quinta-feira, 13 de maio de 2010

BENTO XVI - 1

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Ontem estive em Fátima, na igreja da Santíssima Trindade para rezarmos as Vésperas com o Papa Bento XVI.
Foi algo que me foi oferecido e que eu agradeço a Deus do mais fundo de mim próprio.
Claro que tinha de escrever sobre tudo isto!
Sentado aqui, com este teclado na minha frente, deixo extravasar as minhas emoções e as minhas vivências destes dias.

Bento XVI é uma figura frágil, quase apagada, tímida, e no entanto a sua presença faz-se sentir e toma conta de nós.
João Paulo II apresentava-nos a fragilidade da doença que como um verdadeiro mártir abraçava, tenho a certeza por todos nós.
Bento XVI apresenta-nos também uma fragilidade, de tal modo que dá vontade de o proteger, mas quando olha, quando fala, quando ora, percebe-se a firmeza, a segurança, a radicalidade da entrega confiante.
Cada um dos seus gestos é uma expressão da interioridade da Fé que vive e à qual se entrega, e percebe-se que todos eles têm uma explicação doutrinal e catequética.
Nada é dito que não tenha importância e em todas as suas palavras há um profundo ensinamento.
Percebe-se, digo eu, que mesmo reconhecendo-se a si próprio como homem profundamente inteligente e de cultura absolutamente invulgar, reconhece que nada disso serve para nada se não for iluminado pelo Espírito Santo que o conduz.
E percebe-se isso, digo eu, porque cada momento de pausa, (e ele provoca muitos momentos de pausa), são passados em profunda oração, como a esperar a condução do Espírito para o próximo momento.
Poderemos dizer que as homilias já estão escritas, é certo, mas atrevo-me a dizer que foram escritas em oração e iluminadas pela oração que constantemente toma conta dele.
O sorriso é tímido, quase envergonhado, mas é ao mesmo tempo de uma humildade confiante, desconcertante.
O brilho nos olhos muito vivos, revela uma paz e uma confiança que vão muito para além das suas capacidades, porque são a certeza do Emanuel, o Deus connosco, que ele não cessa de repetir à saciedade: Jesus Cristo está connosco, está no meio de nós!
E as suas palavras revelam isso mesmo.
Num mundo que quer encontrar um deus que sirva as suas necessidades, Bento XVI afirma-nos contra a corrente que provavelmente andamos enganados, pois Deus não se encontra fora, mas sim e primeiro dentro de nós e nos outros.
Afirma aos sacerdotes e a todos nós, que Deus se encontra em nós na oração, na prática diária do amor, e não na azafama das coisas que não têm a ver com a missão, seja ela sacerdotal, seja ela a de simples leigos discípulos de Cristo.
Essas virão por acréscimo, e serão abençoadas por Deus, porque se Ele vive em nós, também por Ele são queridas e abençoadas.
É o recentrarmo-nos em Cristo, fonte, princípio e fim de todas as coisas, porque só n’Ele, com Ele e por Ele, essas mesmas coisas têm sentido.
Em Fátima mesmo sem o dizer, ele diz-nos que Maria só pode ser entendida e “usufruída” quando iluminada por Cristo.
E então, quando assim é, que poderosa intercessora, que insigne advogada, temos na Mãe que o próprio Senhor nos quis dar.

Ao ouvir, ver e tentar perceber Bento XVI, questiono os meus saberes, as minhas certezas, e fico incomodado com as minhas vaidades e os meus orgulhos, percebendo então que nada sou e que só quando me entrego verdadeiramente a Jesus Cristo, tudo o que me foi dado saber, aprender e viver, tem sentido e pode servir aos outros.

Esta será para mim uma primeira lição, e que importante lição, saber que devo viver na entrega constante, porque só quando me entrego totalmente e deixo que Deus faça em mim, eu sou verdadeira “imagem e semelhança” d’Ele, e que só assim posso ser para os outros o que Jesus Cristo é para mim e em mim.

Monte Real, 13 de Maio de 2010
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

DEUS NÃO SE ENCONTRA NO MEDO

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Recebi recentemente um pps em que, para se afirmar a presença de Deus no mundo, se enunciavam algumas situações de pessoas e atitudes, (como por exemplo o Titanic), que teriam “desafiado” Deus e acabaram por morrer, ou acabaram por ter alguma “desgraça”.

Julgava eu que esse tipo de argumentos, (Deus castiga!), já tinham desaparecido das mentes dos cristãos e católicos, tanto mais que esse caminho há muito foi abandonado do ensino da catequese das crianças e dos adultos.

Deus, o nosso Deus, Aquele em quem acreditamos, é um Deus de amor e não um Deus de vingança mesquinhas contra aqueles que o repudiam ou até contra Ele se encarniçam.

Deus, o nosso Deus, Aquele em quem acreditamos, é um Deus de braços abertos sempre pronto a acolher a todos, mesmo aqueles que não O querem e repudiam.

Deus, o nosso Deus, Aquele em quem acreditamos, é um Deus que só se pode encontrar no amor e não no medo.

Se Deus se “vingasse” daqueles que não O querem e repudiam, onde estava então a liberdade em que nos criou?

Deus não obriga ninguém a n’Ele acreditar, a aceitá-Lo, a amá-Lo, a adorá-Lo, porque que nos criou livres, porque nos criou no amor.

Se assim não fosse, pobres de nós!

Deus, o nosso Deus, Aquele em quem acreditamos, é um Deus de amor e como tal “apenas é capaz” de amar!

Coisa bem diferente é estar sobre a protecção de Deus, porque n’Ele acreditamos, porque O amamos e adoramos, porque a Ele recorremos, porque com Ele e a Ele comungamos.

É que se a nossa vida for vivida em comunhão com Ele e com os outros, vivemos na confiança, na paz, na esperança, e então não há em nós desesperos, nem atitudes contra a vida, que tantas vezes nos condenam.

Mas não é Deus que nos condena, (Ele “apenas” nos ama), somos nós que nos condenamos ao vivermos dependentes da carne, que leva à dependência e à escravidão dos vícios.

E o resto, o resto é parte da vida deste mundo, onde tantas vezes encontramos “icebergues” que nos querem afundar, mas que, se estivermos em comunhão e paz com Deus, longe de ser uma desgraça, é um caminho de crescimento, e mesmo que pereçamos, nunca é o fim, mas sim um começo de uma vida nova que nunca mais acaba.

E essas mensagens que aqui refiro acabam sempre com dois tipos de “advertências”, como que a exigir-nos que as façamos passar a outros, coisa que nunca faço.

Por um lado tentam fazer chantagem, dizendo coisas como: “Se és amigo de Jesus…, se tens coragem…”, e por aí fora. Por outro lado, ameaçam, tal como: “Se não fazes isto acontece uma desgraça, etc., etc.”

Deus ama-nos inteira e totalmente, não nos ameaça nem invoca a Sua ou a nossa amizade para nos exigir o que quer que seja.

Quem ama dá-se, comunga-se, vive-se, não faz chantagens, nem ameaças!

Por isso mesmo, Deus, o nosso Deus, Aquele em quem acreditamos, não se deixa “manipular” pelos homens, nem os “manipula”, mas “apenas” os ama, e quer ser amado, porque é Pai, para nos dar a vida em plenitude, a vida que não tem fim, a Vida Nova que se vive quando nos encontramos pessoalmente e intimamente com Jesus Cristo, no Espírito Santo.

Monte Real, 7 de Maio de 2010
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sexta-feira, 30 de abril de 2010

CARTA ABERTA AO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA

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Exmo. Senhor Presidente da República

Aparece nos órgãos de comunicação social a “notícia” de que V. Exa. estaria a preparar o veto à vulgarmente chamada, “Lei dos casamentos homossexuais”.

Com toda a sinceridade não acredito muito nessa hipótese.

Com efeito, e se olharmos para trás, percebemos que em todos os momentos em que foi preciso o Presidente da República ter uma intervenção a favor dos valores que enformam a sociedade portuguesa, V. Exa. sempre decidiu de acordo com a minoria que grita mais alto e que se arroga do direito, (com uma pretensão de modernidade), de mudar tudo o que faz parte da cultura e dos valores da Nação Portuguesa.

Foi assim com a “Lei do Aborto”, com a “Lei para facilitar os divórcios”, para apenas focar estas, mas, curiosamente, quando a “Lei do Estatuto Regional dos Açores” beliscou os poderes da Presidência da República, aí e nesse caso, tomou uma posição de força e “comprou” mesmo uma “guerra” com o Governo.

Por isso, e por este modo de proceder a que nos habituou, é que eu duvido muito que a referida “notícia” tenha alguma credibilidade.

Mas já agora aproveito para pedir a V. Exa. que nos poupe à leitura de uma qualquer nota que decida enviar à Assembleia da República, tal como fez quando da “Lei do Aborto”, pois essas notas não são mais do que um lavar de mãos, uma atitude do tipo: “Eu não concordo, mas assino”.

Tenho eu alguma coisa contra os homossexuais poderem viver juntos e até terem direitos reconhecidos por lei civil dessa mesma união?

Não, não tenho nada contra, pois essa é uma opção de cada um, que eu não julgo, nem tenho de julgar, embora vá contra a Doutrina e a Fé que eu professo na minha vida.

Posso afirmar essa Fé e essa Doutrina, testemunhando-a e tentando cumpri-la, mas não posso, não devo, nem quero impô-la a ninguém que a não queira aceitar e seguir.

Outra coisa bem diferente é aceitar que a instituição do Casamento, que desde sempre se entendeu como a união entre um homem e uma mulher, (escuso-me de pensamentos exaustivos sobre o assunto que já são do conhecimento de todos), para em circunstâncias normais constituírem uma família, seja posta em causa, apenas para tornar normal aquilo que o não é.

E o problema maior é que com estas leis que V. Exa. vai aprovando, (embora afirmando que o faz a contragosto), a sociedade portuguesa se vai desagregando e dando sinais de uma degradação progressiva.

Neste momento e julgo que nestes últimos dois anos, já morrem em Portugal mais Portugueses do que aqueles que nascem.
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O aborto que seria para as excepções, (se é que há excepções quando se trata de defender a vida humana?), tornou-se prática comum, de tal modo que constitui já, no fundo, um método anticoncepcional com a ironia, (se é que assim se lhe pode chamar), de o ser já depois da concepção.

Os compromissos assumidos num casamento, são menos importantes e defendidos em lei do que um vulgar contrato de trabalho, o que leva cada vez mais à desresponsabilização das pessoas, à destruição fácil das famílias, e ao cada vez mais periclitante desenvolvimento harmonioso das crianças e dos jovens, com as consequências que estão à vista na nossa sociedade.

Afirma-se em defesa da aprovação destas leis que as mesmas faziam parte dos programas dos partidos sufragados em eleições, como se algum Português que queira ser verdadeiro acredite que antes de votar, cada cidadão lê algum desses programas.

Mas a ser assim, e se essa fosse uma razão de peso para a aprovação dessas leis, também V. Exa. se poderá socorrer da sua condição de cristão e católico, pois que os Portugueses que em si votaram sabiam dessa sua “condição”, que V. Exa. não fez segredo nenhum em mostrar.

É que não se é cristão e católico para umas coisas e outras não!

Um cristão e católico deve pautar a sua vida pela Fé e pela Doutrina que afirma professar e tanto uma como a outra estão acima dos seus próprios interesses, ou mesmo os dos outros, quando os mesmos ferem e cortam a sua relação com Deus.

Foi por isso, por exemplo, que Pedro e João depois de proibidos pelo Sinédrio de falar ou ensinar em nome de Jesus Cristo, responderam:
«Julgai vós mesmos se é justo, diante de Deus, obedecer a vós primeiro do que a Deus. Quanto a nós, não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos.» Act 4, 19-20

Senhor Presidente da República

Este Governo e as leis que fez aprovar na Assembleia da República, verdadeiros atentados à vida, aos valores, à sociedade, irá ficar na história de Portugal como um dos períodos mais negros da sua existência.

As notas que V. Exa. enviou e enviar à Assembleia da República, invocando o seu tímido desacordo não passam disso mesmo: notas, que não ficarão para a posteridade!

Como tal, o que ficará na história será o facto de V. Exa. ter aprovado também essas leis iníquas, o que o torna conivente com a degradação da sociedade Portuguesa.

V. Exa. sabe bem que o referendo pedido por tantos Portugueses para esta lei nunca foi admitido, porque havia a certeza, pela parte dos fautores da lei, que o mesmo lhes seria adverso, pois basta ver e ler as sondagens que foram feitas sobre o assunto.

V. Exa. não tem que concordar com o Governo e as forças políticas que pouco a pouco vão destruindo a nossa sociedade, até porque uma maioria na Assembleia, não significa forçosamente uma maioria no País.

E depois, mesmo que houvesse uma maioria, a verdade é que há maiorias que se enganam.

Senhor Presidente da República, V. Exa. poderá ficar na história de Portugal de dois modos.

Ou como aquele que ratificou leis que destruíram a nossa sociedade, ou como aquele que teve a coragem de se lhes opor por um bem maior, sendo coerente com os seus princípios e com os valores da Nação Portuguesa.

Do primeiro modo, rapidamente será esquecido, do segundo será lembrado para sempre.

É certo que o veto poderá não impedir que a lei seja mais tarde novamente aprovada pela Assembleia da República e assim, (julgo eu), ter V. Exa. a “obrigação” de a ratificar.

Mas perante esse facto tem V. Exa. a oportunidade de demonstrar que a coerência de vida assente na Fé e Doutrina que afirma professar, fala mais alto que uma qualquer função pública, (por mais importante que ela seja), e então recusar-se novamente a ratificar a referida “lei”.

E se para tal, for preciso renunciar às suas funções como Presidente da República, faça-o, porque ganha o País ao passar-lhe V. Exa. uma tal imagem de coragem e coerência, ganhamos todos nós ao percebermos que afinal ainda há cristãos e católicos que não desistem de colocar «Deus acima de todas as coisas», e ganha com certeza o Aníbal Cavaco Silva a quem Deus abençoará na sua decisão e dando-lhe, em todos nós que acreditamos, o respeito e a admiração devidas por tal atitude.

Dará também aos Portugueses, que tanto andam deprimidos e desinteressados da vida Portuguesa, um novo alento, pois perceberão que ainda vale a pena lutar por uma sociedade mais justa, mas sem fazer concessões àqueles que no fundo a querem destruir, pensando apenas nos seus próprios interesses.

Muitos dirão que sou um sonhador!
Sê-lo-ei, sem dúvida, mas prefiro acreditar que ainda é possível testemunhar a coerência de tudo em que dizemos acreditar.

Se em algum momento desta carta, ofendo V. Exa. peço que me perdoe, pois não é nem foi esse o meu intuito.

Com os meus respeitosos cumprimentos.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

OS DOIS MARES

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No Sábado passado, fui ao Porto, participar na Assembleia Diocesana do Renovamento Carismático Católico, em que o pregador convidado era o Padre Raniero Cantalamessa, Pregador da Casa Pontifícia desde 1980, salvo o erro.

Homem sereno, percebendo-se mesmo sem um contacto directo uma simpatia e alegria tocantes, fala com profundidade, mas com uma simplicidade e humildade desconcertantes.

Nos intervalos “passeou” no meio das pessoas e com todas as que se lhe dirigiram falou sem constrangimentos.

Muito retive e todos retivemos do que nos ensinou, mas queria aqui neste escrito salientar uma “imagem” que apesar de já a ter ouvido, me tocou profundamente.

A imagem é esta:
O rio Jordão alimenta dois mares, o Mar de Tiberíades e o Mar Morto.
O primeiro cheio de vida, o segundo sem vida nenhuma.
No primeiro, o rio Jordão entra, alimenta o mar e sai novamente.
No segundo, o rio Jordão entra e fica, já não sai para lado nenhum.

Este é um ensinamento de vida, que nos serve sem dúvida para tudo o que devemos fazer da vida de cada um.

Se nos fechamos em nós próprios, no egoísmo, na avareza, no auto-prazer, no auto-elogio, na auto-comiseração, na pena de nós próprios, ficamos mortos e a nossa vida para nada serve, nem mesmo para nós.

Se pelo contrário, nos damos, nos entregamos, se partilhamos de nós e o nosso, a nossa vida torna-se fonte de alegria, de felicidade para os outros e para nós.

E se isto é verdade na nossa vida em sociedade, ainda se torna mais verdadeiro na nossa vida como filhos de Deus, que o devemos ser também em sociedade, claro.

Com efeito se a nossa vivência da Fé, (Dom de Deus), é partilhada, testemunhada, torna-se chamamento, exortação e ensinamento para os outros, dos quais recebemos também a mesma prática de vida.

Se pelo contrário nos fechamos e guardamos a sete chaves o tesouro da Fé, acabamos por estiolar, nada aprender, e perder a própria Fé que nos foi dada.

A vida e a fé são dons de Deus, talentos que Ele nos dá para serem colocados a render.
Se assim não for, nada rendem, perdem o valor e acabam por morrer. São o Mar Morto!

«Ninguém acende uma candeia para a cobrir com um vaso ou para a esconder debaixo da cama; mas coloca-a no candelabro, para que vejam a luz aqueles que entram. Porque não há coisa oculta que não venha a manifestar-se, nem escondida que não se saiba e venha à luz.
Vede, pois, como ouvis, porque àquele que tiver, ser-lhe-á dado; mas àquele que não tiver, ser-lhe-á tirado mesmo o que julga possuir.» Lc 8, 16-18 (Lc 19,26; Mt 25,29; Mc 4,25)

Por isso a Igreja, por isso sermos Igreja!

É em comunhão que devemos caminhar, à Luz de Cristo, dando-nos a todos e de todos recebendo, (os que estão em Igreja e os que estão fora), porque a salvação, (dádiva de Deus), não se alcança sozinho, mas sim na união fraterna em comunhão com Cristo.

Sejamos os Cireneus uns dos outros na procura e entrega a Jesus Cristo, (os que O conhecem e os que ainda d’ Ele não ouviram falar), porque só assim seremos Igreja e então, assim sendo, será novamente verdade o que se afirmava das primeiras comunidades cristãs.

«Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações. Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, o temor dominava todos os espíritos. Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum. Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um.
Como se tivessem uma só alma, frequentavam diariamente o templo, partiam o pão em suas casas e tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e tinham a simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava, todos os dias, o número dos que tinham entrado no caminho da salvação.» Act 2, 42-47


Monte Real, 23 de Abril de 2010
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

"LIVRA-NOS, SENHOR, DOS NOSSOS AMIGOS..."

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É muito “velha” a frase: «Livra-nos Senhor dos nossos amigos, porque com os inimigos podemos nós bem!»

Vem isto a propósito de uma “volta” que dei por diversos blogues cristãos católicos, (alguns de sacerdotes), em que me dei conta de que alguns enveredaram pelo caminho mais fácil, e, utilizando o menor denominador comum, embarcam afinal na campanha de ataque à Igreja Católica que está em curso na comunicação social.

Se juntarmos a isto, alguns textos de alguns sacerdotes, que se consideram “fazedores de opinião”, publicados em diversos jornais, a “velha” frase é perfeitamente compreensível.

Em primeiro lugar, afirmo desde já, que sou totalmente contra o encobrimento de actos ignóbeis, pecados graves, sejam eles pedófilos ou outros, cometidos por membros da Igreja contra a sociedade e sobretudo sobre os mais pequenos, não só em idade, mas também em formação e maturidade espiritual e física.

Mas também sou frontalmente contra a exploração para além dos limites, de uma culpa que é pessoal e não colectiva, e também do permanente “abrir ferida”, mesmo perante a assumpção da culpa e respectivo pedido de perdão e nalguns casos até condenação.

Mesmo na sociedade civil, o indivíduo depois de se reconhecer culpado e cumprir a pena imposta, tem direito a não ser permanentemente julgado na praça pública pelo crime que cometeu, já reconheceu e já pagou.

No ensinamento cristão, o perdão faz parte inalienável da Doutrina e depois de reconhecido, confessado o pecado e perdoado, deve apenas servir de reflexão para o próprio e não para recordação diária e constante dos outros, com o fim de "apedrejarem" o pecador.

Vivemos num tempo em que muitos citam Jesus Cristo, interpretando-O a seu belo prazer e segundo as suas conveniências, tentando que a Doutrina por Ele ensinada esteja de acordo com o pensamento geral do momento em que vivemos, afastado da moral e dos valores.

Compreende-se, é mais fácil assim, não exige luta diária contra o pecado, e, sobretudo, tem-se o elogio da dita sociedade, ganhando-se até um certo protagonismo.

E se esta prática já é condenável naqueles que se dizem cristãos e católicos é totalmente inadmissível naqueles que consagrados na Igreja, se servem até dessa posição para melhor serem ouvidos por toda uma sociedade que quer um deus e uma igreja à medida das suas conveniências.

E é de tal modo inebriante este protagonismo, e os elogios que vão recebendo, estes consagrados na Igreja, que partem às vezes para o insulto gratuito e descabido ao Papa e aos Bispos e até aos seus colegas Sacerdotes, colocando-se numa posição de superioridade que apenas lhe é conferida pelo seu auto-convencimento.

E recebem comentários e elogios ofensivos para a Igreja, para o Papa, para os Bispos, para os Sacerdotes, para os Leigos empenhados, e longe de se colocarem numa posição de bom senso e sobretudo de comunhão cristã, ainda “ajudam à festa”, indo por vezes mais longe que os próprios comentadores ou elogiadores.

Pois é, os tempos são difíceis!

Não é agora tão fácil ser cristão católico, pois para além da luta diária contra uma sociedade que se vai afastando todos os dias dos valores da dignidade da vida, tal como ela foi querida e criada por Deus, tem também de se arrostar com uma enorme quantidade de insultos, incompreensões e até perseguições, não só daqueles que querem “matar” Deus, mas também daqueles que se acham, mesmo dentro da Igreja por Ele fundada, detentores da verdade absoluta, colocando de lado toda a Tradição, todo o Magistério, toda a História da Igreja.

É, realmente é mais fácil assim!

É mais fácil estar em concordância com a “moral” vigente, do que ter de defender o Ensinamento de Cristo, do que ter de defender a Doutrina, do que ter de defender a Igreja e o seu Magistério.

E traz mais protagonismo, mais visibilidade, mais “amigos”, mais reconhecimento agora, claro, nestes tempos, porque como diz outra “velha” frase: «Dos fracos não reza a história!»

E acho extraordinário que estes consagrados não se perguntem porque é que são sempre chamados, escolhidos, para darem a sua opinião acerca dos assuntos da Igreja e da Doutrina?

Não pensam sequer, (muito me espanta com a sua inteligência), que se por acaso tivessem um discurso diferente, ou seja, um discurso coerente com a verdadeira Doutrina, seriam postos de lado tal como são postos de lado a, (graças a Deus), grande maioria dos consagrados fiéis a Jesus Cristo em comunhão de Igreja?

Ou pensam precisamente nisso, e por isso mesmo vão adaptando o seu discurso ao sabor do mundo, ao sabor do pensamento imoral da sociedade em que vivemos.

Mas curiosamente não abandonam a Igreja que eles tanto criticam e na qual só vêem erros e maldades!
Não, isso não fazem, porque sabem bem que perderiam o protagonismo, pois sendo cidadãos comuns já não teriam o mesmo peso as suas declarações e já ninguém os quereria ouvir.

Peço perdão a Deus pelos julgamentos que aqui faço de irmãos meus consagrados na Igreja, mas por vezes a revolta é mais forte que a contenção dos pensamentos e das palavras, e também porque é tempo de aqueles que são fiéis a Cristo em comunhão de Igreja, levantarem a sua voz para dizer que não pensam, nem vivem a Fé como esses “arautos de opinião”, embora saibamos bem que nunca teremos o mesmo “tempo de antena”, nem de projecção mediática, que têm aqueles que alinham com o “pensamento moderno” que julga que o homem pode construir um deus à sua maneira e para servir os seus interesses e conveniências.

Rezo por estes irmãos que induzem em erro tantos que os lêem, rezo pelas vítimas dos pecados de alguns irmãos meus da Igreja, rezo por esses irmãos que cometeram tais actos, rezo pelo Papa, pelos Bispos, pelos Sacerdotes, pelos Leigos, pela Igreja, enfim, e rezo por esta sociedade que se vai perdendo, porque todos os dias se afasta um pouco mais de Deus.

Monte Real, 15 de Abril de 2010
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sexta-feira, 9 de abril de 2010

A FALTA DE TEMPO!

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Aquela pessoa vagamente conhecida, chegou perto dele logo pela manhã e disse-lhe:
- Sabe, preciso de conversar um pouco. Preciso de desabafar. Ando tão sozinha e tão preocupada! Podemos conversar um pouco?
Fez um gesto de enfado e apressadamente disse:
- Agora não posso. Estou muito ocupado. Outro dia talvez. Depois telefone-me.
Afastou-se rapidamente e como cristão que é, olhou para o Céu e rezou:
- Senhor, desculpa, mas sabes bem que agora não tenho tempo!

Um pouco mais tarde na rua alguém lhe estendeu a mão.
Tentou disfarçar, mas era difícil, e então, entre dentes, disse para o pedinte um pouco incomodado:
- Desculpe, mas agora não tenho tempo. Fica para a outra vez!
Mais uma vez olhou para o Céu e rezou:
- Senhor, desculpa, mas sabes bem que agora não tenho tempo!

Finalmente no escritório, já sentado, bateram à porta e ele mandou entrar.
Era um dos seus empregados, talvez o mais tímido de todos, que lhe disse:
- Estou com um grave problema familiar. Preciso de ajuda. Pode ouvir-me por um instante.
Mesmo sem levantar os olhos dos seus papéis, falou num tom condescendente:
- Oh, homem, agora não que estou muito ocupado. Mas volte mais tarde.
Assim que se fechou a porta levantou mais uma vez os olhos ao Céu e repetiu:
- Senhor, desculpa, mas sabes bem que agora não tenho tempo!

Ao fim da tarde, chegou a casa e a mulher disse-lhe preocupada:
- Precisamos de falar por causa de uns problemas da nossa família.
Olhou para ela e disse com um ar enfadado:
- Ainda agora cheguei a casa! Tem paciência deixa-me descansar um pouco. Temos tempo para falar.
E afastando-se para o quarto, mais uma vez olhou para o Alto e rezou novamente:
- Senhor, desculpa, mas sabes bem que agora não tenho tempo!

Pouco depois, sentado na sala, frente à televisão, chegou o seu filho que lhe dá um beijo, dizendo:
- Oh pai, quero falar contigo por causa de uma coisa que aconteceu hoje na escola e me preocupa muito.
Sem tirar os olhos da televisão, dirigiu-se ao filho de uma maneira algo ríspida:
- Caramba, será que nem sequer posso ver as notícias na televisão? Com certeza que isso pode esperar, não?
O filho saiu cabisbaixo da sala e ele olhando mais uma vez para cima rezou:
- Senhor, desculpa, mas sabes bem que agora não tenho tempo!

Chega agora a sua hora de deitar.
Enquanto caminha para o quarto sente uma dor aguda no peito e percebe que o seu coração está a falhar.
Levanta os olhos ao Céu e reza angustiadamente:
- Senhor preciso de Ti! Ajuda-me depressa!
Ouve então uma Voz que lhe diz calmamente, repassada de amor:
- Não sei que resposta esperavas de Mim, mas para Ti, meu filho, estou sempre, sempre disponível, e pronto a ouvir-te e ajudar-te!


Monte Real, 25 de Março de 2010
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terça-feira, 6 de abril de 2010

OBRIGADO, SENHOR!

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Dou-te graças Senhor, pelo dom da vida, pelo dom do amor.

ConTigo, para Ti e em Ti, tudo quero viver.

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

SEXTA-FEIRA SANTA

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Ó que tempo de amor silencioso!
Ó que tempo de paz e tranquilidade!
Ó que tempo de tão humilde serenidade!
Ó que tempo de um esperar tão ditoso!
Repousa agora o Senhor,
E a vida deita-se com Ele!
Tudo se faz silêncio
Pois o Senhor de todas as coisas
Repousa o sono dos justos.
No Céu prepara-se a festa
Que se há-de derramar na terra
Como promessa cumprida
Da esperança já esperada!
Tudo está em silêncio!
Mas não é silêncio de morte,
É um silêncio de vida,
Porque a morte nada pode,
Contra o Senhor da vida.
A Semente desceu à terra,
Morre agora para dar vida.
Sente-se que a esperança cresce,
Toda no amor envolvida.
A terra abriu os braços
Àquele que é o seu Senhor,
Toda ela se faz prenhe
Da vida e do amor.
Agora já nada podem
Aqueles que O querem matar
Porque ao darem morte à Vida,
Fizeram-na renascer,
Agora para não morrer.
Rasguem-se as vestes,
Abram-se os corações,
Choremos as lágrimas todas,
Que os olhos possam conter!
Porque num instante,
Numa eternidade,
A vida irá romper!
Gloriosa, vitoriosa, deslumbrante,
Já nada haverá a temer.
Repousemos também com Ele,
N’Ele deixemo-nos morrer,
Porque no terceiro dia,
O mundo se espantará,
Com a glória do Senhor!
E então quem n’Ele estiver,
Quem n’Ele permanecer,
Será vida para sempre,
No gozo eterno de Deus,
Que por amor aos homens,
Se deixou assim morrer.
Repara na brisa suave
Que passa por toda a terra,
Agita as plantas e árvores,
Passa nos vales e nos montes,
Mergulha nos rios e mares,
Toca todos os animais,
Do ar, da terra e do mar,
E vem direita ao coração
Do homem que quer amar.
Faz-se silêncio na terra,
Tudo se prostra e recolhe.
Já quer explodir a alegria
Que no peito incontida,
Quer gritar ao mundo todo:
«Eu sou a Ressurreição e a Vida»!

Monte Real, 2 de Abril de 2010

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domingo, 28 de março de 2010

40º DIA DA QUARESMA - CARTA A JESUS NUM DOMINGO

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Meu querido Jesus

Hoje é Domingo, o dia em que a Igreja celebra a Tua Ressurreição, o dia em que venceste a morte e nos deste, por Tua graça, a vida eterna.

Vem à minha mente, querido Jesus, o pensamento de alguém que dizia: “Acreditar que Jesus Cristo nasceu, viveu entre nós, passou pela Paixão e Morte na Cruz, é fácil e muitos acreditam, acreditar que Ele ressuscitou é que já é questão de Fé, e por isso muitos não acreditam”.

Eu, por graça Tua, acredito na Tua Ressurreição e por isso Te quero pedir perdão por nem sempre dar testemunho dessa verdade, sobretudo quando me deixo abater com as contrariedades da vida e me apresento triste e sem ânimo.
Como posso eu, Jesus amado, ficar triste e abatido, quando acredito que Tu estás sempre comigo, connosco e que ressuscitaste abrindo-nos as portas da vida eterna?

Perdoa-me, adorado Jesus, porque é muitas vezes ao Domingo, que menos rezo, que menos estou contigo, para além da Eucaristia dominical, porque me deixo levar pela preguiça, porque às vezes, calcula Jesus, quase me deixo levar por um sentimento de que o Domingo é dia de descanso em tudo, como se pudesse haver algum cansaço em estar contigo.

Perdoa-me Jesus, porque fico muitas vezes a olhar para o Céu: «Homens da Galileia, por que estais a olhar para o céu?» Act 1,11 e não cuido de Te encontrar em mim e nos outros.

Perdoa-me, amado Jesus, porque às vezes vem a dúvida, a incerteza, o raciocínio humano a querer falar mais alto do que a Fé.

Perdoa-me, querido Jesus, porque às vezes pergunto-me onde Tu estás, quando quero firmemente acreditar que és um Deus sempre presente, como Tu nos prometeste.

Porque é tão fraca a minha Fé? Porque é que às vezes sou tão incrédulo? Porque é que de vez em quando me sinto tão sozinho?

Eu sei, Jesus amado, que Tu estás sempre comigo, eu é que nem sempre estou conTigo. Perdoa-me Jesus.

Lembro-me de uma frase que um dia colocaste no meu coração e que é tão verdadeira: “Não duvido do Teu amor por mim, Jesus, duvido é do meu amor por Ti”.

Quero dizer-Te como os discípulos de Emaús: «Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso.» Lc 24,29
É que assim, Jesus, não haverá noite na minha vida, nas nossas vidas, e a Tua Luz romperá as trevas das nossas noites.

Um beijo a Tua Mãe, senta-nos, senta-me, no colo do Pai, para que nos deixemos envolver no Seu amor, e pelo Espírito Santo, concede-nos, concede-me uma Fé forte e perseverante.

Encostado ao Teu peito, peço-Te a Tua bênção, para este Teu irmão pequenino que cada vez mais quer ser apenas Teu.

Joaquim
09.07.06

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Amanhã prossegue a meditação quaresmal no Nova Civilização da Gisele.
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terça-feira, 23 de março de 2010

COREI DE VERGONHA!

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Paquistão: casal cristão nega a converter-se e é alvo de violência
ROMA, segunda-feira, 22 de março de 2010 (ZENIT.org). – Por se negarem a converter-se ao Islão, um casal cristão foi alvo de brutal violência por parte de extremistas muçulmanos, que aparentemente agiram com o apoio de polícias. O homem, Arshed Masih, foi queimado vivo e sua esposa, Martha Masih, violentada, enquanto seus três filhos, com idades entre 7 e 12 anos, foram obrigados a assistir a seus pais serem brutalizados.
O terrível episódio ocorreu no dia 19 de Março em Rawalpindini, próximo da capital paquistanesa Islamabad, na propriedade de Sheikh Mohammad Sultan, um empresário muçulmano rico, para quem Arshed e Martha Masih trabalhavam.
Segundo a AsiaNews, em Janeiro líderes religiosos fundamentalistas e Mohammad Sultan impuseram a conversão forçada de toda família Masih ao Islão. Diante de sua recusa, os extremistas prometeram-lhes “terríveis consequências”.
Em razão das ameaças, Arshed Masih manifestou sua intenção de deixar a propriedade de seu empregador com a sua família, mas Sultan prometeu “matá-lo” caso tentasse.
Na semana passada, as tensões acirraram-se quando Mohammad Sultan accionou a polícia para reportar o suposto roubo de 500 mil rúpias (cerca de 6 mil dólares) da sua casa, acusando a família Masih de envolvimento e exigindo, mais tarde, que se convertessem para que a queixa fosse retirada. Mais uma vez, o casal recusou-se.
Na sexta-feira passada, o casal foi finalmente atacado por um grupo de extremistas que, de acordo com fontes locais, incluía diversos polícias. Enquanto parte do grupo ateava fogo ao corpo de Masih, alguns dos oficiais de polícia violaram Martha.
Arshed, de 38 anos, permanece internado em estado gravíssimo no hospital da Sagrada Família de Rawalpindi, onde também se encontra a sua esposa Martha. Ele tem mais de 80% do corpo queimado e, segundo os médicos, “tem poucas chances de sobreviver”.
O governo da província de Punjab ordenou uma investigação sobre o ocorrido. “Os culpados serão presos”, garantiu Rana Sanaullah, ministro da justiça do governo local.
Após o crime, diversas manifestações de protesto por parte da comunidade cristã foram registadas nos arredores de Rawalpindi e Lahore.
Até o momento ninguém ainda foi preso.


Hoje ao ler esta notícia na ZENIT, corei de vergonha!

Vivemos num país onde ainda é livre a expressão religiosa e no entanto fazemos pouco ou nenhum uso dela.

Quando a nossa Fé é atacada por todos os lados, desde as notícias parciais e dirigidas na comunicação social, a um Estado que teima em fazer e aprovar leis que vão ao arrepio de todo um passado cultural e religioso do nosso povo, nós calamo-nos e não resistimos, ao menos com um testemunho credível de Fé.

Quando a Igreja é atacada, ofendida, quando a família é mutilada e desprezada por um Estado e seus Partidos, que se dizem laicos, mas apenas se assanham contra a religião cristã e católica, nós cristãos portugueses e até a hierarquia da nossa Igreja, calamo-nos ou damos respostas tímidas e envergonhadas, tentado viver de bem com Deus e o Diabo.

Quando até a Bíblia, Palavra de Deus, e os Sacramentos são vilipendiados e nós cristãos católicos somos apelidados de tudo e mais alguma coisa, por uma minoria activa e protegida pelo poder, na sociedade portuguesa, calamo-nos e timidamente nada fazemos, e às vezes até ajudamos, criticando a Igreja e colocando em causa a Doutrina.
E no entanto, aquele casal de indianos cristãos, no meio da falta de liberdade, ameaçados na sua própria vida, sem qualquer protecção, nem mesmo da polícia, não se envergonham, não recuam, não pactuam, não se deixam intimidar, e corajosamente, como verdadeiros filhos de Deus, afirmam a sua Fé e confiam-se à misericórdia de Deus, que não lhes faltará nunca, porque não pode faltar, pois foi Ele mesmo quem disse:
«Digo-vos ainda: Todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus. Aquele, porém, que me tiver negado diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus.»
Lc 12,8-9

De nós cristãos envergonhados, tíbios, mornos, ninguém falará, ninguém testemunhará, será uma geração sem rumo, sem sentido e fraca nas suas convicções e atitudes, uma geração de cristãos católicos que pelos vistos só o é por tradição e não por convicção, por Fé verdadeira.
Daqueles, como aquele casal, todos falarão, ficarão na história, serão companheiros fiéis dos mártires, e todos, todos, até aqueles que não acreditam, se deixarão admirar pelo seu testemunho de Fé, de Esperança, de Caridade.

E que não se façam comparações com outras atitudes que poderiam parecer iguais, mas não o são!
É que uns violentam, violentam-se, matam e matam-se pelo seu Deus, mas estes são violentados, são mortos porque dão testemunho do seu Deus e assim alcançam a vida eterna no seu Deus, que também já se entregou por eles, e por todos nós.

Corei de vergonha, hoje ao ler esta notícia!
Espero que não seja o único!

Monte Real, 23 de Março de 2010
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Hoje este espaço atingiu as 100.000 visitas.
Grande consolação, para quem faz tão pouco, quando me coloco diante do testemunho acima descrito.
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sábado, 20 de março de 2010

CARTA A JESUS NUM SÁBADO

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Meu querido Jesus

Hoje é Sábado, o dia que a Igreja dedica a Maria, a Tua, e por Tua graça, nossa Mãe.

Quero pedir-Te perdão, querido Jesus, porque em determinado tempo da minha vida, me deixei levar, por ideias e pensamentos errados e afastei-me da Tua e nossa Mãe, magoando assim com certeza o Teu e o Seu coração.

Permite Jesus, que nesta carta de hoje, eu me dirija à Tua e nossa Mãe.

Minha querida Mãe, obrigado por estares sempre tão preocupada comigo e connosco, de tal modo, que não deixas de interceder por nós junto a Teu Filho Jesus.

Obrigado, Mãe, pelo teu Sim incondicional, numa entrega total à vontade do Pai, um Sim de toda uma vida, na entrega humilde e silenciosa a Jesus Cristo, teu Filho, que se fez em Ti, Homem como nós.

Obrigado, Mãe, porque nesse teu Sim, talvez não o soubesses ainda, mas já nos tinhas a todos no teu coração.

Obrigado, Mãe, porque não desistes de nós, e te vais oferecendo como mensageira a teu Filho para nos avisares, nos dares conselhos, nos ensinares o caminho e chamares ao amor entre nós.

Perdoa, querida Mãe, todas as vezes que fujo de Ti, todas as vezes que largo a tua mão e parto sozinho a atravessar a estrada da vida e obrigado Mãe, porque de imediato corres atrás de mim para eu não me perder, para eu não me ferir nem magoar nos caminhos da vida.

Perdoa, querida Mãe, todas as vezes que não ouço o teu conselho, «Fazei o que Ele vos disser» Jo 2,5 e faço antes o que eu quero.

Perdoa, querida Mãe, todas as vezes que não ajudo os teus outros filhos e filhas, meus irmãos e irmãs, causando assim tristeza no teu coração.

Minha querida Mãe, guia-me e ensina-me a dizer Sim, como Tu disseste, e a viver na humildade de nada ser, para que Cristo seja tudo em mim.

Adorado Jesus, perdoa-me por tantas vezes fechar os meus ouvidos à Tua Palavra, «Eis a tua mãe» Jo 19, 27, e não acolher a Tua Mãe como minha Mãe.

Beijo as tuas mãos Mãe, e peço-te: Dá-me a tua mão e não deixes que te fuja, para que me deixe conduzir por Ti a teu Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador

Oh Jesus pede por mim e por todos junto do Pai de amor, e que o Espírito Santo nos mostre a beleza da Mãe que, por amor, nos quiseste dar.

Abençoa, adorado Jesus, este Teu irmão pequenino, que se prostra a Teus pés.

Joaquim

08.07.06
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sexta-feira, 19 de março de 2010

31º DIA DA QUARESMA - SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM SANTA MARIA - DIA DO PAI

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Evangelho segundo S. Mateus 1,16.18-21.24.

Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo.
Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo.
José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente.
Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.»
Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa.



Hoje é dia do pai!
É um pouco o meu dia também, porque sou pai e avô.

Desde há uns dias que meditava neste tema do dia do pai, pedindo ao Espírito Santo que me ajudasse a discernir o que seria necessário eu meditar, partilhando.

E as horas passavam e não me vinha ao coração, nem à mente, nada de muito bonito e profundo, (julgava eu), para meditar, para partilhar.
Pensava já recorrer a textos antigos, e lê-los, meditando-os no presente, quando recebi um mail de uma amiga de fé, a Malu, que me contava o que abaixo transcrevo, mesmo sem lhe pedir licença!

«Aqui há uns tempos, um amigo meu, andou a fazer um trabalho religioso e escrito, e precisou fazer alguma pesquisa. Então andou a perguntar a amigos e na rua também, sobre quem era Deus. Muita resposta filosófica recebeu...
Depois alegrou-se quando uma criança lhe respondeu prontamente:
- Deus...? Ora, Deus é meu Pai!!
Ele gravou as conversas e depois apagou muitas e esta deu-me a ouvir.
Ele ainda testou o miúdo e perguntou-lhe: E então quem é o teu pai - tu não tens pai? Mas a criança não se ficou e disse que sim, que tinha, mas que esse também era filho do Pai.
É claro que houve risota aí e sai nova pergunta: "Espera aí, então tu és irmão do teu pai?"
- Ah, pois sou! E você também é porque Jesus é nosso irmão, não sabia?!»

Bonito e profundo?
Que há de mais bonito e profundo que a simplicidade do amor na boca de uma criança?

Como, perante este episódio, é tão fácil interpretar as palavras de Jesus:

«e disse: «Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu.» Mt 18,3
«Respondeu Jesus: «Sim. Nunca lestes:
Da boca dos pequeninos
e das crianças de peito
fizeste sair o louvor perfeito?» Mt 21,16

E agora?
Podia escrever tantas coisas, fazer tantas reflexões e meditações, mas não está já tudo dito?
Não está já tudo dito na simplicidade que toca o coração de Deus?
Não são estas palavras simples de uma criança a melhor meditação para cada um de nós sobre o Pai de amor que nos criou?
Porque complicamos nós o que é tão simples?

Deixo-me ficar assim a ler estas palavras de criança e peço ao Senhor que nos/me conceda o dom de ser criança na Verdade, para que a nossa/minha fé seja simples e inabalável, e sobretudo para que todos nós possamos sentir esta filiação divina, com este amor puro e simples de criança, que nos faz irmãos e discípulos de Jesus Cristo, templos do Espírito Santo, filhos do Pai Nosso, que está no Céu.

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Amanhã prossegue a meditação quaresmal no Nova Civilização da Gisele.

28º dia - Amor de Deus
29º dia - De mãos dadas na Caminhada
30º dia - Mar com sabor a Canela
31º dia - O que é a Verdade?
32º dia - Nova Civilização
33º dia - Partilhas em Fa Menor
34º dia - Degrau de Silêncio
35º dia - Teresa Desabafos
36º dia - A Capela
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sexta-feira, 12 de março de 2010

CARTA A JESUS NUMA SEXTA-FEIRA

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Meu querido Jesus

Hoje é Sexta-feira, o dia da semana em que a Igreja faz memorial da Tua Paixão, a Tua entrega de amor por todos nós pecadores, para nos libertares do pecado e da morte.

Oh meu Jesus, perdoa-me em primeiro lugar porque a memória, a vivência da Tua Paixão, devia ser constante em mim, devia estar inscrita no meu coração, para sempre Te adorar, e amar cada vez mais, e, no entanto, vivo tantos dias sem sequer me lembrar de que Tu morreste por mim.

Perdoa-me, também meu Jesus, porque muitas vezes me deixo levar por este pensamento de que morreste por todos nós, e assim, tento diluir a minha culpa na culpa colectiva, “fugindo” a enfrentar o meu pecado pessoal.

Meu querido Jesus, perdoa-me por tantas vezes não querer transportar a minha cruz, por tantas vezes deixar que Tu, Jesus, carregues sozinho a Tua e a minha cruz.

Afinal Jesus, que Cruz é a Tua, se não a minha cruz, as cruzes de todos nós, pesando nos Teus ombros?

E quando me revolto, quando não aceito, quando respondo, às vezes com raiva, às contrariedades, às humilhações, às dores, incompreensões e sofrimentos?
Perdoa-me, amado Jesus, e lembra-me sempre que tudo isso passaste por mim, e que não Te revoltaste, não protestaste, e mais do que isso tudo, perdoaste.

Às vezes sou chamado a ser o Cireneu, a ajudar a transportar a cruz dos meus irmãos, nos quais Tu estás, nos quais Tu és, e olho para o lado e faço de conta que não é comigo.
Perdoa-me, adorado Jesus.

Não leves em conta também, todas as vezes que não recebo a Tua Mãe em minha casa e não ouço os seus conselhos e não me deixo guiar pela sua mão.
Ensina-me, Jesus, a ser seu filho, como disseste a João, a recebê-la em minha casa e a aprender com Ela a dizer o sim da minha vida.

Apesar dos meus pecados, querido Jesus, permite que eu me abrace à Tua Cruz e «complete na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, pelo seu Corpo, que é a Igreja». Cl 1,24

Coloca-me ainda mais, se possível, no amor do Pai, e mais uma vez, meu bom Jesus, não Te esqueças de nos dar, de me dar, uma “porção redobrada” do Espírito Santo, que me ensine, que nos ensine a todos nós a vivermos em amor e entrega total, a Tua Paixão.

Beija por mim a Tua e nossa Mãe, que tanto nos ama e por nós intercede constantemente.

Fica comigo, Jesus, e abençoa este Teu irmão pequenino que Te quer amar com a entrega de toda a vida que lhe deste.

Joaquim

07.07.06

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quarta-feira, 10 de março de 2010

22º DIA DA QUARESMA

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Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. Disse-lhe ele: 'O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo.'
Encolerizado, não queria entrar; mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse. Respondendo ao pai, disse-lhe: 'Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos; e agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.' O pai respondeu-lhe: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.'»
Lc 15, 25-32


Regressamos à “Parábola do Filho Pródigo” e detemo-nos, onde normalmente cada um de nós, não se detém, nem reflecte, ficando “apenas” pelo perdão do Pai ao filho e o seu regresso à casa paterna, à união e amor da e na família.
Mas tudo o que está na Bíblia, está por alguma razão, e essa razão é sempre algo que no deve levar a reflectir sobre a nossa vida, interior e em comunidade, como filhos de Deus, discípulos de Cristo.

O filho mais velho, (ou o outro filho), fica magoado com o pai, porque acha que tem mais direitos, porque sempre cumpriu o que o pai lhe pedia, porque sempre esteve ao lado do pai, porque acha que nunca lhe foi agradecido esse modo de proceder, porque sente e julga que o outro filho, por ter andado afastado, não merece o mesmo que ele, e até mais, uma festa, porque acha que o pai não o deveria aceitar de volta ao convívio da família.

E nós não procedemos assim tantas vezes com aqueles que regressam à Igreja, ou com aqueles que estando em Igreja, julgamos nós que não têm uma vida em consonância com a Doutrina?
Não julgamos nós, porque sempre acreditámos, porque sempre rezámos, porque sempre cumprimos os preceitos, participando da Missa e dos Sacramentos, que somos ou temos mais direitos que os outros que vivem afastados?
Não criticamos nós, abertamente ou interiormente, aqueles ou aquelas, de quem sabemos coisas das suas vidas, porque, por exemplo as vemos comungar na Missa?
Não pensámos nós, em algum momento das nossas vidas, ao olhar para o lado na Igreja e vendo uma prostituta, ou um homossexual, ou um divorciado, ou divorciada, adúltero, ou adúltera, etc., o que estavam eles ou elas ali a fazer? Com que direito ali estão?
E não nos sentimos nós já incomodados, para não dizer mais, porque alguém da Igreja dá atenção a “esses” ou “essas”, parecendo-nos que seria a nós que deveriam dar atenção?

E no entanto o que Deus nos diz é muito simples: «Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.»

Alegremo-nos então por aqueles que procuram Deus, que encontram Deus, (que sempre se faz encontrado), que voltam para Deus, que querem viver na família de Deus que é a Igreja, e acolhamo-los num abraço de amor, como se fosse o próprio Deus a acolhê-los, a abraçá-los, porque é Deus que verdadeiramente o faz, servindo-se de nós.
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Amanhã prossegue a meditação quaresmal no Nova Civilização da Gisele.

19º dia -
Amor de Deus
20º dia - De mãos dadas na Caminhada
21º dia - Mar com sabor a Canela
22º dia - O que é a Verdade?
23º dia -
Nova Civilização
24º dia -
Partilhas em Fa Menor
25º dia -
Degrau de Silêncio
26º dia - Teresa Desabafos
27º dia - A Capela

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terça-feira, 9 de março de 2010

PAI NOSSO NO FILHO

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Filho do Pai
Que és nosso também
Porque nos foste dado
E Te deste também,
Que estás entre nós
E no Céu também
Santificado é o nome do Pai
E o Teu também
Que nos trouxeste o Reino dos Céus
Que é o Teu Reino também
Que fizeste a vontade do Pai
Que é a Tua também
Que é realizada no Céu
E queres realizada na terra também.
Dá-nos o pão de cada dia
Porque Tu és Pão também
Perdoa os nossos pecados
Porque Tu és perdão também
Ensina-nos a perdoar
Como nos perdoas também
Afasta de nós as tentações
Como as afastaste de Ti também
E livra-nos do mal
Que se afastou de ti também
E fica sempre connosco
Ámen.


Monte Real, 9 de Março de 2010

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SEM MAIS PALAVRAS

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Do centro do meu coração deixo sair o grito da minha vida:
Amo-Te, meu Senhor e meu Deus!
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terça-feira, 2 de março de 2010

CARTA A JESUS NUMA TERÇA-FEIRA

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Meu querido Jesus

Hoje é Terça-feira e como mais uma vez não sei o que a Igreja evoca neste dia da semana, dedico-o à família.

Obrigado, querido Jesus, por me teres feito nascer numa família tradicional, onde os valores cristãos estavam bem arreigados e onde a oração era ensinada como diálogo importante para a vida.

Quero agradecer-Te, Jesus, pela família que me deste, a minha mulher, os meus filhos e filha, a minha nora e o meu genro, os meus dois netos, e também os meus pais, irmãos e irmãs, cunhados e cunhadas, sobrinhos e sobrinhas, todos enfim.
Obrigado, adorado Jesus, pela graça dos filhos e dos netos e porque colocas em mim uma oração permanente por eles.

Mas perdoa-me, amado Jesus, por todas as vezes que me falta a paciência para os filhos mais novos e me deixo levar pela irritação, que me tolda o entendimento e esconde o amor.
Perdoa-me também por todas as vezes que, conscientemente ou inconscientemente, não abro a minha vida à querida mulher que me deste, e assim não partilhando as minhas tristezas ou preocupações a coloco, ou melhor me coloco fora do Matrimónio que abençoaste.

Oh Jesus, perdoa-me por nem sempre ter a coragem necessária para falar de Ti ao filho e filha mais velhos, e sobretudo pelo fraco testemunho que tantas vezes dou da minha fé, confiança e esperança em Ti.
Perdoa-me, querido Jesus, porque sou às vezes tão rápido a dar conselhos à família e tenho tantas vezes os ouvidos e o coração fechado aos reparos que me fazem. Amado Jesus, perdoa-me ainda porque tento evangelizar tanto fora de casa e tantas vezes em casa me coíbo de o fazer.

Perdoa-me Jesus, por fazer tão pouco, enquanto a família como Tu a criaste e desejaste, é tão atacada e escarnecida.

Ensina-me e ajuda-me, Jesus, a dar verdadeiro testemunho de pai, de avô, de filho, de irmão, de tio, segundo a Tua vontade, para que seja o Teu amor, sempre presente, a unir a minha família.
Peço-Te hoje que coloques em mim a graça da entrega que deste a Teu pai na terra, José, para que eu Te saiba ouvir e fazer tudo o que for de Tua vontade.

Intercede junto do Pai para que não cesse de derramar o Seu amor sobre nós, sobre as famílias, e envia o Teu Espírito Santo aos homens e mulheres deste mundo, para que não ataquem mais a família, mas a defendam e protejam como Igreja Doméstica de Oração, como primeira catequese dos jovens.
Pede a Tua Mãe que vele por todas as famílias e também pela minha.

A Tua bênção, Jesus, ao Teu irmão pequenino, que Te quer viver sempre na vida e na vida em família.

Joaquim
11.07.06
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segunda-feira, 1 de março de 2010

13º DIA DA QUARESMA

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Lucas 6,36-38.
Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.»
«Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados;
perdoai e sereis perdoados.
Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será
lançada no vosso regaço. A medida que usardes com os outros será usada
convosco.»
Evangelho do dia


Senhor, como o teu Evangelho de hoje entra no meu coração, e me faz perceber como o meu caminho para Ti ainda está tão no início!
Não chegam os dedos das mãos, Senhor, para contar as vezes que ao longo de um dia eu julgo e condeno as tuas filhas e filhos que se cruzam na minha vida.
E como eu sou irascível e intolerante com as criticas dos outros à minha maneira de ser, ao que digo e ao que faço.
Pobre de mim, que ao colocar a mão na minha consciência me percebo tão longe de tudo o que nos pedes na Tua Palavra.
E este, Senhor, é um caminho difícil, é um caminho de atenção permanente, porque é tão fácil, Senhor, é tão fácil cair na crítica, no julgamento e na condenação do outro.
Senhor, tenho procurado nesta Quaresma uma das minhas muitas fraquezas para combater com perseverança nestes 40 dias, e Tu, Senhor, fazes-me hoje perceber que esta é a fraqueza com que devo lutar todos os dias.
Porque este pecado de julgar e condenar os outros traz sempre consigo o orgulho, a vaidade, a inveja, o ciúme e tantas vezes a inimizade.

Quero, Senhor, pela Tua graça, lutar firmemente neste tempo de conversão contra este pecado, que me afasta dos meus irmãos, que me afasta de Ti.
Por isso peço-Te, Senhor, não só para mim, mas para todos, que derrames abundantemente o Espírito Santo em cada uma, em cada um, para que seja Ele a dar forças às nossas fraquezas e a alertar-nos sempre que nos deixamos conduzir mais pelo mundo e por nós, do que pela Tua graça e pelo Teu amor.

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Amanhã prossegue a meditação quaresmal no Nova Civilização da Gisele.

10º dia -
Amor de Deus
11º dia -
De mãos dadas na Caminhada
12º dia - Mar com sabor a Canela
13º dia - O que é a Verdade?
14º dia -
Nova Civilização
15º dia -
Partilhas em Fa Menor
16º dia - Degrau de Silêncio
17º dia - Teresa Desabafos
18º dia - A Capela

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