Tão perto Senhor,
estás Tu de mim,
e eu ainda tão longe,
de Ti…
Vens junto a mim,
e mostras-me as mãos e o lado,
e eu não consigo ver,
porque os meus olhos
ainda estão cheios de dúvidas…
Chamas-me meigamente,
e dizes-me cheio de amor:
«Coloca a tua mão no Meu lado,
olha-me nos olhos…»
Mas eu baixo a cabeça,
cruzo as mãos atrás das costas…
Tenho medo, Senhor!
Tenho medo de não ver,
tenho medo de não acreditar,
tenho medo de que a minha vida,
não Te sirva Senhor…
Tantos sinais,
tantas palavras,
tantos momentos de amor,
tantos milagres,
(ah Senhor,
a minha vida agora
é um milagre Teu!),
e eu assim,
nestes momentos de nada,
como se eu não soubesse,
que és Tu Senhor,
a Vida da minha vida…
Que paciência tens Tu, Senhor,
para este coração de pedra,
para este olhar tão cego,
para este acreditar tão frágil…
Tomas-me pela mão,
deitas a minha cabeça no Teu colo,
afagas o meu cabelo,
recolhes as minhas lágrimas,
e bebe-las cheio de amor…
E eu vou acalmando,
a paz vem como um rio,
e banha-me no Teu amor…
O coração abre-se,
torna-se mole,
porque és Tu que o moldas Senhor…
Vão-se as dúvidas,
fica a certeza, a fé,
na Tua presença Senhor…
Retira-se a nuvem dos meus olhos,
a luz irrompe,
já Te posso ver, Senhor…
Abrem-se os meus lábios,
e de dentro do meu peito,
surgem as palavras,
num louvor:
Meu Deus e meu Senhor!…
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
"PARÁBOLA" DAS DUAS PORTAS
(Pecado e Confissão)
Um homem muito atarefado, que mal tinha tempo para se alimentar, conheceu um Senhor muito bom, que lhe fez a seguinte proposta:
“Se mantiveres a porta da frente da tua casa sempre aberta, todos os dias te virei alimentar, sem nada te pedir em troca, a não ser, que mantenhas fechada a porta das traseiras e não a abras por motivo algum”.
Pareceu àquele homem que era uma boa proposta, e assim, pondo de parte o receio, decidiu entregar-se nas mãos daquele Senhor, passando a deixar a porta da frente de sua casa sempre aberta e confiando inteiramente todos os seus bens e inclusive a sua vida, àquele que lhe tinha feito tal proposta.
Constatou imediatamente que nunca lhe faltava alimento, que todos os seus bens estavam bem utilizados, e que eram para si fonte de alegria e não motivo de preocupação, com receio de os perder.
Constatou também que a vida lhe corria melhor, que as contrariedades continuavam a existir, mas que a presença constante, sem imposição, daquele Senhor, lhe transmitia paz, tranquilidade, confiança, esperança e muito amor.
Um dia, (a curiosidade foi mais forte), quis espreitar a parte de trás de sua casa e distraído deixou aberta a porta das traseiras.
Passado pouco tempo, estando na sala a descansar, viu surgir junto de si, um individuo elegante, bem vestido, confiante, de falas doces e sedutoras.
Em vez de o mandar sair de imediato, (visto que tinha entrado em sua casa sem pedir licença), deu-lhe ouvidos e começou a interessar-se pelo que este lhe dizia.
Disse-lhe então o individuo que o alimento que ele estava a receber era bom, sim senhor, mas não dava muito prazer ao corpo e que ele reparasse bem, pois afinal os seus bens que tanto lhe custavam a ganhar, eram utilizados por todos, o que no entender do individuo, não era justo, pois se tinha sido ele e só ele, sem a ajuda de ninguém, a adquiri-los com tanto esforço, só ele então, se deveria servir deles.
Afirmou ainda o individuo, que o homem sozinho e sem nenhum cansaço, poderia preparar um alimento muito melhor todos os dias, e que não se deveria preocupar porque ele o ajudaria em tudo.
Apenas lhe pedia que fechasse a porta da frente da sua casa, para não serem incomodados pelo Senhor e mantivesse sempre aberta a porta das traseiras, para que ele pudesse entrar sempre e a qualquer hora, para assim o poder ajudar.
Levado pela conversa do outro, o homem assim fez.
Ao principio tudo parecia correr bem. O homem andava feliz e contente, e embora a sua cabeça estivesse um pouco perturbada e não conseguisse pensar direito, o corpo andava cheio de prazer e engordava a olhos vistos.
Reparou então, que o individuo, em vez de pedir licença para entrar todos os dias, (como fazia o Senhor anteriormente), já se tinha instalado em sua casa e impondo a sua presença, punha e dispunha de todas as suas coisas, sem nada lhe perguntar.
Começou também a reparar, que embora o prazer corporal fosse bem maior, os seus pensamentos eram mais frios, sombrios, e que a paz, tranquilidade, amor e boa companhia que antes sentia já não existia, e no seu lugar se tinham instalado a dúvida, o nervosismo, a tristeza, a solidão e o medo de perder os seus bens.
Decidiu então expulsar o “novo amigo”, mas isso tornou-se tarefa muito difícil, porque ele não queria sair de sua casa e revelando-se muito insistente, fez novas promessas de felicidade e também algumas ameaças, como se a vida dele já lhe pertencesse.
Assustado, decidiu procurar o Senhor, pedindo-lhe que voltasse para sua casa, e também que o ajudasse a libertar-se daquele “amigo” tão incómodo e que já lhe inspirava tanto medo.
O Senhor e verdadeiramente seu único amigo recebeu-o de braços abertos e disse-lhe:
“Não tenhas medo, que eu também quero voltar à nossa tão antiga amizade, mas para isso tens de fazer duas coisas:
A primeira é, (sem medo, porque eu estou contigo), expulsar esse individuo para fora da tua vida e fechar definitivamente a porta das traseiras da tua casa.
A segunda, (imprescindível, pois sem a satisfazeres não poderei regressar), é que procures um dos meus "agentes", e eu tenho-os em todos os sítios, converses com ele, contando-lhe toda a história, como se passou e tudo o que fizeste durante todo o tempo em que estiveste com esse individuo, e lhe digas que sabes agora que estavas enganado, que procedeste mal, e que queres emendar tudo o que fizeste de errado.
Posso afirmar-te, que se o meu "agente" confirmar que estás verdadeiramente arrependido e decidido a não mais abrir a porta das traseiras, não terá dúvidas, a em meu nome te perdoar, e assim será imediato o meu regresso”.
O homem assim fez, e finda a conversa com o "agente" daquele Senhor, verificou com alivio, que a alegria, a paz, a tranquilidade, a esperança, o amor tinham voltado à sua vida, à sua casa, que os seus bens já não lhe causavam qualquer preocupação e que, sobretudo, o alimento que de imediato lhe começou a ser dado, tinha muito mais gosto, reparando ainda que esse gosto se mantinha permanente nele e não era causa de tristeza ou solidão, mas sim de alegria, paz e amor.
Grato ao seu Senhor, tomou a decisão de fechar e barricar a porta das traseiras com tudo o que o seu Senhor lhe fornecesse e estivesse ao seu alcance, resolvendo nunca mais dar ouvidos a quem com sedução o quisesse enganar.
.Escrito em 11 de Janeiro de 2001
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
OH MEU JESUS AMADO!
Oh meu Jesus amado,
queria tanto sofrer conTigo,
viver a Tua Paixão.
Queria tanto orar conTigo
no Horto das Oliveiras,
e afinal era eu quem estava
com os que Te vieram prender.
Queria ser Tua testemunha,
junto de Caifás e Pilatos,
e afinal fui eu quem fugiu,
e também Te condenava,
no meio da multidão.
Queria proteger a Tua Face,
e o Teu Corpo amoroso,
e afinal era eu quem Te batia
e colocava a coroa de espinhos.
Queria dizer que Te amava,
que eras o meu Senhor e Guia,
e afinal era eu quem Te insultava
e gritando escarnecia.
Queria caminhar conTigo
levando a Tua Cruz,
e afinal era eu quem mais pesava,
e Te fazia cair.
Queria aliviar Tuas dores,
pôr bálsamo nas Tuas feridas,
e afinal era eu quem martelava
os cravos nas Tuas mãos.
Queria prostrar-me em adoração,
perante o Teu sofrimento,
e afinal era eu quem trespassava
o Teu peito com a lança.
Queria tanto estar conTigo
na hora da Tua morte,
e afinal fui eu quem fugiu,
quando o dia se fez noite.
Queria ter sido testemunha,
da Tua Ressurreição,
e afinal andava perdido,
na minha vida de dúvidas.
E Tu mesmo assim
olhaste-me.
E Tu mesmo assim
chamaste-me.
E Tu mesmo assim
escolheste-me.
E Tu mesmo assim
perdoaste-me.
E Tu mesmo assim
deste-me amor,
para encher a minha vida.
Que hei-de fazer e dizer,
que seja minha conversão,
a não ser para sempre amar-Te
com todo o meu coração,
para sempre cantar louvores,
com a voz que Tu me deste,
com a minha alma adorar-Te,
prostrado sempre a Teus pés,
viver em Ti o caminho
da vida que em mim criaste,
esperando quando partir,
desta vida tão efémera,
ver o Teu Coração aberto,
os teus braços á minha espera,
para viver no Teu amor,
o tempo que não tem fim.
Escrito em 29 de Agosto de 2000
queria tanto sofrer conTigo,
viver a Tua Paixão.
Queria tanto orar conTigo
no Horto das Oliveiras,
e afinal era eu quem estava
com os que Te vieram prender.
Queria ser Tua testemunha,
junto de Caifás e Pilatos,
e afinal fui eu quem fugiu,
e também Te condenava,
no meio da multidão.
Queria proteger a Tua Face,
e o Teu Corpo amoroso,
e afinal era eu quem Te batia
e colocava a coroa de espinhos.
Queria dizer que Te amava,
que eras o meu Senhor e Guia,
e afinal era eu quem Te insultava
e gritando escarnecia.
Queria caminhar conTigo
levando a Tua Cruz,
e afinal era eu quem mais pesava,
e Te fazia cair.
Queria aliviar Tuas dores,
pôr bálsamo nas Tuas feridas,
e afinal era eu quem martelava
os cravos nas Tuas mãos.
Queria prostrar-me em adoração,
perante o Teu sofrimento,
e afinal era eu quem trespassava
o Teu peito com a lança.
Queria tanto estar conTigo
na hora da Tua morte,
e afinal fui eu quem fugiu,
quando o dia se fez noite.
Queria ter sido testemunha,
da Tua Ressurreição,
e afinal andava perdido,
na minha vida de dúvidas.
E Tu mesmo assim
olhaste-me.
E Tu mesmo assim
chamaste-me.
E Tu mesmo assim
escolheste-me.
E Tu mesmo assim
perdoaste-me.
E Tu mesmo assim
deste-me amor,
para encher a minha vida.
Que hei-de fazer e dizer,
que seja minha conversão,
a não ser para sempre amar-Te
com todo o meu coração,
para sempre cantar louvores,
com a voz que Tu me deste,
com a minha alma adorar-Te,
prostrado sempre a Teus pés,
viver em Ti o caminho
da vida que em mim criaste,
esperando quando partir,
desta vida tão efémera,
ver o Teu Coração aberto,
os teus braços á minha espera,
para viver no Teu amor,
o tempo que não tem fim.
Escrito em 29 de Agosto de 2000
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
HINO AO NOSSO DEUS E SENHOR
SENHOR,
Que bom e grande Tu és !
Sem Ti, SENHOR,
eu não sou nada.
Sou um peixe que não nada,
uma ave que não voa,
uma ovelha perdida,
à mercê do predador,
um ponto sem referência,
uma curva que acaba em circulo,
( fechado sobre si próprio ),
um ser vivo,
sem ter vida,
uma morte anunciada.
Mas, SENHOR,
quando a Ti me entrego,
cruzo as águas como seta,
nascem-me asas nos pés,
o predador parte os dentes,
no escudo que Tu me dás,
a curva é uma recta,
a indicar a eternidade,
a vida pulsa tão forte,
que se estende aos que estão perto,
a morte é uma passagem,
para ir ao Teu encontro.
Porque Tu, SENHOR,
és tudo para mim,
a razão do meu viver,
a razão de eu caminhar,
a razão de eu amar,
a razão de eu falar,
a razão do testemunho,
que pretendo sempre dar,
a razão do coração,
a arder em Teu louvor.
Em Ti me refugio,
em Ti, me fortaleço,
em Ti,
quanto mais fraco sou,
mais forte eu me pareço,
quanto mais pobre sou,
mais rico em Ti eu cresço.
Em mim abates barreiras,
da vergonha à timidez,
tornas-me clara a palavra,
tornas fácil o falar.
E meu SENHOR,
mais ainda,
pois transformas os problemas,
em oração de louvor,
transformas alguma amargura,
num simples acto de amor,
transformas a breve tristeza,
na Tua mais linda alegria,
transformas o ingrato desânimo,
na vontade de lutar,
transformas a terrível dúvida,
na mais bonita certeza,
transformas o meu passado,
num presente a caminhar,
transformas o gaguejar,
na mais bonita oração,
transformas o meu pensar,
num canto do coração,
feito p’ra Te louvar.
Assim, meu DEUS, e SENHOR,
só por Ti posso amar,
só em Ti posso viver,
só conTigo caminhar.
Vem depressa, não demores,
e mesmo que estejam fechados,
os portões da minha vida,
arromba-os, SENHOR meu DEUS,
abre todos os cadeados,
enche-me de Ti e sorri-me,
pega-me na mão e conduz-me,
para que não me possa perder,
mas antes testemunhar,
que a vida deve ser sempre,
um canto de puro louvor,
a Ti,
meu DEUS e SENHOR.
.
Escrito há uns anos.
Que bom e grande Tu és !
Sem Ti, SENHOR,
eu não sou nada.
Sou um peixe que não nada,
uma ave que não voa,
uma ovelha perdida,
à mercê do predador,
um ponto sem referência,
uma curva que acaba em circulo,
( fechado sobre si próprio ),
um ser vivo,
sem ter vida,
uma morte anunciada.
Mas, SENHOR,
quando a Ti me entrego,
cruzo as águas como seta,
nascem-me asas nos pés,
o predador parte os dentes,
no escudo que Tu me dás,
a curva é uma recta,
a indicar a eternidade,
a vida pulsa tão forte,
que se estende aos que estão perto,
a morte é uma passagem,
para ir ao Teu encontro.
Porque Tu, SENHOR,
és tudo para mim,
a razão do meu viver,
a razão de eu caminhar,
a razão de eu amar,
a razão de eu falar,
a razão do testemunho,
que pretendo sempre dar,
a razão do coração,
a arder em Teu louvor.
Em Ti me refugio,
em Ti, me fortaleço,
em Ti,
quanto mais fraco sou,
mais forte eu me pareço,
quanto mais pobre sou,
mais rico em Ti eu cresço.
Em mim abates barreiras,
da vergonha à timidez,
tornas-me clara a palavra,
tornas fácil o falar.
E meu SENHOR,
mais ainda,
pois transformas os problemas,
em oração de louvor,
transformas alguma amargura,
num simples acto de amor,
transformas a breve tristeza,
na Tua mais linda alegria,
transformas o ingrato desânimo,
na vontade de lutar,
transformas a terrível dúvida,
na mais bonita certeza,
transformas o meu passado,
num presente a caminhar,
transformas o gaguejar,
na mais bonita oração,
transformas o meu pensar,
num canto do coração,
feito p’ra Te louvar.
Assim, meu DEUS, e SENHOR,
só por Ti posso amar,
só em Ti posso viver,
só conTigo caminhar.
Vem depressa, não demores,
e mesmo que estejam fechados,
os portões da minha vida,
arromba-os, SENHOR meu DEUS,
abre todos os cadeados,
enche-me de Ti e sorri-me,
pega-me na mão e conduz-me,
para que não me possa perder,
mas antes testemunhar,
que a vida deve ser sempre,
um canto de puro louvor,
a Ti,
meu DEUS e SENHOR.
.
Escrito há uns anos.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
"CÂNTICO BRANCO"
«"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...» José Régio
Se eu vim ao mundo,
Foi para Te seguir, Senhor,
E rasgar com os passos que Tu me dás
A indiferença e o abandono
A que são votados os desprezados
Da sociedade.
A minha glória é esta:
Seguir-te sempre
Ser todo entregue a Ti...
Tudo o mais que eu faça,
Não vale nada,
Se não for feito conTigo
Se não for Tua vontade...
Nada me pode dar o mundo,
A não ser aquilo que Tu,
Senhor,
Queres que ele me dê...
A minha força vem de Ti,
E se por vezes fico fraco,
É porque me afasto do Teu amor...
No mundo corre o sangue que morre,
Só do Teu Lado corre o Sangue da Vida...
E quando me abro ao Teu Espírito,
E deixo que Ele faça em mim,
Sinto alegria, paz e tranquilidade e amor
E sinto cânticos de louvor
Que do coração
vêm aos meus lábios...
E louvo-Te Senhor
Porque me deste pai e me deste mãe,
E neles Tu me criaste Senhor,
Para que no Teu Coração
No Teu amor,
Sem principio nem fim,
Eu possa viver por Tua graça,
Para a eternidade em Ti...
Que o mundo não me diga para onde ir,
Porque eu não vou...
O meu caminho é o Teu,
Que a Tua Igreja me aponta...
A minha vida “alevanta-se”
Porque és Tu que a despertas...
Já não quero ser eu a viver,
Mas sim que Tu vivas em mim...
Sei bem para onde ir,
Porque és Tu o meu guia,
E mesmo que eu me perca
E por vezes erre o caminho
Eu sei bem que ali estás,
Senhor,
Que não me deixas cair
E me dizes com voz de amor:
Vem por aqui,
Meu filho,
Só em Mim encontras a Vida
Que Eu tenho para ti...
.
Considero José Régio um dos maiores poetas portugueses.
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...» José Régio
Se eu vim ao mundo,
Foi para Te seguir, Senhor,
E rasgar com os passos que Tu me dás
A indiferença e o abandono
A que são votados os desprezados
Da sociedade.
A minha glória é esta:
Seguir-te sempre
Ser todo entregue a Ti...
Tudo o mais que eu faça,
Não vale nada,
Se não for feito conTigo
Se não for Tua vontade...
Nada me pode dar o mundo,
A não ser aquilo que Tu,
Senhor,
Queres que ele me dê...
A minha força vem de Ti,
E se por vezes fico fraco,
É porque me afasto do Teu amor...
No mundo corre o sangue que morre,
Só do Teu Lado corre o Sangue da Vida...
E quando me abro ao Teu Espírito,
E deixo que Ele faça em mim,
Sinto alegria, paz e tranquilidade e amor
E sinto cânticos de louvor
Que do coração
vêm aos meus lábios...
E louvo-Te Senhor
Porque me deste pai e me deste mãe,
E neles Tu me criaste Senhor,
Para que no Teu Coração
No Teu amor,
Sem principio nem fim,
Eu possa viver por Tua graça,
Para a eternidade em Ti...
Que o mundo não me diga para onde ir,
Porque eu não vou...
O meu caminho é o Teu,
Que a Tua Igreja me aponta...
A minha vida “alevanta-se”
Porque és Tu que a despertas...
Já não quero ser eu a viver,
Mas sim que Tu vivas em mim...
Sei bem para onde ir,
Porque és Tu o meu guia,
E mesmo que eu me perca
E por vezes erre o caminho
Eu sei bem que ali estás,
Senhor,
Que não me deixas cair
E me dizes com voz de amor:
Vem por aqui,
Meu filho,
Só em Mim encontras a Vida
Que Eu tenho para ti...
.
Considero José Régio um dos maiores poetas portugueses.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
SOMOS SEMENTES...

Fazes de nós sementes, Senhor, para a Tua seara no mundo…
Mas a semente nada é, a não ser aquilo que pode vir a ser…
A semente só é, aquilo que pode gerar.
Enquanto semente, tão simplesmente, não semeada, não serve para nada, é apenas promessa de algo que ainda não é…
E mesmo depois de semeada, se não deixar que o seu interior rompa o seu invólucro, se não morrer como semente para ser planta, de nada serve também.
És Tu Senhor, a Planta da Vida que está dentro de nós, Tuas sementes…
Se não nos abrirmos para que o mundo veja o que fazes em nós, para nada servimos, e Tu Senhor, porque nada fazes contra a nossa vontade, porque nunca rompes o que não quer ser rompido, ficas ali dentro de nós, estiolando, até que a semente é posta de lado, porque já passou o seu tempo de ser planta.
Se não morrermos para a nossa existência de sermos apenas sementes, no meio de tantas sementes que não querem ser semeadas, para nada servimos e acabaremos por ser queimadas no fogo que tudo destrói.
Mas se deixarmos que as Tuas mãos nos toquem, nos tirem do saco de semeador e nos coloquem em terra fértil, se não quisermos de saber de nós enquanto sementes, mas apenas de Ti que és Planta de Vida em nós, se nos deixarmos morrer para nós e para o mundo, para que a Planta cresça e dê fruto e sombra aos outros, aos necessitados, então Senhor poderemos dizer como o Teu filho Paulo: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim»…
Mas a semente nada é, a não ser aquilo que pode vir a ser…
A semente só é, aquilo que pode gerar.
Enquanto semente, tão simplesmente, não semeada, não serve para nada, é apenas promessa de algo que ainda não é…
E mesmo depois de semeada, se não deixar que o seu interior rompa o seu invólucro, se não morrer como semente para ser planta, de nada serve também.
És Tu Senhor, a Planta da Vida que está dentro de nós, Tuas sementes…
Se não nos abrirmos para que o mundo veja o que fazes em nós, para nada servimos, e Tu Senhor, porque nada fazes contra a nossa vontade, porque nunca rompes o que não quer ser rompido, ficas ali dentro de nós, estiolando, até que a semente é posta de lado, porque já passou o seu tempo de ser planta.
Se não morrermos para a nossa existência de sermos apenas sementes, no meio de tantas sementes que não querem ser semeadas, para nada servimos e acabaremos por ser queimadas no fogo que tudo destrói.
Mas se deixarmos que as Tuas mãos nos toquem, nos tirem do saco de semeador e nos coloquem em terra fértil, se não quisermos de saber de nós enquanto sementes, mas apenas de Ti que és Planta de Vida em nós, se nos deixarmos morrer para nós e para o mundo, para que a Planta cresça e dê fruto e sombra aos outros, aos necessitados, então Senhor poderemos dizer como o Teu filho Paulo: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim»…
segunda-feira, 23 de julho de 2007
MARTA, MARTA, ANDAS INQUIETA E PERTURBADA...
Evangelho segundo S. Lucas 10,38-42.
Continuando o seu caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa.
Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra.
Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se, disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.»
O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.»
Andamos tão atarefados Senhor, “fazendo o bem”.
Corremos de obra caritativa para obra caritativa, de “pobre” para “pobre”, de intervir aqui e acolá, de fazer mais este e aquele curso, de aprender a orar melhor, de aprender a ler melhor, de aprender a meditar e a contemplar, de aprender a melhor Te “agradar”.
E não temos tempo Senhor, para Te escutar!
Andamos tão ocupados a fazer tudo o que achamos certo, (para nosso deleite, para nossa consolação?), que não temos tempo Senhor, para estar conTigo!
Ah Senhor, mas estamos convencidos que fazemos a Tua vontade em ocuparmo-nos assim tanto, em “fazer o bem”!
Mas dizes-nos então, Senhor, que temos que Te escutar, que devemos ficar quietos, um pouco, a receber de Ti?
Mas Senhor, nós queremos dar tudo e sempre, queremos ser “bons”, se calhar Senhor, até queremos ser “reconhecidos”!
O quê, Senhor?
Dizes que só interessa dar, se for com amor e por amor?
Pois é Senhor, compreendo agora!
Se não formos aprender o amor, buscar a Ti o amor, o que temos nós para dar?
Apenas o que é nosso, e o que é nosso é sempre finito!
Deixa-nos sentar Senhor, como Maria, aos Teus pés e ouvirmos, escutarmos, guardarmos no coração o que tens para nos dizer, para nos ensinar.
Assim Senhor, conTigo no coração, saberemos dar o que é Teu, o que Tu nos dás para darmos, e não a nossa pequenez, que é pouca e pobre.
Daremos então Senhor o Teu amor, que Tu nos dás, e servir-Te-emos segundo a Tua vontade, porque, por graça Tua, soubemos guardar a melhor parte.
Continuando o seu caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa.
Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra.
Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se, disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.»
O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.»
Andamos tão atarefados Senhor, “fazendo o bem”.
Corremos de obra caritativa para obra caritativa, de “pobre” para “pobre”, de intervir aqui e acolá, de fazer mais este e aquele curso, de aprender a orar melhor, de aprender a ler melhor, de aprender a meditar e a contemplar, de aprender a melhor Te “agradar”.
E não temos tempo Senhor, para Te escutar!
Andamos tão ocupados a fazer tudo o que achamos certo, (para nosso deleite, para nossa consolação?), que não temos tempo Senhor, para estar conTigo!
Ah Senhor, mas estamos convencidos que fazemos a Tua vontade em ocuparmo-nos assim tanto, em “fazer o bem”!
Mas dizes-nos então, Senhor, que temos que Te escutar, que devemos ficar quietos, um pouco, a receber de Ti?
Mas Senhor, nós queremos dar tudo e sempre, queremos ser “bons”, se calhar Senhor, até queremos ser “reconhecidos”!
O quê, Senhor?
Dizes que só interessa dar, se for com amor e por amor?
Pois é Senhor, compreendo agora!
Se não formos aprender o amor, buscar a Ti o amor, o que temos nós para dar?
Apenas o que é nosso, e o que é nosso é sempre finito!
Deixa-nos sentar Senhor, como Maria, aos Teus pés e ouvirmos, escutarmos, guardarmos no coração o que tens para nos dizer, para nos ensinar.
Assim Senhor, conTigo no coração, saberemos dar o que é Teu, o que Tu nos dás para darmos, e não a nossa pequenez, que é pouca e pobre.
Daremos então Senhor o Teu amor, que Tu nos dás, e servir-Te-emos segundo a Tua vontade, porque, por graça Tua, soubemos guardar a melhor parte.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
sexta-feira, 13 de julho de 2007
OS POBRES DE JESUS CRISTO
Vou lendo pelos diversos espaços que visito alguns textos, e embora compreendendo-os e com eles concordando, deixam-me a pensar na sua total dimensão e alcance.
Com este texto que agora aqui coloco, quero reflectir com todos os que me visitam, no sentido de aprofundar a minha vivência da Fé, e se Deus quiser de todos nós.
Refiro-me ao facto de apontarem a vinda de Jesus Cristo como prioridade aos pobres, subentendendo-se muitas vezes e sobretudo os pobres no aspecto material.
Claro que entendo e concordo com o que querem dizer, afirmar, mas dito às vezes de um modo muito peremptório e definido, e tantas vezes repetido, leva-me a pensar se não estamos a “reduzir” o alcance infinito da vinda de Jesus Cristo, a “reduzir”, ou a dar prioridade à salvação de alguns.
E isso leva-me a pensar na pobreza, sobretudo a pobreza de que fala Jesus, e que me parece vai muito mais longe do que a pobreza dita material, aliás, tão longe que nos abarca a todos forçosamente, porque Ele, (sem dúvida para mim), veio para todos os homens, no sentido de humanidade, claro.
Quem será mais pobre: Aquele que nada tem de material, mas o coração aberto à presença de Deus na sua vida, ou aquele que tendo tudo, e muitas vezes por força disso, tem o coração fechado para Deus, provavelmente na convicção errada de que não precisa dEle?
Todos nós, ou pelo menos alguns de nós, já sentiram isso mesmo, quando falamos com ou para os outros.
Aqueles que menos têm materialmente estão abertos, ávidos, da Palavra de Deus, aqueles que mais têm são por vezes muito mais cépticos, e têm dificuldades em aceitar a mensagem que leva à mudança das suas vidas.
Então quem é mais pobre: O que nada tem mas anseia pela sua salvação, ou aquele que possuindo, nem sequer consegue entender que precisa de salvação?
Tenho assim para mim, que é mais “fácil” ajudar os que nada têm, com a Palavra de Deus e com alguma parte do que necessitam materialmente, do que aqueles que tendo muito, fecham a sua vida à presença de Deus, fecham o seu coração à Palavra que dá vida às suas vidas.
Com isto não estou a afirmar, logicamente, que aqueles que têm posses, estão forçosamente todos ou mesmo a maioria, de coração fechado à Palavra de Deus.
A “verdadeira” pobreza, para mim, está mais no coração do que no corpo, do que na cabeça.
Porque se o corpo sofre, se a cabeça se desanima, o coração muitas vezes abre-se ao amor de Deus que lhe é dado a conhecer e a viver.
Mas se o corpo incha de satisfação e a cabeça não se preocupa, então o coração fecha-se ao amor gratuito e apenas se deixa conduzir pelo que pensa poder comprar.
Falamos e preocupamo-nos muito com os pobres materialmente, e devemos fazê-lo, obviamente.
Mas precisamos também de arranjar maneira de entrar nos corações daqueles que julgam ter tudo e afinal são mais pobres do que os outros.
Porque se a Palavra for semente nos seus corações, para além das suas vidas se abrirem ao amor de Deus, à salvação, também essa mudança de vida levará a que entendam que o que têm, que o que possuem, não é seu por exclusividade, mas sim para que, depois de servirem as necessidades das suas vidas, partilharem também com aqueles que nada têm.
A pobreza tem “cura”, na vida com e para Deus, o coração fechado é condenação à vida sem Deus.
Que o Espírito Santo nos ilumine, para que possamos dar a cada um, pela graça de Deus, aquilo que ele necessita, espiritual e materialmente, porque Jesus Cristo ama a todos e cada um infinitamente, como só Ele sabe amar, e entregou-Se por todos nós e por cada um individualmente.
Com este texto que agora aqui coloco, quero reflectir com todos os que me visitam, no sentido de aprofundar a minha vivência da Fé, e se Deus quiser de todos nós.
Refiro-me ao facto de apontarem a vinda de Jesus Cristo como prioridade aos pobres, subentendendo-se muitas vezes e sobretudo os pobres no aspecto material.
Claro que entendo e concordo com o que querem dizer, afirmar, mas dito às vezes de um modo muito peremptório e definido, e tantas vezes repetido, leva-me a pensar se não estamos a “reduzir” o alcance infinito da vinda de Jesus Cristo, a “reduzir”, ou a dar prioridade à salvação de alguns.
E isso leva-me a pensar na pobreza, sobretudo a pobreza de que fala Jesus, e que me parece vai muito mais longe do que a pobreza dita material, aliás, tão longe que nos abarca a todos forçosamente, porque Ele, (sem dúvida para mim), veio para todos os homens, no sentido de humanidade, claro.
Quem será mais pobre: Aquele que nada tem de material, mas o coração aberto à presença de Deus na sua vida, ou aquele que tendo tudo, e muitas vezes por força disso, tem o coração fechado para Deus, provavelmente na convicção errada de que não precisa dEle?
Todos nós, ou pelo menos alguns de nós, já sentiram isso mesmo, quando falamos com ou para os outros.
Aqueles que menos têm materialmente estão abertos, ávidos, da Palavra de Deus, aqueles que mais têm são por vezes muito mais cépticos, e têm dificuldades em aceitar a mensagem que leva à mudança das suas vidas.
Então quem é mais pobre: O que nada tem mas anseia pela sua salvação, ou aquele que possuindo, nem sequer consegue entender que precisa de salvação?
Tenho assim para mim, que é mais “fácil” ajudar os que nada têm, com a Palavra de Deus e com alguma parte do que necessitam materialmente, do que aqueles que tendo muito, fecham a sua vida à presença de Deus, fecham o seu coração à Palavra que dá vida às suas vidas.
Com isto não estou a afirmar, logicamente, que aqueles que têm posses, estão forçosamente todos ou mesmo a maioria, de coração fechado à Palavra de Deus.
A “verdadeira” pobreza, para mim, está mais no coração do que no corpo, do que na cabeça.
Porque se o corpo sofre, se a cabeça se desanima, o coração muitas vezes abre-se ao amor de Deus que lhe é dado a conhecer e a viver.
Mas se o corpo incha de satisfação e a cabeça não se preocupa, então o coração fecha-se ao amor gratuito e apenas se deixa conduzir pelo que pensa poder comprar.
Falamos e preocupamo-nos muito com os pobres materialmente, e devemos fazê-lo, obviamente.
Mas precisamos também de arranjar maneira de entrar nos corações daqueles que julgam ter tudo e afinal são mais pobres do que os outros.
Porque se a Palavra for semente nos seus corações, para além das suas vidas se abrirem ao amor de Deus, à salvação, também essa mudança de vida levará a que entendam que o que têm, que o que possuem, não é seu por exclusividade, mas sim para que, depois de servirem as necessidades das suas vidas, partilharem também com aqueles que nada têm.
A pobreza tem “cura”, na vida com e para Deus, o coração fechado é condenação à vida sem Deus.
Que o Espírito Santo nos ilumine, para que possamos dar a cada um, pela graça de Deus, aquilo que ele necessita, espiritual e materialmente, porque Jesus Cristo ama a todos e cada um infinitamente, como só Ele sabe amar, e entregou-Se por todos nós e por cada um individualmente.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
EIS AS 7 MARAVILHAS NA MINHA VIDA
Respondendo ao desafio da Malu e da Fá menor.
A uma amiga nada se recusa!
.
1 - O dom de ser filho de Deus.
Apesar de tantas vezes dele me esquecer.
2 - O dom da Fé
Apesar de tantas vezes duvidar.
Apesar de tantas vezes dele me esquecer.
2 - O dom da Fé
Apesar de tantas vezes duvidar.
3 - O dom do Amor
Apesar de tantas vezes não o viver.
4 - O dom da Oração
Apesar de tantas vezes não o praticar.
5 - O dom da Vida
Apesar de tantas vezes me deixar morrer.
6 - O dom da Igreja
Apesar de tantas vezes aos outros não me entregar.
7 - O dom da Família
Apesar de tantas vezes só em mim pensar.
.
Outros agora que se sintam desafiados, ou melhor, com vontade de nos revelar as 7 maravilhas das suas vidas.
domingo, 8 de julho de 2007
NADA SOU
Deixo apenas que as palavras saiam
De dentro do meu coração.
Que me interessa a mim o que pensam
De tudo aquilo que eu sou!
Nada sou, sei-o bem,
Nem nada eu quero ser,
Mas apenas as palavras,
Que me brotam do coração.
Sou nada, porque sou tudo,
Quando me abro ao amor,
Quando escrevo as palavras,
Que Tu me ditas Senhor!
Sou assim, tão simplesmente,
Uma criatura Tua,
Que fala, e também sente,
A Tua presença em mim.
Dispo-me de tudo,
Entrego-me assim, Alma desnudada,
Faz-me sentir Senhor,
A Tua presença, no meu nada.
Se por acaso quiseres,
Num momento de loucura,
Servir-te de mim, Senhor,
Não hesites, aqui estou!
Abranda a minha secura,
Na água do Teu amor,
Enche-me de Ti,
E manda, Senhor, que eu vou,
Onde for Tua vontade, falar de Ti,
Do Teu amor,
Aos homens de boa vontade.
Serei assim, realmente,
Imagem e Semelhança de Deus,
Que nasceu para todos nós,
Mulheres e homens,
Filhos Seus...
17.12.06
De dentro do meu coração.
Que me interessa a mim o que pensam
De tudo aquilo que eu sou!
Nada sou, sei-o bem,
Nem nada eu quero ser,
Mas apenas as palavras,
Que me brotam do coração.
Sou nada, porque sou tudo,
Quando me abro ao amor,
Quando escrevo as palavras,
Que Tu me ditas Senhor!
Sou assim, tão simplesmente,
Uma criatura Tua,
Que fala, e também sente,
A Tua presença em mim.
Dispo-me de tudo,
Entrego-me assim, Alma desnudada,
Faz-me sentir Senhor,
A Tua presença, no meu nada.
Se por acaso quiseres,
Num momento de loucura,
Servir-te de mim, Senhor,
Não hesites, aqui estou!
Abranda a minha secura,
Na água do Teu amor,
Enche-me de Ti,
E manda, Senhor, que eu vou,
Onde for Tua vontade, falar de Ti,
Do Teu amor,
Aos homens de boa vontade.
Serei assim, realmente,
Imagem e Semelhança de Deus,
Que nasceu para todos nós,
Mulheres e homens,
Filhos Seus...
17.12.06
quarta-feira, 4 de julho de 2007
MEU SENHOR E MEU DEUS
Hoje na Missa, durante a Homilia, o Sacerdote chamava-nos a atenção para que Tomé, não tinha "recebido" a Fé porque tinha visto, mas sim tinha visto, porque tinha acreditado.
O problema de não ver, como Tomé não viu, é porque não acreditamos, não cremos.
Quando acreditamos, quando cremos, "vemos" Jesus Cristo em nós, no meio de nós, mesmo sem O vermos.
Se eu não acredito, então a Hóstia consagrada, não é mais que um pedaço de farinha.
Mas se eu creio, com a graça de Deus, então Jesus Cristo está ali presente totalmente, embora eu não O veja.
Se eu não Lhe tocar, como disse Tomé, não acredito.
Mas o importante não é eu tocar-Lhe, mas sim deixar-me tocar por Ele.
Então sim, o meu coração e todo o meu ser, abrem-se e eu posso vê-Lo.
sábado, 30 de junho de 2007
HINO DE AMOR
Andava um dia
Em pequenino
Nos arredores
De Nazaré,
Em companhia
De São José,
O Deus-Menino,
O Bom-Jesus.
Eis senão quando
Vê num silvado
Andar piando
Arrepiado
E esvoaçando
Um rouxinol,
Que uma serpente
De olhar de luz
Resplandecente
Como a do sol,
E penetrante
Como diamante,
Tinha atraído,
Tinha encantado.
Jesus, doído
Do desgraçado
Do passarinho,
Sai do caminho
Corre apressado,
Quebra o encanto;
Foge a serpente;
E de repente
O pobrezinho,
Salvo e contente,
Rompe num canto
Tão requebrado,
Ou antes pranto
Tão soluçado,
Tão repassado
De gratidão,
Duma alegria,
Uma expansão,
Uma veemência,
Uma expressão,
Uma cadência,
Que comovia
O coração!
Jesus caminha
No seu passeio;
E a avezinha
Continuando
No seu gorgeio,
Em quanto o via:
De vez em quando
lá lhe passava
À dianteira;
E, mal pousava,
Não afrouxava
Nem repetia;
Que redobrava
De melodia!
Assim foi indo
E o foi seguindo.
De tal maneira
Que, noite e dia,
Numa palmeira,
Que havia perto
Donde morava
Nosso Senhor
Em pequenino,
(Era já certo)
Ela lá estava
A pobre ave
Cantando o hino
Terno e suave
Do seu amor
Ao Salvador!
João de Deus
Não resisti à memória da infância.
Em pequenino
Nos arredores
De Nazaré,
Em companhia
De São José,
O Deus-Menino,
O Bom-Jesus.
Eis senão quando
Vê num silvado
Andar piando
Arrepiado
E esvoaçando
Um rouxinol,
Que uma serpente
De olhar de luz
Resplandecente
Como a do sol,
E penetrante
Como diamante,
Tinha atraído,
Tinha encantado.
Jesus, doído
Do desgraçado
Do passarinho,
Sai do caminho
Corre apressado,
Quebra o encanto;
Foge a serpente;
E de repente
O pobrezinho,
Salvo e contente,
Rompe num canto
Tão requebrado,
Ou antes pranto
Tão soluçado,
Tão repassado
De gratidão,
Duma alegria,
Uma expansão,
Uma veemência,
Uma expressão,
Uma cadência,
Que comovia
O coração!
Jesus caminha
No seu passeio;
E a avezinha
Continuando
No seu gorgeio,
Em quanto o via:
De vez em quando
lá lhe passava
À dianteira;
E, mal pousava,
Não afrouxava
Nem repetia;
Que redobrava
De melodia!
Assim foi indo
E o foi seguindo.
De tal maneira
Que, noite e dia,
Numa palmeira,
Que havia perto
Donde morava
Nosso Senhor
Em pequenino,
(Era já certo)
Ela lá estava
A pobre ave
Cantando o hino
Terno e suave
Do seu amor
Ao Salvador!
João de Deus
Não resisti à memória da infância.
terça-feira, 26 de junho de 2007
O TEU OLHAR SENHOR
O Teu olhar Senhor, debruça-se sobre mim.
Da testa caem-Te grossas gotas de sangue, mas o Teu olhar continua terno e quente.
As Tuas costas, o Teu peito Senhor, não tem mais espaço para rasgar, para ferir, e o Teu olhar cheio de carinho.
As Tuas mãos, e os Teus pés Senhor, são uma chaga viva, e o Teu olhar repleto de perdão.
O Teu Corpo cede, entorta-se, geme de dor, e o Teu olhar é um abraço de acolhimento.
Todo Tu Senhor, és um hino de dor e sofrimento, e o Teu olhar é um oásis de paz.
Pende-Te a cabeça, entregas-Te todo ao Pai, na consumação do sacrificio total, e o Teu olhar é só misericórdia.
Baixo a cabeça, baixo os olhos, envergonhado, culpado, contrito, mas o Teu olhar de amor entra-me no coração e segreda-me aos ouvidos:
«É porque te amo, meu filho»!
domingo, 24 de junho de 2007
PENSAMENTOS INSPIRADOS NA PROCURA DE DEUS 31
Quanto mais pobre quero ser,
mais rico em Ti posso viver.
mais rico em Ti posso viver.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
MAIS DAR, QUE RECEBER
As minhas mãos estão assim, abertas para Ti.No fundo de mim, o meu desejo é que estas mãos, dêem mais do que recebem.
Mas como posso eu dar, se tantas vezes não recebo de Ti?
Não porque Tu não me queiras dar, Senhor, mas porque eu, convencido, arrogante, julgo que de nada preciso, ou que Tu já me deste tudo.
Pobre de mim, nada sou, nem vida teria, Senhor, se não ma desses todos os dias.
Por isso, Senhor, perdoa, porque tantas vezes dou apenas do meu orgulho, e isso para nada serve, nada toca, nada constrói, mas apenas me faz mais só, mais longe de Ti.
Concede-me a graça, Senhor, de saber, que nada sei, se não me vier de Ti; de ser mudo, na minha expressão, mas anunciador, do Teu Amor; paralítico no meu andar, se não fores Tu, a me encaminhar; morto em todo o meu ser, se não fores Tu, em mim a viver; não ter nada para dar, se de Ti, não quiser receber.
Então sim, Senhor, as minhas mãos abertas assim, poderão receber de Ti, ser mais dispostas a dar, do que apenas receber, deixar de me considerar, para a Ti, todo pertencer.
terça-feira, 12 de junho de 2007
NÃO SABIA O QUE ESCREVER
Quedo-me assim quieto, no silêncio do meu coração, à espera que me digas o que queres que coloque nesta folha de papel.
Sabes Senhor que só costumo escrever aqui quando Tu conduzes a minha mão.
Hoje quis escrever, mesmo sem ter nada que anteriormente tenhas suscitado em mim, e por isso vou deixando as palavras saírem nesta escrita que se torna conversa, ou nesta conversa que se torna escrita.
Não me interessa escrever nada que seja meu, vindo de mim, pois que coitado de mim, sem Ti, nem uma linha posso alinhavar.
Hoje reflectia que ainda me espanta o modo como Tu, Senhor, estás sempre presente nas nossas vidas e na maneira como nos falas tão claramente se estivermos atentos aos Teus sinais.
Serves-Te dos outros e de tantas coisas para nos dizeres o que queres de nós e nós tantas vezes distraídos deixamos passar essas ocasiões de Te ouvirmos e depois, ingratos, dizemos que não nos ouves.
Mas Tu afinal estás sempre atento a cada um e a tudo nas nossas vidas!
Lembro-me quando aquela mulher se aproximou de Ti e Te tocou no manto, ficando curada.
Para espanto dos Apóstolos, que Te viam empurrado e tocado por toda aquela multidão, Tu disseste: «Quem me tocou?» Lc 8,43-48
E pensamos nós que Tu às vezes estás “distraído”, que não atendes às nossas dificuldades, que não respondes aos nossos pedidos!
Mesmo no meio da multidão, Tu nos reconheces individualmente, porque nos amas a cada um, com toda a força do Teu amor.
Não quero mais duvidar, mas sim estar atento a tudo o que me falas, servindo-Te de todos e de todas coisas que colocas e permites na minha vida.
Como este momento, em que não sabia o que escrever e Tu foste guiando a minha mão.
Obrigado Senhor.
Sabes Senhor que só costumo escrever aqui quando Tu conduzes a minha mão.
Hoje quis escrever, mesmo sem ter nada que anteriormente tenhas suscitado em mim, e por isso vou deixando as palavras saírem nesta escrita que se torna conversa, ou nesta conversa que se torna escrita.
Não me interessa escrever nada que seja meu, vindo de mim, pois que coitado de mim, sem Ti, nem uma linha posso alinhavar.
Hoje reflectia que ainda me espanta o modo como Tu, Senhor, estás sempre presente nas nossas vidas e na maneira como nos falas tão claramente se estivermos atentos aos Teus sinais.
Serves-Te dos outros e de tantas coisas para nos dizeres o que queres de nós e nós tantas vezes distraídos deixamos passar essas ocasiões de Te ouvirmos e depois, ingratos, dizemos que não nos ouves.
Mas Tu afinal estás sempre atento a cada um e a tudo nas nossas vidas!
Lembro-me quando aquela mulher se aproximou de Ti e Te tocou no manto, ficando curada.
Para espanto dos Apóstolos, que Te viam empurrado e tocado por toda aquela multidão, Tu disseste: «Quem me tocou?» Lc 8,43-48
E pensamos nós que Tu às vezes estás “distraído”, que não atendes às nossas dificuldades, que não respondes aos nossos pedidos!
Mesmo no meio da multidão, Tu nos reconheces individualmente, porque nos amas a cada um, com toda a força do Teu amor.
Não quero mais duvidar, mas sim estar atento a tudo o que me falas, servindo-Te de todos e de todas coisas que colocas e permites na minha vida.
Como este momento, em que não sabia o que escrever e Tu foste guiando a minha mão.
Obrigado Senhor.
sábado, 2 de junho de 2007
ENTRASTE NA MINHA VIDA
Estava ali,
sentado na vida,
pensando que era assim que ela se vivia,
sem grandes preocupações com os outros,
sem grandes preocupações comigo.
Estava ali,
sentado na vida,
gastando-a em tudo o que aparecesse,
e fossem prazeres,
quaisquer que eles fossem.
Então não era isso que era viver?
E então vieste Tu,
fizeste-me levantar,
fizeste-me caminhar
e sair do torpor
em que me tinha deixado envolver.
Dizias-me que
não era para aquilo
que me tinhas dado a vida.
Que me tinhas dado dons e talentos
e que eu não só não os guardava
como os andava a atirar fora.
Incomodaste-me,
não me deixaste descansar,
não me deixaste morrer
naquele viver sem nada.
É hora,
dizias Tu,
criei-te para Mim,
não para te desperdiçares
no mundo.
Parei um pouco,
não tinha hipótese,
Tu irrompias na minha vida,
(ou seria Tua),
a todos os momentos.
Sentei-me ali,
tantas vezes
à Tua frente,
lembras-Te?
Estavas naquela "caixa",
a que o Francisco chamava
o Jesus escondido.
Falámos tantas horas!
Aliás,
eu falava,
e Tu ias colocando no meu coração
o que querias que eu ouvisse,
que eu soubesse.
Foste-me lembrando tudo,
o que tinha aprendido em criança
e mostraste-me aquilo que devia saber em adulto.
Fizeste-me enamorar de Ti,
tornaste-Te vida para mim.
Ah Jesus,
que bom é conhecer-Te
e amar-Te!
Mas agora,
Jesus,
parece que a vida não corre mais fácil,
parece até que a luta é maior!
Tanta provação,
tanto combate!
Mas agora,
é curioso,
estou feliz!
Sinto-Te sempre a meu lado,
fazes-me falta sempre,
mas sei que estás sempre comigo.
Dou-Te a minha vida,
Jesus,
coloco-a no Teu Sagrado Coração,
porque só Tu,
meu Senhor e meu Deus,
me dás vida
e ensinas a viver.
.
02.06.07
sentado na vida,
pensando que era assim que ela se vivia,
sem grandes preocupações com os outros,
sem grandes preocupações comigo.
Estava ali,
sentado na vida,
gastando-a em tudo o que aparecesse,
e fossem prazeres,
quaisquer que eles fossem.
Então não era isso que era viver?
E então vieste Tu,
fizeste-me levantar,
fizeste-me caminhar
e sair do torpor
em que me tinha deixado envolver.
Dizias-me que
não era para aquilo
que me tinhas dado a vida.
Que me tinhas dado dons e talentos
e que eu não só não os guardava
como os andava a atirar fora.
Incomodaste-me,
não me deixaste descansar,
não me deixaste morrer
naquele viver sem nada.
É hora,
dizias Tu,
criei-te para Mim,
não para te desperdiçares
no mundo.
Parei um pouco,
não tinha hipótese,
Tu irrompias na minha vida,
(ou seria Tua),
a todos os momentos.
Sentei-me ali,
tantas vezes
à Tua frente,
lembras-Te?
Estavas naquela "caixa",
a que o Francisco chamava
o Jesus escondido.
Falámos tantas horas!
Aliás,
eu falava,
e Tu ias colocando no meu coração
o que querias que eu ouvisse,
que eu soubesse.
Foste-me lembrando tudo,
o que tinha aprendido em criança
e mostraste-me aquilo que devia saber em adulto.
Fizeste-me enamorar de Ti,
tornaste-Te vida para mim.
Ah Jesus,
que bom é conhecer-Te
e amar-Te!
Mas agora,
Jesus,
parece que a vida não corre mais fácil,
parece até que a luta é maior!
Tanta provação,
tanto combate!
Mas agora,
é curioso,
estou feliz!
Sinto-Te sempre a meu lado,
fazes-me falta sempre,
mas sei que estás sempre comigo.
Dou-Te a minha vida,
Jesus,
coloco-a no Teu Sagrado Coração,
porque só Tu,
meu Senhor e meu Deus,
me dás vida
e ensinas a viver.
.
02.06.07
domingo, 27 de maio de 2007
O ESPÍRITO SANTO
É uma luz, uma suavidade, um amor, um toque, uma carícia, um carinho, um calor, uma presença que se desenvolve dentro de nós e nos enche por completo.
Aquilo que era razão de viver e estava no exterior, deixa de o ser, para dar lugar a outra aspiração interior, para dar lugar a outra vivência, mais viva, mais vivida, mais sentida, mais cheia de uma graça que não conseguimos explicar.
O interesse que nos despertavam as coisas do mundo, as riquezas, a importância social, o nosso comportamento pensado e repensado, deixa de ser importante, deixa de ser um fim em vista, para dar lugar a uma procura constante da santidade, do bem estar espiritual, do testemunho dado na vida que continuamos a viver no mundo, para que os outros também possam ver e viver o que nós vivemos.
Como tudo é diferente!!! Como tudo se modifica!!!
Quando vivemos para as riquezas do mundo, queremos ter sempre mais que os outros e a maior parte das vezes desejamos egoisticamente que os outros não tenham aquilo que nós já temos. Agora começamos a viver para as riquezas de Deus e queremos que os outros tenham tudo o que nós já temos e tenham até mais, para nos poderem guiar e servir de testemunho.
Quando vivemos para conseguir o mundo, nunca temos tempo para nada, nem sequer para todas as coisas do mundo, quanto mais para Deus.
Agora começamos a viver para “alcançar” o Céu e assim temos tempo para Deus, para tudo e até temos tempo para o mundo.
Quando vivemos para nós próprios e por nós próprios, aos “sucessos”, que nos enchem de orgulho, sucedem-se as “derrotas” que nos provocam humilhação, (não humildade), que causam a solidão de quem vive apenas para si, convencido que é capaz de tudo sozinho.
Agora começamos a viver para Deus, para os outros, e assim os “sucessos” não são nossos, mas de Deus e de todos, (o orgulho não tem lugar), e mesmo que as coisas não corram bem, humildemente aceitamos como não sendo bom para nós aquilo que afinal desejávamos e instala-se a paz, a tranquilidade e nunca nos sentimos sozinhos.
Quando vivemos para a nossa vontade e para os nossos planos, e as coisas falham e os planos não resultam, muitas vezes desesperamos, atiramos para cima dos outros os nossos falhanços, sentimo-nos sós e derrotados, não aceitamos e fechamo-nos mais em nós próprios.
Agora que começamos a viver para cumprir a vontade de Deus e os Seus planos, quer na vida espiritual, quer na vida material, sentimo-nos mais acompanhados e quando as coisas falham, ficamos tristes é certo, mas aceitamos como fonte de crescimento a contrariedade, voltamo-nos para nós procurando saber onde nos afastámos da vontade do Senhor, humildemente baixamos a cabeça e com a força que nos vem dEle recomeçamos segundo a Sua vontade.
Quando vivemos baseados naquilo que na nossa cabeça pensamos que é bem e que é mal, o nosso crescimento é desordenado, os recuos são maiores que os avanços, a paz e a serenidade andam longe e praticamos muitas vezes coisas más, porque nos quisemos convencer que eram boas.
Agora que começamos a viver no que é o bem vindo de Deus, afastando o mal que Ele nos faz reconhecer, o nosso caminho é mais seguro, tem também avanços e recuos, mas os avanços são mais constantes, porque é constante a vontade de nos levantarmos depois de cairmos, a paz e a serenidade tomam conta de nós, porque é no coração que o Senhor coloca o conhecimento do bem e do mal.
Não é pela nossa cabeça, mas pelo amor que o Senhor coloca no nosso coração, que crescemos para o bem e morremos para o mal.
Antes a vida era difícil, muitas vezes sem esperança e desacompanhada.
Hoje a vida é difícil, mas vivida na esperança e na companhia daquEle que nunca nos abandona: Jesus Cristo.
Então assim entregues, Ele vem até nós e: é uma luz, uma suavidade, um amor, um toque, uma caricia, um carinho, um calor, uma presença que se desenvolve dentro de nós e nos enche por completo...
.
Já publicado em 23.11.06
Aquilo que era razão de viver e estava no exterior, deixa de o ser, para dar lugar a outra aspiração interior, para dar lugar a outra vivência, mais viva, mais vivida, mais sentida, mais cheia de uma graça que não conseguimos explicar.
O interesse que nos despertavam as coisas do mundo, as riquezas, a importância social, o nosso comportamento pensado e repensado, deixa de ser importante, deixa de ser um fim em vista, para dar lugar a uma procura constante da santidade, do bem estar espiritual, do testemunho dado na vida que continuamos a viver no mundo, para que os outros também possam ver e viver o que nós vivemos.
Como tudo é diferente!!! Como tudo se modifica!!!
Quando vivemos para as riquezas do mundo, queremos ter sempre mais que os outros e a maior parte das vezes desejamos egoisticamente que os outros não tenham aquilo que nós já temos. Agora começamos a viver para as riquezas de Deus e queremos que os outros tenham tudo o que nós já temos e tenham até mais, para nos poderem guiar e servir de testemunho.
Quando vivemos para conseguir o mundo, nunca temos tempo para nada, nem sequer para todas as coisas do mundo, quanto mais para Deus.
Agora começamos a viver para “alcançar” o Céu e assim temos tempo para Deus, para tudo e até temos tempo para o mundo.
Quando vivemos para nós próprios e por nós próprios, aos “sucessos”, que nos enchem de orgulho, sucedem-se as “derrotas” que nos provocam humilhação, (não humildade), que causam a solidão de quem vive apenas para si, convencido que é capaz de tudo sozinho.
Agora começamos a viver para Deus, para os outros, e assim os “sucessos” não são nossos, mas de Deus e de todos, (o orgulho não tem lugar), e mesmo que as coisas não corram bem, humildemente aceitamos como não sendo bom para nós aquilo que afinal desejávamos e instala-se a paz, a tranquilidade e nunca nos sentimos sozinhos.
Quando vivemos para a nossa vontade e para os nossos planos, e as coisas falham e os planos não resultam, muitas vezes desesperamos, atiramos para cima dos outros os nossos falhanços, sentimo-nos sós e derrotados, não aceitamos e fechamo-nos mais em nós próprios.
Agora que começamos a viver para cumprir a vontade de Deus e os Seus planos, quer na vida espiritual, quer na vida material, sentimo-nos mais acompanhados e quando as coisas falham, ficamos tristes é certo, mas aceitamos como fonte de crescimento a contrariedade, voltamo-nos para nós procurando saber onde nos afastámos da vontade do Senhor, humildemente baixamos a cabeça e com a força que nos vem dEle recomeçamos segundo a Sua vontade.
Quando vivemos baseados naquilo que na nossa cabeça pensamos que é bem e que é mal, o nosso crescimento é desordenado, os recuos são maiores que os avanços, a paz e a serenidade andam longe e praticamos muitas vezes coisas más, porque nos quisemos convencer que eram boas.
Agora que começamos a viver no que é o bem vindo de Deus, afastando o mal que Ele nos faz reconhecer, o nosso caminho é mais seguro, tem também avanços e recuos, mas os avanços são mais constantes, porque é constante a vontade de nos levantarmos depois de cairmos, a paz e a serenidade tomam conta de nós, porque é no coração que o Senhor coloca o conhecimento do bem e do mal.
Não é pela nossa cabeça, mas pelo amor que o Senhor coloca no nosso coração, que crescemos para o bem e morremos para o mal.
Antes a vida era difícil, muitas vezes sem esperança e desacompanhada.
Hoje a vida é difícil, mas vivida na esperança e na companhia daquEle que nunca nos abandona: Jesus Cristo.
Então assim entregues, Ele vem até nós e: é uma luz, uma suavidade, um amor, um toque, uma caricia, um carinho, um calor, uma presença que se desenvolve dentro de nós e nos enche por completo...
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Já publicado em 23.11.06
sábado, 26 de maio de 2007
OREMOS EM IGREJA: VEM ESPÍRITO SANTO
Vinde, ó Santo Espírito,
vinde, Amor ardente,
acendei na terra
vossa luz fulgente.
Vinde, Pai dos pobres:
na dor e aflições,
vinde encher de gozo
nossos corações.
Benfeitor supremo
em todo o momento,
habitando em nós
sois o nosso alento.
Descanso na luta
e na paz encanto,
no calor sois brisa,
conforto no pranto.
Luz de santidade,
que no Céu ardeis,
abrasai as almas
dos vossos fiéis.
Sem a vossa força
e favor clemente,
nada há no homem
que seja inocente.
Lavai nossas manchas,
a aridez regai,
sarai os enfermos
e a todos salvai.
Abrandai durezas
para os caminhantes,
animai os tristes,
guiai os errantes.
Vossos sete dons
concedei à almado
que em Vós confia:
Virtude na vida,
amparo na morte,
no Céu alegria.
vinde, Amor ardente,
acendei na terra
vossa luz fulgente.
Vinde, Pai dos pobres:
na dor e aflições,
vinde encher de gozo
nossos corações.
Benfeitor supremo
em todo o momento,
habitando em nós
sois o nosso alento.
Descanso na luta
e na paz encanto,
no calor sois brisa,
conforto no pranto.
Luz de santidade,
que no Céu ardeis,
abrasai as almas
dos vossos fiéis.
Sem a vossa força
e favor clemente,
nada há no homem
que seja inocente.
Lavai nossas manchas,
a aridez regai,
sarai os enfermos
e a todos salvai.
Abrandai durezas
para os caminhantes,
animai os tristes,
guiai os errantes.
Vossos sete dons
concedei à almado
que em Vós confia:
Virtude na vida,
amparo na morte,
no Céu alegria.
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