segunda-feira, 27 de abril de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 10

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Segunda feira, 6 de Outubro de 2003

Obrigado Senhor por este dia, por esta noite no grupo de oração. Não quero Senhor, que haja orgulho ou vaidade em mim, mas apenas vontade de Te servir e servir os irmãos, ajudando-os pela Tua graça a encontrarmos o Teu amor, a encontrarmos a Tua paz, a encontrarmos a maravilha que Tu és, Senhor.
Ajuda-me e ensina-me, Senhor, a estar ao Teu serviço, humildemente, a entregar-me a Ti, para que não faça nada por minha vontade mas sim segundo a Tua vontade.
Tu és o Senhor de tudo e eu pertenço-Te. Serve-Te de mim, Senhor, porque eu sou Teu.
Obrigado pela Palavra, pela parábola do Bom Samaritano.
Mais do que a atitude do samaritano, chamastes-nos a atenção para a atitude do sacerdote e do levita.
“Homens de Deus”, e contudo não souberam, amar o próximo, dando assim um péssimo testemunho.
Pecaram duas vezes: Não ajudaram o próximo e deram um mau testemunho aos outros que ainda não Te conhecem, que ainda não Te seguem.
É assim, Senhor, que nós, que escolheste e a quem queres como filhos, temos de saber cumprir o mandamento do amor, e sobretudo o testemunho do amor, que és Tu, Senhor.
Os olhos estão postos em nós e temos de saber que o que nós fizermos será visto, ouvido e analisado, por todos os que não acreditam em Ti ou ainda vivem longe de Ti.
Por nossa causa, Senhor, pelo nosso mau testemunho, podem afastar-se ainda mais ou nem tentar aproximar-se de Ti.
Ensina-me, Senhor, a ser Teu filho, a ser sacerdote, levita, homem de Deus, mas a proceder como o samaritano.
És Tu, Senhor, no meu irmão, que precisas de ajuda, e eu não Te posso voltar a cara, não Te posso dizer não, não Te posso abandonar, porque sem Ti, sem o amor, o Teu amor, nada sou, nada tenho, meu Senhor e meu Deus.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009

INTERCESSÃO E FÉ

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Às vezes parece que me sinto impotente perante as provações dos outros que me são próximos.
Próximos porque me estão ligados fisicamente, ou próximos por estes meios onde encontro irmãs e irmãos que me enchem o coração, que tocam a minha vida.
Perante essas provações que me são transmitidas e acabo por viver tantas vezes como minhas, rezo e entrego-me com tudo o que o Senhor me deu.
Mas, pobre de mim, fraco na fé, fico muitas vezes com a impressão de que deveria fazer mais alguma coisa, de que pessoalmente poderia agir, não percebo muito bem como.
Sinto muitas vezes no meu coração que o Senhor dá resposta às minhas orações, por vezes até coisas muito concretas, que eu, por medo, por vergonha, acabo por não transmitir àqueles por quem rezo, por quem intercedo.
Este medo humano de errar, esta vergonha humana de poder fazer “má figura”, esta falta de coragem de afirmar aquilo em que acredito.
Eu sei que não sou Pedro, nem João para ter a firmeza de dizer:
«Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!» Act 3, 6
Mas porquê, não somos nós todos Pedro e João?
Não nos disseste Tu, Senhor:
«Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim também fará as obras que Eu realizo; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Pai, e o que pedirdes em meu nome Eu o farei, de modo que, no Filho, se manifeste a glória do Pai. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu o farei.» Jo 14, 12-14
Que posso eu acrescentar à oração sincera do coração, que o Senhor recebe de coração aberto?
Que posso eu fazer, para além da oração, que acrescente um pouco, mesmo pequenino que seja, à misericórdia de Deus?
Nada, mesmo nada, a não ser a confiança no Seu eterno amor, que se exprime na Sua vontade que é sempre o melhor para as nossas vidas.
E é aqui que, mais uma vez pobre de mim, errante na fé, vacilo, hesito, e como não compreendo que Ele tudo sabe e tudo vê, angustio-me, e em vez de esperar na paz do Seu amor, quase me desespero na expectativa humana que faz temer o futuro.
Ó Senhor, porque sou eu assim?
Porque não tenho eu essa fé que move montanhas, essa fé que sabe que ao pedir segundo a Tua vontade, tudo lhe é concedido, mesmo que não entenda o que é concedido?
Acredito que me deste essa fé, não só a mim mas a todos aqueles que em Ti acreditam, mas que eu não me abro totalmente a ela, e assim não deixo que ela tome conta de mim e seja verdade em todos os momentos da vida que me deste.
Mas apesar disso repouso, espero e confio, Senhor, porque sei que não precisas da minha fé para fazeres o que é a Tua vontade.
Assim, Senhor, dou-Te graças por tudo o que fazes e vais fazer na vida daquela irmã e de todos os Teus filhos.
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domingo, 12 de abril de 2009

DOMINGO DE PÁSCOA

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O dia nascera calmo e sereno. Sentia-se no ar uma brisa leve e suave que ao passar de mansinho colocava tudo em movimento, as folhas, as flores, o pó das estradas, a erva, os cabelos das pessoas que passeavam, podia afirmar-se até que era uma brisa semelhante a um sopro de vida, que em tudo o que tocava, fazia viver.
Parecia que da terra ou do céu, um odor penetrante, mas macio, inundava a atmosfera e perfumava tudo o que existia.
Os animais, as plantas, as águas, as montanhas, as nuvens, toda a natureza e os seres humanos, pareciam sorrisos abertos, fontes de vida inesgotáveis, oásis de esperança, mares de tranquilidade.
Pairava no ar realmente, uma atmosfera de coisa nova, de alegria, de paz, de expectativa, de existência de vida.
De repente e enchendo todo o universo, todas as partes sem excepção, toda a existência, chegou com um fragor imenso, mas calmo e sereno, o Anúncio, como um grito de paz e verdade:
Ressuscitou o Senhor, Ressuscitou!!!
Quedou-se muda de espanto a criação, para logo em seguida, baixando a cabeça e abrindo o sorriso, gritar também dentro de si mesma e para fora:
Ressuscitou o Senhor, Ressuscitou!!!
Ah, que verdade imensa, que mistério de vida, o proscrito, o condenado, o humilhado, o desprezado, o derrotado, o já esquecido, ressuscitara, vencera a morte, vivia novamente para sempre na glória que tudo vencia.
Ah, que derrota profunda, para aquele que convencido que vencera, de cabeça baixa, percebia agora que a sua luta apenas se podia dedicar à criação.
Ah, que ódio amargo vivia naquele que agora sabia, que o Ressuscitado estava com aqueles que criara, para sempre.
A Carne eo Sangue unidos na vida e oferecidos para sempre, gritavam glória ao Senhor que vencera a morte, ao Senhor do Céu e da terra, ao que veio para salvar, entregando-Se em obediência.
Tudo era novo, nada era como dantes:
Os que tinham esperado, subiam agora à visão eterna, os que esperavam, vestiam-se de esperança, os que haviam de esperar, iam nascendo na certeza da Promessa.
Como era bom e grande o mundo, abençoado pela vida de Quem derrotara a morte.
A Palavra permanecia, era proclamada todos os dias, guardada nos corações, era a esperança da vida, depois da vida acabada.
Que certeza tão profunda habitava em todos nós:
Que todos os dias Ele se entregava, que todos os dias Ele morria, que todos os dias Ele ressuscitava, que todos os dias Ele nos salvava.
Oh, que profundo e infinito amor, do Deus que tudo criou, por nós Se entregou e para nós ressuscitava.
Oh, que infinita misericórdia, do Deus tão ofendido, que com um sorriso nos abençoava.
Oh, que infinita bondade, do Deus tão abandonado, que até uma Mãe nos dava.
Oh, que infinita fidelidade, do Deus todos os dias traído, que nunca nos abandonava.
Oh, que infinita esperança, de Deus dono do tempo, que em todo o tempo para sempre, dia a dia nos acompanhava.
Oh, que alegria suprema, que gozo eterno e constante, que fogo sempre a arder, na certeza de saber, que tendo ressuscitado, subido aos Céus e vencido, Jesus Cristo é para sempre, ontem, hoje e amanhã, com o Pai e o Espírito Santo, o nosso Deus Vivo e Verdadeiro.
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Escrito em 17 de Abril de 2006
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sexta-feira, 10 de abril de 2009

OH MEU JESUS AMADO

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Oh meu Jesus amado,
queria tanto sofrer conTigo,
viver a Tua Paixão.
Queria tanto orar conTigo
no Horto das Oliveiras,
e afinal era eu quem estava
com os que Te vieram prender.
Queria ser Tua testemunha,
junto de Caifás e Pilatos,
e afinal fui eu quem fugiu,
e também Te condenava,
no meio da multidão.
Queria proteger a Tua Face,
e o Teu Corpo amoroso,
e afinal era eu quem Te batia
e colocava a coroa de espinhos.
Queria dizer que Te amava,
que eras o meu Senhor e Guia,
e afinal era eu quem Te insultava
e gritando escarnecia.
Queria caminhar conTigo
levando a Tua Cruz,
e afinal era eu quem mais pesava,
e Te fazia cair.
Queria aliviar Tuas dores,
pôr bálsamo nas Tuas feridas,
e afinal era eu quem martelava
os cravos nas Tuas mãos.
Queria prostrar-me em adoração,
perante o Teu sofrimento,
e afinal era eu quem trespassava
o Teu peito com a lança.
Queria tanto estar conTigo
na hora da Tua morte,
e afinal fui eu quem fugiu,
quando o dia se fez noite.
Queria ter sido testemunha,
da Tua Ressurreição,
e afinal andava perdido,
na minha vida de dúvidas.
E Tu mesmo assim
olhaste-me.
E Tu mesmo assim
chamaste-me.
E Tu mesmo assim
escolheste-me.
E Tu mesmo assim
perdoaste-me.
E Tu mesmo assim
deste-me amor,
para encher a minha vida.
Que hei-de fazer e dizer,
que seja minha conversão,
a não ser para sempre amar-Te
com todo o meu coração,
para sempre cantar louvores,
com a voz que Tu me deste,
com a minha alma adorar-Te,
prostrado sempre a Teus pés,
viver em Ti o caminho
da vida que em mim criaste,
esperando quando partir,
desta vida tão efémera,
ver o Teu Coração aberto,
os teus braços á minha espera,
para viver no Teu amor,
o tempo que não tem fim.


Escrito em 29 de Agosto de 2000
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quinta-feira, 9 de abril de 2009

VIA CRUCIS

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Estação V - Eloi, eloi lami sabactami ("Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonaste?")
Reino Imperfeito



Estação VI


SITIO (“Tenho sede!”)


Senhor, tens sede de nós e nós temos sede de Ti.
Senhor, tens sede de fazer a vontade do Pai e nós temos sede de fazer Tua vontade.
Senhor, tens sede de Te entregares por nós e nós temos sede de Te pertencermos.
Senhor, tens sede de nos amar e nós temos sede de sermos por Ti amados.
Senhor, Tu és a Água Viva e nós temos sede de A beber.


Pai Nosso.
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Estação VII - Consummatum est ("Tudo está consumado!")
Mar com sabor a Canela




Organizado por Alma Peregrina
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

SENHOR, DOU-TE GRAÇAS

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Senhor, hoje dou-Te graças por 60 anos de vida.
Reconheço hoje, Senhor, por Tua graça, que nunca estiveste afastado de mim em todos estes anos.
Mesmo quando durante tanto tempo me afastei de Ti, Tu estiveste sempre ao meu lado, Tu estiveste sempre na minha vida.
Estiveste comigo na infância e na adolescência, estiveste comigo na guerra e em todo o tempo em que afastado de Ti cometi loucuras que faziam perigar a minha vida espiritual, emocional e até física, estiveste comigo no reencontro com a Tua Igreja, Mãe que me acolheu com tanto amor no seu seio.
Estiveste comigo na alegria e na tristeza, estiveste comigo na saúde e na doença, estiveste comigo nos momentos bons e nos momentos maus, estiveste comigo quando fiz o bem e estiveste comigo quando fiz o mal, para me ajudares a reconhecê-lo, para me ajudares a levantar.
Quiseste que eu tivesse a certeza de que estavas comigo, quando afastado de Ti, me deixava levar pelos prazeres mundanos, pelo pecado, para assim me mostrares que também esse tempo faz parte da minha vida, que o acolheste no Teu perdão, e que o transformaste em ensinamento e testemunho da minha vida.
Quero hoje dar-Te graças pela família que me deste, a minha mulher, a minha filha e os meus três filhos, a minha nora, o meu genro, a minha neta e o meu neto.
E também pelos pais maravilhosos que me deste, junto com as minhas irmãs e irmãos, cunhadas e cunhados, sobrinhas e sobrinhos, já em número tão grande, que causa alegria só de pensar.
Ainda pelos meus sogros, que me trataram e tratam como um filho e que são para mim como pais que muito amo.
Quero dar-Te graças, Senhor, por todos aqueles que colocaste na minha vida, os que me ajudaram e me amam, e os que me ofenderam ou prejudicaram, e não gostam de mim.
Quero dar-Te graças, Senhor, por todos aqueles que conheci pessoalmente, olhos nos olhos, e por todos aqueles que conheço por outros meios, (como este), e que moram no meu coração e eu no deles.
Quero dar-Te graças, Senhor, por todos aqueles que me ajudaram e ajudam no meu regresso a Ti, à Igreja, bispos, sacerdotes, religiosas e religiosos, e tantas, mas tantas, irmãs e irmãos que, com as suas palavras, com os seus gestos, com as suas atitudes, com os seus testemunhos de vida me conduziram ao encontro tão pessoal e intimo que me fizeste e fazes experimentar da Tua presença em mim e nos outros.
Quanto mais Te conheço, Senhor, menos sei de Ti, mas mais forte se torna a minha fé, o meu amor por Ti, o meu desejo de estar contigo e Te pertencer por inteiro.
Hoje, Senhor, celebro então um ano a mais nesta vida, (a vida é uma celebração), mas sobretudo um ano a menos, para, por Tua graça, me encontrar definitivamente contigo.
Por tudo Te dou graças, em tudo Te dou graças, porque a vida que me deste é uma graça do Teu Coração de amor eterno.
Amen.
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Sinto-me em extraordinária companhia porque neste dia nasceu o Beato Pier Giorgio Frassati.
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sexta-feira, 3 de abril de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 9

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Sexta feira, 4 de Julho de 2003

Obrigado, Senhor, por este dia e por tudo quanto me deste.
Obrigado pela tarde de Adoração e oração em Albergaria, obrigado pela Comunidade Luz e Vida, obrigado pelo Padre Filipe e por todos os membros da Comunidade e por todos os que vais colocando na minha vida.

Senhor, quanto mais leio os livros que me incitas a ler, mais desejo tenho de Ti, de me entregar a Ti, de viver uma vida “normal”, como queres que eu viva, mas sempre em oração.
Tenho um desejo imenso de alcançar a graça de conhecer e amar a Mãe que nos quiseste dar, Senhor.
Preciso da minha Mãe do Céu. Preciso de A amar, de A ouvir, de A entender, de A imitar, de com Ela aprender a conhecer Jesus, a amar Jesus, a viver Jesus.
Mãe, eu não quero que nada se interponha entre nós, nem passado, nem presente, nem futuro. Sabes, Mãe, que no passado não entendia a tua missão, não entendia o teu “papel”, não entendia o teu amor, não entendia a entrega que Jesus na Cruz fez da Sua Mãe ao Seu discípulo, e do Seu discípulo a Sua Mãe.
Sabes, Mãe, como por vezes foi difícil a minha relação com a minha mãe da terra, como a sua “autoridade” marcou em mim uma imagem de mãe difícil de conjugar contigo, Mãe do Céu. Não, ela não teve qualquer culpa, é a sua maneira de ser, é a sua maneira de amar, (e eu nunca tive dúvidas do seu amor), sei que hoje se procuro Jesus, o Pai, o Espírito Santo, se hoje te procuro Mãe, o devo em muito às suas continuas orações e súplicas.
Mãe, intercede pela minha mãe da terra, dá-lhe a tua mão, pede as graças do Senhor para ela, e guia-a e ajuda-a neste últimos anos da sua vida em tudo o que ela precisar.

Mãe, minha Senhora e minha Mãe, preciso de Ti, preciso que me conduzas, que me guies, que me ensines a amar, com o teu amor puro e sincero, preciso que me fales de Jesus, que me ensines a conhecê-Lo, a agradar-Lhe, a viver com Ele na minha vida.
Preciso, Mãe, que me ensines a humildade, o silêncio, o baixar a cabeça, a aceitação, a entrega total à vontade de Deus, num sim permanente e diário.
Preciso, Mãe, que me ensines a suplicar, que me ensines a guardar no coração, a meditar, a aprender com tudo o que o teu Filho permite que aconteça na vida que Ele mesmo me quis dar.
Preciso, Mãe, que como fizeste com os Apóstolos, me incites a perseverar na oração, a viver no cenáculo, a esperar confiantemente nas graças de Deus.
Preciso, Mãe, que como fizeste em Jerusalém, intercedas por mim junto do teu Filho, para que Ele derrame em mim abundantemente o Espírito Santo , para que eu seja aquilo que o Pai quer que eu seja, para que surja em mim, embora indigno, a graça da oração permanente, a graça da oração do coração.
Preciso, Mãe, que mandes em mim, porque eu quero obedecer, como Jesus obedeceu enquanto contigo viveu.
Preciso, Mãe, que me sentes no teu colo e me cubras de amor e carinho, para que assim eu aprenda também a amar e a acarinhar todos aqueles que se aproximam de mim.
Obrigado Mãe, amo-te e louvo-te porque és pura e Santa.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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terça-feira, 31 de março de 2009

GRAÇAS A DEUS POR TRÊS ANOS

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Ontem passaram três anos sobre a criação deste espaço.
Nasceu de uma conversa com um irmão meu, e apenas para colocar histórias da família entre nós.
Logo nos primeiros dias coloquei um texto que reflectia a minha vivência da fé.
Não mais pensei, nem coloquei outros textos que não fossem ou reflectissem essa totalidade da minha vida, ou seja, essa certeza de que em tudo eu Lhe pertenço, ou melhor, quero pertencer.
Por isso, hoje quero dar graças a Deus por me ter dado este lugar de testemunho.
Quero dar-Lhe graças por todas e todos os que aqui conheci, uns fazendo notar a sua presença, outros em silêncio, e até alguns já pessoalmente.
Dou-Lhe graças pelos que aqui caminhamos juntos, e por aqueles que repudiam este caminho, (não o “meu” caminho, que esse pode muito bem ser repudiado), mas o caminho de Deus.
A presença de todos é incentivo e os vossos comentários e mails são sempre motivo de procura e de encontro com o Deus que se faz presente no meio de nós.
Até quando Ele quiser aqui estarei, servindo-O deste modo novo, abrindo a vida que Ele me deu a todos os que aqui vierem, porque o amor, a paz, a alegria que o Senhor colocou na minha vida, não pode ser contida em mim e tem de extravasar para os outros.
Quisera eu, por Sua graça, ser capaz de expressar melhor a Vida que a Trindade Santíssima colocou e coloca na vida que me deu.
Um abraço muito, muito amigo em Cristo para todas, para todos do
Joaquim
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quinta-feira, 26 de março de 2009

CONTINUAÇÃO DA PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO

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Quando o fariseu terminou a sua oração, meteu a mão no bolso e com aparato tirou uma moeda de ouro que deixou cair com barulho, na caixa das esmolas.
Voltou-se para sair do templo e reparou que o publicano de cabeça baixa mexia num saco de pano, de onde tirou uma pequena moeda, que com delicadeza depositou na caixa das esmolas.
O Fariseu saiu então do templo e ficou a aguardar o publicano.
Quando este saiu, humilde e contrito, o Fariseu perguntou-lhe com um ar importante:
- Quanto deste, ali no templo?
O publicano com a cabeça baixa, respondeu:
- Dei tudo quanto aqui tinha. Tudo o que tenho me veio do Senhor e Ele nunca me falta com o indispensável à minha vida.
Levantando a cabeça, fitou o Fariseu com uns olhos límpidos e calmos, com um sorriso alegre e tranquilo, e dizendo-lhe:
- A paz do Senhor esteja contigo! afastou-se, caminhando.
Reparou o fariseu na paz e tranquilidade que emanava daquele homem, no amor com que lhe tinha falado e sobretudo na leveza do andar, parecendo que quase não tocava o chão.
No entanto não se deixou comover e pensando para si próprio, disse em voz alta:
- Coitado, pobre homem inculto. Não sabe que eu como sou, praticando a lei rigorosamente, tenho sempre a paz do Senhor comigo.
Começou então a andar no caminho para sua casa, cabeça erguida, nunca dando atenção àqueles que na rua pediam, que o cumprimentavam, que lhe sorriam.
Mas o episódio passado não o deixava sossegado. Que possuía aquele pobre homem, (que ele considerava tão mal), que ele próprio não tinha!
Nunca na sua vida, pensou, tinha conseguido ter tal olhar, tal sorriso ou apresentar aquela paz, aquela tranquilidade, aquele amor.
Parou e sentou-se à beira do caminho com a cabeça entre as mãos, pensando em tudo o que tinha visto e sentido.
De repente, tocaram-lhe no ombro e ao levantar os olhos, deparou com o publicano que com uma voz doce lhe perguntava:
- Sente-se mal, precisa de ajuda, posso fazer alguma coisa por si?
Mal refeito da surpresa, (e por tanto amor vindo de quem tinha tratado tão mal), deu por si a agradecer e a dizer que não, não precisava de nada, pois entretanto, tinha tido resposta à sua inquietação.
Levantou-se e começou a caminhar em direcção ao templo.
A um pobre homem quase sem roupa, deixou a sua túnica, a outro que tinha fome, deixou as moedas que levava, a um que estava descalço, deixou as suas sandálias, a uma mãe com filhos famintos, como não tinha mais nada com ele, deixou os seus anéis e colares.
À porta do templo, parou e não entrou. Ajoelhou-se, baixou a cabeça e disse:
- Perdoa-me, meu Deus, que nada sou. Não sou nem digno de entrar no Teu templo, como o publicano, porque sou muito maior pecador. Acredito na Tua misericórdia e sei que me perdoas, por isso Te peço que me ajudes a mudar de vida, pois também eu reconheço agora, que tudo o que tenho, me vem de Ti e a Ti pertence e que mo deste não só para mim, mas também para ajudar os que precisam. A Ti, Senhor, confio a minha vida, pois sei que com nada me faltarás.
Levantou-se e sentiu imediatamente que o seu olhar era diferente, mais limpo, percebeu que tinha um sorriso alegre na cara e deixou-se envolver por uma paz e tranquilidade, que nunca tinha sentido.
Louvando a Deus, regressou a casa, espalhando alegria e paz pelo caminho e ao chegar, deu a Boa Nova a todos os seus.
No Céu a alegria era imensa e o Bom Pai, nosso Deus, acompanhado do sorriso alegre do Espírito Santo, disse a Jesus Salvador:
- Foi boa ideia, Meu Filho, teres-te feito passar por publicano. Já salvaste mais um homem.
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A Quaresma e o "Caminho de Conversão", fizeram-me lembrar deste texto que escrevi em 7 de Março de 2000, já aqui tinha publicado em 2006, e agora recordo convosco.

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terça-feira, 24 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 8

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Segunda feira, 30 de Junho de 2003

Obrigado, Senhor, por mais este dia.
Obrigado, Senhor, pela noite de Missa e Adoração. Obrigado, Senhor, por estes teus dois sacerdotes. Obrigado, Senhor, pela presença dos meus filhos comigo, nesta noite.

Estou vazio, Senhor.
Quero sentir, quero escrever, quero dizer o que me vai no coração, na alma, e nada sai.
Parece que estou seco, e que Tu, Espírito Santo, Te afastaste de mim, e assim a Tua doce inspiração deixou de existir em mim.

Sei que não é verdade, Senhor, que Tu continuas em mim, que sempre continuarás enquanto eu Te receber de coração aberto, mas, Senhor, neste momento estou a atravessar um momento de secura.
Louvado sejas Tu, Senhor, por isso mesmo.

Percebo bem, que sem Ti, não há oração, não há paz, não há tranquilidade, não há repouso no coração, por isso, Espírito Santo, peço-Te, vem em auxilio da minha fraqueza, vem despertar em mim a graça da oração, vem dar-me a paz, a tranquilidade, a verdadeira alegria, que só pode vir de Ti.

Só Tu, Senhor, podes fazer que o meu coração, seco e árido, se transforme num coração mole, permeável ao Teu amor, tão mole como uma esponja, para ficar embebido do Teu amor, um coração molhado, encharcado da Tua água viva, da água que dá vida, e que faz nascer e renascer a vida.

Só Tu, Senhor, podes transformar o silêncio insuportável numa oração de louvor, numa oração de graças, numa oração de súplica, numa oração de intercessão, numa oração de entrega.
Eu creio em Ti, Senhor, e quero pertencer-Te sempre.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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quinta-feira, 12 de março de 2009

FALANDO DE CONVERSÃO

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Entrevista no programa "Tardes da Júlia", na TVI, em 9 de Fevereiro de 2009





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terça-feira, 10 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 7

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Sábado, 21 de Junho de 2003

Obrigado Senhor, por mais este dia, por este dia.
Por todas as graças que hoje quiseste derramar em tantos irmãos, em tantos lugares. Não sei Senhor, quantas almas foram salvas, quantas alegrias nasceram, quantas esperanças foram confirmadas, quantas confianças deram fruto, quantas súplicas foram atendidas, quantas faltas foram perdoadas, quantos rancores e ressentimentos transformaste em perdão, quantos ódios e violências acabaram na paz, quantas tristezas deram origem a alegrias, quantas dúvidas retiraste para colocares a fé, quantos cegos não Te viam e passaram a ver, quantos surdos não Te ouviam e passaram a ouvir, quantos mudos não falavam e passaram a cantar-Te, a testemunhar-Te, quantos corações não amavam e passaram a amar-Te, quantos joelhos não se dobravam e prostrados passaram a adorar-Te, não sei, Senhor, quantos foram neste dia, em toda a humanidade, em todos os lugares dos mais conhecidos aos mais inóspitos, não sei, Senhor, mas dou-Te graças por todos eles.

Dou-Te graças também, por todos aqueles que não estão incluídos neste número, mas que Tu amas com o mesmo amor, e que um dia por Tua graça, irão receber todas estas graças, aquelas que Tu sabes, Senhor, que lhes são mais necessárias.

Obrigado, Espírito Santo, que oras no homem com “gemidos inexprimíveis” e assim pedes ao Pai, por Jesus Cristo, tudo aquilo que o homem precisa.

Obrigado, Senhor, por este ano de Catequese. Aceitei, Senhor, esta missão há um ano, não sei, Senhor, se por orgulho ou vaidade, ou porque Tu o colocaste no meu coração, mas não estou arrependido, Senhor, pois trabalhaste em mim, servindo-Te de mim.
Aprendi, Senhor e só Tu sabes se ensinei. Só Tu sabes, Senhor, porque só Tu conheces os corações daqueles jovens, só Tu sabes se as palavras e os gestos que fiz, foram meus, e portanto sem vida, ou se vieram de Ti e portanto tocaram os corações de todos eles.
Será orgulho, pelo menos um pouco de orgulho, mas gostava tanto, Senhor, de continuar a ver aqueles jovens na Missa, a sentir que aqueles jovens rezam, a conhecer que aqueles jovens não se vão afastar de Ti.
Diz-me, Senhor, o que queres que eu faça, e eu faço-o, assim Tu me dês a força e o ânimo para tal.
E agora, Senhor, no próximo ano precisas de mim na Catequese? Aqui estou, Senhor, entrego-me nas Tuas mãos, que seja feita a Tua vontade.

Fala, Senhor, que o Teu servo escuta!
Aqui estou, Senhor, de coração aberto para Ti. Desejo tanto escutar-Te, sentir-Te, ouvir-Te, seguir-Te, servir-Te, amar-Te, louvar-Te, adorar-Te. Que posso fazer, Senhor, que aumente a minha entrega, que concretize o meu desejo de Ti, que me preencha de Ti. Eu nada posso fazer, claro, se Tu não fizeres em mim.

Senhor, quero ser santo! Não para estar nos altares, mas para Te agradar, Senhor, para Te consolar, Senhor, para Te “afirmar” que o meu passado não existe e que acredito no Teu perdão.
Senhor, quero ser santo! Para que o meu pensamento esteja sempre em Ti, para que não dê um passo sem Te perguntar: Senhor, é isto que queres?
Para que não profira uma palavra sem que saiba que por Ti foi inspirada, para que não tenha planos, mas assuma os Teus planos para mim e para os outros, para Te invocar de manhã e à noite e durante todos os momentos da minha vida, para que o meu coração nada mais tenha, a não ser a Tua presença.
Quero ser santo, Senhor, para que aqueles que se cruzarem comigo, saibam que a Ti pertenço e que só Tu és o Senhor da minha vida e que isso é o melhor que me pode acontecer, e que só assim quero viver. Para que também eles queiram ser santos, para experimentarem as delicias de estar contigo, a alegria de viver contigo, as certezas de ser guiado por Ti, a confiança e a esperança de repousar em Ti.

Pelos poucos momentos que já passei em que me tocaste, Senhor, em que Te fizeste sentir, em que moldaste a minha vida pelos breves momentos em que eu deixei, eu digo-Te, Senhor, quero ser santo!

Quero amar os “meus” Judas, como Tu, Jesus, amaste o Teu, quero amar os que me querem mal, como Tu Jesus, amaste os Teus algozes, quero perdoar, Senhor, como Tu perdoaste e perdoas, quero pedir perdão, Senhor, para que o perdão cresça em mim.

Quero ser santo, Senhor, é uma decisão que coloco na minha vida, porque ao querer ser santo estou a fazer a Tua vontade, e eu quero fazer a Tua vontade.

Ah, Senhor, e a Cruz, a Tua Cruz! Também eu, Senhor, quero aceitar a minha cruz, a cruz que me pertence, a cruz da santidade.
Coloco o meu ombro a jeito, inclino a minha cabeça, encho o meu peito de ar, abro o meu coração para Ti, e digo-Te: Senhor, coloca a cruz nos meus ombros e sê o meu Cireneu, porque sem Ti, Senhor, não a consigo levar.
Tens que vir comigo, Senhor, para me ajudares a levantar as inúmeras vezes que eu cair, as inúmeras vezes que o meu coração vacilar, as inúmeras vezes que eu pensar que as minhas forças não vão chegar.
Quero ser santo, Senhor!

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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sexta-feira, 6 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 6

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Segunda feira, 9 de Junho de 2003

Obrigado Senhor, por este dia e sobretudo pela oração da noite no grupo de oração. Como Te fizeste presente, Senhor, no meio de nós!

Obrigado por nos teres levado e entregar-Te as nossas vidas, sobretudo aquelas áreas das nossas vidas em que verdadeiramente, por culpa nossa, não Te “deixávamos” entrar.
Sim, Senhor, não quero ter na minha vida, ou melhor, na vida que me deste, nenhuma área, nenhuma coisa, em que Tu não estejas presente, ou melhor, que eu não Te confie e em Ti espere.

Tudo Te pertence Jesus, e eu entrego-Te, ou quero, desejo, entregar-Te tudo o que diz respeito a mim: o bem e o mal.
Porque o bem Tu o recebes e guardas, o mal, Tu o recebes e transformas em bem e devolves como ensinamento.
Obrigado, Senhor, pertenço-Te e entrego-me a Ti, por inteiro, em tudo na minha vida.

«ficai aqui e vigiai comigo.» - «Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo!»
Mt 26, 36;40

Obrigado Jesus por me teres mostrado naquele livro uma tão bonita interpretação destas Tuas frases. (A graça da oração – Jean Lafrance – pág 101)
Quando rezavas no Getsémani, rezavas com certeza por todos nós, por todos os pecadores que sempre existem, existiram e existirão.
Pedes-nos para rezarmos contigo, para intercedermos pelos outros, para Te fazermos companhia, para nos angustiarmos contigo por haver tantos pecadores, tantos homens e mulheres afastados de Ti, que não Te conhecem, ou seja, que vivem afastados da Verdade, que não conhecem a Verdade.

Tu, Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, pedes-nos a nós, simples criaturas, que rezemos contigo, que juntemos as nossas orações às Tuas, pelos pecadores, pelos perdidos, pelos que não Te conhecem. Dás-nos esta missão de pedir pelos outros, ou seja, amá-los como Tu nos amaste.
E não nos deixas sozinhos nesta missão, pelo contrário, dizes a cada um de nós, «Eu sou o primeiro a pedir ao Pai», e ensinas-nos a rezar como convém, pelo Teu Espírito Santo.

Mas nós não “temos tempo”, nós estamos cansados, adormecemos no conforto da vida ou ocupamo-nos com as nossas próprias preocupações.
E Tu, Senhor, admirado dizes a cada um de nós: «Nem uma hora pudeste vigiar comigo!»

Senhor, que vergonha, porque às vezes nem é uma hora num dia, é uma hora por semana, isto é, não arranjamos tempo para estarmos contigo na Eucaristia, uma vez por semana!
Somos capazes de pedir as coisas que nos fazem falta para a nossa vida do mundo, somos capazes de pedir para os outros bens materiais e saúde, mas raramente pedimos para os nossos irmãos e irmãs a salvação!
E mesmo quando pedimos é por aqueles que são das nossas famílias, ou que nós conhecemos.
E então por aqueles que ninguém conhece, ou que não têm na família ninguém que peça por eles?
Temos de ser nós a juntar a nossa voz, a nossa pobre voz, à de Cristo no Getsémani e suplicar ao Pai, piedade, compaixão, misericórdia para todos nós.

Tu, Senhor, dás-Te por inteiro, nós damos pequenos pedaços, que muitas vezes logo retiramos. Somos tão “bons” a julgar os outros, mas não gostamos que nos julguem a nós.

«Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo!»

Que vergonha, meu Deus, sempre tão ocupado nas minhas coisas, na minha vida, na minha oração, nos meus pedidos, nos meus planos, nas minhas preocupações, nas minhas angústias, na minha família, nos meus amigos, nos meus conhecidos, etc., etc.
Vês, Senhor, como eu sou? É tudo meu, só me preocupo com “o meu e a minha”, e afinal não tenho nada porque é tudo Teu!

Sofreste tanto, Senhor, por aqueles que sofrem e hão-de sofrer porque se afastam de Ti. E eu, Senhor, não posso também deixar-me sofrer um pouco, sobretudo por aqueles que não sei quem são?

Senhor, entrego-me a Ti, para que faças de mim o que Te aprouver, e tudo quanto assim seja, Te quero entregar pela salvação dos outros, sobretudo aqueles que eu não conheço, mas que Tu, Senhor, sabes bem quem são.

Não sou nada, nem ninguém, Senhor, sou pecador e fraco, mas com a força do Teu Espírito Santo a quem me entrego para que ore em mim, quero fazer-Te companhia na Tua oração.

Acorda-me, Senhor, não me deixes dormir nas minhas comodidades ou ocupado com as minhas preocupações. Ajuda-me a sair de mim e a, de joelhos, prostrado, com a cara no chão, fazer-Te companhia, entregar-Te a minha oração, para que a leves ao Pai, suplicando por todos aqueles que não têm quem suplique por eles.

Quero estar contigo, Senhor, não uma hora, mas sempre e em todo o momento.
Quero, por Tua graça, fazer do resto da vida que me deres, uma oração de companhia à Tua oração no Getsémani, oração que continuas a fazer todos os dias, para que o Pai tenha misericórdia de nós, pecadores.

Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em vós.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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terça-feira, 3 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 5

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Terça feira, 3 de Junho de 2003

Obrigado, Senhor, pela paz que de vez em quando toca o meu coração.
No meio da tempestade, da inquietude e da angústia, (como sou fraco, meu Deus, como é fraca a minha fé, a minha confiança, a minha esperança), surgem momentos profundos de paz e alegria, porque me tocas, Senhor, porque Te tenho, Senhor, por Tua graça.

E vais-me ensinando a rezar, já não mais como um “conhecedor”, ou como um, (pensava eu, pobre de mim), privilegiado, mas sim mostrando-me a minha pequenez, a minha fraqueza, mostrando-me como sou nada sem Ti.
Já não rezo, (pelo menos todas as vezes que rezo), como um “igual”, falando com o meu Deus como se me devesses alguma coisa, mas sim invocando-Te, suplicando-Te, abandonando-me a Ti.

Ó meu Jesus, pobre de mim, que estava e estou ainda tão enganado, convencido que já tinha percorrido muito caminho e afinal ainda nem comecei a caminhar.
Como um caminhante ainda estou a fazer a “lista” do que preciso para caminhar, ainda estou a arranjar o saco para sair da minha casa cheia de mundo, ainda estou nas despedidas, renitente em deixar o que não é nada.

Pobre de mim, ó Pai, que ainda procuro maneira de Te invocar, de Te suplicar, de Te chamar Pai e com sinceridade me sentir Teu filho, dependente em tudo de Ti.

Pobre de mim, Espírito Santo, que continuo a agarrar o puxador da porta da minha casa do mundo, em vez de Te dar a mão e me abandonar no Teu vento impetuoso que me quer conduzir.

Ó meu Senhor, ensina-nos a rezar!
Ó meu Senhor, ensina-me a caminhar!

Fizeste-me tão grande de corpo que a maior parte das vezes não consigo entender como sou pequeno em Ti.
Queria tanto, Senhor, sentir-me pequeno junto dos outros, sentir-me útil à Tua Palavra, diminuir cada vez mais para Tu cresceres em mim.

Tanto pensamento vão, tantos planos traçados e dos quais Te arredo, Senhor. De nada valem, porque não são Teus, ou porque, pelo menos, não os apresentei à Tua aprovação.

Obrigado, Senhor, por este caminho que agora me estás a dar, que agora me queres mostrar, embora eu ainda cego pelo mundo, tenha dificuldades em ver.

«Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor.» Heb 12,14

Quero suplicar-Te, ó Pai, por Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo, que me ajudes a colocar a paz no meu coração, sobretudo para com aqueles com quem mais me custa falar, em quem mais me custa pensar, com aqueles que quase sempre não quero amar. Sobretudo todos os irmãos que provocaram este assunto da empresa. Que por Tua graça eu os possa acolher no meu coração e amar com o Teu amor.

Mãe, dá-me do teu amor, desse amor com que amas todos os teus filhos, que o teu Filho te deu. Dá-me desse amor puro e sincero com que nos amas, para que também eu, pobre de mim, possa amar assim.

Mãe de amor, rogai por nós.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 4

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Sábado, 31 de Maio de 2003

Obrigado Senhor, pela catequese de hoje, pelas palavras que colocaste na minha boca e pelo modo atento e participativo que os catequizandos tiveram durante aquele tempo.
Que por Tua graça, Senhor, tudo toque o seu intimo, o seu coração e os faça seguir um caminho de pureza e castidade para Ti, Senhor.

É tão difícil, Senhor, a minha cabeça e se calhar até o meu coração, não param de fazer juízos, críticas e até condenações aos outros, sobretudo estes que estão envolvidos neste terrível caso de pedofilia. E o pior, Senhor, é quando a minha boca transmite tudo o que vai passando na minha cabeça e no meu coração.

Quem sou eu, Senhor, para julgar os outros? Quem sou eu, Senhor, para criticar os outros? Quem sou eu, Senhor, para condenar os outros?

Misericórdia, Senhor, por tudo o que penso e digo dos outros.
Não olhes, a esta minha fraqueza, mas ao desejo que tenho de não ser assim, de não julgar, mas acolher e estar calado, não só na boca, mas também no coração e na cabeça.
Não quero ser assim, Senhor, não quero pensar, nem falar dos outros, mas sim rezar por eles, pedir por eles e ver neles a Tua Face.

Se eu fui perdoado, e acredito Senhor, que me perdoaste da minha vida passada, também eles se forem culpados podem ser perdoados pela Tua misericórdia.
Senhor é tão difícil, porque mal dou conta, já estou a pensar, a julgar, a criticar, a falar.

Ajuda-me, Senhor, mostra-me como fazer, mostra-me como dominar todos estes sentimentos, não para meu orgulho, mas para ser Tua imagem, Senhor, para ser como me criaste.

Senhor, quero comprometer-me hoje, aqui, perante Ti, a emendar estas minhas atitudes, a não pensar mal dos outros, a não julgar, a não criticar, a não falar mal dos outros.
Mas para isso, Senhor, preciso de Ti. Preciso que me lembres sempre, antes de pensar, de julgar, de falar. “Fecha” o meu pensamento, a minha boca, para que não peque.
Sozinho não sou capaz, envia Senhor o Teu Espírito Santo que tome conta de mim e me mostre como fazer, me lave e purifique o pensamento e a boca.

Dizias hoje, Senhor, na Tua Palavra: «
Nesse dia, apresentareis em meu nome os vossos pedidos ao Pai, e não vos digo que rogarei por vós ao Pai, pois é o próprio Pai que vos ama, porque vós já me tendes amor e já credes que Eu saí de Deus.» Jo 16,26-27

“Senhor Jesus, eu amo-Te e acredito firmemente que és o Filho de Deus, por isso em Teu nome, na força do Espírito Santo, peço-Te Pai, retira de mim esta fraqueza de julgar, criticar e falar mal dos outros, porque quero ser segundo a Tua vontade, irmão que ama os seus irmãos”

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 3

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Quinta feira, 29 de Maio de 2003

“Pai, se quiseres podes resolver este assunto da empresa, (ver aqui), como é meu desejo, contudo que não se faça a minha mas a Tua vontade”.

Pai, devo pedir-Te que tudo se resolva como eu quero e desejo, ou devo abandonar-me nos Teus braços e esperar que respondas segundo a Tua vontade?
Sim Pai, eu sei que devo fazer a minha parte, continuando a trabalhar, mas queres-me ouvir a pedir, ou queres que viva a esperar?
Pai, queres que seja insistente como a “viúva importuna”, ou que espere porque “Tu sabes do que eu necessito”?
Pai, apesar de tudo prefiro o dom de me entregar a Ti, à Tua divina providência, pois entregue a Ti, o mundo não me pode incomodar. As inquietações, provações, contrariedades não me abalarão se me deres a graça de eu saber que vivo contigo e estando contigo, o que é que me pode incomodar?

Obrigado Senhor pelo que hoje me mostraste naquele livro:
A imagem só é imagem porque torna visível o invisível e só é imagem porque reflecte o que representa, ou seja, é obediente ao que representa.
Por isso, só posso, só podemos verdadeiramente ser à «Tua imagem e semelhança», se Te imitarmos, se Te formos obedientes no amor.

Preciso de Ti, Senhor Espírito Santo, porque nada sou, porque sou fraco, porque me deixo incomodar pelo mundo.
Ouve a minha súplica, Pai, e concede-me a graça do Espírito Santo, que me guie, que me anime, que me faça viver a Tua vontade no amor de Jesus Cristo.

Ofereço-Te, Senhor, estes sacrifícios em desagravo das minhas ofensas e dos outros, a Ti, meu Senhor e meu Deus, ao Sagrado Coração de Jesus, ao Imaculado Coração de Maria.
Pela conversão dos pecadores, principalmente o … que não é baptizado. Pelos meus catequizandos. Por todos aqueles que estando envolvidos neste assunto da empresa, não estão do “meu lado”, ou seja, de quem eu não gosto tanto no meu coração e não Te conhecem, nem Te amam, Senhor.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 2

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Segunda feira, 26 de Maio de 2003

Obrigado Senhor, pela “humilhação” de ontem.
Eu que me “julgo” imprescindível, fui “substituído”, não por vontade minha, mas porque assim o fizeste por intermédio de alguém.
É certo que na minha cabeça me irritei, pensei mal, critiquei, invectivei, mas deste-me força Senhor para me calar.
Obrigado Senhor, que seja caminho de santidade, para vencer o meu orgulho e vaidade.

Obrigado Senhor pela noite de adoração de hoje, porque Te quiseste servir de mim, para tocares aqueles irmãos. Obrigado Senhor por não me ter apercebido de nada, a não ser no fim, quando vieram falar comigo. Assim talvez não me tenho orgulhado tanto.

Até quando, Senhor, continuarei a pensar que sou eu que sou “bom”, que sou eu “que faço as coisas”?
Até quando, Senhor? Permite Senhor, que no meu coração seja uma certeza que tudo me vem de Ti, que eu nada faço, mas sim que Tu fazes em mim.
Aliás não percebo, nem quero perceber, porque Te serves de mim, orgulhoso e vaidoso como sou, para levares a Tua Palavra a alguém.

Gostava tanto, Senhor, de poder dizer com sinceridade de coração, como disse João Baptista: «É preciso que eu diminua para que Tu cresças».

Que nesta semana, até dia 2, (e daí para a frente), eu não fale de mim ou das coisas que “fiz”, que não procure “elogios”, nem satisfações, mas apenas Te agradeça tudo o que quiseres fazer em mim.

Misericórdia Senhor, sou pecador.
Lembra-me Senhor que a minha memória é fraca.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 1

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Terça feira, 20 de Maio de 2003

Leio sobre e penso em Santa Rita de Cássia.
Santo Agostinho: «Toda a religião consiste em imitar aquele que se honra» - Cidade de Deus (8,17.2) - «Honrar e não imitar, não passa de adulação mentirosa» (Sermão 325,1)

Que devoção é esta que quero ter? É apenas para receber “graças” ou é para conhecer verdadeiramente a vida e a mensagem de Deus, através de Santa Rita e para assim imitar um caminho de fé, obediência e perseverança?

Santa Rita, por exemplo, perseverou e esperou tanto quanto necessário para entrar no Convento e realizar o seu desejo, segundo reza a história.
E eu também persevero e sei esperar?

Se quero ser devoto de Santa Rita de Cássia tenho de aprender com ela a servir a Deus e imitá-la nas suas virtudes.
E duas delas, que me são mais difíceis, são a perseverança e a paciência.

Assim hoje quero comprometer-me perante Deus, a todos os dias de manhã e se possível como primeira oração da manhã, dizer: “ Jesus, ensina-me a rezar”.
Assim o Espírito Santo mo recorde todas as manhãs, até que Ele mesmo coloque no meu coração o fim desta prática de perseverança.

Quero comprometer-me também perante Deus a viver a virtude da paciência, sobretudo com os meus filhos, a não “gritar”, nem ser “agressivo”, mas a saber aceitar as suas brincadeiras e com amor e carinho corrigir os excessos e aquilo que estiver mal, assim me ajude o Espírito Santo nestes compromissos que agora quero aceitar.

Durante esta semana, até Quarta feira 28, rezar o terço de joelhos pela conversão dos pecadores.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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Inicio assim a transcrição o mais fiel possível de alguns escritos que naquele tempo praticamente todas as noites, escrevia como reflexão.
Não o faço com outro intuito que não seja dar a conhecer um caminho de conversão que poderá ajudar alguém a caminhar a sua própria conversão.
Não teve um programa preestabelecido, mas foi uma necessidade que senti diariamente de escrever para melhor me confrontar com a minha vida e com aquilo que Deus ia colocando no meu coração.
São de um modo geral coisas muito simples que todos conhecem, mas que às vezes esquecemos, complicando o que é simples.
«Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu.» Mt 18,3
«Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.» Lc 18,17
Coloco estes escritos nas mãos de Deus para que servindo-O possam servir aquelas e aqueles que os lerem.
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DESAFIO

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O meu amigo Alma Peregrina deixou-me no seu espaço Crónicas de uma Peregrinação este desafio:


1. Pegar no livro mais próximo
2. Abri-lo na página 161
3. Procurar a 5ª frase completa
4. Copiar a frase
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar o mais próximo)
6. Passar o desafio a cinco pessoas

Por norma agradeço, agradeço mesmo do fundo do coração lembrarem-se de mim, mas não costumo responder neste espaço a estes desafios.
Hoje faço-o aproveitando esta oportunidade como agradecimento a todos os que já me fizeram desafios semelhantes.
Não será bem um livro, mas o que tenho mais perto de mim é a Liturgia das Horas e portanto:

«Nos palácios de marfim alegram-te os sons da lira. Entre as damas da tua corte há filhas de reis, à tua direita está a rainha ornada com ouro de Ofir.» Sl 44

Aproveito ainda para agradecer, (costumo fazê-lo nas caixas de comentários), todos os prémios e selos que me vão oferecendo, e eu vou colocando na barra lateral com menção dos ofertantes, e que para mim representam sempre um estímulo e uma tocante prova de amizade.
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Bem hajam todos e cada um.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A CONVERSÃO

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Reparei quando estive naquele programa de televisão agora no dia 9 deste mês, que me foi perguntado, (como inicio de conversa), em relação à minha conversão, se eu tinha visto uma luz ou qualquer outra coisa desse tipo.
A verdade é que muita gente pensa que uma conversão se dá porque a pessoa viu uma luz, ou qualquer coisa assim para o sobrenatural.
Deve estar na nossa imaginação a descrição da conversão de Saulo/Paulo e então julgamos que acontece assim, com uma visão de luz e num momento muito específico.
Mas a verdade é que Deus não anda por aí a “cegar” as pessoas com luzes vindas do “além”, nem a conversão é um momento específico marcado no tempo.
A conversão não vem de fora para dentro, mas acontece sim de dentro para fora.
A conversão tem sim algo de transcendente e que é a resposta de Deus à procura do homem.
E essa resposta de Deus é o dom da Fé a que o homem em conversão responde, aceitando, reconhecendo e vivendo a Fé como uma constante da sua vida, e assim acredita, entrega-se, confia e espera no Deus que vem ao seu encontro para o salvar, confirmando no viver do homem a liberdade em que o criou.
E a conversão não é um momento, mas sim uma vida, um dia a dia, um caminhar, um andar para a frente e às vezes para trás.
A conversão é uma abertura à presença de Deus na nossa vida e à disponibilidade para a mudança que Essa presença implica em nós, no nosso proceder, nas nossas prioridades, no nosso viver do dia a dia.
A conversão não é a mudança daquilo que nós somos como seres humanos, das características especificas de cada um, do feitio de cada um, porque se assim fosse seriamos todos iguais e Deus criou-nos todos diferentes, apenas iguais na dignidade de todos sermos Seus filhos.
A conversão leva-nos a potenciar os talentos que Deus nos deu e a tentarmos controlar as nossas fraquezas os nossos defeitos.
A conversão leva-nos a olhar para os outros como parte importante da nossa vida e a percebermos que sem eles não tem sentido, nem podemos caminhar o caminho da salvação.
A conversão leva-nos a perceber que não podemos sequer dizer que amamos a Deus, se vivemos apenas para nós ou para aqueles de quem gostamos.
A conversão leva-nos também a gostarmos de nós próprios como nós somos, assumindo sem medo os nossos defeitos e as nossas qualidades.
Deus ama-nos como nós somos e não como nós pensamos que Ele gostava que nós fossemos.
Deus ama-nos na nossa vontade de querermos fazer a Sua vontade e a Sua vontade é que «tenhamos vida e a tenhamos em abundância.»
A conversão não nos leva a sermos “santinhos”, mas a procurarmos a santidade no amor e na caridade.
A conversão tem de fazer de nós discípulos de Cristo, testemunhas da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, em todos os momentos da nossa vida, na dor e no bem-estar, na tristeza e na alegria.
A conversão leva-nos a viver a alegria da pertença a Jesus Cristo, que nos veio trazer a «alegria completa», e que não se exprime na gargalhada fácil, mas na paz, na tranquilidade, na serenidade interior, que se exprime exteriormente pela expressão da aceitação das provações, e dos bons momentos, pelo constante louvor e agradecimento por tudo quanto acontece na nossa vida, na certeza de que em tudo Deus está connosco e em tudo Ele nos conduz no caminho certo, mesmo que muitas vezes não percebamos o porquê das coisas.
A conversão é algo que não conseguimos transmitir totalmente por palavras, mas que devemos transmitir com a nossa própria vida, deixando que Deus se sirva de nós para tocar os corações, as vidas, daqueles que ainda não O encontraram, que ainda não O reconheceram.

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A conversão da minha vida teve e continuará a ter diversas fases.
Quando em 2003, como já testemunhei aqui, a vida se abateu sobre mim, esse facto levou-me a uma fase de grande interioridade, de grande procura, de grande descoberta da aceitação da vontade de Deus na minha vida, na certeza de que em tudo, até mesmo no mal, Deus consegue retirar o bem.
Vivi dias de intensa oração, muito mais de louvor e entrega, do que de súplica ou petição, tentando perceber na provação a presença de Deus na minha vida.
Praticamente todas as noites escrevia o que me ia no pensamento, no coração, e abrindo a Bíblia deixava que a Palavra me dissesse, não o que eu queria ouvir, mas o que precisava perceber e viver.
É desse tempo que vou passar para aqui, para este espaço, alguns desses escritos.
São escritos simples, de alguém que dialoga com Deus, que O procura, que O quer encontrar, e não pretendem ser exegese bíblica, e muito menos reflexões teológicas ou profundas da Doutrina, mas sim de uma simples vivência da Fé.
São reflexões pessoais, de abertura à presença de Deus na minha vida, reflexões do dia a dia e das coisas que nos dias vão acontecendo, por isso mesmo onde houver nomes, os mesmo serão omitidos.
Serão apenas alguns escritos escolhidos de todos os desse tempo, e faço-o agora para testemunhar um pouco em resposta àquilo que me foi perguntado, (e tantas vezes a cada um de nós), e escrevo no inicio deste texto, ou seja, se na nossa conversão vimos uma luz ou qualquer outra coisa desse tipo “visionário transcendental”.
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