terça-feira, 31 de março de 2009

GRAÇAS A DEUS POR TRÊS ANOS

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Ontem passaram três anos sobre a criação deste espaço.
Nasceu de uma conversa com um irmão meu, e apenas para colocar histórias da família entre nós.
Logo nos primeiros dias coloquei um texto que reflectia a minha vivência da fé.
Não mais pensei, nem coloquei outros textos que não fossem ou reflectissem essa totalidade da minha vida, ou seja, essa certeza de que em tudo eu Lhe pertenço, ou melhor, quero pertencer.
Por isso, hoje quero dar graças a Deus por me ter dado este lugar de testemunho.
Quero dar-Lhe graças por todas e todos os que aqui conheci, uns fazendo notar a sua presença, outros em silêncio, e até alguns já pessoalmente.
Dou-Lhe graças pelos que aqui caminhamos juntos, e por aqueles que repudiam este caminho, (não o “meu” caminho, que esse pode muito bem ser repudiado), mas o caminho de Deus.
A presença de todos é incentivo e os vossos comentários e mails são sempre motivo de procura e de encontro com o Deus que se faz presente no meio de nós.
Até quando Ele quiser aqui estarei, servindo-O deste modo novo, abrindo a vida que Ele me deu a todos os que aqui vierem, porque o amor, a paz, a alegria que o Senhor colocou na minha vida, não pode ser contida em mim e tem de extravasar para os outros.
Quisera eu, por Sua graça, ser capaz de expressar melhor a Vida que a Trindade Santíssima colocou e coloca na vida que me deu.
Um abraço muito, muito amigo em Cristo para todas, para todos do
Joaquim
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quinta-feira, 26 de março de 2009

CONTINUAÇÃO DA PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO

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Quando o fariseu terminou a sua oração, meteu a mão no bolso e com aparato tirou uma moeda de ouro que deixou cair com barulho, na caixa das esmolas.
Voltou-se para sair do templo e reparou que o publicano de cabeça baixa mexia num saco de pano, de onde tirou uma pequena moeda, que com delicadeza depositou na caixa das esmolas.
O Fariseu saiu então do templo e ficou a aguardar o publicano.
Quando este saiu, humilde e contrito, o Fariseu perguntou-lhe com um ar importante:
- Quanto deste, ali no templo?
O publicano com a cabeça baixa, respondeu:
- Dei tudo quanto aqui tinha. Tudo o que tenho me veio do Senhor e Ele nunca me falta com o indispensável à minha vida.
Levantando a cabeça, fitou o Fariseu com uns olhos límpidos e calmos, com um sorriso alegre e tranquilo, e dizendo-lhe:
- A paz do Senhor esteja contigo! afastou-se, caminhando.
Reparou o fariseu na paz e tranquilidade que emanava daquele homem, no amor com que lhe tinha falado e sobretudo na leveza do andar, parecendo que quase não tocava o chão.
No entanto não se deixou comover e pensando para si próprio, disse em voz alta:
- Coitado, pobre homem inculto. Não sabe que eu como sou, praticando a lei rigorosamente, tenho sempre a paz do Senhor comigo.
Começou então a andar no caminho para sua casa, cabeça erguida, nunca dando atenção àqueles que na rua pediam, que o cumprimentavam, que lhe sorriam.
Mas o episódio passado não o deixava sossegado. Que possuía aquele pobre homem, (que ele considerava tão mal), que ele próprio não tinha!
Nunca na sua vida, pensou, tinha conseguido ter tal olhar, tal sorriso ou apresentar aquela paz, aquela tranquilidade, aquele amor.
Parou e sentou-se à beira do caminho com a cabeça entre as mãos, pensando em tudo o que tinha visto e sentido.
De repente, tocaram-lhe no ombro e ao levantar os olhos, deparou com o publicano que com uma voz doce lhe perguntava:
- Sente-se mal, precisa de ajuda, posso fazer alguma coisa por si?
Mal refeito da surpresa, (e por tanto amor vindo de quem tinha tratado tão mal), deu por si a agradecer e a dizer que não, não precisava de nada, pois entretanto, tinha tido resposta à sua inquietação.
Levantou-se e começou a caminhar em direcção ao templo.
A um pobre homem quase sem roupa, deixou a sua túnica, a outro que tinha fome, deixou as moedas que levava, a um que estava descalço, deixou as suas sandálias, a uma mãe com filhos famintos, como não tinha mais nada com ele, deixou os seus anéis e colares.
À porta do templo, parou e não entrou. Ajoelhou-se, baixou a cabeça e disse:
- Perdoa-me, meu Deus, que nada sou. Não sou nem digno de entrar no Teu templo, como o publicano, porque sou muito maior pecador. Acredito na Tua misericórdia e sei que me perdoas, por isso Te peço que me ajudes a mudar de vida, pois também eu reconheço agora, que tudo o que tenho, me vem de Ti e a Ti pertence e que mo deste não só para mim, mas também para ajudar os que precisam. A Ti, Senhor, confio a minha vida, pois sei que com nada me faltarás.
Levantou-se e sentiu imediatamente que o seu olhar era diferente, mais limpo, percebeu que tinha um sorriso alegre na cara e deixou-se envolver por uma paz e tranquilidade, que nunca tinha sentido.
Louvando a Deus, regressou a casa, espalhando alegria e paz pelo caminho e ao chegar, deu a Boa Nova a todos os seus.
No Céu a alegria era imensa e o Bom Pai, nosso Deus, acompanhado do sorriso alegre do Espírito Santo, disse a Jesus Salvador:
- Foi boa ideia, Meu Filho, teres-te feito passar por publicano. Já salvaste mais um homem.
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A Quaresma e o "Caminho de Conversão", fizeram-me lembrar deste texto que escrevi em 7 de Março de 2000, já aqui tinha publicado em 2006, e agora recordo convosco.

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terça-feira, 24 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 8

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Segunda feira, 30 de Junho de 2003

Obrigado, Senhor, por mais este dia.
Obrigado, Senhor, pela noite de Missa e Adoração. Obrigado, Senhor, por estes teus dois sacerdotes. Obrigado, Senhor, pela presença dos meus filhos comigo, nesta noite.

Estou vazio, Senhor.
Quero sentir, quero escrever, quero dizer o que me vai no coração, na alma, e nada sai.
Parece que estou seco, e que Tu, Espírito Santo, Te afastaste de mim, e assim a Tua doce inspiração deixou de existir em mim.

Sei que não é verdade, Senhor, que Tu continuas em mim, que sempre continuarás enquanto eu Te receber de coração aberto, mas, Senhor, neste momento estou a atravessar um momento de secura.
Louvado sejas Tu, Senhor, por isso mesmo.

Percebo bem, que sem Ti, não há oração, não há paz, não há tranquilidade, não há repouso no coração, por isso, Espírito Santo, peço-Te, vem em auxilio da minha fraqueza, vem despertar em mim a graça da oração, vem dar-me a paz, a tranquilidade, a verdadeira alegria, que só pode vir de Ti.

Só Tu, Senhor, podes fazer que o meu coração, seco e árido, se transforme num coração mole, permeável ao Teu amor, tão mole como uma esponja, para ficar embebido do Teu amor, um coração molhado, encharcado da Tua água viva, da água que dá vida, e que faz nascer e renascer a vida.

Só Tu, Senhor, podes transformar o silêncio insuportável numa oração de louvor, numa oração de graças, numa oração de súplica, numa oração de intercessão, numa oração de entrega.
Eu creio em Ti, Senhor, e quero pertencer-Te sempre.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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quinta-feira, 12 de março de 2009

FALANDO DE CONVERSÃO

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Entrevista no programa "Tardes da Júlia", na TVI, em 9 de Fevereiro de 2009





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terça-feira, 10 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 7

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Sábado, 21 de Junho de 2003

Obrigado Senhor, por mais este dia, por este dia.
Por todas as graças que hoje quiseste derramar em tantos irmãos, em tantos lugares. Não sei Senhor, quantas almas foram salvas, quantas alegrias nasceram, quantas esperanças foram confirmadas, quantas confianças deram fruto, quantas súplicas foram atendidas, quantas faltas foram perdoadas, quantos rancores e ressentimentos transformaste em perdão, quantos ódios e violências acabaram na paz, quantas tristezas deram origem a alegrias, quantas dúvidas retiraste para colocares a fé, quantos cegos não Te viam e passaram a ver, quantos surdos não Te ouviam e passaram a ouvir, quantos mudos não falavam e passaram a cantar-Te, a testemunhar-Te, quantos corações não amavam e passaram a amar-Te, quantos joelhos não se dobravam e prostrados passaram a adorar-Te, não sei, Senhor, quantos foram neste dia, em toda a humanidade, em todos os lugares dos mais conhecidos aos mais inóspitos, não sei, Senhor, mas dou-Te graças por todos eles.

Dou-Te graças também, por todos aqueles que não estão incluídos neste número, mas que Tu amas com o mesmo amor, e que um dia por Tua graça, irão receber todas estas graças, aquelas que Tu sabes, Senhor, que lhes são mais necessárias.

Obrigado, Espírito Santo, que oras no homem com “gemidos inexprimíveis” e assim pedes ao Pai, por Jesus Cristo, tudo aquilo que o homem precisa.

Obrigado, Senhor, por este ano de Catequese. Aceitei, Senhor, esta missão há um ano, não sei, Senhor, se por orgulho ou vaidade, ou porque Tu o colocaste no meu coração, mas não estou arrependido, Senhor, pois trabalhaste em mim, servindo-Te de mim.
Aprendi, Senhor e só Tu sabes se ensinei. Só Tu sabes, Senhor, porque só Tu conheces os corações daqueles jovens, só Tu sabes se as palavras e os gestos que fiz, foram meus, e portanto sem vida, ou se vieram de Ti e portanto tocaram os corações de todos eles.
Será orgulho, pelo menos um pouco de orgulho, mas gostava tanto, Senhor, de continuar a ver aqueles jovens na Missa, a sentir que aqueles jovens rezam, a conhecer que aqueles jovens não se vão afastar de Ti.
Diz-me, Senhor, o que queres que eu faça, e eu faço-o, assim Tu me dês a força e o ânimo para tal.
E agora, Senhor, no próximo ano precisas de mim na Catequese? Aqui estou, Senhor, entrego-me nas Tuas mãos, que seja feita a Tua vontade.

Fala, Senhor, que o Teu servo escuta!
Aqui estou, Senhor, de coração aberto para Ti. Desejo tanto escutar-Te, sentir-Te, ouvir-Te, seguir-Te, servir-Te, amar-Te, louvar-Te, adorar-Te. Que posso fazer, Senhor, que aumente a minha entrega, que concretize o meu desejo de Ti, que me preencha de Ti. Eu nada posso fazer, claro, se Tu não fizeres em mim.

Senhor, quero ser santo! Não para estar nos altares, mas para Te agradar, Senhor, para Te consolar, Senhor, para Te “afirmar” que o meu passado não existe e que acredito no Teu perdão.
Senhor, quero ser santo! Para que o meu pensamento esteja sempre em Ti, para que não dê um passo sem Te perguntar: Senhor, é isto que queres?
Para que não profira uma palavra sem que saiba que por Ti foi inspirada, para que não tenha planos, mas assuma os Teus planos para mim e para os outros, para Te invocar de manhã e à noite e durante todos os momentos da minha vida, para que o meu coração nada mais tenha, a não ser a Tua presença.
Quero ser santo, Senhor, para que aqueles que se cruzarem comigo, saibam que a Ti pertenço e que só Tu és o Senhor da minha vida e que isso é o melhor que me pode acontecer, e que só assim quero viver. Para que também eles queiram ser santos, para experimentarem as delicias de estar contigo, a alegria de viver contigo, as certezas de ser guiado por Ti, a confiança e a esperança de repousar em Ti.

Pelos poucos momentos que já passei em que me tocaste, Senhor, em que Te fizeste sentir, em que moldaste a minha vida pelos breves momentos em que eu deixei, eu digo-Te, Senhor, quero ser santo!

Quero amar os “meus” Judas, como Tu, Jesus, amaste o Teu, quero amar os que me querem mal, como Tu Jesus, amaste os Teus algozes, quero perdoar, Senhor, como Tu perdoaste e perdoas, quero pedir perdão, Senhor, para que o perdão cresça em mim.

Quero ser santo, Senhor, é uma decisão que coloco na minha vida, porque ao querer ser santo estou a fazer a Tua vontade, e eu quero fazer a Tua vontade.

Ah, Senhor, e a Cruz, a Tua Cruz! Também eu, Senhor, quero aceitar a minha cruz, a cruz que me pertence, a cruz da santidade.
Coloco o meu ombro a jeito, inclino a minha cabeça, encho o meu peito de ar, abro o meu coração para Ti, e digo-Te: Senhor, coloca a cruz nos meus ombros e sê o meu Cireneu, porque sem Ti, Senhor, não a consigo levar.
Tens que vir comigo, Senhor, para me ajudares a levantar as inúmeras vezes que eu cair, as inúmeras vezes que o meu coração vacilar, as inúmeras vezes que eu pensar que as minhas forças não vão chegar.
Quero ser santo, Senhor!

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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sexta-feira, 6 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 6

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Segunda feira, 9 de Junho de 2003

Obrigado Senhor, por este dia e sobretudo pela oração da noite no grupo de oração. Como Te fizeste presente, Senhor, no meio de nós!

Obrigado por nos teres levado e entregar-Te as nossas vidas, sobretudo aquelas áreas das nossas vidas em que verdadeiramente, por culpa nossa, não Te “deixávamos” entrar.
Sim, Senhor, não quero ter na minha vida, ou melhor, na vida que me deste, nenhuma área, nenhuma coisa, em que Tu não estejas presente, ou melhor, que eu não Te confie e em Ti espere.

Tudo Te pertence Jesus, e eu entrego-Te, ou quero, desejo, entregar-Te tudo o que diz respeito a mim: o bem e o mal.
Porque o bem Tu o recebes e guardas, o mal, Tu o recebes e transformas em bem e devolves como ensinamento.
Obrigado, Senhor, pertenço-Te e entrego-me a Ti, por inteiro, em tudo na minha vida.

«ficai aqui e vigiai comigo.» - «Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo!»
Mt 26, 36;40

Obrigado Jesus por me teres mostrado naquele livro uma tão bonita interpretação destas Tuas frases. (A graça da oração – Jean Lafrance – pág 101)
Quando rezavas no Getsémani, rezavas com certeza por todos nós, por todos os pecadores que sempre existem, existiram e existirão.
Pedes-nos para rezarmos contigo, para intercedermos pelos outros, para Te fazermos companhia, para nos angustiarmos contigo por haver tantos pecadores, tantos homens e mulheres afastados de Ti, que não Te conhecem, ou seja, que vivem afastados da Verdade, que não conhecem a Verdade.

Tu, Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, pedes-nos a nós, simples criaturas, que rezemos contigo, que juntemos as nossas orações às Tuas, pelos pecadores, pelos perdidos, pelos que não Te conhecem. Dás-nos esta missão de pedir pelos outros, ou seja, amá-los como Tu nos amaste.
E não nos deixas sozinhos nesta missão, pelo contrário, dizes a cada um de nós, «Eu sou o primeiro a pedir ao Pai», e ensinas-nos a rezar como convém, pelo Teu Espírito Santo.

Mas nós não “temos tempo”, nós estamos cansados, adormecemos no conforto da vida ou ocupamo-nos com as nossas próprias preocupações.
E Tu, Senhor, admirado dizes a cada um de nós: «Nem uma hora pudeste vigiar comigo!»

Senhor, que vergonha, porque às vezes nem é uma hora num dia, é uma hora por semana, isto é, não arranjamos tempo para estarmos contigo na Eucaristia, uma vez por semana!
Somos capazes de pedir as coisas que nos fazem falta para a nossa vida do mundo, somos capazes de pedir para os outros bens materiais e saúde, mas raramente pedimos para os nossos irmãos e irmãs a salvação!
E mesmo quando pedimos é por aqueles que são das nossas famílias, ou que nós conhecemos.
E então por aqueles que ninguém conhece, ou que não têm na família ninguém que peça por eles?
Temos de ser nós a juntar a nossa voz, a nossa pobre voz, à de Cristo no Getsémani e suplicar ao Pai, piedade, compaixão, misericórdia para todos nós.

Tu, Senhor, dás-Te por inteiro, nós damos pequenos pedaços, que muitas vezes logo retiramos. Somos tão “bons” a julgar os outros, mas não gostamos que nos julguem a nós.

«Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo!»

Que vergonha, meu Deus, sempre tão ocupado nas minhas coisas, na minha vida, na minha oração, nos meus pedidos, nos meus planos, nas minhas preocupações, nas minhas angústias, na minha família, nos meus amigos, nos meus conhecidos, etc., etc.
Vês, Senhor, como eu sou? É tudo meu, só me preocupo com “o meu e a minha”, e afinal não tenho nada porque é tudo Teu!

Sofreste tanto, Senhor, por aqueles que sofrem e hão-de sofrer porque se afastam de Ti. E eu, Senhor, não posso também deixar-me sofrer um pouco, sobretudo por aqueles que não sei quem são?

Senhor, entrego-me a Ti, para que faças de mim o que Te aprouver, e tudo quanto assim seja, Te quero entregar pela salvação dos outros, sobretudo aqueles que eu não conheço, mas que Tu, Senhor, sabes bem quem são.

Não sou nada, nem ninguém, Senhor, sou pecador e fraco, mas com a força do Teu Espírito Santo a quem me entrego para que ore em mim, quero fazer-Te companhia na Tua oração.

Acorda-me, Senhor, não me deixes dormir nas minhas comodidades ou ocupado com as minhas preocupações. Ajuda-me a sair de mim e a, de joelhos, prostrado, com a cara no chão, fazer-Te companhia, entregar-Te a minha oração, para que a leves ao Pai, suplicando por todos aqueles que não têm quem suplique por eles.

Quero estar contigo, Senhor, não uma hora, mas sempre e em todo o momento.
Quero, por Tua graça, fazer do resto da vida que me deres, uma oração de companhia à Tua oração no Getsémani, oração que continuas a fazer todos os dias, para que o Pai tenha misericórdia de nós, pecadores.

Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em vós.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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terça-feira, 3 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 5

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Terça feira, 3 de Junho de 2003

Obrigado, Senhor, pela paz que de vez em quando toca o meu coração.
No meio da tempestade, da inquietude e da angústia, (como sou fraco, meu Deus, como é fraca a minha fé, a minha confiança, a minha esperança), surgem momentos profundos de paz e alegria, porque me tocas, Senhor, porque Te tenho, Senhor, por Tua graça.

E vais-me ensinando a rezar, já não mais como um “conhecedor”, ou como um, (pensava eu, pobre de mim), privilegiado, mas sim mostrando-me a minha pequenez, a minha fraqueza, mostrando-me como sou nada sem Ti.
Já não rezo, (pelo menos todas as vezes que rezo), como um “igual”, falando com o meu Deus como se me devesses alguma coisa, mas sim invocando-Te, suplicando-Te, abandonando-me a Ti.

Ó meu Jesus, pobre de mim, que estava e estou ainda tão enganado, convencido que já tinha percorrido muito caminho e afinal ainda nem comecei a caminhar.
Como um caminhante ainda estou a fazer a “lista” do que preciso para caminhar, ainda estou a arranjar o saco para sair da minha casa cheia de mundo, ainda estou nas despedidas, renitente em deixar o que não é nada.

Pobre de mim, ó Pai, que ainda procuro maneira de Te invocar, de Te suplicar, de Te chamar Pai e com sinceridade me sentir Teu filho, dependente em tudo de Ti.

Pobre de mim, Espírito Santo, que continuo a agarrar o puxador da porta da minha casa do mundo, em vez de Te dar a mão e me abandonar no Teu vento impetuoso que me quer conduzir.

Ó meu Senhor, ensina-nos a rezar!
Ó meu Senhor, ensina-me a caminhar!

Fizeste-me tão grande de corpo que a maior parte das vezes não consigo entender como sou pequeno em Ti.
Queria tanto, Senhor, sentir-me pequeno junto dos outros, sentir-me útil à Tua Palavra, diminuir cada vez mais para Tu cresceres em mim.

Tanto pensamento vão, tantos planos traçados e dos quais Te arredo, Senhor. De nada valem, porque não são Teus, ou porque, pelo menos, não os apresentei à Tua aprovação.

Obrigado, Senhor, por este caminho que agora me estás a dar, que agora me queres mostrar, embora eu ainda cego pelo mundo, tenha dificuldades em ver.

«Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor.» Heb 12,14

Quero suplicar-Te, ó Pai, por Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo, que me ajudes a colocar a paz no meu coração, sobretudo para com aqueles com quem mais me custa falar, em quem mais me custa pensar, com aqueles que quase sempre não quero amar. Sobretudo todos os irmãos que provocaram este assunto da empresa. Que por Tua graça eu os possa acolher no meu coração e amar com o Teu amor.

Mãe, dá-me do teu amor, desse amor com que amas todos os teus filhos, que o teu Filho te deu. Dá-me desse amor puro e sincero com que nos amas, para que também eu, pobre de mim, possa amar assim.

Mãe de amor, rogai por nós.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 4

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Sábado, 31 de Maio de 2003

Obrigado Senhor, pela catequese de hoje, pelas palavras que colocaste na minha boca e pelo modo atento e participativo que os catequizandos tiveram durante aquele tempo.
Que por Tua graça, Senhor, tudo toque o seu intimo, o seu coração e os faça seguir um caminho de pureza e castidade para Ti, Senhor.

É tão difícil, Senhor, a minha cabeça e se calhar até o meu coração, não param de fazer juízos, críticas e até condenações aos outros, sobretudo estes que estão envolvidos neste terrível caso de pedofilia. E o pior, Senhor, é quando a minha boca transmite tudo o que vai passando na minha cabeça e no meu coração.

Quem sou eu, Senhor, para julgar os outros? Quem sou eu, Senhor, para criticar os outros? Quem sou eu, Senhor, para condenar os outros?

Misericórdia, Senhor, por tudo o que penso e digo dos outros.
Não olhes, a esta minha fraqueza, mas ao desejo que tenho de não ser assim, de não julgar, mas acolher e estar calado, não só na boca, mas também no coração e na cabeça.
Não quero ser assim, Senhor, não quero pensar, nem falar dos outros, mas sim rezar por eles, pedir por eles e ver neles a Tua Face.

Se eu fui perdoado, e acredito Senhor, que me perdoaste da minha vida passada, também eles se forem culpados podem ser perdoados pela Tua misericórdia.
Senhor é tão difícil, porque mal dou conta, já estou a pensar, a julgar, a criticar, a falar.

Ajuda-me, Senhor, mostra-me como fazer, mostra-me como dominar todos estes sentimentos, não para meu orgulho, mas para ser Tua imagem, Senhor, para ser como me criaste.

Senhor, quero comprometer-me hoje, aqui, perante Ti, a emendar estas minhas atitudes, a não pensar mal dos outros, a não julgar, a não criticar, a não falar mal dos outros.
Mas para isso, Senhor, preciso de Ti. Preciso que me lembres sempre, antes de pensar, de julgar, de falar. “Fecha” o meu pensamento, a minha boca, para que não peque.
Sozinho não sou capaz, envia Senhor o Teu Espírito Santo que tome conta de mim e me mostre como fazer, me lave e purifique o pensamento e a boca.

Dizias hoje, Senhor, na Tua Palavra: «
Nesse dia, apresentareis em meu nome os vossos pedidos ao Pai, e não vos digo que rogarei por vós ao Pai, pois é o próprio Pai que vos ama, porque vós já me tendes amor e já credes que Eu saí de Deus.» Jo 16,26-27

“Senhor Jesus, eu amo-Te e acredito firmemente que és o Filho de Deus, por isso em Teu nome, na força do Espírito Santo, peço-Te Pai, retira de mim esta fraqueza de julgar, criticar e falar mal dos outros, porque quero ser segundo a Tua vontade, irmão que ama os seus irmãos”

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 3

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Quinta feira, 29 de Maio de 2003

“Pai, se quiseres podes resolver este assunto da empresa, (ver aqui), como é meu desejo, contudo que não se faça a minha mas a Tua vontade”.

Pai, devo pedir-Te que tudo se resolva como eu quero e desejo, ou devo abandonar-me nos Teus braços e esperar que respondas segundo a Tua vontade?
Sim Pai, eu sei que devo fazer a minha parte, continuando a trabalhar, mas queres-me ouvir a pedir, ou queres que viva a esperar?
Pai, queres que seja insistente como a “viúva importuna”, ou que espere porque “Tu sabes do que eu necessito”?
Pai, apesar de tudo prefiro o dom de me entregar a Ti, à Tua divina providência, pois entregue a Ti, o mundo não me pode incomodar. As inquietações, provações, contrariedades não me abalarão se me deres a graça de eu saber que vivo contigo e estando contigo, o que é que me pode incomodar?

Obrigado Senhor pelo que hoje me mostraste naquele livro:
A imagem só é imagem porque torna visível o invisível e só é imagem porque reflecte o que representa, ou seja, é obediente ao que representa.
Por isso, só posso, só podemos verdadeiramente ser à «Tua imagem e semelhança», se Te imitarmos, se Te formos obedientes no amor.

Preciso de Ti, Senhor Espírito Santo, porque nada sou, porque sou fraco, porque me deixo incomodar pelo mundo.
Ouve a minha súplica, Pai, e concede-me a graça do Espírito Santo, que me guie, que me anime, que me faça viver a Tua vontade no amor de Jesus Cristo.

Ofereço-Te, Senhor, estes sacrifícios em desagravo das minhas ofensas e dos outros, a Ti, meu Senhor e meu Deus, ao Sagrado Coração de Jesus, ao Imaculado Coração de Maria.
Pela conversão dos pecadores, principalmente o … que não é baptizado. Pelos meus catequizandos. Por todos aqueles que estando envolvidos neste assunto da empresa, não estão do “meu lado”, ou seja, de quem eu não gosto tanto no meu coração e não Te conhecem, nem Te amam, Senhor.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 2

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Segunda feira, 26 de Maio de 2003

Obrigado Senhor, pela “humilhação” de ontem.
Eu que me “julgo” imprescindível, fui “substituído”, não por vontade minha, mas porque assim o fizeste por intermédio de alguém.
É certo que na minha cabeça me irritei, pensei mal, critiquei, invectivei, mas deste-me força Senhor para me calar.
Obrigado Senhor, que seja caminho de santidade, para vencer o meu orgulho e vaidade.

Obrigado Senhor pela noite de adoração de hoje, porque Te quiseste servir de mim, para tocares aqueles irmãos. Obrigado Senhor por não me ter apercebido de nada, a não ser no fim, quando vieram falar comigo. Assim talvez não me tenho orgulhado tanto.

Até quando, Senhor, continuarei a pensar que sou eu que sou “bom”, que sou eu “que faço as coisas”?
Até quando, Senhor? Permite Senhor, que no meu coração seja uma certeza que tudo me vem de Ti, que eu nada faço, mas sim que Tu fazes em mim.
Aliás não percebo, nem quero perceber, porque Te serves de mim, orgulhoso e vaidoso como sou, para levares a Tua Palavra a alguém.

Gostava tanto, Senhor, de poder dizer com sinceridade de coração, como disse João Baptista: «É preciso que eu diminua para que Tu cresças».

Que nesta semana, até dia 2, (e daí para a frente), eu não fale de mim ou das coisas que “fiz”, que não procure “elogios”, nem satisfações, mas apenas Te agradeça tudo o que quiseres fazer em mim.

Misericórdia Senhor, sou pecador.
Lembra-me Senhor que a minha memória é fraca.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 1

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Terça feira, 20 de Maio de 2003

Leio sobre e penso em Santa Rita de Cássia.
Santo Agostinho: «Toda a religião consiste em imitar aquele que se honra» - Cidade de Deus (8,17.2) - «Honrar e não imitar, não passa de adulação mentirosa» (Sermão 325,1)

Que devoção é esta que quero ter? É apenas para receber “graças” ou é para conhecer verdadeiramente a vida e a mensagem de Deus, através de Santa Rita e para assim imitar um caminho de fé, obediência e perseverança?

Santa Rita, por exemplo, perseverou e esperou tanto quanto necessário para entrar no Convento e realizar o seu desejo, segundo reza a história.
E eu também persevero e sei esperar?

Se quero ser devoto de Santa Rita de Cássia tenho de aprender com ela a servir a Deus e imitá-la nas suas virtudes.
E duas delas, que me são mais difíceis, são a perseverança e a paciência.

Assim hoje quero comprometer-me perante Deus, a todos os dias de manhã e se possível como primeira oração da manhã, dizer: “ Jesus, ensina-me a rezar”.
Assim o Espírito Santo mo recorde todas as manhãs, até que Ele mesmo coloque no meu coração o fim desta prática de perseverança.

Quero comprometer-me também perante Deus a viver a virtude da paciência, sobretudo com os meus filhos, a não “gritar”, nem ser “agressivo”, mas a saber aceitar as suas brincadeiras e com amor e carinho corrigir os excessos e aquilo que estiver mal, assim me ajude o Espírito Santo nestes compromissos que agora quero aceitar.

Durante esta semana, até Quarta feira 28, rezar o terço de joelhos pela conversão dos pecadores.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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Inicio assim a transcrição o mais fiel possível de alguns escritos que naquele tempo praticamente todas as noites, escrevia como reflexão.
Não o faço com outro intuito que não seja dar a conhecer um caminho de conversão que poderá ajudar alguém a caminhar a sua própria conversão.
Não teve um programa preestabelecido, mas foi uma necessidade que senti diariamente de escrever para melhor me confrontar com a minha vida e com aquilo que Deus ia colocando no meu coração.
São de um modo geral coisas muito simples que todos conhecem, mas que às vezes esquecemos, complicando o que é simples.
«Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu.» Mt 18,3
«Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.» Lc 18,17
Coloco estes escritos nas mãos de Deus para que servindo-O possam servir aquelas e aqueles que os lerem.
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DESAFIO

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O meu amigo Alma Peregrina deixou-me no seu espaço Crónicas de uma Peregrinação este desafio:


1. Pegar no livro mais próximo
2. Abri-lo na página 161
3. Procurar a 5ª frase completa
4. Copiar a frase
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar o mais próximo)
6. Passar o desafio a cinco pessoas

Por norma agradeço, agradeço mesmo do fundo do coração lembrarem-se de mim, mas não costumo responder neste espaço a estes desafios.
Hoje faço-o aproveitando esta oportunidade como agradecimento a todos os que já me fizeram desafios semelhantes.
Não será bem um livro, mas o que tenho mais perto de mim é a Liturgia das Horas e portanto:

«Nos palácios de marfim alegram-te os sons da lira. Entre as damas da tua corte há filhas de reis, à tua direita está a rainha ornada com ouro de Ofir.» Sl 44

Aproveito ainda para agradecer, (costumo fazê-lo nas caixas de comentários), todos os prémios e selos que me vão oferecendo, e eu vou colocando na barra lateral com menção dos ofertantes, e que para mim representam sempre um estímulo e uma tocante prova de amizade.
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Bem hajam todos e cada um.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A CONVERSÃO

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Reparei quando estive naquele programa de televisão agora no dia 9 deste mês, que me foi perguntado, (como inicio de conversa), em relação à minha conversão, se eu tinha visto uma luz ou qualquer outra coisa desse tipo.
A verdade é que muita gente pensa que uma conversão se dá porque a pessoa viu uma luz, ou qualquer coisa assim para o sobrenatural.
Deve estar na nossa imaginação a descrição da conversão de Saulo/Paulo e então julgamos que acontece assim, com uma visão de luz e num momento muito específico.
Mas a verdade é que Deus não anda por aí a “cegar” as pessoas com luzes vindas do “além”, nem a conversão é um momento específico marcado no tempo.
A conversão não vem de fora para dentro, mas acontece sim de dentro para fora.
A conversão tem sim algo de transcendente e que é a resposta de Deus à procura do homem.
E essa resposta de Deus é o dom da Fé a que o homem em conversão responde, aceitando, reconhecendo e vivendo a Fé como uma constante da sua vida, e assim acredita, entrega-se, confia e espera no Deus que vem ao seu encontro para o salvar, confirmando no viver do homem a liberdade em que o criou.
E a conversão não é um momento, mas sim uma vida, um dia a dia, um caminhar, um andar para a frente e às vezes para trás.
A conversão é uma abertura à presença de Deus na nossa vida e à disponibilidade para a mudança que Essa presença implica em nós, no nosso proceder, nas nossas prioridades, no nosso viver do dia a dia.
A conversão não é a mudança daquilo que nós somos como seres humanos, das características especificas de cada um, do feitio de cada um, porque se assim fosse seriamos todos iguais e Deus criou-nos todos diferentes, apenas iguais na dignidade de todos sermos Seus filhos.
A conversão leva-nos a potenciar os talentos que Deus nos deu e a tentarmos controlar as nossas fraquezas os nossos defeitos.
A conversão leva-nos a olhar para os outros como parte importante da nossa vida e a percebermos que sem eles não tem sentido, nem podemos caminhar o caminho da salvação.
A conversão leva-nos a perceber que não podemos sequer dizer que amamos a Deus, se vivemos apenas para nós ou para aqueles de quem gostamos.
A conversão leva-nos também a gostarmos de nós próprios como nós somos, assumindo sem medo os nossos defeitos e as nossas qualidades.
Deus ama-nos como nós somos e não como nós pensamos que Ele gostava que nós fossemos.
Deus ama-nos na nossa vontade de querermos fazer a Sua vontade e a Sua vontade é que «tenhamos vida e a tenhamos em abundância.»
A conversão não nos leva a sermos “santinhos”, mas a procurarmos a santidade no amor e na caridade.
A conversão tem de fazer de nós discípulos de Cristo, testemunhas da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, em todos os momentos da nossa vida, na dor e no bem-estar, na tristeza e na alegria.
A conversão leva-nos a viver a alegria da pertença a Jesus Cristo, que nos veio trazer a «alegria completa», e que não se exprime na gargalhada fácil, mas na paz, na tranquilidade, na serenidade interior, que se exprime exteriormente pela expressão da aceitação das provações, e dos bons momentos, pelo constante louvor e agradecimento por tudo quanto acontece na nossa vida, na certeza de que em tudo Deus está connosco e em tudo Ele nos conduz no caminho certo, mesmo que muitas vezes não percebamos o porquê das coisas.
A conversão é algo que não conseguimos transmitir totalmente por palavras, mas que devemos transmitir com a nossa própria vida, deixando que Deus se sirva de nós para tocar os corações, as vidas, daqueles que ainda não O encontraram, que ainda não O reconheceram.

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A conversão da minha vida teve e continuará a ter diversas fases.
Quando em 2003, como já testemunhei aqui, a vida se abateu sobre mim, esse facto levou-me a uma fase de grande interioridade, de grande procura, de grande descoberta da aceitação da vontade de Deus na minha vida, na certeza de que em tudo, até mesmo no mal, Deus consegue retirar o bem.
Vivi dias de intensa oração, muito mais de louvor e entrega, do que de súplica ou petição, tentando perceber na provação a presença de Deus na minha vida.
Praticamente todas as noites escrevia o que me ia no pensamento, no coração, e abrindo a Bíblia deixava que a Palavra me dissesse, não o que eu queria ouvir, mas o que precisava perceber e viver.
É desse tempo que vou passar para aqui, para este espaço, alguns desses escritos.
São escritos simples, de alguém que dialoga com Deus, que O procura, que O quer encontrar, e não pretendem ser exegese bíblica, e muito menos reflexões teológicas ou profundas da Doutrina, mas sim de uma simples vivência da Fé.
São reflexões pessoais, de abertura à presença de Deus na minha vida, reflexões do dia a dia e das coisas que nos dias vão acontecendo, por isso mesmo onde houver nomes, os mesmo serão omitidos.
Serão apenas alguns escritos escolhidos de todos os desse tempo, e faço-o agora para testemunhar um pouco em resposta àquilo que me foi perguntado, (e tantas vezes a cada um de nós), e escrevo no inicio deste texto, ou seja, se na nossa conversão vimos uma luz ou qualquer outra coisa desse tipo “visionário transcendental”.
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sábado, 7 de fevereiro de 2009

TU ÉS A MINHA ALEGRIA, SENHOR!

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Cantarei ao Senhor enquanto viver,
louvarei o meu Deus enquanto existir,
n’Ele encontro a minha alegria,
n’Ele encontro a minha alegria.



Agora mesmo,
Senhor,
ali na Eucaristia,
com os catequizandos,
cantámos-Te assim
na acção de graças.
E eu senti,
Senhor,
eu senti,
essa alegria,
a minha alegria,
que me vem de Ti.
Podem vir Senhor,
as tempestades e os ventos,
os trovões e os relâmpagos,
as intempéries e as calmarias,
que eu continuarei
a encontrar a minha alegria
enquanto viver contigo,
Senhor.
Tudo pode acontecer,
seja tudo aquilo que for,
que eu continuarei a louvar-Te
Senhor,
em todos os momentos

do meu existir.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

SENHOR, TU PODES TUDO!

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Senhor,
Tu sabes que eu nada posso fazer
a não ser rezar
dar a mão,
disponibilizar o meu ombro.
E rezo, Senhor,
rezo muito,
por ela,
por aquela irmã.
Ofereço-te Senhor,
o tudo que Tu me dás,
pela sua vida.
Tu podes tudo,
Senhor,
e eu confio em Ti.
Entrego-ta,
entrego-a ao Teu imenso amor,
e creio,
e confio,
e espero,
na Tua misericórdia.
E dou-Te graças,
Senhor,
porque atendes
os teus filhos,
os que de Ti se aproximam.
Que seja feita Senhor,
a Tua vontade.
Amen.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

NO SILÊNCIO

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No silêncio da vida,
Ouve-se a Tua voz, Senhor.
Quando calamos o mundo em nós,
Quando abafamos o ruído
Dos nossos pensamentos,
Quando afastamos as nossas vontades,
Quando nos abrimos à Tua presença,
Ouvimos a Tua voz, Senhor.
E então, Senhor,
Escutamo-la,
E fazemos dela vida em nós.
Deixamos que ela nos fale do mundo,
E o mundo torna-se maravilha Tua.
Colocamo-la nos nossos pensamentos,
E eles enchem-se de Ti.
Fazemo-la nossa vontade,
E ela molda-se à Tua vontade.
A porta que abrimos timidamente para Ti,
Faz-se porta escancarada
À Tua presença constante.
E Tu vens de mansinho,
Sem ruído, nem excitação.
Tomas-nos ao colo,
Beijas cada coração,
E fazes-nos ouvir a tua voz,
Baixinho ao nosso ouvido:
«Eu amo-te meu filho».

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

DIA DE LOUVOR - PARTE 2

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Para vivermos esta comunhão com Deus, que nos dá a vida em abundância, a alegria completa, precisamos de estar reconciliados com Deus, connosco próprios e com os outros.
E o passo imprescindível que temos de dar para essa reconciliação é o nosso exame de consciência e o Sacramento da Confissão.
Hoje em dia ouvimos muitos dizerem que se confessam a Deus, e que portanto prescindem da confissão com um sacerdote.
Mas, minhas irmãs, meus irmãos, o Sacramento da Confissão foi instituído por Jesus Cristo conforme podemos ler em Jo 20, 22-23
Deus quis instituir este Sacramento assim, servindo-se dos homens, porque Ele mesmo, na pessoa de Jesus Cristo, se quis encontrar com os homens, num contacto directo, através dos sinais e linguagens da condição humana, quis viver como nós e passar pelas mesmas condições que nós, excepto o pecado.
Como nos diz o Arcebispo italiano Bruno Forte, num pequeno livro sobre a Confissão:
«Como Ele saiu de si mesmo por nosso amor e veio “tocar-nos” com a sua carne, assim nós somos chamados a sair de nós mesmos por seu amor e ir com humildade e fé ter com quem pode dar-nos o perdão em seu nome mediante a palavra e o gesto.
Somente a absolvição dos pecados, que o sacerdote nos dá no Sacramento, pode comunicar-nos a certeza interior de sermos verdadeiramente perdoados e acolhidos pelo Pai que está nos Céus, porque Cristo confiou ao ministério da Igreja o poder de ligar e desligar, de excluir e de admitir na comunidade da aliança. (cf Mt 18,17)»
Com efeito, como podemos nós aferir se determinado comportamento é pecado ou não, se verdadeiramente na nossa consciência temos dúvidas?
Então, só na Confissão perante o sacerdote que nos ouve e connosco fala, o mesmo sacerdote nos pode ajudar a percebermos a dimensão total do nosso pecado, a necessidade do nosso arrependimento e nos conduzir, não só ao perdão de Deus, mas à consciência do perdão a nós mesmos e aos outros.
Muito mais ainda isto é verdade se nos lembrarmos que a Igreja nos ensina que o sacerdote na Confissão é pessoa de Cristo, ou seja, nos estamos a confessar a Cristo.
E minhas irmãs, meus irmãos, eu não sou sacerdote como muito bem sabeis, mas acreditem que os sacerdotes não querem saber dos nossos pecados, não fazem julgamento para si próprios de nós por causa dos nossos pecados, apenas agem como pessoa de Cristo para em Seu nome, nos ouvirem, aconselharem e perdoarem.
Um dia na Catequese, um jovem dizia-me que não se queria confessar por que depois o Prior ficava a saber o que ele fazia e depois quando olhasse para ele parecia que o padre o estaria a julgar.
Eu respondi-lhe o que ainda agora vos disse, que ao padre não lhe interessam os pecados de cada um e nem sequer julga as pessoas pelos pecados que confessam, mas ainda disse mais, pois disse-lhe que cá para mim, eu achava que Deus concedia aos padres a graça de se esquecerem dos pecados dos que a eles se confessam, ou seja, até se podiam lembrar dos pecados confessados, mas provavelmente já não sabiam quem é que tinha confessado este ou aquele pecado.
A verdade é que o segredo da Confissão é o segredo mais bem guardado da história da humanidade e que eu saiba nunca foi violado.
Já houve padres e até há poucos anos um Bispo em França que foram presos, mas não revelaram esse segredo.
Quando o Senhor ao fim de tanto tempo do meu afastamento dEle começou a tocar o meu coração e o da Catarina, minha mulher, passados uns tempos, talvez um ano ou dois, um sacerdote Franciscano com quem falávamos muito, perguntou-nos porque é que não nos confessávamos.
Perante as dúvidas ainda das nossas vidas, não nos tinha até ao momento ocorrido fortemente essa decisão, mas confrontados com o que ele nos disse, decidimos então confessarmo-nos a ele.
Um dia lá fomos ao Convento de Leiria para então nos confessarmos.
Há mais de 20 anos que não me confessava. Não sabia bem como o fazer e já nem sequer me lembrava da última vez que me tinha confessado.
Vinham à minha memória, ao meu coração pecados da minha infância, da minha adolescência que eu não me lembrava se já alguma vez tinha confessado ou não.
Assim decidi que devia confessar tudo o que viesse ao meu coração, de tudo o que me lembrasse da minha vida até ao momento vivida.
Não sei quanto tempo demorou a Confissão e isso também não interessa, mas ao longo dela o Senhor foi-me lembrando coisas da minha vida que me marcavam, que me envergonhavam a mim próprio, mesmo sem o conhecimento dos outros, lembro-me que as lágrimas me corriam pela cara e lembro-me sobretudo da doçura daquele sacerdote, ou seja de Jesus Cristo, que abria os braços e me acolhia no seu amor perdoando-me das minhas fraquezas.
É um momento que não esqueço na minha vida e se agora falo dele é porque é importante para aquilo que há um pouco vos dizia, sobre o facto de por vezes nos confessarmos, alcançarmos o perdão de Deus, mas não nos perdoarmos a nós próprios, ou aos outros.
Com efeito havia coisas na minha vida tão graves, que mesmo após a confissão, não só eu ainda duvidava de que Deus me perdoasse, mas também porque a vergonha de certas coisas continuava a pesar na minha vida.
É lógico que a dúvida sobre se Deus me perdoava ou não, era causada porque a minha caminhada de fé só tinha começado há pouco tempo, (o que são dois anos de caminho para 25 anos de afastamento), e porque também ainda não tinha tido aquele encontro pessoal com Deus que muda as nossas vidas.
Já o perdão a mim próprio era mais complicado e eu fui percebendo ao longo dos anos que essa falta em mim, não me deixava crescer na fé, no meu relacionamento com os outros, e interferia na minha maneira de viver e proceder.
Um dia numa Adoração ao Santíssimo pedi ao Senhor que me desse essa certeza do Seu perdão, porque precisava dela para a minha caminhada, e Ele concedeu-me essa graça de eu perceber, de eu viver a certeza de que o seu perdão é muito maior que o nosso pecado.
Então percebi que se Deus me perdoa, como posso eu não me perdoar a mim próprio.
Se Deus me purifica, como posso eu não me deixar purificar.
Se Deus me liberta do meu pecado, como posso eu ficar agarrado à lembrança do pecado.
Perante essa certeza decidi confessar novamente esses pecados que ainda me atormentavam, não porque não acreditasse que Deus já mos tinha perdoado, mas para que confrontando-me novamente com eles na confissão, me libertasse deles definitivamente.
E claro, a graça aconteceu, porque a Confissão é também um Sacramento de Cura e Libertação e a partir daí a minha vida mudou e eu pude viver a minha vida com Deus, comigo próprio e com os outros livremente e sem as cadeias da vergonha, da mágoa ou do ressentimento.
Mas para que a Confissão seja recebida em toda a sua plenitude, com toda a graça que o Sacramento derrama nas nossas vidas, é preciso que seja bem feita.
A Confissão não pode ser apenas um relatório de pecados, um desfiar de fraquezas, um contar de problemas.
É preciso que assumamos as nossas faltas, (não foi por causa dos outros como tantas vezes nos queremos fazer crer), que nos confrontemos com as nossas fraquezas, que tenhamos a consciência do arrependimento e o propósito de emenda, ou seja o compromisso de não voltar a cometer esses pecados, mesmo que infelizmente venhamos a cair neles novamente.
Abrirmos os nossos corações ao perdão de Deus e percebermos que se Ele nos perdoa não podemos nós continuar agarrados à lembrança desse pecados.
Assim, ao recebermos a absolvição de Deus, também o nosso coração se abre à reconciliação connosco próprios e com os outros, e assim somos libertos do peso da vergonha, da lembrança que nos magoa, e em paz connosco, ficamos também em paz com os outros e vivemos mais um pouco da abundância de vida e da alegria que Jesus Cristo nos veio trazer.
Também por essa Confissão alcançamos a graça da força necessária para pedirmos perdão àqueles que nós magoámos e perdoarmos aqueles que nos magoaram.
Assim e ainda, aqueles problemas de que falámos há pouco, de não ser fácil enfrentar aqueles contra quem pecámos, ou aqueles que contra nós pecaram, são curados das nossas vidas e podemos viver em paz com eles e por isso mesmo também, os problemas de saúde que nos atormentavam como vimos anteriormente, acabam por desaparecer das nossas vidas e mais uma vez, repito, passamos a viver a vida verdadeira que Jesus Cristo nos trouxe e que é a vida em abundância na alegria de Deus.
Hoje, minhas irmãs e meus irmãos, temos de tomar, de viver este compromisso sério de nos aproximarmos da Confissão na primeira ocasião que tivermos.
Mas tomá-lo conscientemente e não debaixo de uma emoção do momento.
Percebermos que a Confissão a fazer tem de ser tão consciente que não seja apenas relatar pecados, mas assumi-los como culpa nossa, enfrentá-los como fraquezas nossas, e sobretudo acreditarmos firmemente que o amor e o perdão de Deus são muito maiores que os nossos pecados.
Porque assim, acreditando no perdão de Deus, que nos purifica pela Confissão, não podemos nós deixar de nos perdoarmos a nós e aos outros, porque se assim não fizermos estaremos como que a manchar o perdão que Deus nos concede.
E não tenhamos medo ou vergonha de confessarmos pecados já confessados, se por alguma razão eles ainda nos envergonham e magoam, dizendo ao sacerdote isso mesmo, para que ele nos aconselhe e de coração aberto alcancemos todas as graças que o Sacramento da Confissão nos concede, desde o perdão de Deus, até à libertação e à cura dos problemas psíquicos e até físicos.
Peço-vos agora que fecheis os olhos e baixeis a cabeça, numa serenidade total que é garantida pela presença de Jesus Cristo no meio dos pecadores que somos nós.
Peço-vos ainda que em silêncio escuteis a oração que vou fazer pausadamente e que à medida que a fores escutando a rezeis com o coração, sem palavras saídas da boca, mas tomando-a como vossa e assumindo verdadeiramente o compromisso que nela está.

Oração
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Senhor Jesus Cristo, que estás no meio de nós, porque somos pecadores, vem ao meu encontro e toca o meu coração e a minha mente.
Mostra-me Senhor Jesus, tudo o que na minha vida não é do teu agrado e tudo o que me impede de viver a vida em abundância e alegria que Tu mesmo nos vieste trazer.
Concede-me a graça de acreditar firmemente que o teu perdão é infinitamente maior que o meu pecado, para que acolhendo o teu perdão na minha vida, também eu me perdoe a mim próprio das minhas fraquezas e perdoe as minhas irmãs e os meus irmãos que me ofenderam e peça perdão aos que eu ofendi.
Peço-te também, Senhor Jesus, que pela graça da Confissão me libertes de todo o pecado, da opressão do pecado, de todas as doenças psíquicas e físicas que o pecado trouxe à minha vida.
Agora Senhor Jesus, que estás aqui no meio de nós, eu comprometo-me de todo o coração, com toda a minha vida a, no mais curto espaço de tempo, procurar o Sacramento da Confissão e de coração aberto, reconhecendo-me pecador e acreditando no teu infinito perdão, confessar-me de todos os meus pecados, presentes e mesmo os passados que ainda não consegui perdoar a mim próprio ou aos outros.
Na tua misericórdia firmemente acredito e desde já agradeço-Te pela libertação que vais operar na minha vida, e pela paz, pela alegria e pela vida em abundância que já neste momento me estás a dar.
Louvado sejas Senhor, pelo teu infinito amor.
Amen.
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

DIA DE LOUVOR - PARTE 1

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A Comunidade Luz e Vida, a que pertenço, celebrou ontem em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI, com cerca de duas mil pessoas, um Dia de Louvor, desde a manhã até ao fim da tarde.
O tema para o dia era:
«O Senhor liberta aqueles que dEle se aproximam, para que os seus corações se encham da verdadeira alegria que dá nova vida aos homens.»
Foi uma festa linda e viva com o nosso Deus, que derramou a Sua misericórdia, sobre o Seu povo, com fome e sede do Seu amor.
Foi-me pedido que fizesse o ensinamento da manhã, como chamamos no Renovamento Carismático Católico.
Deixo-vos aqui o texto base que escrevi para sustentar o ensinamento, e que divido em duas partes, pois o mesmo teve uma hora de duração.
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Bom dia.
Alguns de vós já me conhecem, mas certamente outros não, por isso apresento-me.
Chamo-me Joaquim, tenho 59 anos, sou casado, pai de 4 filhos e avô de dois netos.
Pertenço à Comunidade Luz e Vida e vivo na Diocese de Leiria-Fátima.
Para além de outras características que tenho que me fazem igual a todos vós, tenho uma especial em que somos todos iguais.
Sou pecador!
Julgo que aqui não há ninguém que não seja pecador, ou há?
Ser pecador é uma constante da nossa vida humana, da fraqueza das nossas vidas, mas tem algo que acaba por ser muito bom.
Claro que o muito bom não é o pecado, mas o facto de sermos pecadores. Deus condena o pecado, mas não condena os pecadores.
E é isso que é muito bom, porque sabemos que Jesus Cristo se fez Homem como nós, para estar no meio dos pecadores, para nos libertar do pecado, e que é Ele mesmo que o diz, que veio para os pecadores.
Por isso, e em primeiro lugar tomemos a consciência firme de que Ele, Jesus Cristo, está aqui no meio de nós, e em nós, porque está sempre no meio dos pecadores, porque Ele veio para os pecadores.
E se Ele está no meio de nós, nada devemos temer, mas apenas abrirmos os nossos corações e deixarmos que Ele nos fale, nos toque, nos mostre o caminho que devemos caminhar para nos encontrarmos verdadeiramente com Ele, num encontro pessoal que mude as nossas vidas, que nos liberte e nos dê já aqui no mundo a paz, a alegria e a felicidade prometidas no Céu.
Quando o Padre Filipe me pediu para eu fazer este ensinamento na manhã de hoje, o meu coração bateu mais forte.
Era algo que eu desejava, mas ao ser posto perante a realidade de ter que fazer este ensinamento, a minha confiança tremeu, e senti um enorme peso sobre mim.
E isso aconteceu porque me coloquei perante as minhas capacidades, perante aquilo que eu julgava ou julgo saber, quando a minha atitude deveria ter sido de agradecer ao Senhor por se querer servir de mim e sobretudo colocar-me nas Suas mãos, para que Ele fizesse em mim aquilo que eu sozinho nunca poderia fazer.
O Padre Filipe tinha-me pedido para eu rezar e pedir a Deus a palavra, a mensagem sobre a qual hoje deveríamos meditar.
No meu quarto, com a Bíblia entrei em oração pedindo ao Senhor que me ajudasse na minha fraqueza e me mostrasse o que queria de mim, o que nos queria dizer hoje.
Ao fim de um tempo de oração abri a Bíblia e confesso que fiquei desapontado, pois o que me era mostrado não era nenhuma passagem bíblica, mas sim a introdução ao Evangelho de São Marcos.
Resisti à vontade que tive de fechar a Bíblia para a abrir novamente e li com atenção o que estava escrito naquela página.
Havia uma gravura de Cristo crucificado e sobre a gravura estava escrito o seguinte:
«Marcos preocupa-se com fazer esta grande revelação aos pagãos: Jesus de Nazaré, o crucificado, é o Filho de Deus! E quem o confessa é nada menos que o centurião romano de guarda à cruz, quando vê Jesus, crucificado entre dois ladrões, dar um grande grito na sua morte.» Mc 15,33-39
Jesus Cristo serve-se de quem menos se espera para revelar aos outros a verdade sobre Si mesmo: Ele é o Filho de Deus!
Fiquei ali a pensar naquela verdade, que tantas vezes é demonstrada ao longo dos quatro Evangelhos.
Foram tantos aqueles pecadores que tocados por Jesus acabaram por serem as testemunhas de que Ele era e é o Filho de Deus.
Foi Zaqueu, foi o centurião que tinha o servo doente, foi a mulher adultera, foi Levi o cobrador de impostos, foi Jairo o chefe da Sinagoga, foi a Samaritana, foi o ladrão que com Ele foi crucificado, foram os Apóstolos que tirando João abandonaram Jesus na Cruz, foi Paulo que perseguia os cristãos, foi até Pedro, o primeiro Papa que negou três vezes Jesus.
E com este facto que aqui vos conto há logo uma lição a tirar, que tirei também para mim.
Muitas vezes abrimos a Bíblia e como já conhecemos a Palavra que nos surge, ou porque não é a Palavra que mais nos agrada, (tantas vezes porque é do Antigo Testamento), voltamos a fechá-la para a abrirmos novamente.
E como estamos errados, porque a Palavra de Deus é viva, e aquilo que Ela me disse ao coração uma vez, pode ser bem diferente dessa vez, e é com certeza aquilo que eu necessito nesse momento.
Por isso não procuremos aquilo que nos agrada, mas meditemos naquilo que o Senhor nos quer dizer com a Sua Palavra, e mesmo que Ela se repita várias vezes pensemos verdadeiramente se já entendemos todo o seu conteúdo, toda a sua mensagem para nós.
Deus serve-se então dos pecadores para se revelar a uns e a outros.
Mas para que eu pecador, para que cada um de nós pecadores possa ser testemunha de Jesus Cristo é preciso que queira viver fora do pecado, é preciso que mostre na sua vida, nas suas atitudes, nos seu gestos, na sua maneira de proceder que o seu encontro pessoal com Jesus Cristo mudou a sua vida.
Precisa de se libertar, de ser liberto da escravidão do pecado que tantas vezes toma conta de nós e condiciona as nossas vidas.
E então veio ao meu coração outra passagem bíblica, aquela relatada em Lucas 4, 16-21.
Tantas vezes que entendemos esta passagem exactamente como ali está escrito, ou seja, entendemos que esta passagem revela os milagres físicos que Jesus fez e vêm relatados nos Evangelhos.
E revela com certeza esses milagres, mas revela também que Jesus Cristo veio para os pobres em espírito, ou seja para aqueles que não têm Deus, ou que conhecendo-O não O vivem, revela que veio para libertar aqueles que estão presos ao pecado, revela que veio dar a luz aqueles que andam nas trevas, porque ainda não O conhecem verdadeiramente, revela que veio dar liberdade aos que estão presos aos vícios que os oprimem.

Neste momento dei um breve testemunho da minha vida, contando que apesar de ter nascido e crescido numa família profundamente cristã e católica, tendo recebido dos meus pais o testemunho da Fé, bem como dos colégios católicos que frequentei, por volta dos 17/18 anos comecei a afastar-me da prática religiosa, da Igreja, da Fé, de Deus, tendo vivido cerca de 25 anos totalmente afastado, sendo que, os últimos 10 anos dessa vida sem Deus foram preenchidos com uma vida dissoluta, de noitadas e tudo o que isso envolve, e como, apesar de reconhecer de vez em quando que devia mudar de vida, pois que a que levava me conduzia ao abismo, não era capaz de sair dessa vida de pecado viciante.
Só quando por graça de Deus, abri novamente o meu coração e a minha vida à Fé, à Sua presença na minha vida, à comunhão em Igreja, me foram dadas forças para me afastar dessa vida.


Não é verdade, não reparamos nós que na maioria dos milagres que Jesus faz, em primeiro lugar perdoa os pecados e só depois acontece a cura física?
Vivemos hoje num mundo em que a maior parte das doenças de que sofrem as pessoas são doenças psicossomáticas, isto é, são doenças que têm a ver com a mente, com o estado de espírito das pessoas.
E são tantas coisas que fazemos na vida, que marcam as nossas vidas e se tornam tantas vezes razão de mau estar psicológico e físico.
São tantas coisas que fazemos na vida ou que nos fazem e que nos marcam de modo tão forte que vão condicionando o nosso dia a dia, às vezes até sem nos apercebermos disso mesmo.
São as dores de cabeça, de estômago, as insónias, as angústias, as tristezas permanentes, as depressões, a dificuldade de relacionamento com os outros, tantas vezes até com os nossos familiares mais chegados.
A verdade é que a maioria esmagadora dessas situações se deve a factos passados nas nossas vidas, a pecados cometidos ou que cometeram contra nós, e que ainda não foram resolvidas, ainda não foram perdoados, muitas vezes por nós próprios.
Vejamos por exemplo uma pessoa que cometeu um pecado de adultério, homem ou mulher, tanto faz, e pode ter sido apenas uma vez.
Pode estar casado há muito tempo mas se realmente não se perdoou a si próprio, para além do perdão de Deus, obviamente, a sua vida estará sempre marcada por esse episódio, por esse pecado, e muitas vezes a presença da sua mulher ou do seu marido, em vez de despertar amor pode despertar um sentimento de culpa que depois se reflecte no estado de espírito da pessoa e condiciona a sua paz, a sua alegria de viver, e por arrastamento, por exemplo, um mau dormir, dores de cabeça ou outras manifestações físicas.
A pessoa não está bem consigo própria e por isso não pode estar bem com a vida.
Outro exemplo poderá ser uma violência que a pessoa sofreu no passado, violência física, verbal ou até sexual.
A pessoa já se pode ter reconciliado com Deus, pela Confissão, mas ainda não conseguiu perdoar ao outro, ou até mesmo a si própria.
Há pessoas que sofrem estas violências e consideram que têm alguma parte na culpa, consideram que de alguma forma também são culpadas.
Enquanto não acontecer a paz sobre esse assunto, sobre esse pecado em todas as suas dimensões, a pessoa não poderá viver a vida em toda a sua plenitude, não poderá viver a alegria da liberdade dos filhos de Deus.
Atentemos ainda em outro exemplo, como aquele de uma mulher que pratica o aborto.
A pessoa pode confessar-se, estar arrependida, ter tomado um compromisso sério de não voltar a cometer tal pecado, mas se não se perdoou a si própria, isto é, se não se deixou alcançar pela plenitude do amor, do perdão de Deus, essa pessoa viverá continuamente atormentada por aquele facto, por aquele pecado na sua vida, e não terá descanso, não terá paz, não terá felicidade. Isso trazer-lhe-á forçosamente muitas vezes, mau estar físico que se poderá manifestar de muitos formas, como depressões, tristezas inexplicáveis, insónias, e tantas outras manifestações que não deixam que a sua vida seja verdadeiramente uma vida livre, uma vida em abundância.
Compreendemos então agora melhor a passagem do Evangelho de São Lucas que há um pouco lemos, pois percebemos agora que Jesus Cristo nos veio resgatar do cativeiro do pecado, nos veio dar a luz, a vista perdida nas trevas do pecado, nos veio libertar das opressões do pecado.
Compreendemos agora melhor a passagem do Evangelho de São João, em que Jesus nos diz:
«Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.» Jo 10,10
E também a passagem do mesmo Evangelho:
«Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa.» Jo 15,11
Podemos ter a vida pelo facto de termos sido gerados pelos nossos pais e de termos nascido, mas podemos não a ter em abundância, isto é, na sua plenitude, que só é alcançada na comunhão com Deus.
Podemos ter momentos de alegria, mas podemos não viver a alegria que nos vem da comunhão com Deus e nos ajuda a ultrapassar as dificuldades e as provações.
Para vivermos esta comunhão com Deus, que nos dá a vida em abundância, a alegria completa, precisamos de estar reconciliados com Deus, connosco próprios e com os outros.
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(continua)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CONSELHOS SOBRE AS TENTAÇÕES

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«Não vos esforceis para vencer as tentações, porque esse esforço as reforçariam.
Desprezai-as e não vos detenhais nelas.
As tentações contra a fé e contra a pureza são mercadorias oferecidas pelo inimigo.
Mas não o temas, procura desprezá-lo.
Enquanto o inimigo faz barulho, é sinal de que ainda não se apossou da tua vontade.
Não te perturbes pelo que te faz passar o anjo rebelde.
Que a tua vontade seja sempre contrária ao que ele te sugere. E vive tranquila, pois não tens a menor culpa, tens a misericórdia de Deus e méritos para a tua alma.
Acaba com essas vãs apreensões.
Lembra-te que não é o sentimento que constitui a culpa, mas sim, o consentimento na satisfação do sentimento.
E que somente a liberdade da vontade é que é capaz de fazer o bem e o mal.
No entanto, quando a vontade geme sob o peso da provação do tentador e não quer o que lhe é apresentado, não só não haverá culpa, como haverá virtude.
Acaso não é por inspiração do Espírito Santo que sabemos que, quanto mais uma alma se aproxima de Deus, mais deve estar preparada para as tentações?
Portanto, se é assim, coragem.
Combate fortemente e receberás o prémio reservado às almas fortes.
Deves recorrer a Deus durante os ataques do inimigo, em Deus deves confiar e d’Ele deves esperar todo o bem. Não te fixes voluntariamente no que o inimigo te apresenta.
Lembra-te que vence quem foge.
Aos primeiros momentos de tentação, deves desviar o pensamento e recorrer ao Senhor.
Diante d’Ele põe-te de joelhos e, com grande humildade, repete esta pequena oração: “Tem misericórdia de mim, Senhor, pois sou uma pobre doente”.
Em seguida levanta-te e, com santa indiferença prossegue os teus afazeres.»
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Santo Padre Pio
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

ANO VELHO, ANO NOVO. OBRIGADO SENHOR!

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Hoje, Senhor, quero agradecer-te todo este ano da vida que me deste.

Quero agradecer-te as alegrias e quero agradecer-te as tristezas.

Quero agradecer-te os bons momentos e quero agradecer-te os momentos menos bons.

Quero agradecer-te tudo o que correu bem e tudo o que eu acho que correu menos bem.

Quero agradecer-te a saúde e quero agradecer-te as poucas doenças.

Quero agradecer-te tudo o que me deste quando Te pedi e quero agradecer-te tudo o que não me deste quando Te pedi. Tu sabes melhor, Senhor!

Quero agradecer-te os momentos em que eu estive contigo e quero agradecer-te os momentos em que Tu estiveste comigo, mesmo quando eu não estava contigo.

Quero agradecer-te os amigos e quero agradecer-te os inimigos.

Quero agradecer-te os que me ajudaram e corrigiram e quero agradecer-te os que, por Tua graça, eu pude ajudar e consolar.

Quero agradecer-te a Igreja e a Tua Mãe Santíssima, companhias permanentes deste Teu/meu caminhar.

Quero agradecer-te o Teu perdão e a Tua infinita paciência e misericórdia.

Quero agradecer-te tudo, Senhor, mas mesmo tudo, porque em tudo o que me deste e permitiste na minha vida, (mesmo aquilo que eu não entendi e por vezes nem quis aceitar), me provaste o Teu amor, me fortaleceste na Tua esperança, me edificaste na Tua graça, me vivificaste na Tua vida, me fizeste mais filho de Deus, me tornaste mais comunhão, contigo e com os irmãos, me ensinaste a caminhar o caminho para Te encontrar.
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Por isso, Senhor, que o Novo Ano seja exactamente tudo aquilo que Tu quiseres fazer na e da vida que um dia me deste.
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