segunda-feira, 2 de março de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (7)

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Tens tempo agora?
Tempo para quê?

Tempo para Deus!
Bem, agora estou um pouco ocupado!

E se quando precisares d’Ele, Ele responder como tu?
Tens razão! Obrigado meu Deus, por me lembrares de Ti e estares sempre comigo!


Monte Real, 19 de Abril de 2013
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (6)

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Não sentes falta de nada?
Não me parece, porquê?

É que te esqueceste.
Esqueci-me de quê?

De entregar o dia, pela manhã, ao Senhor.
Agora que mo perguntas, percebo algo que me faltava.

E o que é que te faltava?
Sentir a presença inexplicável d’Ele comigo.

Mas olha que Ele está sempre contigo e com todos nós.
Pois está, mas eu é que não estava com Ele e por isso não O sentia comigo.



Monte Real, 18 de Abril de 2013
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

CHEGARAM OS DIAS DE PENITÊNCIA

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Chegaram os dias da penitência!

Este é um tempo favorável para podermos procurar dentro de nós a vontade de Deus e aferirmos como vivemos a Fé que afirmamos professar.
Entremos dentro de nós e peçamos que a nossa consciência seja iluminada pelo Espírito Santo.
Não queiramos ser nós a “aconselhar” a nossa consciência, mas deixemos que seja ela, “livre das nossas certezas”, a aconselhar-nos, mostrando-nos o caminho da vontade de Deus.
Temos tantas certezas! Temos tantas convicções! Temos tanto convencimento de que nos conhecemos!
E afinal, caímos, voltamos a cair, procurando na nossa vontade a vontade de Deus.

Chegaram os dias da penitência!

Não a penitência como um castigo ou uma tristeza inabalável, mas a penitência que nos afirma que Deus está connosco e nos quer revelar em cada momento a sua vontade para a vida que nos deu.
Se nos vestimos de saco, se colocamos cinzas na cabeça, façamo-lo com o sorriso sereno, provocado pela tranquila alegria de sabermos que Ele já nos salvou.
Lembremo-nos sempre que a vontade de Deus é a nossa felicidade.

Chegaram os dias da penitência!

Não queiramos mudar tudo de uma só vez.
Não comecemos pelas faltas grandes, porque dessas temos nós consciência plena de que as devemos mudar.
Comecemos antes pelas mais pequenas, aquelas que nos perseguem todos os dias, aquelas que mais vezes repetimos na Confissão, aquelas em que caímos já tão rotineiramente, que delas só nos apercebemos quando chega o tempo do exame de consciência.
E lembremo-nos que sozinhos nada somos, sozinhos nada conseguimos, só com Ele, no amor do Pai, iluminados pelo Espírito Santo, em Igreja, conseguiremos mudar o que precisa ser mudado, primeiro em nós, e depois dando testemunho no dia a dia, nos outros também.
E se mudarmos o “pequeno”, então o “grande” será mudado também!

Chegaram os dias da penitência!

Louvado seja o Senhor!



Marinha Grande, 18 de Fevereiro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (5)

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E agora?
Agora o quê?

Então, acabaste de pecar?
É verdade!

Então e isso não te incomoda?
Claro que incomoda, mas estou tranquilo.

Estás tranquilo?
Claro! Tenho a consciência de que pequei, mas também tenho a consciência de que me arrependi e o amor d’Ele me perdoa.

É assim tão simples?
Não, não é assim tão simples! Precisas de te arrepender e sobretudo tentar verdadeiramente não voltar a pecar.

Mas isso é impossível!!!
Pois é! Mas por isso mesmo é que o amor d’Ele é infinitamente maior do que o nosso pecado!


Marinha Grande, 17 de Abril de 2013
Joaquim Mexia Alves

Nota:
Apenas uma explicação para afirmar que neste curto diálogo está presente, implicitamente, claro, o indispensável acesso ao Sacramento da Confissão, o qual nos concede o perdão de Deus.
Não há "confissão" sem sacerdote, que isto seja bem claro.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

FALO DO ESPÍRITO SANTO!

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Vem o vento
e despenteia-me o cabelo,
fica todo sem jeito,
revolto, sem forma,
assim mais parece um trejeito.

E eu grito num momento
ao poderoso vento,
não a minha cabeleira,
despenteia-me antes,
a minha vida,
a minha alma toda inteira.

É que sabes,
Vento amigo,
já me deixo adormecer,
numa fé tão rotineira,
que qualquer dia nem me apercebo,
que afinal Tu estás comigo.

Ó Vento,
vem e não pares,
desloca-me e agita-me,
renova-me,
e ressuscita-me,
para que a vida nova que trazes,
seja tudo em meu ser,
agora e em todo o tempo.

Sim Vento amigo,
não falo do que sopra nas árvores,
nos mares,
que levanta as folhas do chão,
e me despenteia o cabelo.

Falo do Vento eterno,
que sopra sempre onde quer,
que faz alegria do pranto,
que agita o coração,
sempre que o homem quiser.

Falo de Ti, Vento Divino!
Falo de Ti, Espírito Santo!


Marinha Grande, 28 de Janeiro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (4)

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Então, Maria é nossa mãe?
Sim, Maria é nossa mãe.

E porquê?
Porque o seu Filho assim quis!

Então e isso chega para ela ser nossa mãe?
Claro, se é vontade de Deus, deve ser nossa vontade também!


Monte Real, 16 de Abril de 2013
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

TER UM FILHO!

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É como sair algo de nós,
que no entanto nos completa.

É assim como dar voz,
ao amor que nos une.

É uma alegria imensa,
que nos enche e nos reúne.

É sorrir embevecido,
e dizer coisas sem nexo.

É a chama do amor,
que se revelou no sexo.

É perene alegria,
que se faz vida verdade.

É realmente, sem dúvida,
«ser dois numa só carne.»


Marinha Grande, 31 de Janeiro de 2015
Joaquim Mexia Alves


Nota: 
Por causa de uns sobrinhos que tiveram o seu primeiro filho.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A TI, MEU AMIGO, QUE TE DESESPERAS

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Hoje apetece-me escrever-te, a ti, que fazes do desânimo, do desespero uma razão de viver ... para morrer.

Pois, não me venhas dizer que não sei do que falo, porque também eu um dia fiquei sem nada, vi o mundo ruir à minha volta, fiquei sem casa, sem horizonte, mas restou-me a esperança!

E sabes tu, qual era a minha esperança?

Chama-se Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que continuamente me repetia aos ouvidos do coração: «Não desistas, um dia compreenderás que sempre estive contigo.»

E eu perguntava: «Onde, que não Te vejo, quase não Te sinto, e o horizonte apresenta-se-me escuro, tão escuro, como a noite mais escura.»

E Ele não se calava, (oh sim, Ele nunca se cala quando O temos em nós), e dizia-me: «Olha para o teu lado, todos te abandonam! Mas não vês agarrados à tua mão, a tua mulher, os teus filhos, os teus verdadeiros amigos? Pois é neles que Eu estou, para te dizer que é uma curva no caminho, um obstáculo a ultrapassar, um meio que finaliza numa fé mais forte, mais coesa, mais vivida, mais sentida, mais dependente da minha vontade.»

«Mas Senhor, precisavas de ser tão duro, ou seja, precisavas de permitir que tal acontecesse?»

Ah, mas Ele não se cala mesmo, e respondia-me. «Mas, meu filho, e não era mesmo preciso? Falei-te tantas vezes e não me ouvias, embora me quisesses seguir. E Eu sabia que esse era o teu desejo mais profundo, seguir-Me. Tinha que mostrar-te tudo, ou seja, que nada do que vivias era Eu, ou melhor, que aquilo que vivias, o vivias sem Mim. E lembras-te, que percebeste então?»

«É verdade, Senhor!»

E ouve tu agora, meu amigo que fazes do desânimo, do desespero uma razão de viver ... para morrer.
Baixei a cabeça, entrei no fundo de mim, olhei para o Céu, sorri, e disse-Lhe que Ele e apenas Ele, era a minha razão de viver, e que tudo mais, família, amigos, trabalho e lazer apenas faziam sentido envolvidos no seu amor, porque assim sendo eram extensão d’Ele mesmo que assim me tocava, tão física e proximamente.

Vês agora, tu, meu irmão, que fazes do desânimo, do desespero uma razão de viver ... para morrer, que Ele também está sempre contigo, mesmo no “infinitamente” pouco que te dá a conhecer, ou melhor, em que se te dá a conhecer?

Razão para morrer há só uma, viver com Ele, nEle, para Ele, em todos os momentos e horas, até que Ele nos chame, para nEle morrermos, para com Ele vivermos, eternamente no amor!


Marinha Grande, 25 de Janeiro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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domingo, 25 de janeiro de 2015

CONVERSÃO DE SÃO PAULO

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No dia 25 de Janeiro a Igreja comemora a conversão de São Paulo.
Habituámo-nos a olhar para Saulo como um homem terrível, um criminoso que perseguia os cristãos para os matar. Enfim um homem que nada tinha a ver com Deus.
E realmente pelo que a Bíblia nos conta, Saulo, perseguia os cristãos para os prender, para os entregar à justiça daqueles tempos, justiça essa que invariavelmente os condenava à morte.
Tal se percebe logo no relato do martírio de Santo Estêvão, em que Saulo está presente, pois o Livro dos Actos dos Apóstolos narra especificamente que: «As testemunhas depuseram as capas aos pés de um jovem chamado Saulo.» Act 7, 58
Mas Saulo não era um homem “fora de Deus”!

Pelo contrário, Saulo era um homem que procurava Deus, que procurava viver Deus na sua vida, que estudava e tinha conhecimentos profundos das Escrituras e tentava vivê-las o mais fielmente que lhe era possível.
Devemos lembrar-nos que naqueles tempos as leis não eram as leis que hoje temos e que, portanto, aquilo que hoje aos nossos olhos é incompreensível, (os martírios, etc.), eram naquele tempo compreendidos de outro modo.
Aliás, os ensinamentos de Jesus Cristo vieram precisamente mudar esse tipo de leis, para fazer compreender aos homens que Deus é amor e que tudo o que é feito em seu nome, tem de ser feito em amor.

Saulo era portanto um homem que procurava Deus, que procurava com entrega total servir a Deus.
Quando Saulo se desloca para Damasco, (a pé, porque os Actos dos Apóstolos não nos referem cavalo algum), vai na sua consciência para servir a Deus, pois a sua missão era prender aqueles que seguiam a Cristo e que nesse tempo eram entendidos como uma seita fora de Deus.

E, «quem procura, encontra» Mt 7, 8, por isso Saulo, nessa sua procura de Deus, vai encontra-lO num caminho em que ele nunca O esperaria encontrar.
É o próprio Jesus Cristo que o vai fazer entender que o Deus que Saulo procura é Aquele que ele mesmo persegue. «Saulo, Saulo, porque me persegues?» Act 9, 4

A resposta de Saulo leva-nos logo a perceber que embora pergunte, «Quem és Tu, Senhor?», ele já sabe que encontrou o Deus a quem quer servir, pois logo O trata por Senhor.
De tal maneira O encontra que não hesita nem um pouco em fazer tudo aquilo que aquele Senhor lhe ordena que faça.
Saulo encontra Deus e uma vida nova lhe é dada, uma vida de inteiro serviço a Deus, uma vida já não como Saulo, mas agora como Paulo.

Duas notas interessantes são as seguintes:
1 – Saulo perseguia os cristãos e a voz que o interroga, Jesus Cristo, perguntando «porque me persegues?», faz perceber que, ao perseguir os cristãos, Saulo persegue o próprio Cristo, o próprio Deus, que assim se faz Um connosco.
Como nos diz o próprio São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, explicando-nos o Corpo Místico de Cristo: «Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria.» 1Cor 12, 26

2 – Não interessa o que fizemos no nosso passado, se verdadeiramente queremos encontrar Deus nas nossas vidas.
Se O procuramos de coração aberto, Ele faz-se encontrado connosco, toma-nos pela mão, e faz de nós mulheres e homens novos.

Marinha Grande, 19 de Janeiro de 2015
Joaquim Mexia Alves

Nota:
Texto publicado no "Grãos de Areia", Boletim da Paróquia da Marinha Grande, distribuído este fim de semana.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (3)

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Agora a sério, tu acreditas mesmo?
Claro que acredito!

Acreditas que Jesus Cristo está mesmo na hóstia que comungas?
Já te disse que acredito com toda a força do meu ser!

Mas como é que podes acreditar se não O vês?
Estás enganado, eu vejo-O porque acredito!



Monte Real, 15 de Abril de 2013
Joaquim Mexia Alves
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (2)

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Hoje é Domingo!
Eu sei.

Já te lembraste d’Ele?
Logo de manhã, ao levantar.

O que é que Lhe disseste?
Obrigado, Senhor, por mais um dia.

E agora?
Agora estou a lembrar-me d’Ele outra vez.

Porquê?
Porque tu me chamaste a atenção para Ele.

E o que Lhe queres dizer?
Obrigado, Jesus, por estares comigo. Fica comigo toda a semana e para sempre.

E achas que Ele fica?
Ah, fica, fica! Eu é que me afasto muitas vezes d’Ele!

Então?
Não tem problema. Ele conhece-me e ama-me com amor eterno.

Ai sim?
Sim! Basta eu dizer sim e Ele logo me dá a mão!


Marinha Grande, 14 de Abril de 2013
Joaquim Mexia Alves 
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (1)

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Não tenho medo!

Não tens medo?
Sim não tenho medo!

Mas não tens medo de quê?
Medo da vida, ora essa!

Da vida não se deve ter medo, da morte é que sim!
Mas eu não tenho medo da morte, porque não tenho medo da vida!

Essa agora???
Eu não tendo medo da vida, porque a vivo em Cristo, não tenho medo da morte, porque é preciso morrer para viver a verdadeira Vida? Percebes agora?


Marinha Grande, 13 de Abril de 2013
Joaquim Mexia Alves

Nota:
Começo hoje aqui a publicação destes "Diálogos com o meu eu", que nunca tinha publicado neste espaço.
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sábado, 10 de janeiro de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (20)

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Perante as notícias sentes vontade de pegar em armas e resolveres tudo de uma vez não é?
Sim, sem dúvida, aqueles criminosos mereciam o pior, ou seja, a morte!

E tu, se fosse preciso, ajudavas a isso, não é quase o que te apetece?
É verdade, mas alguma coisa me impede de aderir totalmente a essa ideia.

Sabes porquê?
Não.

Lembras-te da história? Jesus Cristo foi ofendido, insultado, cuspido, ultrajado, torturado e no fim foi horrorosamente crucificado!
É verdade!

E lembras-te do que Ele disse, perante tais coisas? «Perdoa-lhes Pai, que não sabem o que fazem.»
É verdade!

Vês o paralelo com as notícias? Uns insultaram-no e aos seus também, (com desenhos e graças degradantes), e outros depois mataram-nO, naqueles que antes O tinham ofendido.
É difícil pensar assim!

Pois é, mas não achas que Jesus Cristo, perante uns e outros, não diz na mesma: «Perdoa-lhes Pai, que não sabem o que fazem.»?
Acredito que sim.

Então faz tu também na mesma, no intimo do teu coração e reza por todos eles.


Marinha Grande, 10 de Janeiro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

DIÁLOGOS COM O SENHOR DEUS (9)

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Senhor, perdoa-me, mas deixa-me explicar-Te porque pequei.

Meu filho, eu conheço as tuas razões. Interessa-me apenas o teu arrependimento e o propósito de quereres não voltar a pecar.

Mas, Senhor, é que eu pequei porque fui levado a isso, e assim queria explicar-Te a razão do meu pecado.

Pois, mas Eu sei que na tua explicação vais envolver outras pessoas que te terão, segundo a tua ideia, levado a pecar. Mas o pecado é teu, meu filho, foste tu que o cometeste e não outro por ti.

Mas a verdade é que se não fosse essa pessoa, eu não teria pecado.

Não, meu filho, a verdade é que tu pecaste porque te deixaste cair no pecado. A culpa da outra pessoa é dela e tu não tens que a julgar, ou servir-te dela como responsável do teu pecado.

Mas eu queria tanto contar-Te como tudo se passou.

E Eu não quero ouvir para teu bem. Se contares o que julgas que aconteceu, vais acusar outra pessoa, vais julgar outra pessoa, vais condenar outra pessoa, e assim voltas a pecar. O teu arrependimento basta, mas para ele ser verdadeiro tens que assumir a culpa, não podes transferir a tua culpa para outro.

Sim, Senhor, tens razão, como sempre. Estou a arranjar desculpas para uma decisão que foi apenas minha. Perdoa-me, Senhor, não só essa decisão mal tomada, mas também o julgamento e acusação que intimamente estava a fazer a outrem.

Aproxima-te da confissão, conta os teus pecados, arrepende-te, dispõe-te a não voltares a pecar, aceita o meu perdão dado pelo sacerdote, e não te esqueças de rezar por essa outra pessoa.

Obrigado, Senhor! Realmente, só Tu és a Verdade!


Marinha Grande, 7 de Janeiro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

DIÁLOGOS COM O SENHOR DEUS (8)

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Senhor, aproxima-se o começo de um novo ano e no meu coração e na minha mente tenho um grande desejo de mudar coisas na minha vida.

Então, meu filho, e o que pretendes mudar?

Oh, Senhor, mudar o meu feitio, (por vezes um pouco irrascível), as criticas e julgamentos que faço aos outros, a minha ânsia, por vezes, de protagonismo, o meu orgulho e a minha vaidade.
Tantas coisas, Senhor, que preciso de mudar.

Pois, meu filho, essa é uma boa mudança, mas sabes bem que não acontece apenas por prometeres fazê-la, sabes bem que essa é uma mudança de combate diário.

É verdade, Senhor, e eu percebo bem isso, porque tantas vezes prometo, tantas vezes começo e tantas vezes vou arranjando desculpas para me convencer que afinal está tudo bem.

Sabes, meu filho, a maior parte das vezes que começas essas mudanças esqueces-te que Eu estou aqui e que te posso e quero ajudar, mostrando-te caminho para o fazeres.

Tens razão, Senhor, empenho-me muito, mas rapidamente perco forças para continuar a mudança que quero fazer.

E já me perguntaste o que realmente deves mudar em ti? Tens a certeza de que é isso que Eu quero que mudes em ti? Não serão essas coisas reflexo de outras que deverias mudar e assim talvez estas de que agora falas acabassem por não te incomodar ou parecer tão importantes na tua conversão diária?

Talvez, Senhor, talvez! Mas como fazer, como perceber a tua vontade, como perceber o que queres que eu mude em mim, ou melhor que deixe Tu mudares em mim?

Disseste tudo, meu filho! Que tu deixes Eu mudar em ti! Para isso é preciso estares cada vez mais perto de Mim, mais em comunhão comigo, ou seja, que não me excluas de nada da tua vida, nem mesmo dos erros em que cais como qualquer homem cai.

E como faço isso, Senhor?

Procura-me mais na Eucaristia, na Comunhão, na oração, sobretudo no teu coração. Se assim fizeres conseguirás, comigo, as mudanças que necessitas fazer para a tua conversão ser uma realidade diária. Sabes porquê?

Não, Senhor, diz-me por favor?

Porque «Eu renovo todas as coisas»*!


*Ap 21,5

Marinha Grande, 30 de Dezembro de 2014
Joaquim Mexia Alves



Com este texto quero desejar a todas as amigas e amigos, bem como a todos as/os que visitam esta página, um Bom Ano Novo, cheio das bênçãos de Deus.
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sábado, 20 de dezembro de 2014

CONTO DE NATAL 2014

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Lá fora a escuridão permanecia, naquela cidade sem luz, destruída desde o início da guerra.
Aqui e ali, o céu era cruzado por luzes brilhantes que nada tinham a ver com as estrelas do céu, mas sim com o rasto de balas “tracejantes” disparadas a uma velocidade assustadora.
Parecia que naquela noite era ainda maior o número dos disparos, das luzes que rasgavam o céu, do barulho ensurdecedor das granadas que explodiam numa cadência infernal, mas que dada a rotina da guerra, já faziam parte da vida de cada um.

Numa casa simples, toda marcada exterior e interiormente por marcas de rajadas de balas disparadas por insistentes metralhadoras, uma pequena família, (os pais e dois filhos), acotovelavam-se, agachados no chão de uma pequena sala, para serem assim alvos menos expostos à insanidade daquela guerra.

No meio deles, colocadas no chão, estavam algumas figuras moldadas em barro, nas quais se podia distinguir, um recém-nascido deitado nuns bocaditos de palha, uma figura feminina, outra masculina, e algo que fazia lembrar, vagamente, um burro e uma vaca.

Olhavam uns para os outros, e no seu olhar transparecia um medo, quase um terror, que os irmanava e os fazia sentir ainda mais dependentes uns dos outros.
O silêncio entre eles era avassalador, e o pai insistia mesmo nesse silêncio, sobretudo quando na rua se ouviram passos pesados e apressados, que pararam junto à porta de sua casa.

O pai então olhando para todos, fez um gesto para darem as mãos, e sussurrando, o mais baixo que lhes era possível, começaram a recitar o Pai Nosso.

Quase se podia ouvir o silêncio, e, no entanto, dir-se-ia que aquela oração rezada assim era uma melodia que enchia todo aquele espaço, se tornava numa luz incompreensível que tudo transformava, e a verdade é que, quando se olharam nos olhos, o seu olhar já não reflectia o medo, o terror, mas uma paz imensa, a paz de quem sente que está protegido, e que, aconteça o que acontecer, essa protecção é maior do que todo e qualquer mal que possa bater à porta.

Inclinaram-se uns para os outros, e como num suspiro, murmuraram ao ouvido de cada um: Santo Natal, na paz e no amor do Senhor Jesus, que se faz Homem como nós!

Nesse momento a porta abriu-se com estrondo, e um homem alto, com umas barbas hirsutas, um pano envolvendo a cabeça, um olhar de fogo e uma metralhadora nas mãos, apareceu na soleira da casa.

Os quatro, sem nada combinarem entre si, disseram ao mesmo tempo: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!

O homem olhou, o olhar enterneceu-se num fugaz momento e, voltando-se para fora, gritou fechando a porta: Não está ninguém. A casa está vazia. Os infiéis que aqui viviam já fugiram!

Dentro da casa, olhando para fora, toda aquela família parecia ver agora nos traços das balas que rasgavam o céu, a estrela misteriosa que guia os homens ao encontro do Salvador da Humanidade.


Marinha Grande, 20 de Dezembro de 2014
Joaquim Mexia Alves


Com este Conto de Natal quero desejar a todas as amigas e amigos, bem como a todos as/os que visitam esta página, um Santo Natal, na alegria do Deus que se fez Homem para nos salvar.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

DIÁLOGOS COM O SENHOR DEUS (7)

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Joaquim, tu amas-me?

Senhor, sabes bem que eu gosto de Ti.

Joaquim, tu amas-me?

Senhor, sabes bem que eu gosto muito de Ti.

Joaquim, de verdade, tu amas-me?

Oh Senhor, Tu que tudo sabes e vês, não sabes bem que eu Te amo?

Oh Joaquim, gostar não é amar!

Pois não, Senhor, mas a verdade é que algumas vezes “apenas” gosto de Ti.

Então porquê?

Porque, Senhor, às vezes precisava de perceber melhor o caminho e Tu não mo mostras. Às vezes precisava sentir-Te mais perto de mim e Tu não me tocas. Às vezes peço-Te coisas que Tu não me dás.

Bem, Joaquim, tu acreditas que Eu te amo com amor infinito?

Sim, Senhor, acredito.

Acreditas que Eu sou omnisciente e portanto sei o que é melhor para ti e aquilo que te pode afastar do meu caminho?

Sim, Senhor, acredito.

Então, Joaquim, se acreditas que Eu te amo com amor infinito, que só Eu sei o que é bom e mau para ti, como podes duvidar de que estou a teu lado e que tudo o que faço e te dou, é para teu bem?

Mas, Senhor, eu não compreendo porque é certas coisas que me parecem boas, e assim sendo mas poderias conceder, afinal, por aquilo que me dizes, não serão boas para mim?

Lembras-te de quando eras mais novo e os teus pais te diziam para não fazeres isto ou aquilo porque depois te ias arrepender?

Sim, Senhor, lembro-me bem.

E eles não tinham razão? Não constataste isso mesmo na tua vida?

Oh sim, Senhor, ainda hoje em dia faço a mesma coisa aos meus filhos e eles não percebem e julgam que naqueles momentos não gosto deles, por não lhes dar o que me pedem.

Vês, percebes agora? Tu para mim és um filho muito querido, mas ainda uma criança que procura a verdadeira vida, a vida que Eu te quero dar. Por isso tenho que velar constantemente por ti. Um dia, quando viveres a vida que não acaba, a vida que já não precisa de fé, pois já é toda só amor, perceberás porque é que o meu amor te dava apenas o que verdadeiramente precisavas.

Obrigado, Senhor! Quero perceber melhor e amar-te mais, cada vez mais, e por causa desse amor, fazer apenas a tua vontade.


Marinha Grande, 16 de Dezembro de 2014
Joaquim Mexia Alves
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