segunda-feira, 14 de abril de 2008

E NO ENTANTO...TU AMAS-ME!

Sou vaidoso, orgulhoso, ciumento e por vezes apenas quero que me reconheçam…e no entanto, Tu amas-me!
Sou egoísta, palavroso, convencido e por vezes apenas chamo atenção para mim…e no entanto Tu amas-me!
Sou fraco, pecador, dou mau testemunho e por vezes apenas me deixo cair…e no entanto Tu amas-me!
Sou revoltado, murmurador, queixoso e por vezes apenas protesto da vida…e no entanto Tu amas-me!
Sou infiel, volúvel, desconfiado e por vezes apenas confio em mim…e no entanto Tu amas-me!
Sou falso, insincero, dissimulado e por vezes apenas sou uma máscara…e no entanto Tu amas-me!
Sou desconfiado, desesperançado, amargurado e por vezes apenas me apetece desistir…e no entanto Tu amas-me!
Não sei amar, não sei rezar, não sei adorar e por vezes nem sequer sei viver…e no entanto Tu amas-me!
Como posso eu ser isto tudo…e o Teu amor ser muito maior que tudo isto?
Obrigado Senhor!

domingo, 13 de abril de 2008

PARA TI, MINHA IRMÃ QUERIDA...

Minha querida irmã Belinha, minha madrinha que testemunhaste a graça do meu Baptismo, que me tornou filho de Deus, templo do Espírito Santo.
É hoje o dia do teu aniversário, e se a saudade aperta e a recordação ainda dói, elas são mitigadas pela certeza de acreditar que te encontras na casa do Pai, onde a festa da Vida é constante, onde só o Amor prevalece.
O Senhor na Sua infinita sabedoria chamou-te para junto dEle, porque queria precisar, seguramente, que intercedesses por nós, mais fracos e pobres que tu, no modelo que eras e continuas a ser, de alegria, de bondade, de mãe dedicada, de entrega aos outros e sobretudo, de testemunha do Evangelho, discípula de Cristo.
Não preciso de te pedir que peças por nós, porque tu o fazes certamente a todo o momento.
Pede-lhe que nos ilumine, que nos dê forças de entendimento, de acolhimento, para que sejamos a família que nossos pais, juntos contigo nessa felicidade eterna, sempre sonharam, sempre quiseram, sempre desejaram.
Obrigado minha irmã, porque te recordo na força da tua perseverança na fé, vivendo as imensas provações que o Senhor na Sua imensa sabedoria te permitiu passasses nesta vida e tu tão bem soubeste entregar pelos outros.
Como dizia o poeta:
«Se lá no assento etéreo onde subiste
memória desta vida se consente...»
pede por nós eternamente
para que a vida aqui na terra
seja abundante,
na esperança de um dia podermos ver,
o que já viste...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A TUA ÁGUA, SENHOR


Chove lá fora
E a água escorre
Nos vidros das janelas
Lavando-os do pó
Que foi levantado pelo vento
Que passou na terra seca.
Dentro de mim,
Do meu coração
O pó da minha secura
Agarra-se
Quase como desesperado,
Como algo que não quer ser lavado,
Como algo que ali está,
Sempre esteve,
A obstruir os canais da vida,
O pulsar de um sangue novo,
Que traz a vida nova
À vida envelhecida.
Abro o meu coração,
À Tua chuva Senhor,
Água de vida nova,
Água sempre a jorrar
Que docemente,
Gentilmente
Quase sem se notar,
Vai lavando o pó já velho
Que não me deixa amar.
E chove agora um rio
Um rio de água sem fim,
Que lava tudo à passagem
E desperta a vida nova
No meu coração,
Bem dentro de mim.
Sim é verdade
O dia está triste,
Cinzento,
Mas a verdade é que em mim
Tudo é festa no momento
Porque chove a água nova
Que lava todo o pecado,
Que dá força
E mata a sede,
A quem se abre à ventura
De se deixar encontrar
Ao jorrar
Do Teu amor.
Desse Teu amor sem fim.
Corrente de água pura,
Cristalina e santa,
Que lava todo o pó
Agarrado ao homem velho,
E que da semente já morta
Germinada no amor,
Regada na esperança,
Faz nascer a vida nova,
Vida que é para sempre,
Porque essa vida…
És Tu,
Só Tu,
E sempre Tu,
Senhor!

domingo, 6 de abril de 2008

BEATO PIER GIORGIO FRASSATI


Há coisas na vida que despertam em nós um orgulho são!
Um dia descobri que no mesmo dia em que o Senhor me concedeu a graça de existir e ser Sua criação, ser Seu filho, também tinha permitido ao mundo conhecer um jovem extraordinário, em quem Ele se revelou de forma nitida e perfeita, de tal modo que a Igreja o quis colocar nos altares.
Sobretudo aos jovens que visitam este espaço, peço e insisto que visitem este site e procurem conhecer este jovem, que vivendo no mundo, no mundo ajudou a construir o Reino de Deus.




Beato Pier Giorgio Frassati,
nós te pedimos neste dia,
que intercedas pelos jovens,
para que descubram as maravilhas
do amor de Deus,
realizado nos homens.
Amen.

...

Obrigado, Senhor meu Deus e Criador!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

MEME


Recebi este Meme da Mafaoli.
Trata-se de um Meme literário, que pretende que se escolha 5 autores preferidos, e 1 que mereça apodrecer na estante.

Aqui está a minha escolha:

1 – Bíblia – Não necessita explicação porquê!

2 – Jean Lafrance – Leva-me a descobrir a oração.

3 – Yves Congar – Leva-me a um melhor conhecimento, numa escrita acessível.

4 – João César das Neves – Pelo seu desassombro.

5 – Morris West – Pela profundidade da sua escrita.

A apodrecer na prateleira, deixo o Dan Brown e todos aqueles que pretendem mistificar e enganar.

Convido a continuarem este Meme:

A MaluA Capela

A FaPartilhas em Fa menor

O André - Confidências

domingo, 30 de março de 2008

DOIS ANOS!

Hoje, este espaço completa dois anos de existência!

Não queria dizer nada, mas senti que devia dar graças a Deus por todos aquelas e aqueles que por aqui passaram, gostassem ou não, comentassem ou não.

O meu desejo neste dia é que o Senhor meu Deus, em Quem coloquei a vida que Ele mesmo me deu, me faça mais servo e menos eu.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado e Sua Mãe Maria Santíssima.

quinta-feira, 27 de março de 2008

RESSUSCITAS-TE SENHOR! ALELUIA!

Saio da sala onde estava fechado com medo há já três dias!
Sim Senhor, é verdade com medo!
Vi-Te morrer naquela Cruz, Senhor!
Como queres Tu Senhor que na minha pobreza, na minha fraqueza, na minha humanidade, eu não tenha medo, agora que Te deixaste morrer na Cruz do sofrimento?
Tanto quis acreditar, tanto, (apesar das minhas fraquezas), me entreguei, por todo o lado Te segui e quando pensei que tudo estava ganho, que a vida que eu imaginava me era já dada, vejo-Te morrer, sem um esboço de resistência, sem uma defesa sequer da Tua parte.
Tu Senhor, que tinhas dado vista aos cegos, andar aos paralíticos, vida aos cadáveres.
Tu que tinhas perdoado os pecados, que tinhas arrastado multidões atrás de Ti, ali ficaste, cabeça pendida, morto na Cruz.
Não sei Senhor o que me fez sair daquela sala e caminhar agora para o Teu túmulo.
Talvez o querer certificar-me mais uma vez de que afinal morreste mesmo, que o sonho dessa vida nova acabou, que tudo terminou e devo voltar ao que era dantes.
Vou Senhor temeroso, a coberto das sombras do alvorecer, com medo que alguém me veja.
Ainda no fundo de mim, algo me chama, me diz que não, não é possível que Tu que tudo fizeste, tenhas acabado assim!
Aproximo-me e reparo ao longe que os guardas já não estão de guarda ao sepulcro. Melhor assim, não me queria encontrar com eles.
Mas reparo agora que a pedra foi rolada, já não está na entrada e o túmulo está aberto.
Têm tanto medo de Ti Senhor, que até roubaram o Teu Corpo, para que não o pudéssemos contemplar.
O meu coração bate a um ritmo inacreditável à medida que me aproximo do Teu sepulcro.
Aquilo que eu sinto no coração, a minha cabeça quer negar e todo eu me sinto dividido entre a compreensão do que nos disseste que Te iria acontecer e a realidade do que os meus olhos viram e vêem agora.
Não está lá o Teu Corpo e no entanto eu sinto a Tua presença.
Volto-me para trás, olho para todos os lados, na ânsia de Te ver, de acreditar, mas nada, não Te vejo em lado nenhum!
Ouço então a Tua voz distintamente nos meus ouvidos:
Homem de pouca fé, olha para dentro de ti, olha para o teu coração, coloca-Me nele, coloca nele as Palavras que me ouviste e então poderás ver-Me porque eu estou aqui, junto de ti.
Caio de joelhos, baixo a cabeça e digo baixinho:
Senhor eu creio, mas aumenta a minha fé!
Uma luz que não se vê, uma voz que não se ouve, uma presença que não se toca, envolve-me na certeza mais profunda de que Tu Senhor, estás ali comigo.
Da minha boca sai um grito que vem do mais fundo de mim, vem das minhas entranhas, da minha criação, da imagem e semelhança a Ti, que Tu me deste Senhor, e deixo sair o som da minha voz impregnado de coração:
Ressuscitas-Te Senhor, ressuscitas-Te!
Não sei se rio, se choro, se estou quieto, ou se danço, só sei que uma alegria profunda, uma consolação sem fim, tomam conta de mim e me levam à certeza de que Tu estás ali Senhor, de que Tu estás comigo Senhor, de que Tu nunca me abandonas Senhor.
Começo a perceber que aquela vida que eu imaginava quando Te seguia ao princípio, uma vida de vitórias no mundo, uma vida sem necessidades, uma vida sem problemas, nem dores, não se compara a esta que agora me fazes sentir, esta Vida Nova que é a Tua presença real na minha vida, que é a certeza de que não morrerei se conTigo viver.
Posso agora Senhor escancarar as portas e as janelas que me fechavam no medo e abri-las a tudo o que a vida me quiser dar, na saúde e na doença, na abundância e na míngua, na companhia e na solidão, porque Tu estás comigo Senhor, porque Tu tudo passarás comigo Senhor, porque Tu és a verdadeira Vida Senhor!
Ressuscitas-Te Senhor, ressuscitas-Te, Aleluia!

sexta-feira, 21 de março de 2008

NA PAIXÃO E NA CRUZ NASCE A IGREJA

O grão de trigo desceu à terra e morto que foi, dá agora origem a uma nova planta.
Uma planta cheia de vida, cheia de frutos, de sementes, que irão morrer também para originarem novas plantas, que juntas na grande seara, vão dando fruto e semente, ocupando a terra que lhes foi dada.
Ali na Paixão e Morte de Jesus Cristo, o Messias Salvador, nascia a Igreja, grande seara para toda a terra.
Naquela última ceia o Senhor, ao lavar os pés dos Seus discípulos, mostra à Igreja a sua verdadeira missão: ensinar e colocar-se ao serviço de todos. Jo 13,1-20
Esta Igreja estava ao lado dEle, com Ele, em todos aqueles momentos.
Estavam os consagrados, os chamados a servirem na entrega total das suas vidas, o Papa, os Bispos, os Sacerdotes, os Diáconos, os Religiosos e Religiosas, representados nos Apóstolos que com Ele comiam à mesa. Lc 22,14-20
Estavam aqueles que O negam, mas depois se arrependem e acolhem o Seu perdão, representados em Pedro, naquela noite. Lc 26,69-75
Estavam aqueles que trabalham com o suor do seu rosto, representados naquele Simão de Cirene, chamado a ajudar a levar a Cruz, atrás de Jesus. Mc 15,21
Estavam as mulheres, as mães, e nelas as famílias, primeira catequese e encontro com Jesus Cristo, representadas por aquelas mulheres fiéis, (a Sua própria Mãe, que nos deu como Mãe), que nunca O abandonaram. Jo 19,25-27
Estavam os ladrões, os criminosos, os marginais, que abrindo o seu coração a Jesus Cristo, encontram a salvação, representados naquele ladrão crucificado com Ele. Lc 23,39-43
Estavam os marginalizados, os condenados pela sociedade, os proscritos, mas que reconhecem em Cristo o perdão e a salvação, representados por Maria Madalena, junto à Cruz. Jo 19,25
Estavam os que não acreditam, os que O repudiam, os que O condenam, mas que perante a experiência da Sua entrega de amor, se arrependem e O reconhecem, representados no centurião e na multidão que regressa a/à casa. Lc 23 47-46
Estavam os ricos, aqueles que por graça de Deus passam pelo buraco da agulha, representados por José de Arimateia, que Lhe entrega o sepulcro novo. Lc 23, 50-53
Estavam os homens de cultura, de ciência, os intelectuais, que descobrem nEle a Fé e a Razão, representados por Nicodemos, que oferece o perfume contra a corrupção. Jo 19,39
Estavas tu e estava eu, que nos curvamos perante a dimensão infinita de amor do nosso Deus, que se entrega por nós ao Pai, para nos libertar da lei do pecado pela força do Espírito Santo.
O nosso coração entristece-se, emudece, comove-se, mas deixa crescer nele um grito de alegria, que unido a toda a Igreja, vai espantar todo o universo:
Jesus Cristo, o Filho de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, Ressuscitou e está vivo no meio de nós e em nós!
.
SANTA PÁSCOA para todos!

terça-feira, 18 de março de 2008

O CORAÇÃO


Apresento-Te as minhas mãos abertas!
Nelas está o meu coração, que bate e sente por Ti, que se enche e esvazia de Ti, vai-Te buscar à vida e dá-Te como vida, a quem Te quer aceitar, a quem Te quer amar.
Deste a Tua vida Senhor, pelo meu coração, para que ele sentisse, para que ele amasse, para que ele vivesse.
Por vezes Senhor, nele circula o meu sangue e torna-se amargo, indiferente, vingativo, às vezes até cruel!
Mas quando deixo o Teu Sangue dar-lhe vida, como tudo se transforma!
Apenas reflecte doçura, entrega aos outros, amor sem dimensão nem tempo!
E mais ainda, porque o Teu Sangue tudo vai enchendo de vida e tudo o que o corpo e o pensamento fazem, nasce em Ti, vem de Ti e Te transmite em toda a atitude, em todo o momento.
Mas se fecho o meu coração a Ti, então corre apenas o meu sangue que se torna espesso, escuro como trevas, corre nas veias com dificuldade, vai ao meu corpo, ao meu pensamento, mas torna tudo pesado, leva mais morte que vida, e fecha-me em mim próprio, sem mais nada que o meu eu.
Toma Senhor o meu coração e funde-o no Teu, para que seja sempre o Sangue puríssimo, oferecido pelo Teu amor, a alimentar a vida que me deste.

quarta-feira, 12 de março de 2008

NO CORAÇÃO


Hoje estava assim, calmo, quieto, e comecei a pensar em Ti.
Fiquei ali a pensar como Tu és bom, como Tu és amoroso, como Tu és lindo, como Tu és terno, como Tu és tudo e tão perfeito, aliás, és a perfeição.
E continuei a pensar como Te agradar, como Te amar, como Te acarinhar, como Te consolar, como Te falar, como ser Teu, inteiramente Teu e só Teu.
E pensei, e pensei, e tudo o que me vinha à mente era pouco, não chegava, não me satisfazia na ânsia de me querer dar a Ti.
E estava quase a desistir, quase a chegar à conclusão que nunca seria capaz de Te agradar, de Te satisfazer com nada do que fizesse.
E de repente...uma paz, uma serenidade, uma consolação, uma certeza de que fizesse eu o que fizesse a única coisa importante... era fazer a Tua vontade.
Mas como... como tinha sido afinal tão fácil perceber o que Tu querias, depois de ter pensado tanto e nada ter concluído!
É que Tu, mais uma vez, tinhas saído da minha cabeça, dos meus pensamentos, onde eu Te tinha colocado, e tinhas descido, (ou subido, sei lá), muito de mansinho ao meu coração!

segunda-feira, 10 de março de 2008

CEGO PARA A VIDA...

A escuridão era total!
Abria os olhos desmesuradamente para tentar ver qualquer coisa, mas nada, a escuridão persistia.
Pensou que com a adaptação dos seus olhos ao escuro haveria de conseguir ver alguma coisa, mas não, já tinha passado muito tempo e não conseguia distinguir nada naquela escuridão.
Precisava de andar, de sair dali. Já tinha experimentado algumas vezes mas nada tinha conseguido.
Estendeu os braços para a frente, como protecção contra algum obstáculo e começou a caminhar embora a medo.
Caminhou algum tempo sem ter problemas e começou a confiar que sairia dali sem mais delongas.
De repente foi de encontro a um obstáculo que não foi capaz de identificar, mas com a surpresa do choque e ao virar-se de repente tornou a embater noutro qualquer obstáculo que lhe causou uma grande dor.
Sentou-se a medo no chão e percebeu que tinha de pedir ajuda.
Começou a chamar por alguma pessoa que por ali estivesse, primeiro a medo, depois gritando já quase desesperado.
Mas nada, nada nem ninguém lhe respondia. Se estava por ali alguém não queriam saber dele para nada.
Levantou-se e voltou a caminhar, primeiro devagar, mas ia embatendo em obstáculos, e depois irritado, desesperado, começou a correr em todas as direcções batendo fortemente em tudo quanto eram barreiras e impedimentos de tal modo que já tinha aberto feridas e as dores começavam a ser insuportáveis.
Sentou-se mais uma vez, e com a cabeça entre as mãos chorou amargamente, convulsivamente.
Num desses momentos de choro mais intenso, disse baixinho, como só para si:
«Ó meu Deus, que hei-de fazer?»
Pareceu-lhe ouvir uma voz que dizia:
«Chamaste?»
Mas não, era impossível, não estava ali ninguém e aquele «meu Deus» saído da sua boca não tinha qualquer significado, porque ele não acreditava nessas coisas.
Novamente o desespero tomou conta dele e entre lágrimas voltou a repetir:
«Ó meu Deus, que hei-de fazer?»
Mais uma vez lhe pareceu ouvir:
«Chamaste?»
Estava a enlouquecer, só podia ser isso!
Levantou-se e caminhou mais uma vez apressadamente com as mãos para a frente a proteger-se no escuro, mas de repente sentiu o chão fugir-lhe debaixo dos pés e começou a cair num buraco que parecia não ter fim.
A queda foi brutal e ficou muito magoado, e sobretudo, o seu íntimo encheu-se de medo de voltar a caminhar com receio de cair em mais buracos no caminho.
Desesperado gritou então alto, sem saber muito bem porquê:
«Ó meu Deus, que hei-de fazer?»
Ouviu agora perfeitamente a voz que respondeu:
«Chamaste?»
Sem pensar decidiu responder àquela voz:
«Chamei, quem és tu?»
A voz respondeu:
«Sou alguém que te quer auxiliar, que te pode dar luz para caminhares sem tropeçar, que te pode ajudar a ultrapassar os obstáculos.»
Incrédulo, perguntou:
«Como podes tu fazer isso, se a escuridão aqui é total?».
Respondeu-lhe a voz:
«Eu sou aquele em quem tu não acreditas! Eu sou aquele de quem tu não queres ajuda! Eu sou aquele que tudo posso, desde que confies em mim!»
«És Deus?»
«Tu o dizes!»
O seu coração saltou-lhe no peito!
O que era aquilo, o que é que estava a acontecer?
Tinham-lhe falado tantas vezes em Deus, mas ele nunca tinha querido acreditar, nem sequer constituía objecto dos seus pensamentos.
A vida, pensava ele, cada um fazia-a como queria, por si só!
O problema é que tudo tinha corrido mais ou menos bem até então. Mas agora tinha-se instalado aquela escuridão que não o deixava ver nenhum caminho, nenhum horizonte que não fosse apenas a ausência de luz.
Abriu a boca e falou:
«Mas eu não Te conheço, eu nunca acreditei em Ti! Mas preciso tanto de ajuda!»
Respondeu-lhe a voz:
«E agora, queres acreditar, queres descobrir a verdade, o caminho, a luz, a vida?»
Quase gritou:
«Quero, quero sim meu Deus!»
Este “meu Deus” já lhe saiu da boca quase como uma profissão de fé.
Tinha sido o Único que tinha respondido ao seu apelo, ao seu pedido de ajuda!
Tinha que acreditar, senão estava perdido!
Mas mais do que isso queria acreditar, porque no seu coração sentia que ali estava a salvação.
Ouviu então a voz que lhe dizia:
«Então vê, a tua fé te salvou. Agora vai e não voltes a deixar que a escuridão te envolva.»
De repente tudo se iluminou!
O mundo apareceu-lhe radioso, com todas as cores do arco-íris.
Tudo lhe parecia lindo, tudo lhe parecia perfeito, tudo lhe parecia concorrer para a sua vida, para a sua felicidade.
Sentia uma enorme ânsia de participar naquele e daquele mundo, não para si próprio, mas para viver com todos em harmonia.
No meio de todos aqueles que caminhavam vivendo as suas vidas, reparou que alguns o faziam erraticamente, como se estivessem cegos, como se não tivessem qualquer esperança no seu futuro, como se não enxergassem qualquer horizonte para onde caminhar.
Percebeu então que estavam como ele antes, cegos para a vida verdadeira, fechados em si próprios, caminhando na escuridão para a escuridão, sem qualquer sentido na vida.
Ergueu os olhos ao Céu e disse:
«Obrigado meu Deus, porque agora vejo, porque agora sei no meu coração onde está a verdadeira vida. Mas quero pedir-Te mais uma coisa: ensina-me a mostrar aos outros a luz que Tu és. Quero ir ter com aqueles que vejo caminhar cegos como eu caminhava, e falar-lhes da Luz que Tu és, meu Deus!»
Então Deus respondeu-lhe com um sorriso maior do que o Sol:
«Faça-se a tua vontade, porque ela é a minha vontade. Que todos sejam salvos!»

sábado, 8 de março de 2008

PRÉMIO!




O amigo João Baptista, do Ecclesiae Dei quis atribuir-me este prémio!
Eu, uma "mente iluminada", pobre de mim!
Só se for por uma vela tremelicante que o vento da vida tantas vezes apaga!
Mas aceito e sobretudo agradeço do fundo do coração, porque se a mente por vezes se ilumina, é porque Alguém lhe dá luz e é por Ele que o prémio é aceite.
Todos os que por aqui passam são seguramente mentes que Ele ilumina, por isso sintam-se premiados também!

segunda-feira, 3 de março de 2008

TU ESTÁS SEMPRE CONNOSCO, SENHOR...

Às vezes Senhor, abate-se sobre nós o mundo com todas as suas misérias, os seus sofrimentos, as suas dores, as suas provações.
E depois Senhor, depois é um crescendo, parece que tudo concorre para a nossa desgraça.
Tudo aquilo que fazemos, tudo aquilo que tocamos, tudo aquilo que desejamos, em vez de ajudar apenas contribui ainda mais para a nossa tristeza, para a nossa desesperança.
As paredes do quarto da nossa vida, estreitam-se de tal modo que quase sufocamos dentro dele, quase nos é impossível viver aquela vida.
Não há luz, não há cor, não há nada que nos anime e nos diga que vale a pena viver.
Tudo se desmorona, vai-se o amor, vai-se o emprego, vai-se a casa, vão-se os que amamos e até os que não amamos.
Ficamos sós, completamente sós a enfrentar o mundo, o mesmo mundo que antes nos sorria e agora nos repudia.
É então que Tu vens Senhor, e dizes-nos cheio de amor:
«Eu não te disse que estaria sempre contigo?»
Mas nós não acreditamos!
A nossa razão, a nossa cabeça duvida embora o nosso coração queira acreditar.
Pensamos com a “nossa inteligência”, (pobre inteligência): que podes Tu fazer Senhor?
Não estás aqui, pensamos nós, não conheces o mundo, pensamos nós, não podes fazer aparecer do nada aquilo que nos faz falta, pensamos nós, não podes fazer com que os outros nos amem, pensamos nós…
E Tu insistes:
«Eu não te disse que estaria sempre contigo?»
Mas nós não Te vemos, não Te ouvimos, não Te sentimos, não Te tocamos, diz a nossa mente, por isso como é possível que Tu estejas sempre connosco?
Então Senhor, cheio de paciência, dizes-nos mais uma vez:
«Olha para o teu lado.
Não vês aquela, aquele que ouviu o teu apelo e te disse que rezava por ti? Não vês aquela, aquele que disse que te ajudava e tu nem sequer conheces? Não vês aquela, aquele que te disse aquelas palavras que apesar de tudo deram um pouco de paz ao teu coração?
Não vês aquela, aquele que te abraçou, até estando longe, e tu sentiste o seu abraço?
Sou Eu!
Sou Eu que estou sempre contigo e digo-te que não te faltarei!
Confia, abandona-te, luta, porque Eu te darei forças que pensas que não tens.
Confia e espera lutando.
Procura-Me na tua dor e encontrar-Me-ás.
Lembra-te que te deixei o Alimento Divino!
O Meu próprio Corpo e Sangue!
Revê a tua vida, corrige o que está mal, vem ao meu encontro, porque Eu já caminho para te encontrar.
Vem que faremos a festa juntos e quando menos esperares a luz vai brilhar para ti e em ti, tudo retomará cor, a vida vai revestir-se de esperança e um sorriso bailará nos teus lábios.
Então o teu coração dirá à tua cabeça:
Vês que Ele estava sempre connosco.
Tu não podias ver, não podias ouvir, não podias sentir, não podias tocar, porque o querias fazer sozinha!
É comigo, o coração, que tu tens que ver, ouvir, sentir, tocar e então juntos neste ser perfeito que Ele criou à Sua imagem e semelhança, iremos encontrá-Lo na vida que Ele mesmo nos deu, e ela será plena e terá sentido apesar das dificuldades e das provações que possam acontecer.»
Então a vida abre-se e num grito podemos dizer:
Obrigado Senhor porque verdadeiramente estás sempre connosco!
.
A propósito de uma situação que a Cátia, a Elsa e a Fa me deram a conhecer e que poderão ler e ajudar rezando no Amor de Deus.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O CAMINHO É DIFÍCIL...

Evangelho segundo S. Mateus 18,21-35.
Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida.
O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.’
Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários.
Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!’
O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.’
Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia.
Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor.
O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?’
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»


Muitos de nós, (mais uma vez, eu sempre incluído), ao ouvirmos, ao lermos, ao reflectirmos no Evangelho de hoje, somos levados, assim num primeiro momento, a não o aplicarmos às nossas vidas, porquanto temos a tendência para nele vermos apenas a parte material.
Eu não devo nada a ninguém, ninguém me deve nada e se me devessem ou eu devesse nunca procederia assim.
O problema é quando o aplicamos à nossa relação social, sentimental, emocional, com os outros e com Deus.
Com efeito, somos muito lestos em arrependermo-nos perante Deus, pedindo-Lhe perdão pela nossa maledicência, pelas nossas criticas e julgamentos aos outros, pedindo-Lhe perdão pelas ofensas que Lhe fazemos quando nos afastamos da Sua vontade, e voltamos as costas ao Seu amor.
E Ele perdoa-nos de imediato, perante o nosso arrependimento, perante a nossa contrição, perante a nossa admissão de culpa, de fraqueza.
Mas, perdoamos nós aos outros do mesmo modo?
Perdoamos nós aos outros os seus defeitos, as suas fraquezas, as suas culpas, já nem falando nas ofensas que nos são feitas.
É que normalmente somos tão rápidos a criticar e a julgar os outros, que isso significa que não utilizamos a mesma medida que o Senhor usa para com os nossos defeitos, fraquezas e culpas.
E se formos para o campo das ofensas, então aí, pior ainda!
Ou não perdoamos, ou fingimos que perdoamos, ou esperamos uma oportunidade para pagarmos o mal com o mal, ou seja, “mandamos prendê-los”, como o servo do Evangelho.
É tão difícil este caminho que o Senhor nos mostra, mas é o único em que a estrada é o amor/caridade e sendo o amor/caridade, é sempre vida, porque como nos diz São Paulo (1 Cor 13,8), no fim tudo passará e só ficará o amor/caridade, que é o próprio Deus, a vida eterna, e nós com Ele por Sua graça, como cumprimento da Promessa do caminho percorrido, segundo a Sua vontade.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

O PEDIDO DA SAMARITANA

Disse-lhe a mulher: «Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la.»
Jo 4,15

Hoje quando escutava o Evangelho na Eucaristia, esta frase saltou ao meu coração e à minha mente.
Não é então isto que a maioria de nós, (eu incluído), pedimos tantas vezes ao Senhor?
Dá-nos Senhor tudo o que precisamos, para não termos de nos incomodar, para não termos de fazer grande esforço, para não termos de mudar muito a nossa vida.
Retira Senhor das nossas vidas as dores, as angústias, os sofrimentos, o trabalho, o termos de emendar tanta coisa errada.
Dá-nos Senhor tudo, para não termos de fazer nada!
Pois é, esta frase da samaritana reflecte isso mesmo, esse desejo de que seja Ele a fazer tudo, que Ele tudo dê, e nós apenas recebamos.
Mas Jesus Cristo coloca-a perante a sua vida, perante os seus erros, ao perguntar-lhe pelo marido, e dando-lhe a reconhecer tudo o que na sua vida estava errado.
E diz-lhe mais, diz-lhe que todos os sítios e momentos são bons para adorar a Deus, com a própria vida e tudo o que ela envolve.
E este tempo de Quaresma é momento certo para também nós nos deixarmos tocar por Ele, e enfrentarmos as coisas erradas que em nós vamos deixando viver, como os “cinco maridos” que aquela mulher tinha tido.
Então, perante o nosso reconhecimento e arrependimento, tudo podemos com a Sua graça e até como a samaritana, dar testemunho da presença de Jesus Cristo no meio de nós e em nós.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A CAPELA

Com a alegria de saber que Deus fala connosco e através de nós, peço a quem visita este espaço que vá A Capela ler o texto Renúncia.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O ALIMENTO DIVINO


A missão mais sublime do cristão é proclamar a Boa Nova e testemunhar com a própria vida, a graça da Vida Nova que o Espírito Santo nos dá, quando nos deixamos tocar por Jesus Cristo que nos mostra e leva ao Amor do Pai.
Para isso precisamos de crescer na fé, fortalecermo-nos na confiança, vivermos a esperança.
E para que todo este caminho aconteça precisamos de nos alimentar com o alimento divino que o Senhor nos oferece.
Esse alimento está sempre à nossa disposição na Palavra de Deus, nos Sacramentos, na Oração, nos testemunhos de vida dos nossos irmãos na fé.
De todos eles, podemos ver a Eucaristia como a perfeita refeição.
Todos ao redor da mesa, (altar), em comunhão com o Senhor que se faz realmente presente.
No início, purificamo-nos, confessando os nossos pecados.
É como o acto de lavarmos as mãos para nos limparmos de toda a sujidade que trazemos da nossa vida diária.
Depois escutamos a Palavra de Deus, que nos é explicada.
É a ementa, em que tantas vezes nos é explicado como é confeccionado o alimento.
Seguidamente vem o Ofertório.
É aquilo com que concorremos para a refeição. A nossa presença, o nosso apetite.
A Consagração.
Eis o alimento, que nos é apresentado!
Orações após a Consagração.
Pela Igreja, pelos defuntos, por todos nós.
Conversa à mesa sobre a família, sobre as necessidades da vida quotidiana, sobre aqueles que nos preocupam e aqueles que estão no nosso pensamento.
Comunhão.
O alimento divino: Jesus Cristo que se oferece a cada um!
O prato principal da refeição.
Às vezes só lhe damos importância, quando não temos que comer, quando passamos fome.
Por vezes também, quando não podemos comungar na Eucaristia, é que percebemos a dimensão infinita do Mistério do alimento divino que nos é oferecido.
Acção de graças.
Louvamos o Senhor pelo dom do Seu amor.
Agradecemos a quem nos preparou a refeição.
A bênção final.
É a sobremesa!
O sabor doce que nos fica na boca até à próxima refeição.

Ah, e depois, … depois como a refeição é boa, falamos dela aos outros e convidamo-los a virem sentar-se à mesma mesa, para que possam também gozar deste Alimento que o Senhor nos deixou como promessa eterna da Sua presença viva no meio de nós.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A QUARESMA, O SOFRIMENTO, A ALEGRIA

Os cristãos confundem muitas vezes, a meu ver, seriedade e dignidade com tristeza.
Nota-se isto em muitas celebrações em Igreja e na Igreja, e sobretudo neste tempo da Quaresma.
São Paulo diz-nos:
«Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos!» Fl 4,4
Entristecemo-nos, e queremos sofrer, com a Paixão de Cristo, com o sofrimento de Cristo, com a Morte de Cristo.
Com certeza que Jesus Cristo sofreu e sofreu muito por nós, para nos libertar da lei do pecado e da morte, para nos abrir o caminho da Salvação.
Mas sofreu cheio de esperança, de alegria, de confiança, por aqueles que Ele ama acima de tudo na Criação.
Quantas mães e pais, perante o sofrimento de um filho, não se entregaram em oração por ele, pedindo a Deus o sofrimento do filho, entregando até a Deus a sua própria vida, pela vida do filho.
Se uma mãe, um pai, tem possibilidades, mesmo sofrendo, de retirar ao filho amado o sofrimento, então esse sofrimento que possam vir a sofrer, para além de consentido, é querido, é amado, porque consubstância o amor.
E se tal lhe for concedido, não tem esse sofrimento uma vivência diferente?
Não é esse sofrimento vivido na esperança de que o filho deixe de sofrer?
Não é esse sofrimento vivido na alegria interior de saber que o filho amado já não sofre?
Então se nós humanos, fracos e inconstantes, somos capazes de tais sacrifícios e de vivê-los em paz e alegria interior, quanto mais o Nosso Deus, Jesus Cristo Senhor, não viveu a Sua entrega, o Seu sofrimento, a Sua Paixão cheio de alegria interior de saber que pelo Seu sofrimento vinha a salvação aos que Ele mais amava.
E quem somos nós para querermos sofrer o que Cristo sofreu para nos salvar?
Ele sofreu para que nós não sofrêssemos, por isso mesmo não podemos “retribuir” essa entrega de Cristo com a nossa tristeza.
Claro que a alegria interior que devemos viver porque Cristo nos salvou, (sim, já nos salvou!), não é uma alegria de gargalhada fácil, mas sim a alegria que nos vem de nos sabermos salvos, de sabermos, acreditando firmemente, que Ele se alegra no Seu sofrimento pela nossa salvação.
Deixemos as caras tristes, compungidas, fechadas, e vivamos a Quaresma na interioridade da procura da nossa comunhão com Cristo e com os outros, com o sorriso da alegria interior de nos sabermos salvos em Jesus Cristo Nosso Senhor.
Será um testemunho bem mais bonito que daremos, se nas nossas faces brilhar o sorriso daqueles que têm o esposo consigo, daqueles que vivem a festa da vida que o Senhor lhes deu, por Sua entrega.
A seriedade e dignidade do tempo quaresmal serão bem mais acentuadas se esse sorriso reflectir a paz, a serenidade, de quem acredita que Deus é muito maior que o nosso pecado, e que o sofrimento de Cristo foi querido e amado por Ele, vivido na alegria da nossa salvação.
Portanto não vivamos, não sintamos o sofrimento de Jesus como um mal que Lhe causamos, como algo negativo, mas sim como a alegria que Ele próprio vive em sofrer para nos salvar, porque nos ama e essa expressão sublime e total do Seu amor, só nos pode levar ao amor e à alegria.
E se tivermos de sofrer na liberdade de filhos de Deus, os sofrimentos que tantas vezes o mundo nos dá, então façamo-lo em comunhão com Cristo, unindo-nos ainda mais a Ele e oferecendo as nossas dores por aqueles que ainda não vivem a alegria de aceitarem a salvação que o Senhor nos dá.

QUADRAGÉSIMA.COM

Propõe-nos o padre amigo do Confessionário uma reflexão nesta Quaresma, nos seguintes termos:

«O tempo da Quaresma é um tempo de descoberta da nossa identidade como cristãos. É um tempo de encontro connosco próprios e com Deus. É um tempo especial de introspecção e reflexão. Porque não havemos de o fazer aqui, na net, e de uma forma mais comunitária, ajudando-nos uns aos outros?! Deste objectivo nasce esta proposta, a “quadragésima.com”.»

Regras da quadragésima.com:

1- Ao receber a “quadragésima.com” o blogger deve reflectir na sua relação com Deus e descobrir uma frase, bíblica ou não, que a defina;

2- Depois de o fazer deve re-escrever num post estas regras, as frases já assinaladas pelos anteriores bloggers (com o respectivo link), e escrever a sua;

3- No post deve incluir quem deseja convidar (pode e deve manifestá-lo no blog da pessoa convidada);

4- Não é permitido fazer mais que um convite ao mesmo tempo;

5- O blogger que, recebendo a “quadragésima.com”, não estiver interessado em aceitá-la, deve indicá-lo ao seu emissário para que este lhe dê seguimento através de outro blogger;

6- Não podem aceitar mais que uma vez a “quadragésima.com”; se o convite aparecer, mesmo vindo de outra “frente”, devem igualmente informar o emissário do segundo convite;

7- A “quadragésima.com” realiza-se em 3 frentes: frente “Deus-Pai”; frente “Jesus”; frente “Espírito Santo”; estas frentes funcionarão quase como equipas, para tentar chegar ao maior número de bloggers possível (não se trata de encontrar vencedores, mas empenhados);

8- A “quadragésima.com” será encerrada na Sexta-feira Santa, dia 21 de Março, pelas 12.00 horas, hora em que o último blogger receptor deve endereçá-la, já com a sua frase, a este endereço, para publicitarmos todas as frases que definem a nossa relação com Deus nesta Quaresma de 2008.

Obrigado por aceitares a quadragésima.com
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A frente “Espírito Santo”, vinda do Confessionário, foi iniciada pela Fa – Partilhas em Fa menor, que me passou a alegria de lhe dar continuidade, o que agora faço, pedindo seguidamente à Malu – A Capela, que continue esta caminhada.
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quadragésima.com - frente “Espírito Santo” - as frases

0 - “Eu sou o Bom Pastor. O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas.”
1 - ''De maneira semelhante é que o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, pois não sabemos o que devemos pedir em nossas orações, mas é o próprio Espírito que intercede por nós com gemidos inefáveis''.
Rom. 8,26 – Partilhas em Fa menor
2 - «Fui-vos revelando estas coisas enquanto tenho permanecido convosco; mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse é que vos ensinará tudo, e há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse.»
Jo 14,25-26 - Que é a Verdade?