segunda-feira, 16 de novembro de 2015

PERANTE O ÓDIO APENAS O AMOR VENCERÁ!

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Ao vermos e ouvirmos as notícias sobre os atentados em Paris, na Nigéria, no Quénia, pelo mundo fora, baseados, segundo os seus autores, numa qualquer missão dada por um deus que não existe, os nossos sentimentos humanos, cristãos, católicos, são colocados à prova, ou seja, se cedemos ao mais fácil que é a raiva, o rancor, que leva rapidamente ao ódio e à vingança, não ficaremos muito diferentes do que aqueles que os perpetraram
Afirmo que é uma “missão dada por um deus que não existe”, porque o Deus Criador que dá tal total liberdade à criatura, só pode ser um Deus de infinito amor e como tal, um Deus que apenas ama, que é vida e não pode odiar, pelo que, nunca pedirá àqueles que O seguem missões de ódio e de morte.

Mas perante o horror, perante a barbárie, os nossos sentimentos “baralham-se” e damos connosco a desejar que tal gente sofra na pele aquilo que fez sofrer aos outros, desejamos secreta ou mais abertamente uma forte retaliação, que os coloque perante o sofrimento, e também e assim, julgamos nós, os faça mudar de vida.

Mas este mudar de vida, para quem vive no ódio e para o ódio, só pode acontecer se encontrarem o Amor, amor com maiúscula, sim, ou seja o próprio Deus, e não um qualquer ser demoníaco que eles seguem como se fosse Deus.

E como se levam as pessoas ao amor?
Só se pode levar alguém ao amor, com amor! Não há outra forma!

E sim, é verdade, o amor exige muitas vezes ou sempre, o ensinar, o corrigir, até o castigar para ensinar e corrigir, mas tudo na proporção certa, ou seja, que não transforme a “correcção fraterna”, numa atitude que possa ser confundida com raiva, com ressentimento e até com vingança.

Obviamente, e infelizmente, julgo que neste caso específico dos terroristas ditos islâmicos, (por favor não lhes chamemos estado islâmico porque é dar-lhes o que eles não têm), terão que acontecer intervenções armadas com o fim de os conter, sobretudo para proteger os inocentes, sejam eles quais forem, cristãos, muçulmanos, ateus, enfim pessoas como nós.

Mas tenho para mim que essas acções militares de nada valerão, se não houver da nossa parte uma entrega profunda e intensa à oração, intercedendo continuamente por esta gente que anda perdida no ódio e na morte.
Só Deus no e com o seu amor, pode mudar estes corações, e a nós compete-nos como missão, interceder por eles em oração, dar testemunho do Amor, não odiando, e sendo “mansos e humildes de coração” como é Nosso Senhor.

«Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.» Mt  5, 48

E, claro, a mesma intercessão de oração e testemunho de amor, pelas vitimas, para que Deus as console na sua dor e para que retire do seu coração sentimentos de rancor e ressentimento, ou desejos de vingança, que apenas lhes provocarão ainda mais dor.

Difícil, muito difícil, mas não impossível pela graça de Deus!


Marinha Grande, 16 de Novembro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A “CARIDADE” QUE EU PRATICO!

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Ao ouvir a homilia do Pe Patrício, (Vigário paroquial da Marinha Grande), dei comigo a reflectir sobre o modo como pratico a caridade, sobretudo, quando se trata de valores em dinheiro.

E fiquei envergonhado comigo próprio!
É que constatei de imediato que quando pretendo dar algum valor à Igreja, a alguma obra de assistência, etc., a primeira coisa que faço é contas ao futuro, ao que poderei ou não precisar, (considerando sempre uma “almofada de segurança”), e então disponibilizar o que julgo me poderá sobrar, ou melhor, poderei “dispensar” sem “perigo” para o meu futuro, ou seja, para aquilo que considero a minha comodidade.

E porque me envergonha tal prática?
Primeiro porque penso primeiro em mim, nas minhas comodidades, não pensando nos outros, e sobretudo no facto de que aqueles que são necessitados, nem têm comodidades com que se preocupar, mas apenas falta das necessidades básicas para viver.
Segundo, porque esta prática revela também, para mim, uma enorme falta de confiança em Deus e na Sua providência, que como aprendi e tantas vezes testemunho, (afinal apenas da “boca para fora”), nunca falta àqueles que n’Ele confiam e a Ele se entregam.

E então, devo dar tudo o que tenho?
Julgo que não, que não é essa a vontade de Deus, mas sim que eu seja capaz de ir mais além, quer dizer, que eu seja capaz de dar não apenas o que me sobra, mas também um pouco daquilo que me possa faltar.

Pois é, isto de querer ser santo é muito difícil!!!

A parte do rezar, do servir, do arrepender-se, do pedir perdão, de levar uma vida correcta cheia de bons pensamentos, etc., até nem é muito difícil, na maior parte das vezes.
Agora quando toca ao dar, quando toca a dar indo mais longe do que aquilo que sobra, para dar o que possa fazer falta, aí torna-se muito complicado e muito mais difícil.
E ainda mais se quisermos dar com verdadeira caridade, ou seja, sem os outros saberem e sem esperar recompensa!

És mesmo exigente, Senhor, mas Tu também nunca disseste que era fácil!

Sê-lo-á apenas quando nos despojarmos inteiramente de nós e decididamente nos entregarmos a Ti, deixando que sejas Tu a fazer o que for de Tua vontade, nas vidas que nos deste, Senhor.


Joaquim Mexia Alves
Marinha Grande, 9 de Novembro de 2015 
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

“FELIZ DIA DE FIÉIS DEFUNTOS!”

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Hoje, (como em todos os dias nas minhas orações), lembro-me deles!

Os meus pais, as minhas irmãs e irmãos, as cunhadas e cunhados, o meu sobrinho, os meus sogros, os meus amigos, os meus camaradas de armas, os meus amigos sacerdotes e todos os que já passaram na minha vida.

Há uma saudade agradecida, porque me puseram no mundo, porque me ensinaram, porque me aconselharam, porque me castigaram no tempo certo, porque me rodearam de amor, porque me protegeram, porque me apoiaram, porque riram comigo e comigo choraram, porque me defenderam, (como se a minha vida fosse a deles), porque em mim confiaram e de mim duvidaram, (quando era importante duvidar de mim para o meu próprio bem), porque até o mais novinho de todos que já nos deixou, me ensinou, (sem nada dizer), que o mais importante de tudo é o amor!

E não há tristeza em mim quando os recordo, mas uma imensa calma e serenidade, uma alegria discreta por terem feito parte da minha vida, um agradecimento total e fervoroso a Deus Nosso Senhor, por me ter feito cruzar as suas vidas e as suas vidas cruzarem a minha vida.

E assim a minha vida foi mais abundante, e sê-lo-á ainda mais, porque junto de Deus velam por mim.

Por favor entendam, porque me apetece quase dizer: Feliz dia de Fiéis Defuntos!


Marinha Grande, 2 de Novembro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

DIÁLOGOS COM O SENHOR DEUS (10)

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Quantas vezes já experimentaste abandonares-te a Mim, sem ligares à tua vontade e aos teus interesses?
Algumas vezes, Snhor, algumas vezes.

E qual foi o resultado desse abandono a Mim?
Uma paz imensa e o encontrar caminho para as situações que vivia e que nem sempre era o caminho da minha vontade.

E depois?
Ah, Senhor, depois, logo a seguir, a certeza inabalável de que estás sempre comigo.

Então porque teimas tantas vezes em quereres estar sozinho, afastando a minha presença da tua vida?
Porque sou fraco, Senhor, porque sou pecador, porque tenho medo, nem eu sei bem de quê.

Então não temas, refugia-te mais na oração. Ela te levará ao abandono de ti, e nesse abandono encontrar-me-ás, porque Eu estou sempre contigo.
Obrigado, Senhor, nas Tuas mãos me entrego!


Monte Real, 28 de Outubro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

AMAR O AMOR!

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Amar o Amor
é amar maior
é amar o Senhor!

Amar o Senhor
é amar a alegria
que ultrapassa a dor,
que se pode amar,
quando se ama o Amor.

Amar a dor,
amando o Senhor,
é amar o eu,
e o outro,
que se faz amor,
por causa do meu Senhor.

E quem se faz amor,
por causa de Nosso Senhor,
é amor que tudo ama,
na alegria e na dor.

Amar o Senhor,
encarnado Redentor,
eterno Salvador,
Jesus Cristo, Nosso Senhor,
é amar maior,
é amar o Amor.


Joaquim Mexia Alves
Marinha Grande, 16 de Outubro de 2015 
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terça-feira, 13 de outubro de 2015

DIÁLOGOS COM O DIABO (11)

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Diz ele: Vês, precisavas agora de ajuda para escreveres os tópicos para o que deves falar naquele tema na Igreja, e Ele nada te diz? Vês, como Ele não está sempre contigo?

Digo eu: Estás enganado e queres-me enganar. Claro que Ele está sempre comigo, eu é que nem sempre estou com Ele, ou melhor, nem sempre estou aberto para O ouvir.

Diz ele: Podes dizer o que quiseres, mas a verdade é que ainda não escreveste nada e nem uma ideia te veio à cabeça!

Digo eu: Pois, o problema deve estar aí! Estou a pensar demasiado com a cabeça e muito pouco com o coração.

Diz ele: O que queres tu dizer com isso?

Digo eu: Quero dizer que estou a querer fazer apenas por mim, aquilo que Ele quer que eu faça com Ele, segundo a sua vontade.

Diz ele: E como sabes tu isso?

Digo eu: Já sabia antes, mas agora tenho a certeza!

Diz ele: Essa é boa, porquê?

Digo eu: Porque tu me vieste “atazanar” a paciência, o que significa que te deixei entrar um pouco na minha cabeça e assim me distraíres do que é realmente importante.

Diz ele: Vou-me embora, és um ignorante!

Digo eu: Vai, vai, que vou invocar o Espírito Santo e onde Ele está, tu não podes estar. E como vês, Ele está sempre comigo e com todos que a Ele se abrem, de tal modo que até me deu para escrever este texto.


Joaquim Mexia Alves
Monte Real, 13 de Outubro de 2015
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domingo, 4 de outubro de 2015

AH, E SOBRETUDO AMO OS OUTROS!

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Como tantas vezes me acontece, lá acordei às 6 horas da manhã, (nunca consigo perceber se sou eu que acordo ou é Ele que me acorda), e lá veio mais uma história ao meu coração.
Aqui a deixo.




Chegou à esplanada do café, sentou-se e abrindo o jornal começou a ler as notícias.

Percebeu que o empregado se aproximava, mas não deixou de ler o jornal. Ouviu então uma voz alegre e jovem perguntar:
O que deseja?
Respondeu secamente:
Um café!
A voz, ainda sem rosto, retorquiu-lhe:
Com sorriso ou sem sorriso?

Admirado levantou os olhos do jornal, e olhando viu a cara de um jovem, indelevelmente marcada pelo Síndrome de Down, que lhe sorria esperando a resposta.
Não pode deixar de sorrir e disse:
Com um sorriso, claro!

Viu o rapaz partir “saltitando” ligeiro entre as mesas, dirigindo-se ao balcão para ir buscar o seu café.

Quando ele regressou à sua mesa com o café, disse-lhe:
Vê-se que gostas do que fazes!
O rapaz respondeu, sem deixar de sorrir:
Pois, deram-me este emprego, assim sirvo às mesas, sinto-me útil e posso falar com as pessoas, sorrir-lhes, e elas gostam.
Arriscou e perguntou-lhe:
E fazes mais alguma coisa, para além disto?
A cara iluminou-se, espelhando uma muito sincera e incontida gargalhada e ouvi-o dizer:
Ah, e sobretudo amo os outros.
E lá foi ele deslizando por entre as mesas distribuindo e arrancando sorrisos de cada cliente do café.

Colocou o jornal na cadeira ao lado e decidiu saborear aquele café com um verdadeiro sorriso.
Um pensamento lhe veio ao coração e à cabeça:
Oh meu Deus, afinal é tão simples e nós complicamos tanto! "Fazei-vos pequeninos e de vós será o Reino dos Céus, a começar já", pensou ele, numa frase que com certeza Jesus diria também com o Seu rosto a sorrir.

Levantou-se, pagou deixando uma generosa gorjeta, procurou o olhar do jovem empregado e acenou-lhe um adeus a sorrir, imediatamente retorquido com um sorriso ainda maior.
Ao caminhar pela rua apenas uma frase tomava conta de si:
Ah, e sobretudo amo os outros; ah, e sobretudo amo os outros; ah, e sobretudo amo os outros….


Marinha Grande, 4 de Outubro de 2015
Joaquim Mexia Alves


Dedico esta história à minha sobrinha Rita, ao Zé Alberto, seu marido, e aos seus filhos, o Lourenço, meu afilhado, e o João.
Dedico-a também à nossa família, a todas as famílias.
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terça-feira, 29 de setembro de 2015

EM FRENTE DO SACRÁRIO

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Como rezar?
Como falar contigo, Senhor?
Como fazer-Te companhia?

Ajoelho-me em frente do sacrário, ou melhor, em frente de Ti.
Quero passar uns momentos contigo, falar contigo, estar contigo, fazer-Te companhia, dizer-Te que não me esqueço de Ti e que estou aqui para Ti, para o que de mim precisares.
Quero estar aqui apenas para estar contigo, nem Te quero pedir nada neste momento. Aliás Tu sabes tudo o que preciso!

Sento-me no banco, coloco a cabeça entre as mãos, e penso comigo próprio: Anda, Joaquim, fala agora com Ele, diz-Lhe o que te vai no coração, faz-Lhe companhia, que tantas vezes Ele está aqui sozinho.

E estará mesmo sozinho?
Então e aquelas e aqueles que vão pensando n’Ele, rezando com Ele e a Ele, durante o dia e em tantos lugares, não lhe fazem companhia também?
Pois, porque Ele não se “confina” a este sacrário, “apenas” se faz aqui presença mais visível, mais sensível, mais tocável, mas no fundo e realmente, está em todos e em todos os lugares, por isso de alguma forma sempre alguém O acompanha e fala com Ele.

Bem, mas estou a distrair-me da missão a que me comprometi: Vir aqui, estar com Ele, fazer-Lhe companhia, enfim, rezar e falar com Ele.

Mas porquê?
Porque Ele precisa da minha companhia, da minha conversa ou das minhas orações?
Claro que não, que não precisa para Ele de nada disso.
Apenas precisa na medida em que me ama com amor infinito e sabe que se eu estiver com Ele, falar com Ele, rezar com Ele e para Ele, encontrarei a verdadeira vida, encontrarei caminho, serei mais feliz, e disso Ele precisa muito, porque me ama com amor infinito e quem ama, quer ver o outro feliz.
E precisa porque todo Ele é amor, vive para o amor e do amor, vive para dar amor, ensinar amor, até o amor ser tudo em todos.

Afinal o tempo passa e passou e nada conversei com Ele, nada rezei, nem Lhe fiz companhia, porque estive ocupado a pensar em como o fazer, e acabei por nada fazer.
Desculpa, Senhor, amanhã eu volto, e se Tu me ajudares encontrarei palavras, encontrarei orações, encontrarei maneira de Te fazer companhia.

Um sussurro chega aos meus ouvidos: Obrigado, Joaquim! Mais do que a companhia que Me fizeste, aprendeste de Mim, e essa conversa que julgaste não ter, fui Eu a falar em ti e para ti.

Olho-Te no amor, prostro-me e digo: Obrigado, Senhor, porque como sempre me surpreendes, me levas a Ti e Te fazes presença na minha vida! Pobre de mim pecador, que não mereço o teu amor!


Marinha Grande, 29 de Setembro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 8 de setembro de 2015

HOJE FOI BAPTIZADA A RITA!

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Hoje foi baptizada a Rita.

Claro que podem perguntar: E quem é a Rita?
E eu respondo que a Rita é filha de uma amiga minha e de seu marido, claro, pessoas que me habituei a ver na minha paróquia da Marinha Grande e que vou guardando no meu coração, primeiro por afinidades várias e depois também por algumas “coisas de/em Igreja” que já fizemos juntos.

E a Rita?
A Rita é um “doce” que se tornou mais doce como filha de Deus!

Confesso que não sei se mais alguém foi batizado hoje na minha paróquia, mas bastava a Rita, para que a comunidade paroquial se dever encher de alegria e gozo, porque a família de Deus foi aumentada em número e graça.

E isso leva-me a pensar que tinha prometido a mim próprio estar à porta da Igreja, para bater palmas e saudar a minha irmã Rita, e afinal outras coisas aconteceram, bem menos importantes, e eu não fui fazer a festa da família de Deus!

Vamo-nos acomodando, vamos descobrindo razões para um certo número de atitudes, e até temos um provérbio que afirma que “a boda e baptizado não vás se não fores convidado”.

E se é percebível que não se deve ir a casa de ninguém, (mesmo amigo), se não se fores convidado, coisa bem diferente é a festa da família de Deus, celebrada em Igreja e na igreja, onde toda a comunidade se devia juntar, para festejar, ou melhor ainda, celebrar a chegada de um novo “amor de Deus”, consubstanciado numa “qualquer” Rita, obra dos homens, pela graça de Deus.

Por isso hoje, perdoa-me Senhor, porque não saí do meu comodismo, para festejar a chegada da tua nova filha à nossa família, à tua família.

Penitencio-me, rezando pela Rita, pelos seus pais, pelos seus padrinhos, pela comunidade paroquial da Marinha Grande, pela tua e nossa família, meu Deus.

E à Rita, aos seus pais, aos seus padrinhos, que Deus vos abençoe, guarde, proteja e ilumine para que mostrais o caminho à Rita e com o vosso testemunho lhe deis forças para o caminhar.


Marinha Grande, 6 de Setembro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A VIAGEM DA ESPERANÇA

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Senhor,
morres na praia,
na indiferença dos homens,
que têm o amor na boca,
mas não lhes chega,
ao coração.

Senhor,
morres ali,
naquelas ondas do mar,
onde nos enviaste a pescar,
o próximo,
nosso irmão.

Senhor,
morres na cruz,
do egoísmo da humanidade,
a cruz de cada pessoa,
quer Te conheça,
ou não,
como o Cristo,
Jesus.

Senhor,
abres o teu Coração,
a cada um,
dos que morrem sem sentido,
na viagem da mudança,
que se faz eterna esperança
na tua Ressurreição.


Marinha Grande, 3 de Setembro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DISTRAÍDOS NA FÉ!

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Entrou na igreja e ficou contente. Não estava ninguém, exactamente como ele desejava.
Em frente ao sacrário, ajoelhou-se, rezou algumas orações e depois sentou-se, olhando fixamente para a porta do sacrário, talvez esperando que ela se abrisse e de dentro saísse Jesus para falar com ele.

Riu-se interiormente da sua imaginação, mas rapidamente a sua cara tomou um ar grave e preocupado.
O assunto que ali o levava era uma situação séria, muito séria, que ele já não sabia como resolver e por isso ali se tinha dirigido para ter uma conversa mais séria e intima com Aquele que ele acreditava lhe poderia mostrar caminho e solução para o seu grave problema.
Numa voz inaudível para outros, ia repetindo: «Senhor, ajuda-me! Mostra-me o que fazer! Eu creio em Ti, mas ajuda-me! Fala, Senhor, que o teu servo escuta!»

Apesar de absorto na oração e na escuta, não pode deixar de perceber que alguém tinha entrado na igreja e se dirigia para o lugar onde ele estava.
Interiormente pediu: «Oh Senhor, eu queria tanto estar um pouco sozinho aqui contigo!»
Pelo “canto do olho”, olhou e percebeu que era aquela senhora, sempre muito problemática, com muitas histórias para contar, para a qual era precisa uma paciência sem limites. Deu um suspiro profundo e pensou se não seria melhor sair e voltar noutra altura em que pudesse ficar só.

Já não teve tempo, porque a dita senhora, rezadas umas apressadas orações de joelhos, sentava-se ao seu lado e já lhe dirigia a palavra, cumprimentando-o. Tentou ser o mais delicado possível, retribuindo o cumprimento numa vaga esperança de que ela se calasse e se fosse embora. Mas não, infelizmente não foi isso que aconteceu, pois ela percebendo na sua cara a preocupação, logo lhe perguntou se estava bem, se precisava de alguma coisa, se ela podia fazer alguma coisa por ele.
Balbuciou qualquer coisa entre dentes, para responder às insistentes perguntas, mas não houve nada a fazer, porque ela continuou numa lengalenga, sem se calar. Ele foi ouvindo as palavras que saíam da boca dela e que iam dizendo coisas do tipo: “pois todos temos problemas”, “a vida não é nada fácil”, “temos que aguentar e pedir a Deus que nos ajude”, etc., etc.
A certa altura começou a contar-lhe uma história complicada que se tinha passado com ela, (curiosamente parecida com o problema que estava a viver), mas com tantos pormenores, que era difícil e fastidioso prestar alguma atenção.

Entretanto a história lá chegou ao fim, com uma solução pelos vistos muito satisfatória, e quando ele se preparava para se levantar e sair, foi ela que o fez, agradecendo-lhe aquele bocadinho em que a tinha estado a ouvir.
Sorriu aliviado, despediu-se, e voltou à sua litania, da qual sobressaía, com um forte sentimento no coração, a oração: “Fala, Senhor, que o teu servo escuta!”

E insistia na oração, sem prestar atenção a mais nada, até que num momento de silêncio lhe pareceu ouvir uma voz que dizia ao seu coração: «Mas Eu já falei contigo! Já te disse o que precisavas saber!»
Admirado, olhou para o sacrário e então ouviu distintamente, (parecia-lhe a ele), a voz que repetidamente lhe dizia que tudo o que tinha de saber já lhe tinha sido dito.
Com algum receio que alguém o estivesse a ouvir, disse: «Mas quando, Senhor?»
Ouviu novamente a voz que lhe dizia: «Lembras-te da história que a senhora, (que consideraste maçadora e incómoda), te contou e tu nem querias ouvir?»
Respondeu: «Sim, Senhor, acho que me lembro!»
E novamente a voz: «E lembras-te como foi resolvida essa situação?»
Respondeu mais uma vez: «Ah, sim, Senhor, lembro-me perfeitamente!»
Uma só palavra interrogativa lhe respondeu: «Então?»

De joelhos, disse em oração: «Oh Senhor, estava tão concentrado em mim, no meu problema, sem dar atenção a quem dela precisava, que nem me apercebi que afinal a história era semelhante à minha situação e que a solução possível é aquela que me foi dita!»
Agradeceu profundamente ao Senhor tudo aquilo que lhe tinha sido dado, e não se esqueceu de rezar um Pai Nosso por aquela senhora que ele tão mal tinha julgado.

Antes de sair da igreja, olhou novamente para o sacrário e disse interiormente: «E dizemos nós tantas vezes que Tu não falas connosco, nem nos dás sinais! Distraídos na fé, é o que nós tantas vezes somos. Perdoa, Senhor!»


Monte Real, 26 de Agosto de 2014
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A VIDA CRISTÃ NÃO É UM COFRE!

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Por vezes fazemos da nossa vida cristã um cofre!

Tanto a queremos proteger de influências exteriores, que a fechamos ao mundo, que a escondemos no nosso dia-a-dia, que fazemos dela uma relação quase exclusiva entre Deus e nós, onde outros não entram.

E, no entanto, a vida cristã é essencialmente comunitária, é Igreja, ou seja, assembleia de fiéis, pois se assim não fosse, como poderíamos dar testemunho cristão, como chamar outros a Deus, na certeza de que Ele se quer servir de nós para essa missão?

A nossa relação com Deus, a nossa vida cristã deve revestir-se da certeza de que Ele está sempre connosco, e assim, deve enformar de tal modo a nossa vida diária, que não devemos temer a influência do mundo, pois na comunhão com Cristo e com os irmãos, reside a nossa força para resistir ao pecado.

O mundo é bom, é belo, é uma criação de Deus e como tal o mal não está no mundo, mas sim naquilo que o homem pecador transforma no mundo, e o afasta de Deus.

A Confissão/Reconciliação é realmente uma relação inteiramente a dois, entre o pecador e Deus/sacerdote, mas é celebrada em Igreja e leva sempre à Eucaristia, à Comunhão de Cristo Sacramentado, e essa Comunhão só se torna completa verdadeiramente, quando se torna também comunhão com os outros, amando-nos uns aos outros como Ele nos ama.

Sim, a nossa vida cristã deve ser um cofre para proteger o tesouro mais sagrado da fé em Deus, mas deve ter como combinação de abertura a oração, a Confissão, a Eucaristia, a Comunhão, combinação essa que nos torna sempre abertos ao mundo, aos outros, precisamente porque estamos abertos a Deus.


Monte Real, 20 de Agosto de 2015
Joaquim Mexia Alves


Nota:

Não sei bem porque escrevi este texto, mas sem dúvida que alguma coisa o Senhor me quer dizer com ele.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

«EU RENOVO TODAS AS COISAS!»

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Ontem, Domingo, a pedido do meu pároco, fui fazer a celebração da Palavra à igreja de Picassinos, paróquia da Marinha Grande.

Fui acolhido calorosamente, de tal modo que me senti desde logo à vontade naquela porção da comunidade paroquial da Marinha Grande.
O coro e todos os presentes emprestaram à celebração uma dignidade que muito me tocou.
No fim várias pessoas me vieram agradecer, o que calou fundo no meu coração e dá-me a impressão me fez corar com alguma atrapalhação.
Voltei para casa, cheio da alegria de Deus.

Hoje de manhã, naquela sonolência em que sinto às vezes que Ele me fala, uma frase do Apocalipse vinha ao meu coração e à minha mente: «Eu renovo todas as coisas.» Ap 21, 5

E mais uma vez e sempre me espanto com tudo o que Ele faz, quando a Ele nos abrimos e a Ele nos entregamos.
Como é que de alguém, “envelhecido” e “embrutecido” pelo pecado durante tantos, Ele renova, Ele faz de novo, dá vida nova, “amacia” o feitio, o orgulho e a vaidade, (lutas constantes, meu Deus!), e se quer servir de quem tão longe andava d’Ele!
Como é possível desta rocha dura que eu era, (e ainda sou um pouco), fazer barro mole nas Suas mãos!
Realmente Ele renova todas as coisas, porque o seu amor é infinitamente bom!

Apenas Lhe peço constantemente que o seu amor seja sempre e cada vez mais paciente comigo, que sou tão fraco e inconstante.

Tudo e sempre, apenas e só, para a Sua maior glória!


Marinha Grande, 10 de Agosto de 2015
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 28 de julho de 2015

A FÉ

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Na terça feira, 14 deste mês, em Lisboa, com os meus irmãos da Pneumavita que, com o Padre José Lapa, sempre e muito me ajudaram no meu regresso a Deus, à Fé, à Igreja, e por isso lhes estou infinitamente grato, sobretudo a Deus por os ter colocado na minha vida.



Para ler o ensinamento, devem clicar no link PNEUMA 

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quarta-feira, 22 de julho de 2015

APENAS PORQUE TE AMO

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Duas palavras apenas,
para Te dizer,
Senhor:
amo-Te,
com todo o meu ser!

Era para Te pedir,
para Te suplicar,
para interceder,
mas fico-me apenas
pelo amor.

Se Tu me amas,
(e sei que amas),
se eu Te tento amar,
no meu nada,
em tudo o que sou,
e tenho,
então,
nada me há-de faltar!

Por isso,
Senhor,
apenas e só:
amo-Te,
e dou-Te graças
pelo Teu amor.



Monte Real, 23 de Julho de 2015
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 7 de julho de 2015

GRATIDÃO!

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Hoje chegou formalmente ao fim a minha participação na Equipa de Serviço Diocesana do Renovamento Carismático Católico, da Diocese de Leiria-Fátima.

Em 1997, o meu querido e saudoso amigo Pe José da Lapa, (pioneiro do RCC em Portugal), perante uma carta minha relatando os meus primeiros tímidos passos ao reencontro com Deus, com a Fé e com a Igreja, convidou-me a estar presente numa Assembleia da Pneumavita em Fátima e assim tomar um primeiro contacto com o RCC.
Ao princípio julguei que me tinha enganado e que não era aquele o meu caminho em Igreja para Deus.
Depois deixei-me levar e o Espírito Santo fez o resto, sobretudo quando eu O deixava fazer!

Não sei rezar de outro modo que não seja este permanente contacto dialogante com Deus, este contar-lhe a minha vida, os meus momentos e deixar-me ouvir o que Ele me diz, e que tantas vezes não percebo, ou melhor, não quero perceber.
Mas na maioria das vezes, o Espírito Santo, persistente porque sabe que o meu coração O deseja, vai movendo as barreiras, os orgulhos, as vaidades, as autojustificações, e vai-me mostrando erros, para endireitar caminhos, e fazer a vontade de Deus.
Mas não é fácil, nada fácil, e tantas vezes me encontro quase perdido, como se o caminho me faltasse.
Mas nunca falta, porque Ele está sempre ali, e sempre me diz com aqueles olhos meigos repassados de amor: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» Mt 14, 31

Um dia, em frente do sacrário rezava agradecendo a Deus o caminho que me dava e que julgava eu já ia tão longe!
Ouvi então no meu coração uma voz que me dizia: «Viagem que estás a fazer, meu filho? Tu ainda nem começaste a fazer as malas!»
Percebi que esta viagem só tem um fim, junto a Ele por Sua graça para toda a eternidade, mas que começa todos os dias em que Ele mesmo me concede a graça de viver.

Hoje e neste dia o meu coração enche-se de gratidão, primeiro a Deus, que me concedeu a graça de O servir, servindo os homens, à Igreja, que me acolheu apesar de toda a minha situação e sempre me abraçou e abraça, à minha família que esteve, (e ainda vai estando), tantas vezes sem mim, por estar ao serviço de Deus no RCC, a todas aquelas e aqueles que me acompanharam, comigo colaboraram, e tiveram que suportar, por vezes, o meu mau feitio, e também àqueles a que em Igreja tive que responder e com eles colaborar, e de quem às vezes fiz julgamentos interiores dos quais me envergonho.

A viagem continua, e uma viagem com Deus tem sempre coisas novas: «Eu renovo todas as coisas.» Ap 21, 5

Tudo e sempre para a maior glória de Deus!


Marinha Grande, 7 de Julho de 2015
Joaquim Mexia Alves

Nota: 
Confirmação da nova Equipa de Serviço Diocesana do Renovamento Carismático Católico da Diocese de Leiria-Fátima.
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