigno do amor que o Senhor lhe tinha. Como Pedro sentiu-se perdido, sem saber para onde ir.
Mas como Pedro sentiu e viveu aquele olhar do seu Senhor, no seu coração, na sua vida e percebeu então que o seu Senhor era todo perdão, era todo amor, que o conhecia como ninguém e por isso o compreendia, lhe perdoava e o continuava a amar com aquele amor infinito que só Ele podia e sabia dar.
Percebeu então que tinha de recomeçar, que tinha de ser mais Publicano e menos Fariseu, que tinha de considerar-se muito mais pecador e muito menos justo, que tinha de abandonar-se, entregar-se e deixar que o seu Senhor fizesse nele a Sua vontade.
Percebeu então que a sua fé era fraca, mas que o seu Senhor o conhecia no seu mais intimo e que por isso mesmo estava sempre ao seu lado, para lhe dar força e alimentar a sua fraca fé com o Seu infinito amor.
terça-feira, 13 de junho de 2006
segunda-feira, 12 de junho de 2006
ORAÇÃO DUM FILHO AO PAI
Obrigado meu Deus, porque não apenas nos criastes, mas quiseste ser nosso Pai.
Obrigado meu Deus, porque enviaste o Teu Filho, Jesus Cristo, Deus contigo também, para nos fazer conhecer-Te e chamar-Te Pai.
Obrigado meu Deus, porque não nos deixastes sozinhos, mas envias-Te o Teu Espírito Santo, Deus contigo também, para nos guiar e dar a conhecer o Teu amor de Pai.
Queremos pedir-Te, oh Pai nosso Deus, que nos ilumines e nos faças crianças à Tua procura.
Ensina-nos a sentarmo-nos nos Teus joelhos, a encostarmos a nossa cabeça ao Teu peito e a contarmos-Te as nossas alegrias e tristezas; ensina-nos a sentirmos as Tuas mãos a afagar a nossa cabeça; ensina-nos a dar-Te a mão para atravessarmos a estrada da vida; ensina-nos a repousarmos no Teu amor, na Tua força, no Teu poder; ensina-nos, a como crianças, dizermos, quando vem o tentador: "Olha que eu digo ao meu Pai".
Obrigado, oh Pai nosso Deus, porque estás sempre à nossa espera, porque o Teu amor é infinito, porque o Teu perdão é constante, porque a Tua bondade não acaba, porque a Tua casa é a nossa felicidade.
Obrigado, oh Pai nosso Deus, por teres sempre tempo para nós e para cada um em particular e por velares por nós desde sempre e para sempre.
Não deixes, oh Pai nosso Deus, que nos afastemos do Teu amor, do Teu calor, do caminho que nos traçastes com tanta ternura.
Em nome do teu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, guiados pelo Teu Espírito Santo, Te pedimos oh Pai nosso Deus: Abençoa os Teus filhos que muito Te amam.
Obrigado meu Deus, porque enviaste o Teu Filho, Jesus Cristo, Deus contigo também, para nos fazer conhecer-Te e chamar-Te Pai.
Obrigado meu Deus, porque não nos deixastes sozinhos, mas envias-Te o Teu Espírito Santo, Deus contigo também, para nos guiar e dar a conhecer o Teu amor de Pai.
Queremos pedir-Te, oh Pai nosso Deus, que nos ilumines e nos faças crianças à Tua procura.
Ensina-nos a sentarmo-nos nos Teus joelhos, a encostarmos a nossa cabeça ao Teu peito e a contarmos-Te as nossas alegrias e tristezas; ensina-nos a sentirmos as Tuas mãos a afagar a nossa cabeça; ensina-nos a dar-Te a mão para atravessarmos a estrada da vida; ensina-nos a repousarmos no Teu amor, na Tua força, no Teu poder; ensina-nos, a como crianças, dizermos, quando vem o tentador: "Olha que eu digo ao meu Pai".
Obrigado, oh Pai nosso Deus, porque estás sempre à nossa espera, porque o Teu amor é infinito, porque o Teu perdão é constante, porque a Tua bondade não acaba, porque a Tua casa é a nossa felicidade.
Obrigado, oh Pai nosso Deus, por teres sempre tempo para nós e para cada um em particular e por velares por nós desde sempre e para sempre.
Não deixes, oh Pai nosso Deus, que nos afastemos do Teu amor, do Teu calor, do caminho que nos traçastes com tanta ternura.
Em nome do teu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, guiados pelo Teu Espírito Santo, Te pedimos oh Pai nosso Deus: Abençoa os Teus filhos que muito Te amam.
segunda-feira, 5 de junho de 2006
"SEMOS CAMPEÃES"
E “prontos”, “os dados estão lançados”.
Os “nossos magriços”, já lá estão na Alemanha, prontos a defenderem as cores nacionais, neste desígnio pátrio, que se levado a bom termo, irá com certeza, resolver os problemas da Nação.
Esperemos que “chutem com o pé que tenham mais à mão” e que o “cabedal técnico-tático” seja de molde a que a “leitura de jogo” seja a mais conveniente.
Esperemos ainda que o “entrosamento” do plantel leve a “Equipa das Cinco Quinas” a entender e levar por diante as ordens do “mister”.
Estaremos atentos para ver se, estando a nossa equipa a perder por um zero, ao meter um golo, é considerado empate.
É bom reparar no entanto, que se neste campeonato não estão representados os “magiares”, poderemos ter de enfrentar os “teutónicos”, ou até, quem sabe o “escrete canarinho”.
Aguardemos portanto, que quando se “estiverem a queimar os últimos cartuchos”, a “redondinha” tenha entrado mais vezes na baliza do “guarda rede” adversário, do que na nossa, sinal de que o nosso “guarda rede” sabe bem fazer a “mancha”.
Que linguagem tão explicita e interessante, a do nosso futebol.
De qualquer maneira: Viva Portugal!!!
Os “nossos magriços”, já lá estão na Alemanha, prontos a defenderem as cores nacionais, neste desígnio pátrio, que se levado a bom termo, irá com certeza, resolver os problemas da Nação.
Esperemos que “chutem com o pé que tenham mais à mão” e que o “cabedal técnico-tático” seja de molde a que a “leitura de jogo” seja a mais conveniente.
Esperemos ainda que o “entrosamento” do plantel leve a “Equipa das Cinco Quinas” a entender e levar por diante as ordens do “mister”.
Estaremos atentos para ver se, estando a nossa equipa a perder por um zero, ao meter um golo, é considerado empate.
É bom reparar no entanto, que se neste campeonato não estão representados os “magiares”, poderemos ter de enfrentar os “teutónicos”, ou até, quem sabe o “escrete canarinho”.
Aguardemos portanto, que quando se “estiverem a queimar os últimos cartuchos”, a “redondinha” tenha entrado mais vezes na baliza do “guarda rede” adversário, do que na nossa, sinal de que o nosso “guarda rede” sabe bem fazer a “mancha”.
Que linguagem tão explicita e interessante, a do nosso futebol.
De qualquer maneira: Viva Portugal!!!
quarta-feira, 31 de maio de 2006
ORAÇÃO
Por mais palavras que diga, nada acrescento à oração.
Por isso, Senhor, tudo coloco nas Tuas mãos.
Nada Te peço, Senhor, a não ser o que é melhor para todos, e o melhor, Senhor, é com certeza a Tua vontade.
Por isso, Senhor, tudo coloco nas Tuas mãos.
Nada Te peço, Senhor, a não ser o que é melhor para todos, e o melhor, Senhor, é com certeza a Tua vontade.
terça-feira, 30 de maio de 2006
PENSAMENTOS
Maria foi o primeiro Sacrário da Igreja.
Maria foi ao mesmo tempo, religiosa de clausura, vivendo a oração intensa, e Mãe de familia, vivendo as alegrias, sofrimentos e incompreensões desse mesmo estado de vida.
Maria foi ao mesmo tempo, religiosa de clausura, vivendo a oração intensa, e Mãe de familia, vivendo as alegrias, sofrimentos e incompreensões desse mesmo estado de vida.
segunda-feira, 29 de maio de 2006
HINO AO NOSSO DEUS E SENHOR
SENHOR,
Que bom e grande Tu és !
Sem Ti, SENHOR,
eu não sou nada.
Sou como um peixe que não nada,
uma ave que não voa,
uma ovelha perdida,
à mercê do predador,
um ponto sem referência,
uma curva que acaba em circulo,
( fechado sobre si próprio ),
um ser vivo, sem ter vida,
uma morte anunciada.
Mas, SENHOR,
quando a Ti me entrego,
cruzo as águas como seta,
nascem-me asas nos pés,
o predador parte os dentes,
no escudo que Tu me dás,
a curva é uma recta,
a indicar a eternidade,
a vida pulsa tão forte,
que se estende aos que estão perto,
a morte é uma passagem,
para ir ao Teu encontro.
Porque Tu, SENHOR,
És tudo para mim,
a razão do meu viver,
a razão de eu caminhar,
a razão de eu amar,
a razão de eu falar,
a razão do testemunho,
que pretendo sempre dar,
a razão do coração,
a arder em Teu louvor.
Em Ti me refugio,
em Ti, me fortaleço,
em Ti,
quanto mais fraco sou,
mais forte eu me pareço,
quanto mais pobre sou,
mais rico em Ti eu cresço.
Em mim abates barreiras,
da vergonha à timidez,
tornas-me clara a palavra,
tornas fácil o falar.
E meu SENHOR,
mais ainda,
pois transformas os problemas,
em oração de louvor,
transformas alguma amargura,
num simples acto de amor,
transformas a breve tristeza,
na Tua mais linda alegria,
transformas o ingrato desânimo,
na vontade de lutar,
transformas a terrível dúvida,
na mais bonita certeza,
transformas o meu passado,
num presente a caminhar,
transformas o gaguejar,
na mais bonita oração,
transformas o meu pensar,
num canto do coração,
feito p’ra Te louvar.
Assim, meu DEUS, e SENHOR,
só por Ti posso amar,
só em Ti posso viver,
só conTigo caminhar.
Vem depressa, não demores,
e mesmo que estejam fechados,
os portões da minha vida,
arromba-os, SENHOR meu DEUS,
abre todos os cadeados,
enche-me de Ti e sorri-me,
pega-me na mão e conduz-me,
para que não me possa perder,
mas antes testemunhar,
que a vida deve ser sempre,
um canto de puro louvor,
a Ti,
meu DEUS e SENHOR.
Que bom e grande Tu és !
Sem Ti, SENHOR,
eu não sou nada.
Sou como um peixe que não nada,
uma ave que não voa,
uma ovelha perdida,
à mercê do predador,
um ponto sem referência,
uma curva que acaba em circulo,
( fechado sobre si próprio ),
um ser vivo, sem ter vida,
uma morte anunciada.
Mas, SENHOR,
quando a Ti me entrego,
cruzo as águas como seta,
nascem-me asas nos pés,
o predador parte os dentes,
no escudo que Tu me dás,
a curva é uma recta,
a indicar a eternidade,
a vida pulsa tão forte,
que se estende aos que estão perto,
a morte é uma passagem,
para ir ao Teu encontro.
Porque Tu, SENHOR,
És tudo para mim,
a razão do meu viver,
a razão de eu caminhar,
a razão de eu amar,
a razão de eu falar,
a razão do testemunho,
que pretendo sempre dar,
a razão do coração,
a arder em Teu louvor.
Em Ti me refugio,
em Ti, me fortaleço,
em Ti,
quanto mais fraco sou,
mais forte eu me pareço,
quanto mais pobre sou,
mais rico em Ti eu cresço.
Em mim abates barreiras,
da vergonha à timidez,
tornas-me clara a palavra,
tornas fácil o falar.
E meu SENHOR,
mais ainda,
pois transformas os problemas,
em oração de louvor,
transformas alguma amargura,
num simples acto de amor,
transformas a breve tristeza,
na Tua mais linda alegria,
transformas o ingrato desânimo,
na vontade de lutar,
transformas a terrível dúvida,
na mais bonita certeza,
transformas o meu passado,
num presente a caminhar,
transformas o gaguejar,
na mais bonita oração,
transformas o meu pensar,
num canto do coração,
feito p’ra Te louvar.
Assim, meu DEUS, e SENHOR,
só por Ti posso amar,
só em Ti posso viver,
só conTigo caminhar.
Vem depressa, não demores,
e mesmo que estejam fechados,
os portões da minha vida,
arromba-os, SENHOR meu DEUS,
abre todos os cadeados,
enche-me de Ti e sorri-me,
pega-me na mão e conduz-me,
para que não me possa perder,
mas antes testemunhar,
que a vida deve ser sempre,
um canto de puro louvor,
a Ti,
meu DEUS e SENHOR.
sexta-feira, 26 de maio de 2006
PENSAMENTOS INSPIRADOS NA PROCURA DE DEUS 1
Não me posso esconder de Ti, Senhor, porque Tu tudo vês.
Mas peço-Te, não olhes para mim quando eu deixo o orgulho falar mais alto em mim, do que Tu, senhor, falas ao meu coração.
Criaste-me na Tua beleza, Senhor, e nesses momentos devo ficar tão feio.
Mas peço-Te, não olhes para mim quando eu deixo o orgulho falar mais alto em mim, do que Tu, senhor, falas ao meu coração.
Criaste-me na Tua beleza, Senhor, e nesses momentos devo ficar tão feio.
quinta-feira, 25 de maio de 2006
UMA MEDIDA IMPORTANTE
O Cardeal sentou-se com um ar preocupado e disse para o Bispo, que sentado num outro sofá lia o jornal:
- E agora como vai ser? Deixámos de fazer parte do protocolo do Estado. E eu que abracei esta vocação, pensando sempre que iria estar presente nas inaugurações e festas em lugar de destaque! Que vai ser da minha vida.
O Bispo, levantando os olhos do jornal onde lia a referida noticia, comentou:
- E então eu, que até tinha a minha agenda livre aos fins de semana para poder estar presente nessas tão importantes cerimónias protocolares.
Ficaram ali os dois, cabisbaixos e meditativos, tentando colocar em ordem os seus pensamentos. Que grave e profundo golpe lhes tinha infligido aquele governo socialista.
Que iria ser da Igreja, que como todos bem sabiam, tinha sido fundada, instituída, precisamente para se fazer representar no protocolo de Estado.
Noutro ponto da capital, ufano da sua inteligência, o chefe do governo, dizia para os seus pares:
- Isto é que foi uma remodelação importante que fizemos! Agora já sabem quem manda e quem é verdadeiramente reformador!
Um dos ministros, levantando a sua mão em jeito de pedir a palavra, disse:
- É verdade, Senhor Primeiro, mas podemos agora falar do desemprego.
Responde-lhe o outro indignado:
- Então você, depois desta tão importante medida vem-me incomodar com coisas comezinhas. Esfalfa-se a gente a elaborar remodelações importantes para o país e a única coisa que você sabe falar é do desemprego! Ora abóbora, homem!
O ministro engoliu em seco, e reconheceu a justiça das palavras do Primeiro.
No Patriarcado, depois do riso contido provocado pela ironia do que tinham dito um ao outro, o Cardeal e o Bispo dirigiram-se à Capela e de joelhos oraram:
Ouve Senhor a nossa prece, por este pobre país que não encontra rumo e se perde na pequenez dos seus objectivos.
- E agora como vai ser? Deixámos de fazer parte do protocolo do Estado. E eu que abracei esta vocação, pensando sempre que iria estar presente nas inaugurações e festas em lugar de destaque! Que vai ser da minha vida.
O Bispo, levantando os olhos do jornal onde lia a referida noticia, comentou:
- E então eu, que até tinha a minha agenda livre aos fins de semana para poder estar presente nessas tão importantes cerimónias protocolares.
Ficaram ali os dois, cabisbaixos e meditativos, tentando colocar em ordem os seus pensamentos. Que grave e profundo golpe lhes tinha infligido aquele governo socialista.
Que iria ser da Igreja, que como todos bem sabiam, tinha sido fundada, instituída, precisamente para se fazer representar no protocolo de Estado.
Noutro ponto da capital, ufano da sua inteligência, o chefe do governo, dizia para os seus pares:
- Isto é que foi uma remodelação importante que fizemos! Agora já sabem quem manda e quem é verdadeiramente reformador!
Um dos ministros, levantando a sua mão em jeito de pedir a palavra, disse:
- É verdade, Senhor Primeiro, mas podemos agora falar do desemprego.
Responde-lhe o outro indignado:
- Então você, depois desta tão importante medida vem-me incomodar com coisas comezinhas. Esfalfa-se a gente a elaborar remodelações importantes para o país e a única coisa que você sabe falar é do desemprego! Ora abóbora, homem!
O ministro engoliu em seco, e reconheceu a justiça das palavras do Primeiro.
No Patriarcado, depois do riso contido provocado pela ironia do que tinham dito um ao outro, o Cardeal e o Bispo dirigiram-se à Capela e de joelhos oraram:
Ouve Senhor a nossa prece, por este pobre país que não encontra rumo e se perde na pequenez dos seus objectivos.
terça-feira, 23 de maio de 2006
ERA DE NOITE E CHOVIA
Era de noite e chovia,
O tempo parecia parado.
O ponteiro dos segundos,
Porque o tempo não avançava,
Nem sequer se mexia.
O que era isto,
Que agora sucedia,
Que coisa estranha era esta
“O que raio se passava”.
Ele não tinha morrido,
Disso tinha a certeza,
Porque sentia o seu corpo,
Porque o seu cérebro sonhava.
O que tinha acontecido,
Para que tão estranho momento,
Tivesse agora lugar.
O mundo parecia oco,
Sentia-se um grande vazio,
Parecia que já nada estava
No seu devido lugar.
Não se ouviam vozes algumas,
Nem risos ou gargalhadas,
Nem sequer lamentos, ou ais.
Ora isto queria dizer
Que pela primeira vez
A humanidade silenciava
O que mais profundo sentia.
Seria porque não queria,
Ou porque algo impedia
A vida de se fazer ouvir.
Uma frase relembrada
Vinha ao seu pensamento,
Mas fora do contexto
Em que fora proclamada:
«Tudo está consumado».
Que queria isto dizer,
Num mundo em evolução,
Que não parava um momento
Para escutar a voz do vento.
«Tudo está consumado».
Sentiu que um frio intenso
Tomava conta de si.
Reparou no mesmo instante,
Que esse frio tão estranho
Tomava conta de tudo.
Abriu-se-lhe o entendimento
Percebeu tudo então.
O homem na sua arrogância
Cheio de si, de importância,
Pensando que tudo ganhava
Tinha accionado o botão.
Era de noite e chovia,
Mas mesmo que não chovesse,
O sol raiasse,
E fosse dia,
Já nada agora importava:
O mundo já não existia.
O tempo parecia parado.
O ponteiro dos segundos,
Porque o tempo não avançava,
Nem sequer se mexia.
O que era isto,
Que agora sucedia,
Que coisa estranha era esta
“O que raio se passava”.
Ele não tinha morrido,
Disso tinha a certeza,
Porque sentia o seu corpo,
Porque o seu cérebro sonhava.
O que tinha acontecido,
Para que tão estranho momento,
Tivesse agora lugar.
O mundo parecia oco,
Sentia-se um grande vazio,
Parecia que já nada estava
No seu devido lugar.
Não se ouviam vozes algumas,
Nem risos ou gargalhadas,
Nem sequer lamentos, ou ais.
Ora isto queria dizer
Que pela primeira vez
A humanidade silenciava
O que mais profundo sentia.
Seria porque não queria,
Ou porque algo impedia
A vida de se fazer ouvir.
Uma frase relembrada
Vinha ao seu pensamento,
Mas fora do contexto
Em que fora proclamada:
«Tudo está consumado».
Que queria isto dizer,
Num mundo em evolução,
Que não parava um momento
Para escutar a voz do vento.
«Tudo está consumado».
Sentiu que um frio intenso
Tomava conta de si.
Reparou no mesmo instante,
Que esse frio tão estranho
Tomava conta de tudo.
Abriu-se-lhe o entendimento
Percebeu tudo então.
O homem na sua arrogância
Cheio de si, de importância,
Pensando que tudo ganhava
Tinha accionado o botão.
Era de noite e chovia,
Mas mesmo que não chovesse,
O sol raiasse,
E fosse dia,
Já nada agora importava:
O mundo já não existia.
terça-feira, 9 de maio de 2006
O AMOR E O PERDÃO
«E levantando-se, foi ter com o pai.
Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos». Lc 15,20
O Pai correu para o filho, para o abraçar, para o aceitar, para o acolher, para o continuar a amar, para fazer festa com ele.
Não para perdoar, porque o perdão esteve sempre no coração do Pai.
O perdão é uma constante no coração do Pai, como o amor.
E o amor do Pai é o amor verdadeiro, sem limites. É o amor que ama sem ser amado.
Quando se ama verdadeiramente, tudo está sempre perdoado.
O perdão faz parte do amor. Está associado ao amor. Onde há amor, há perdão constante.
Por isso o Pai nosso Deus, não nos perdoa, ou vai-nos perdoando. Nós estamos perdoados, à partida, desde logo.
Jesus Cristo com a Sua entrega de amor, à vontade do Pai, alcançou-nos o perdão para sempre.
Portanto, parte de nós aceitarmos o perdão. Ele está dado, é só recebermos.
Para isso temos de admitir, de reconhecer a nossa culpa, reconhecer que somos pecadores.
Não há condições para o perdão do Pai, porque nada há que possamos fazer para impedir o perdão do Pai.
Estamos sempre perdoados, mas para esse perdão ter efeito, temos de baixar a cabeça humildemente e reconhecermos o nosso erro, o nosso pecado.
Por isso o Pai corre para o filho.
Porque nEle, Pai, nunca foi quebrada a comunhão com o filho. O Pai sempre continuou a amar, porque para Ele, Pai, o perdão não precisa ser dado, existe sempre, é constante do Seu amor de Pai Criador.
Por isso esta “ânsia” de correr para o filho. Porque sempre foi desejo do Pai, a comunhão com o filho, (com os filhos). Este é que quebrou essa comunhão de amor.
Somos nós que quebramos a comunhão com o Pai, com o Seu amor.
Somos nós que quebramos a comunhão com os nossos irmãos, que quebramos o amor de Deus, que existindo em nós, nos une a todos, Seus filhos. «Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê». 1Jo 4,20
Somos nós que quebramos a comunhão com o amor.
E sem amor, não há perdão.
Nós exigimos que nos peçam desculpa, que venham até nós, para “concedermos” o “nosso” perdão. E mesmo quando o “concedemos”, a maior parte das vezes, não o fazemos humildemente, mas sobranceiramente, não conseguimos de imediato “repor” o nosso amor, tal como anteriormente.
Temos tantas frases nas nossas vidas que o documentam:
“Perdoar, perdôo, mas não esqueço”.
“Por esta vez, passa”.
“Está bem perdôo, mas tão cedo não me vês os dentes”.
Etc. etc..
Nunca nos lembramos que quando somos nós a pedir perdão, o nosso desejo, o nosso anseio, é que tudo volte a ser exactamente como era antes da nossa falta, do nosso erro.
Mas nós temos sempre imensas razões para não “concedermos” de imediato o nosso perdão “total”, ou seja, a “reposição” do nosso amor.
Temos a razão de querer “educar”, ou seja, “eu até podia perdoar e tudo ficar na mesma, mas é para ele ou ela aprenderem”.
Temos a razão da “grandeza” da falta, ou seja, “esta, também foi demais, não pode ficar logo tudo como antes”.
Temos a razão da nossa “vergonha” ou “orgulho”, ou seja, “se fica já tudo como antes, vão dizer que eu sou um «banana»”.
Conseguimos até “meter” Deus nas nossas razões, ou seja, “Deus não nos manda ser «parvos»”.
Só por isto vemos que o “nosso” amor é fraco, porque se assim não fosse, apesar de ofendidos, continuávamos a amar e assim o perdão era uma atitude natural e constante, perante o reconhecimento da falta.
Temos milhentas razões, mas talvez a mais interessante seja: “caramba, eu sou humano“.
E o problema é esse, é querermos viver o amor, querermos viver o perdão, apenas com a nossa parte humana, sem nos abrirmos à graça do amor de Deus.
È querermos procurar no mundo o amor e o perdão, que vêm do Alto, que vêm de Deus nosso Pai.
Se nos entregássemos verdadeiramente ao amor de Deus, se nos deixássemos invadir pelo amor do Pai, então também o nosso amor seria uma constante e o perdão não faria parte das nossas preocupações, pois seria uma “coisa” natural na nossa vida de filhos de Deus, unidos no e pelo Seu amor.
Mas somos realmente humanos e fracos.
Tentemos então viver o amor duma maneira viva e constante, colocando no nosso coração o sentimento de que, «por muito que faças, eu amo-te e nada poderá mudar isso, porque és meu irmão, filho de Deus e vives também no amor do Pai, vives também no Sagrado Coração de Jesus, que é fonte de amor, que é o amor de Deus Pai, feito Homem».
O Pai ama-nos assim.Quando dizemos: «Pai perdoa-me, porque Te magoei», podemos ouvir perfeitamente a Sua voz dizer: «Mas, filho, tu já estavas perdoado, mesmo antes da falta, porque Eu nunca deixei de te amar, porque eu te amo, mesmo quando tu não me amas».
Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos». Lc 15,20
O Pai correu para o filho, para o abraçar, para o aceitar, para o acolher, para o continuar a amar, para fazer festa com ele.
Não para perdoar, porque o perdão esteve sempre no coração do Pai.
O perdão é uma constante no coração do Pai, como o amor.
E o amor do Pai é o amor verdadeiro, sem limites. É o amor que ama sem ser amado.
Quando se ama verdadeiramente, tudo está sempre perdoado.
O perdão faz parte do amor. Está associado ao amor. Onde há amor, há perdão constante.
Por isso o Pai nosso Deus, não nos perdoa, ou vai-nos perdoando. Nós estamos perdoados, à partida, desde logo.
Jesus Cristo com a Sua entrega de amor, à vontade do Pai, alcançou-nos o perdão para sempre.
Portanto, parte de nós aceitarmos o perdão. Ele está dado, é só recebermos.
Para isso temos de admitir, de reconhecer a nossa culpa, reconhecer que somos pecadores.
Não há condições para o perdão do Pai, porque nada há que possamos fazer para impedir o perdão do Pai.
Estamos sempre perdoados, mas para esse perdão ter efeito, temos de baixar a cabeça humildemente e reconhecermos o nosso erro, o nosso pecado.
Por isso o Pai corre para o filho.
Porque nEle, Pai, nunca foi quebrada a comunhão com o filho. O Pai sempre continuou a amar, porque para Ele, Pai, o perdão não precisa ser dado, existe sempre, é constante do Seu amor de Pai Criador.
Por isso esta “ânsia” de correr para o filho. Porque sempre foi desejo do Pai, a comunhão com o filho, (com os filhos). Este é que quebrou essa comunhão de amor.
Somos nós que quebramos a comunhão com o Pai, com o Seu amor.
Somos nós que quebramos a comunhão com os nossos irmãos, que quebramos o amor de Deus, que existindo em nós, nos une a todos, Seus filhos. «Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê». 1Jo 4,20
Somos nós que quebramos a comunhão com o amor.
E sem amor, não há perdão.
Nós exigimos que nos peçam desculpa, que venham até nós, para “concedermos” o “nosso” perdão. E mesmo quando o “concedemos”, a maior parte das vezes, não o fazemos humildemente, mas sobranceiramente, não conseguimos de imediato “repor” o nosso amor, tal como anteriormente.
Temos tantas frases nas nossas vidas que o documentam:
“Perdoar, perdôo, mas não esqueço”.
“Por esta vez, passa”.
“Está bem perdôo, mas tão cedo não me vês os dentes”.
Etc. etc..
Nunca nos lembramos que quando somos nós a pedir perdão, o nosso desejo, o nosso anseio, é que tudo volte a ser exactamente como era antes da nossa falta, do nosso erro.
Mas nós temos sempre imensas razões para não “concedermos” de imediato o nosso perdão “total”, ou seja, a “reposição” do nosso amor.
Temos a razão de querer “educar”, ou seja, “eu até podia perdoar e tudo ficar na mesma, mas é para ele ou ela aprenderem”.
Temos a razão da “grandeza” da falta, ou seja, “esta, também foi demais, não pode ficar logo tudo como antes”.
Temos a razão da nossa “vergonha” ou “orgulho”, ou seja, “se fica já tudo como antes, vão dizer que eu sou um «banana»”.
Conseguimos até “meter” Deus nas nossas razões, ou seja, “Deus não nos manda ser «parvos»”.
Só por isto vemos que o “nosso” amor é fraco, porque se assim não fosse, apesar de ofendidos, continuávamos a amar e assim o perdão era uma atitude natural e constante, perante o reconhecimento da falta.
Temos milhentas razões, mas talvez a mais interessante seja: “caramba, eu sou humano“.
E o problema é esse, é querermos viver o amor, querermos viver o perdão, apenas com a nossa parte humana, sem nos abrirmos à graça do amor de Deus.
È querermos procurar no mundo o amor e o perdão, que vêm do Alto, que vêm de Deus nosso Pai.
Se nos entregássemos verdadeiramente ao amor de Deus, se nos deixássemos invadir pelo amor do Pai, então também o nosso amor seria uma constante e o perdão não faria parte das nossas preocupações, pois seria uma “coisa” natural na nossa vida de filhos de Deus, unidos no e pelo Seu amor.
Mas somos realmente humanos e fracos.
Tentemos então viver o amor duma maneira viva e constante, colocando no nosso coração o sentimento de que, «por muito que faças, eu amo-te e nada poderá mudar isso, porque és meu irmão, filho de Deus e vives também no amor do Pai, vives também no Sagrado Coração de Jesus, que é fonte de amor, que é o amor de Deus Pai, feito Homem».
O Pai ama-nos assim.Quando dizemos: «Pai perdoa-me, porque Te magoei», podemos ouvir perfeitamente a Sua voz dizer: «Mas, filho, tu já estavas perdoado, mesmo antes da falta, porque Eu nunca deixei de te amar, porque eu te amo, mesmo quando tu não me amas».
sexta-feira, 5 de maio de 2006
O CHAMADO EVANGELHO DE JUDAS
Recebi hoje a revista da “National Geographic”, onde, como não poderia deixar de ser, vem como “noticia” mais importante o “evangelho de Judas”.
Como é difícil tentar explicar a quem não acredita, a quem não vive a fé, que por muitas explicações racionais, mais ou menos cientificas, que nos queiram dar para tantas coisas, (que lhes parecem perfeitamente demonstradas), a nossa vida de confiança e esperança em Deus e na Igreja, não se abala com coisas destas, porque acreditamos com o coração que nos mostra a Verdade que vem do alto, e não com o raciocínio da nossa inteligência, que é coisa do mundo.
Como queremos nós “ver” Deus com explicações ao alcance da nossa inteligência, das nossas capacidades intelectuais?
Se assim fosse, tão simplesmente, Deus não seria Deus, mas sim algo perfeitamente compreensível e imitável pela Sua criatura, que deve tender para isso, embora sempre sabendo que a única perfeição é Deus.
De repente, (parece que todos os anos pela Páscoa), levantam-se vozes excitadas, porque “descobriram” um “novo evangelho”, (que afinal já era conhecido), um novo escrito “verdadeiro”, que se segue a outros tantos já anteriormente “descobertos” em tempo apropriado.
Pretende-se então que este é “verdadeiro”, que este é que é a “verdade”, e que todos os outros, até então luz e caminho para todas as gerações estão errados e até foram escritos para enganar os que querem acreditar em Jesus Cristo.
Por um só dito “evangelho”, escrito como confirmam por uma seita com pensamento diferente do Cristianismo, querem colocar em causa os quatro Evangelhos, que entre si, e embora diferentes uns dos outros, em conjunto com todo o restante Novo Testamento constituem uma unidade indissociável.
Abalar-se-ão as convicções de cada crente?
Seguramente que não, a não ser daqueles que se deixam abalar por um qualquer “Código da Vinci” e outras “verdades” que todos os anos se escrevem.
Se o meu neto, que tem agora três anos, decidir aos cinquenta anos, escrever uma versão do 25 de Abril, dizendo que foi feito por militares, mas por ordem expressa do Presidente do Conselho da altura convencido que era a única forma de salvar o país, pode ser que daqui a mil anos, quando alguém encontrar esse escrito, venha dizer que afinal a história, tal como era ensinada, estava toda errada.
Espanta-me que se preocupem tanto em tentar-nos “demonstrar” que Cristo, não é Cristo, e que a Igreja é uma “organização sinistra”, que sempre nos tentou enganar.
Não percebem que a nossa fé não se alimenta do mundo, mas sim da Graça de Deus.
Se tenho dúvidas?
Com certeza que sim, que de vez em quando assolam a minha vida, mas é um processo de crescimento interior e não qualquer coisa exterior que as venha provocar.
Pena é que se dê tanto espaço, tanto tempo de noticia a quem quer provocar divisão, mas não se dê o mesmo espaço e o mesmo tempo a quem pode demonstrar que a teoria, não passa disso mesmo, teoria e como tal fabricada pelos homens.
Podem-se alterar os factos históricos, os documentos que os suportam, as imagens que os comprovam, mas uma coisa não se pode alterar: a Verdade e esta Verdade a que me refiro, é a Verdade Divina.
Como a frase que Pilatos deixa no ar, referindo-se àquilo que para ele e para nós é inatingível no pensamento, mas que para os que acreditam se experimenta no coração: «Que é a Verdade?» Jo 18,38
De braços abertos acolhemos a todos, mesmo aqueles que não acreditam e nos querem fazer acreditar, naquilo em que pretendem não acreditar.
Monte Real, 4 de Maio de 2006
Como é difícil tentar explicar a quem não acredita, a quem não vive a fé, que por muitas explicações racionais, mais ou menos cientificas, que nos queiram dar para tantas coisas, (que lhes parecem perfeitamente demonstradas), a nossa vida de confiança e esperança em Deus e na Igreja, não se abala com coisas destas, porque acreditamos com o coração que nos mostra a Verdade que vem do alto, e não com o raciocínio da nossa inteligência, que é coisa do mundo.
Como queremos nós “ver” Deus com explicações ao alcance da nossa inteligência, das nossas capacidades intelectuais?
Se assim fosse, tão simplesmente, Deus não seria Deus, mas sim algo perfeitamente compreensível e imitável pela Sua criatura, que deve tender para isso, embora sempre sabendo que a única perfeição é Deus.
De repente, (parece que todos os anos pela Páscoa), levantam-se vozes excitadas, porque “descobriram” um “novo evangelho”, (que afinal já era conhecido), um novo escrito “verdadeiro”, que se segue a outros tantos já anteriormente “descobertos” em tempo apropriado.
Pretende-se então que este é “verdadeiro”, que este é que é a “verdade”, e que todos os outros, até então luz e caminho para todas as gerações estão errados e até foram escritos para enganar os que querem acreditar em Jesus Cristo.
Por um só dito “evangelho”, escrito como confirmam por uma seita com pensamento diferente do Cristianismo, querem colocar em causa os quatro Evangelhos, que entre si, e embora diferentes uns dos outros, em conjunto com todo o restante Novo Testamento constituem uma unidade indissociável.
Abalar-se-ão as convicções de cada crente?
Seguramente que não, a não ser daqueles que se deixam abalar por um qualquer “Código da Vinci” e outras “verdades” que todos os anos se escrevem.
Se o meu neto, que tem agora três anos, decidir aos cinquenta anos, escrever uma versão do 25 de Abril, dizendo que foi feito por militares, mas por ordem expressa do Presidente do Conselho da altura convencido que era a única forma de salvar o país, pode ser que daqui a mil anos, quando alguém encontrar esse escrito, venha dizer que afinal a história, tal como era ensinada, estava toda errada.
Espanta-me que se preocupem tanto em tentar-nos “demonstrar” que Cristo, não é Cristo, e que a Igreja é uma “organização sinistra”, que sempre nos tentou enganar.
Não percebem que a nossa fé não se alimenta do mundo, mas sim da Graça de Deus.
Se tenho dúvidas?
Com certeza que sim, que de vez em quando assolam a minha vida, mas é um processo de crescimento interior e não qualquer coisa exterior que as venha provocar.
Pena é que se dê tanto espaço, tanto tempo de noticia a quem quer provocar divisão, mas não se dê o mesmo espaço e o mesmo tempo a quem pode demonstrar que a teoria, não passa disso mesmo, teoria e como tal fabricada pelos homens.
Podem-se alterar os factos históricos, os documentos que os suportam, as imagens que os comprovam, mas uma coisa não se pode alterar: a Verdade e esta Verdade a que me refiro, é a Verdade Divina.
Como a frase que Pilatos deixa no ar, referindo-se àquilo que para ele e para nós é inatingível no pensamento, mas que para os que acreditam se experimenta no coração: «Que é a Verdade?» Jo 18,38
De braços abertos acolhemos a todos, mesmo aqueles que não acreditam e nos querem fazer acreditar, naquilo em que pretendem não acreditar.
Monte Real, 4 de Maio de 2006
segunda-feira, 17 de abril de 2006
DOMINGO DE PÁSCOA
O dia nascera calmo e sereno. Sentia-se no ar uma brisa leve e suave que ao passar de mansinho colocava tudo em movimento, as folhas, as flores, o pó das estradas, a erva, os cabelos das pessoas que passeavam, podia afirmar-se até que era uma brisa semelhante a um sopro de vida, que em tudo o que tocava, fazia viver.
Parecia que da terra ou do céu, um odor penetrante, mas macio, inundava a atmosfera e perfumava tudo o que existia.
Os animais, as plantas, as águas, as montanhas, as nuvens, toda a natureza e os seres humanos, pareciam sorrisos abertos, fontes de vida inesgotáveis, oásis de esperança, mares de tranquilidade.
Pairava no ar realmente, uma atmosfera de coisa nova, de alegria, de paz, de espectativa, de existência de vida.
De repente e enchendo todo o universo, todas as partes sem excepção, toda a existência, chegou com um fragor imenso, mas calmo e sereno, o Anúncio, como um grito de paz e verdade:
Ressuscitou o Senhor, Ressuscitou!!!
Quedou-se muda de espanto a criação, para logo em seguida, baixando a cabeça e abrindo o sorriso, gritar também dentro de si mesma e para fora:
Ressuscitou o Senhor, Ressuscitou!!!
Ah, que verdade imensa, que mistério de vida, o proscrito, o condenado, o humilhado, o desprezado, o derrotado, o já esquecido, ressuscitara, vencera a morte, vivia novamente para sempre na glória que tudo vencia.
Ah, que derrota profunda, para aquele que convencido que vencera, de cabeça baixa, percebia agora que a sua luta apenas se podia dedicar à criação.
Ah, que ódio amargo vivia naquele que agora sabia, que o Ressuscitado estava com aqueles que criara, para sempre.
A Carne eo Sangue unidos na vida e oferecidos para sempre, gritavam glória ao Senhor que vencera a morte, ao Senhor do Céu e da terra, ao que veio para salvar, entregando-Se em obediência.
Tudo era novo, nada era como dantes:
Os que tinham esperado, subiam agora à visão eterna, os que esperavam, vestiam-se de esperança, os que haviam de esperar, iam nascendo na certeza da Promessa.
Como era bom e grande o mundo, abençoado pela vida de Quem derrotara a morte.
A Palavra permanecia, era proclamada todos os dias, guardada nos corações, era a esperança da vida, depois da vida acabada.
Que certeza tão profunda habitava em todos nós:
Que todos os dias Ele se entregava, que todos os dias Ele morria, que todos os dias Ele ressuscitava, que todos os dias Ele nos salvava.
Oh, que profundo e infinito amor, do Deus que tudo criou, por nós Se entregou e para nós ressuscitava.
Oh, que infinita misericórdia, do Deus tão ofendido, que com um sorriso nos abençoava.
Oh, que infinita bondade, do Deus tão abandonado, que até uma Mãe nos dava.
Oh, que infinita fidelidade, do Deus todos os dias traído, que nunca nos abandonava.
Oh, que infinita esperança, de Deus dono do tempo, que em todo o tempo para sempre, dia a dia nos acompanhava.
Oh, que alegria suprema, que gozo eterno e constante, que fogo sempre a arder, na certeza de saber, que tendo ressuscitado, subido aos Céus e vencido, Jesus Cristo é para sempre, ontem, hoje e amanhã, com o Pai e o Espírito Santo, o nosso Deus Vivo e Verdadeiro.
sábado, 15 de abril de 2006
EM ADORAÇÃO
Obrigado Senhor pelo Teu amor, a Tua bondade infinita, a Tua presença viva no meio de nós.
Olhas para nós Senhor com os Teus olhos ternos, abres os Teus braços infinitos e a todos acolhes no mesmo eterno amor, sem diferenças, nem preferências.
Porque és um Deus assim, que todos criaste iguais no Teu amor e por isso a todos amas de igual modo.
Para Ti não há diferenças entre nós, isso são coisas do mundo.
Não ligas à cultura, ou à falta de conhecimentos, não te interessa a forma de vestir, ou o modo de falar, não olhas àquilo que cada um dá, conforme as suas posses, olhas apenas ao ser individual que criaste, que conheces e amas desde sempre e para sempre, porque em Ti, no Teu coração ele sempre existiu e sempre foi amado, mesmo antes de existir o mundo.
E essa Senhor é a verdade que nos revelas, que amas a cada um individualmente com o mesmo amor, que conheces a cada um tão perfeitamente, (como nós não nos conhecemos), que todos somos diferentes, embora iguais para Ti, que no Teu coração o nosso verdadeiro nome, o nome que Tu nos deste, está inscrito desde sempre e para sempre, e que Te entregaste e morreste por cada um, individualmente também.
Porque é verdade Senhor, que muitas vezes pensamos apenas que amas a humanidade, colectivamente, que Te entregaste e morreste pelos homens no seu conjunto, porque assim Senhor, parece que se dilui a nossa responsabilidade no Teu Sacrifício, parece que diminui a nossa obrigação de Te seguir e viver a Tua vontade, parece que é mais pequeno o nosso pecado, não parece tão necessária a nossa oração, parece que já há tantos na missão a que nos chamaste, que nós já não somos precisos.
Mas Senhor, são desculpas, são pretextos, são formas encapotadas de tentar esconder a verdade.
Verdadeiramente entregaste-Te e morreste por cada um de nós individualmente, e ao fazê-lo, entregaste-Te e morreste por todos.
Mas cada um de nós, individualmente, é responsável pela Tua entrega e pela Tua morte, cada um de nós tem a obrigação individual de Te seguir e viver a Tua vontade para si próprio, cada um de nós tem de carregar o peso do seu pecado, que só a ele diz respeito, cada um de nós tem necessidade da sua oração individual, por ele e pelos outros, cada um de nós tem a missão que Tu lhe deste, expressamente para a sua vida, conforme o estado de vida a que Tu o chamaste.
Senhor como é bom saber que estás aqui, presente para mim, mas como é terrível saber que olhas para mim e que sabes tudo o que eu faço e penso, que me amas com esse amor imenso e que no Teu Coração a chaga se abre cada vez que não correspondo ao que queres de mim, cada vez que olho para o lado e me afasto de Ti, cada vez que tento fazer da minha vontade a Tua vontade.
Quisera Senhor às vezes, esconder-me envergonhado, mas de nada serve, porque Tu estás em todo o lado, tudo vês, e mais difícil ainda, em vez de ralhares e Te zangares comigo por me querer esconder de Ti, escondendo o meu pecado, em vez de assim procederes, Tu Senhor, abres os braços para mim, e num sorriso me dizes e a cada um de nós:
“Procuro-te Meu filho, não para te castigar, mas para te amar mais, para te perdoar e guiar”.
Obrigado Senhor porque não sendo eu nada, não sendo eu ninguém neste mundo, no Teu coração sou o mais importante de todos os meus irmãos, porque todos os meus irmãos são o mais importante para Ti.
Ajuda-me Senhor, a viver em amor com todos os meus irmãos, mas a nunca tentar diluir a minha responsabilidade, a minha missão, desculpando-me com aquilo que os outros fazem, pelo contrário, ajuda-me Senhor a cumprir o que queres para mim, a viver a Tua vontade em mim e a colectivamente dar testemunho do Teu amor por mim, igual ao Teu amor por cada um de nós.
Obrigado Senhor pelas graças deste dia, desta noite, de toda a minha vida, das vidas de todos nós.
Obrigado Senhor pelos que curaste no seu interior e no seu físico e obrigado Senhor por todos aqueles a quem retiveste a doença.
Só Tu sabes Senhor o que é importante e bom para a vida de cada um, porque só Tu conheces o caminho que cada um terá de seguir, para por Tua graça, alcançar a Salvação.
Glória a Ti, Senhor, para sempre pelos séculos sem fim.
Olhas para nós Senhor com os Teus olhos ternos, abres os Teus braços infinitos e a todos acolhes no mesmo eterno amor, sem diferenças, nem preferências.
Porque és um Deus assim, que todos criaste iguais no Teu amor e por isso a todos amas de igual modo.
Para Ti não há diferenças entre nós, isso são coisas do mundo.
Não ligas à cultura, ou à falta de conhecimentos, não te interessa a forma de vestir, ou o modo de falar, não olhas àquilo que cada um dá, conforme as suas posses, olhas apenas ao ser individual que criaste, que conheces e amas desde sempre e para sempre, porque em Ti, no Teu coração ele sempre existiu e sempre foi amado, mesmo antes de existir o mundo.
E essa Senhor é a verdade que nos revelas, que amas a cada um individualmente com o mesmo amor, que conheces a cada um tão perfeitamente, (como nós não nos conhecemos), que todos somos diferentes, embora iguais para Ti, que no Teu coração o nosso verdadeiro nome, o nome que Tu nos deste, está inscrito desde sempre e para sempre, e que Te entregaste e morreste por cada um, individualmente também.
Porque é verdade Senhor, que muitas vezes pensamos apenas que amas a humanidade, colectivamente, que Te entregaste e morreste pelos homens no seu conjunto, porque assim Senhor, parece que se dilui a nossa responsabilidade no Teu Sacrifício, parece que diminui a nossa obrigação de Te seguir e viver a Tua vontade, parece que é mais pequeno o nosso pecado, não parece tão necessária a nossa oração, parece que já há tantos na missão a que nos chamaste, que nós já não somos precisos.
Mas Senhor, são desculpas, são pretextos, são formas encapotadas de tentar esconder a verdade.
Verdadeiramente entregaste-Te e morreste por cada um de nós individualmente, e ao fazê-lo, entregaste-Te e morreste por todos.
Mas cada um de nós, individualmente, é responsável pela Tua entrega e pela Tua morte, cada um de nós tem a obrigação individual de Te seguir e viver a Tua vontade para si próprio, cada um de nós tem de carregar o peso do seu pecado, que só a ele diz respeito, cada um de nós tem necessidade da sua oração individual, por ele e pelos outros, cada um de nós tem a missão que Tu lhe deste, expressamente para a sua vida, conforme o estado de vida a que Tu o chamaste.
Senhor como é bom saber que estás aqui, presente para mim, mas como é terrível saber que olhas para mim e que sabes tudo o que eu faço e penso, que me amas com esse amor imenso e que no Teu Coração a chaga se abre cada vez que não correspondo ao que queres de mim, cada vez que olho para o lado e me afasto de Ti, cada vez que tento fazer da minha vontade a Tua vontade.
Quisera Senhor às vezes, esconder-me envergonhado, mas de nada serve, porque Tu estás em todo o lado, tudo vês, e mais difícil ainda, em vez de ralhares e Te zangares comigo por me querer esconder de Ti, escondendo o meu pecado, em vez de assim procederes, Tu Senhor, abres os braços para mim, e num sorriso me dizes e a cada um de nós:
“Procuro-te Meu filho, não para te castigar, mas para te amar mais, para te perdoar e guiar”.
Obrigado Senhor porque não sendo eu nada, não sendo eu ninguém neste mundo, no Teu coração sou o mais importante de todos os meus irmãos, porque todos os meus irmãos são o mais importante para Ti.
Ajuda-me Senhor, a viver em amor com todos os meus irmãos, mas a nunca tentar diluir a minha responsabilidade, a minha missão, desculpando-me com aquilo que os outros fazem, pelo contrário, ajuda-me Senhor a cumprir o que queres para mim, a viver a Tua vontade em mim e a colectivamente dar testemunho do Teu amor por mim, igual ao Teu amor por cada um de nós.
Obrigado Senhor pelas graças deste dia, desta noite, de toda a minha vida, das vidas de todos nós.
Obrigado Senhor pelos que curaste no seu interior e no seu físico e obrigado Senhor por todos aqueles a quem retiveste a doença.
Só Tu sabes Senhor o que é importante e bom para a vida de cada um, porque só Tu conheces o caminho que cada um terá de seguir, para por Tua graça, alcançar a Salvação.
Glória a Ti, Senhor, para sempre pelos séculos sem fim.
segunda-feira, 10 de abril de 2006
E às três da tarde, Jesus exclamou em alta voz: «Eloí, Eloí, lemá sabachtáni?», que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? Mc 15, 34
Este não é um grito de desespero, de angústia ou de revolta, é sim um grito de esperança, de confiança, na vontade do Pai.
Jesus reza o Salmo 22, que é um Salmo de súplica, mas também de confiança no nosso Deus e Senhor.
Jesus sabe que com a Sua entrega, uma nova vida vai acontecer, uma vida que não tem fim.
Uma vida liberta do pecado e da morte, consequência do pecado.
O Salmo, por isso mesmo termina assim:
«Uma nova geração o servirá e narrará aos vindouros as maravilhas do Senhor; ao povo que vai nascer dará a conhecer a sua justiça, contará o que Ele fez.»
Este não é um grito de desespero, de angústia ou de revolta, é sim um grito de esperança, de confiança, na vontade do Pai.
Jesus reza o Salmo 22, que é um Salmo de súplica, mas também de confiança no nosso Deus e Senhor.
Jesus sabe que com a Sua entrega, uma nova vida vai acontecer, uma vida que não tem fim.
Uma vida liberta do pecado e da morte, consequência do pecado.
O Salmo, por isso mesmo termina assim:
«Uma nova geração o servirá e narrará aos vindouros as maravilhas do Senhor; ao povo que vai nascer dará a conhecer a sua justiça, contará o que Ele fez.»
«Levaram o jumentinho a Jesus, lançaram-lhe em cima as capas e Jesus montou nele». Mc 11, 7
Realmente Jesus revelava uma "grande falta de conhecimentos de marketing".
Escolher um jumento para transporte, não é propriamente uma "boa escolha em termos de imagem", nos tempos que correm.
Se ainda fosse um cavalo de raça, de bom porte, que desse a entender que Ele era realmente o rei dos judeus, tudo bem, mas um jumento?
Pois é, mas Jesus não precisa de "exterioridades", para Ser Aquilo que É.
O jumento escolhido é um jumentinho, ou seja, um animal novo cheio de vida e pujança para trabalhar, visto que o jumento é sempre um animal de trabalho.
É um animal simples, humilde, não muito bonito e muitas vezes humilhado pela sua aparência.
É um animal novo, que obedece ao que se lhe manda, não um burro velho e teimoso que só quer fazer aquilo que lhe apetece.
E é curioso que aqueles que dão Hossanas a Jesus, acabam também com certeza por reparar no animal que O transporta.
Jesus quer servir-Se de nós, não como jumentinhos no sentido que pode ser pejorativo, mas no sentido de sermos simples, humildes, cheios de vida nova, prontos a trabalhar para "carregar" a Boa Nova aos outros e para A testemunharmos em nós, na nossa vida.
Eu quero ser um jumentinho de Jesus, e tu?
Realmente Jesus revelava uma "grande falta de conhecimentos de marketing".
Escolher um jumento para transporte, não é propriamente uma "boa escolha em termos de imagem", nos tempos que correm.
Se ainda fosse um cavalo de raça, de bom porte, que desse a entender que Ele era realmente o rei dos judeus, tudo bem, mas um jumento?
Pois é, mas Jesus não precisa de "exterioridades", para Ser Aquilo que É.
O jumento escolhido é um jumentinho, ou seja, um animal novo cheio de vida e pujança para trabalhar, visto que o jumento é sempre um animal de trabalho.
É um animal simples, humilde, não muito bonito e muitas vezes humilhado pela sua aparência.
É um animal novo, que obedece ao que se lhe manda, não um burro velho e teimoso que só quer fazer aquilo que lhe apetece.
E é curioso que aqueles que dão Hossanas a Jesus, acabam também com certeza por reparar no animal que O transporta.
Jesus quer servir-Se de nós, não como jumentinhos no sentido que pode ser pejorativo, mas no sentido de sermos simples, humildes, cheios de vida nova, prontos a trabalhar para "carregar" a Boa Nova aos outros e para A testemunharmos em nós, na nossa vida.
Eu quero ser um jumentinho de Jesus, e tu?
quinta-feira, 6 de abril de 2006
SALMO DE LOUVOR AO MEU SENHOR
O meu presente para todos no dia do meu aniversário.
Senhor, Tu és tudo,
E eu nada sou.
Tudo vem de Ti, Senhor,
E é tudo bom.
Louvado sejas, Senhor,
Pela alegria e pela tristeza.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos amigos e pelos inimigos.
Louvado sejas, Senhor,
Pelas facilidades e pelas dificuldades.
Louvado sejas, Senhor,
Pela saúde e pela doença.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo bem estar e pela dor.
Louvado sejas, Senhor,
Pela riqueza e pela pobreza.
Louvado sejas, Senhor,
Pela abundância e pela míngua.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo bonito e pelo feio.
Louvado sejas, Senhor,
Pela bravura e pela mansidão.
Louvado sejas, Senhor,
Pela força e pela fraqueza.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo temor e pelo destemor.
Louvado sejas, Senhor,
Pela certeza e pela dúvida.
Louvado sejas, Senhor,
Pela pergunta e pela resposta.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo conhecimento e pela ignorância.
Louvado sejas, Senhor,
Pela presença e pela ausência.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo sim e pelo não.
Louvado sejas, Senhor,
Pela exaltação e pela humilhação.
Louvado sejas, Senhor,
Pela autoridade e pela obediência.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo trabalho e pelo descanso.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo justo e pelo pecador.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos que Te conhecem e pelos que não Te conhecem.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos que acreditam e pelos que não acreditam.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos que Te seguem e pelos que não Te seguem.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos que Te amam e pelos que não Te amam.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos que Te adoram e pelos que não Te adoram.
Louvado sejas, Senhor,
Por tudo o que lembrei e por tudo o que esqueci.
Louvado sejas, Senhor,
Porque és o Senhor de tudo.
Senhor, Tu és tudo,
E eu nada sou.
Tudo vem de Ti, Senhor,
E é tudo bom.
Louvado sejas, Senhor,
Pela alegria e pela tristeza.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos amigos e pelos inimigos.
Louvado sejas, Senhor,
Pelas facilidades e pelas dificuldades.
Louvado sejas, Senhor,
Pela saúde e pela doença.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo bem estar e pela dor.
Louvado sejas, Senhor,
Pela riqueza e pela pobreza.
Louvado sejas, Senhor,
Pela abundância e pela míngua.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo bonito e pelo feio.
Louvado sejas, Senhor,
Pela bravura e pela mansidão.
Louvado sejas, Senhor,
Pela força e pela fraqueza.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo temor e pelo destemor.
Louvado sejas, Senhor,
Pela certeza e pela dúvida.
Louvado sejas, Senhor,
Pela pergunta e pela resposta.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo conhecimento e pela ignorância.
Louvado sejas, Senhor,
Pela presença e pela ausência.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo sim e pelo não.
Louvado sejas, Senhor,
Pela exaltação e pela humilhação.
Louvado sejas, Senhor,
Pela autoridade e pela obediência.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo trabalho e pelo descanso.
Louvado sejas, Senhor,
Pelo justo e pelo pecador.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos que Te conhecem e pelos que não Te conhecem.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos que acreditam e pelos que não acreditam.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos que Te seguem e pelos que não Te seguem.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos que Te amam e pelos que não Te amam.
Louvado sejas, Senhor,
Pelos que Te adoram e pelos que não Te adoram.
Louvado sejas, Senhor,
Por tudo o que lembrei e por tudo o que esqueci.
Louvado sejas, Senhor,
Porque és o Senhor de tudo.
Passou recentemente um ano sobre o falecimento de João Paulo II.
Lembrei-me de algo que escrevi um dia sobre este Santo Papa que Deus nos quis dar.
Continua actual, por isso aqui fica.
“Por isso, não desfalecemos, e mesmo se, em nós, o homem exterior vai caminhando para a ruína, o homem interior renova-se, dia após dia. Com efeito, a nossa momentânea e leve tribulação proporciona-nos um peso eterno de glória, além de toda e qualquer medida. Não olhamos para as coisas visíveis, mas para as invisíveis, porque as visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas”.
2 Cor 4, 16-18
Ao ouvir esta passagem da Bíblia no Grupo de Oração, esta semana, senti no meu coração que esta Palavra podia definir inteiramente uma pessoa que nos últimos tempos, graças a Deus, nos tem entrado em casa, nas nossas vidas, todos os dias: o Papa João Paulo II.
Com efeito, tudo ali está “retratado”: a “ruína” exterior e o renovamento interior diário, a aceitação da tribulação, da dor e do sofrimento que levam à glória eterna para além de toda e qualquer medida, a procura das “coisas do alto”, invisíveis aos nossos olhos, em detrimento das visíveis, que pertencem a este mundo, como por exemplo a resignação tantas vezes falada, como se o descanso pudesse servir a vida de missão deste Homem, totalmente entregue ao serviço de Deus, servindo os outros homens.
Realmente se uma Palavra da Bíblia pode representar e mais do que representar ser modelo de vida de um cristão, então esta Palavra cabe inteiramente como definição e regra de vida de João Paulo II.
No dia seguinte, à noite, na televisão, passava um documentário sobre o pontificado de João Paulo II e mais uma vez, o testemunho deste Homem impressionante, me tocou profundamente.
Numa das imagens, o Papa em oração, mostrava uma cara de sofrimento profundo, embora tranquilo, e percebi então algo que ainda mais me tocou e aproximou deste Homem, a quem tive, no momento, um intenso desejo de fazer uma festa, um carinho: O Papa não sofria pela sua doença, pelas suas dores, o Papa sofria por mim, por todos nós.
Era como se João Paulo II me dissesse a mim, a todos nós: «Eu falo, eu entrego-me, eu desisto de mim, mas mesmo assim o mundo não me ouve, não me quer entender, não quer conhecer e viver o Senhor da vida que eu lhe aponto».
Fora daquela oração, afadigavam-se os homens em discutir a vida daquele Homem: Se devia resignar, se devia fazer assim ou de outra maneira, tentando interpretar, uns a vontade de Deus à sua conveniência, outros a vontade do mundo, incomodado com aquele testemunho.
E ele só na sua oração ia pedindo por todos nós, por esta humanidade, por este mundo, esquecendo-se totalmente de si próprio.
No seu olhar, no seu discernimento vivo, animado pelo Espírito Santo, brilhava com certeza este pensamento intimo: A vontade de Deus para mim, é enquanto Ele quiser.
Monte Real, 16 de Outubro de 2003
Lembrei-me de algo que escrevi um dia sobre este Santo Papa que Deus nos quis dar.
Continua actual, por isso aqui fica.
“Por isso, não desfalecemos, e mesmo se, em nós, o homem exterior vai caminhando para a ruína, o homem interior renova-se, dia após dia. Com efeito, a nossa momentânea e leve tribulação proporciona-nos um peso eterno de glória, além de toda e qualquer medida. Não olhamos para as coisas visíveis, mas para as invisíveis, porque as visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas”.
2 Cor 4, 16-18
Ao ouvir esta passagem da Bíblia no Grupo de Oração, esta semana, senti no meu coração que esta Palavra podia definir inteiramente uma pessoa que nos últimos tempos, graças a Deus, nos tem entrado em casa, nas nossas vidas, todos os dias: o Papa João Paulo II.
Com efeito, tudo ali está “retratado”: a “ruína” exterior e o renovamento interior diário, a aceitação da tribulação, da dor e do sofrimento que levam à glória eterna para além de toda e qualquer medida, a procura das “coisas do alto”, invisíveis aos nossos olhos, em detrimento das visíveis, que pertencem a este mundo, como por exemplo a resignação tantas vezes falada, como se o descanso pudesse servir a vida de missão deste Homem, totalmente entregue ao serviço de Deus, servindo os outros homens.
Realmente se uma Palavra da Bíblia pode representar e mais do que representar ser modelo de vida de um cristão, então esta Palavra cabe inteiramente como definição e regra de vida de João Paulo II.
No dia seguinte, à noite, na televisão, passava um documentário sobre o pontificado de João Paulo II e mais uma vez, o testemunho deste Homem impressionante, me tocou profundamente.
Numa das imagens, o Papa em oração, mostrava uma cara de sofrimento profundo, embora tranquilo, e percebi então algo que ainda mais me tocou e aproximou deste Homem, a quem tive, no momento, um intenso desejo de fazer uma festa, um carinho: O Papa não sofria pela sua doença, pelas suas dores, o Papa sofria por mim, por todos nós.
Era como se João Paulo II me dissesse a mim, a todos nós: «Eu falo, eu entrego-me, eu desisto de mim, mas mesmo assim o mundo não me ouve, não me quer entender, não quer conhecer e viver o Senhor da vida que eu lhe aponto».
Fora daquela oração, afadigavam-se os homens em discutir a vida daquele Homem: Se devia resignar, se devia fazer assim ou de outra maneira, tentando interpretar, uns a vontade de Deus à sua conveniência, outros a vontade do mundo, incomodado com aquele testemunho.
E ele só na sua oração ia pedindo por todos nós, por esta humanidade, por este mundo, esquecendo-se totalmente de si próprio.
No seu olhar, no seu discernimento vivo, animado pelo Espírito Santo, brilhava com certeza este pensamento intimo: A vontade de Deus para mim, é enquanto Ele quiser.
Monte Real, 16 de Outubro de 2003
terça-feira, 4 de abril de 2006
O PERDÃO
Vês Senhor, dizia o homem para Jesus, como queres que nós não sintamos desejo de fazer justiça sumária a estes homens, (serão homens?), que mataram aquele bébé de 18 meses, segundo parece sem nenhuma razão, (e que razão poderia haver para se matar um bébé), apenas segundo um deles, porque fazia muito barulho?
Como queres Tu, Senhor, que nós perdoemos a esta gente? Não será legitima a nossa indignação? Será que estes homens devem viver entre nós?
Jesus, com muita calma, escrevendo no chão mais uma vez, levantou a cabeça e olhando-o com os Seus olhos cheios de lágrimas, disse-lhe:
Meu filho, não sabes como Eu sofro pelo que aconteceu. O Meu coração está trespassado de dor por aquela criança que desde sempre amei com o Meu amor eterno. Não te desesperes, porque ela está junto de Mim, no gozo eterno que só no Céu se vive para sempre.
Mas não te espantes com o que te vou dizer, nem faças juízos precipitados, guarda apenas no teu coração e medita nisto que te digo:
Eu amo tanto aqueles homens, como amo aquela criança ou como te amo a ti.
Se Eu pudesse medir o Meu amor, e lembra-te que não há medida para ele, Eu diria até, correndo o risco de te revoltar, que amo mais aqueles homens, que aquela criança ou a ti.
Sabes porquê? Porque precisam mais de Mim, porque estão tão afastados da Verdade e da Misericórdia, que precisam mais de sentir que Eu os amo e os perdôo, o que não significa que não tenham de cumprir a pena devida pelos seus actos.
Meu filho, perdoar as coisas simples é fácil. Perdoar aquilo que nos dói mais profundamente no nosso coração é que é difícil, é que revela a tua Fé na Misericórdia divina.
Digo-te um segredo:
Não procures em ti forças para lhes perdoar, procura antes perdoar com o amor que Eu te tenho, procura antes perdoar com o perdão que todos os dias derramo em ti, quando me ofendes com tantas coisas na tua vida.
Lembra-te de Mim, quando crucificado levantei os olhos ao Céu e disse:
Pai perdoa-lhes que não sabem o que fazem.
Não vivas no rancor, nem no desejo de fazer mal àqueles que fazem o mal.
O rancor e o desejo de vingança, como se fosse uma justiça, apenas envenenam a tua vida.
Deixa que a justiça humana instituída faça o que tem de ser feito, sem colocar em causa a vida destes homens, (que como sabes me pertence), e tu reza por eles, para que o seu coração se abra ao meu amor, para que então sim, eles entendam perfeitamente no seu coração o acto que praticaram e chorem amargamente o seu arrependimento.
Digo-te que a sua dor será maior do que tu podes algum dia imaginar e que só será mitigada pela minha Misericórdia.
Jesus baixou a cabeça e voltou a escrever no chão.
O homem de cabeça baixa disse: Obrigado Senhor pela Tua lição. O meu coração ainda está revoltado e o desejo de fazer a “minha” justiça ainda não desapareceu, mas com aTua ajuda, aberto à Tua Misericórdia e ao Teu Perdão, também serei capaz de perdoar.
Como queres Tu, Senhor, que nós perdoemos a esta gente? Não será legitima a nossa indignação? Será que estes homens devem viver entre nós?
Jesus, com muita calma, escrevendo no chão mais uma vez, levantou a cabeça e olhando-o com os Seus olhos cheios de lágrimas, disse-lhe:
Meu filho, não sabes como Eu sofro pelo que aconteceu. O Meu coração está trespassado de dor por aquela criança que desde sempre amei com o Meu amor eterno. Não te desesperes, porque ela está junto de Mim, no gozo eterno que só no Céu se vive para sempre.
Mas não te espantes com o que te vou dizer, nem faças juízos precipitados, guarda apenas no teu coração e medita nisto que te digo:
Eu amo tanto aqueles homens, como amo aquela criança ou como te amo a ti.
Se Eu pudesse medir o Meu amor, e lembra-te que não há medida para ele, Eu diria até, correndo o risco de te revoltar, que amo mais aqueles homens, que aquela criança ou a ti.
Sabes porquê? Porque precisam mais de Mim, porque estão tão afastados da Verdade e da Misericórdia, que precisam mais de sentir que Eu os amo e os perdôo, o que não significa que não tenham de cumprir a pena devida pelos seus actos.
Meu filho, perdoar as coisas simples é fácil. Perdoar aquilo que nos dói mais profundamente no nosso coração é que é difícil, é que revela a tua Fé na Misericórdia divina.
Digo-te um segredo:
Não procures em ti forças para lhes perdoar, procura antes perdoar com o amor que Eu te tenho, procura antes perdoar com o perdão que todos os dias derramo em ti, quando me ofendes com tantas coisas na tua vida.
Lembra-te de Mim, quando crucificado levantei os olhos ao Céu e disse:
Pai perdoa-lhes que não sabem o que fazem.
Não vivas no rancor, nem no desejo de fazer mal àqueles que fazem o mal.
O rancor e o desejo de vingança, como se fosse uma justiça, apenas envenenam a tua vida.
Deixa que a justiça humana instituída faça o que tem de ser feito, sem colocar em causa a vida destes homens, (que como sabes me pertence), e tu reza por eles, para que o seu coração se abra ao meu amor, para que então sim, eles entendam perfeitamente no seu coração o acto que praticaram e chorem amargamente o seu arrependimento.
Digo-te que a sua dor será maior do que tu podes algum dia imaginar e que só será mitigada pela minha Misericórdia.
Jesus baixou a cabeça e voltou a escrever no chão.
O homem de cabeça baixa disse: Obrigado Senhor pela Tua lição. O meu coração ainda está revoltado e o desejo de fazer a “minha” justiça ainda não desapareceu, mas com aTua ajuda, aberto à Tua Misericórdia e ao Teu Perdão, também serei capaz de perdoar.
segunda-feira, 3 de abril de 2006
SALMO DA TRANQUILIDADE
.
.
Senhor, eu chamei por Ti
e Tu ouviste.
A Tua voz ecoou pelos céus sem fim
e entrou em mim
como um raio de luz
que me iluminou.
Senhor, eu confiei-Te
a minha preocupação
e Tu estendeste a mão,
abris-te o sorriso
e tocaste o meu coração.
Senhor, eu dei-Te
a minha intranquilidade
e Tu, Senhor,
olhaste para mim
e nesse olhar veio todo o Teu amor,
que me cobriu de paz e felicidade.
Senhor, eu contei-Te
o meu problema
e Tu sussurraste ao meu ouvido,
cheio de ternura:
«Não temas,
Eu estou aqui».
Monte Real, 14 de Outubro de 1999
.
.
Às vezes quedo-me espantado, (ou talvez não), que num país onde se diz que a população é 90% ou mais, cristã e católica, se dê tão pouco pela sua presença nos diversos sectores de actividade da sociedade.
Se não vejamos:
Onde estão os políticos que se dizem ou afirmam católicos quando são votadas leis, ou tomadas medidas que vão contra a sua fé, que vão contra a doutrina revelada por Jesus Cristo e seguida pela Igreja, que somos todos nós que acreditamos.
Será que são apenas cristãos quando vão à Missa, quando rezam e que no resto da sua vida, entendem que Deus não tem de estar presente, porque são “actividades do mundo”.
Que é feito de testemunhos como o do Rei Balduino que abdicou do trono para não assinar a Lei do aborto no seu país, em coerência com a sua fé?
E os empresários que se afirmam cristãos e católicos, dão verdadeiro testemunho da Fé que professam, pagando ordenados justos, fazendo cumprir horários de trabalho dignos, (que deixem tempo aos que trabalham para estarem em família), ou colocam aqueles que consigo colaboram no dilema de que, “ou fazes estas horas e recebes o que te pago, ou arranjo outro que o queira fazer”.
E são verdadeiros em tudo o que fazem, nos seus negócios, ou as suas consciências são “elásticas”, a ponto de fazerem algo que não está certo, “mas é para bem da economia”, sobretudo da deles?
E aquilo que têm, consideram-no seu e por si sós conseguido, ou consideram-no como “um empréstimo de Deus”, e portanto para servir também os outros, ajudando os que mais precisam?
E os empresários e directores da comunicação social sobretudo da televisão, que se afirmam cristãos e católicos, acham que os programas que dão ao público devem ter um conteúdo que não ofenda a Fé que professam, ou isso é só no “silêncio do seus quarto”, porque mais importantes são as audiências?
E os professores e professoras que vivem a Fé cristã e católica, passam esse testemunho no que ensinam aos seus alunos, ou em nome de uma “qualquer liberdade”, ensinam tudo, não explicando depois o contexto das coisas?
E os sacerdotes e leigos empenhados na Igreja, dão testemunho da Fé que pretendem viver, ou são “causa de escândalo”, seja ela qual for, são causa e promovem a desobediência à hierarquia da Igreja, (obediência no sentido de comunhão de amor), são reflexo vivo da palavra e da Vontade de Deus?
E os pais e mães cristãos e católicos, dão testemunho aos seus filhos da Fé que vivem, ou com facilidade, por exemplo, faltam à Missa Dominical, à sua oração diária e em família, levando assim os filhos a pensar que a “religião é muito boa mas é apenas uma questão de titulo”.
E eu que escrevo isto, que me afirmo cristão e católico, dou testemunho verdadeiro daquilo que aqui escrevo ou também muitas vezes deixo passar, por comodismo, por vergonha humana, ou porque “já que os outros não fazem, eu também não faço”?
E se Cristo também se cansasse e deixasse de pedir ao Pai por nós?
E se o Espírito Santo decidisse que só algumas partes das nossas vidas e da vida da Igreja é que eram importantes e tudo o resto deixasse a nosso cargo sem nos assitir?
Se todos fôssemos aquilo que afirmamos este mundo seria muito melhor!!!
Se não vejamos:
Onde estão os políticos que se dizem ou afirmam católicos quando são votadas leis, ou tomadas medidas que vão contra a sua fé, que vão contra a doutrina revelada por Jesus Cristo e seguida pela Igreja, que somos todos nós que acreditamos.
Será que são apenas cristãos quando vão à Missa, quando rezam e que no resto da sua vida, entendem que Deus não tem de estar presente, porque são “actividades do mundo”.
Que é feito de testemunhos como o do Rei Balduino que abdicou do trono para não assinar a Lei do aborto no seu país, em coerência com a sua fé?
E os empresários que se afirmam cristãos e católicos, dão verdadeiro testemunho da Fé que professam, pagando ordenados justos, fazendo cumprir horários de trabalho dignos, (que deixem tempo aos que trabalham para estarem em família), ou colocam aqueles que consigo colaboram no dilema de que, “ou fazes estas horas e recebes o que te pago, ou arranjo outro que o queira fazer”.
E são verdadeiros em tudo o que fazem, nos seus negócios, ou as suas consciências são “elásticas”, a ponto de fazerem algo que não está certo, “mas é para bem da economia”, sobretudo da deles?
E aquilo que têm, consideram-no seu e por si sós conseguido, ou consideram-no como “um empréstimo de Deus”, e portanto para servir também os outros, ajudando os que mais precisam?
E os empresários e directores da comunicação social sobretudo da televisão, que se afirmam cristãos e católicos, acham que os programas que dão ao público devem ter um conteúdo que não ofenda a Fé que professam, ou isso é só no “silêncio do seus quarto”, porque mais importantes são as audiências?
E os professores e professoras que vivem a Fé cristã e católica, passam esse testemunho no que ensinam aos seus alunos, ou em nome de uma “qualquer liberdade”, ensinam tudo, não explicando depois o contexto das coisas?
E os sacerdotes e leigos empenhados na Igreja, dão testemunho da Fé que pretendem viver, ou são “causa de escândalo”, seja ela qual for, são causa e promovem a desobediência à hierarquia da Igreja, (obediência no sentido de comunhão de amor), são reflexo vivo da palavra e da Vontade de Deus?
E os pais e mães cristãos e católicos, dão testemunho aos seus filhos da Fé que vivem, ou com facilidade, por exemplo, faltam à Missa Dominical, à sua oração diária e em família, levando assim os filhos a pensar que a “religião é muito boa mas é apenas uma questão de titulo”.
E eu que escrevo isto, que me afirmo cristão e católico, dou testemunho verdadeiro daquilo que aqui escrevo ou também muitas vezes deixo passar, por comodismo, por vergonha humana, ou porque “já que os outros não fazem, eu também não faço”?
E se Cristo também se cansasse e deixasse de pedir ao Pai por nós?
E se o Espírito Santo decidisse que só algumas partes das nossas vidas e da vida da Igreja é que eram importantes e tudo o resto deixasse a nosso cargo sem nos assitir?
Se todos fôssemos aquilo que afirmamos este mundo seria muito melhor!!!
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