sexta-feira, 30 de setembro de 2016

DIÁLOGOS COM O SENHOR DEUS (13)

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Senhor, Tu amas-me?

Claro que te amo, meu filho, com amor eterno.

Senhor, Tu amas-me assim, apesar dos meus defeitos, das minhas fraquezas, dos meus pecados?

Não, meu filho, Eu não te amo apesar dos teus defeitos, das tuas fraquezas, dos teus pecados. Eu amo-te com os teus defeitos, com as tuas fraquezas, com os teus pecados.

Ó, Senhor, então Tu amas-me como eu sou e não como eu deveria ser!

Sim, meu filho, Eu amo-te como tu és e é no meu amor que encontras sentido e forças para lutares e te libertares dos teus defeitos, das tuas fraquezas e dos teus pecados.

Ah, Senhor, então é com esse amor que Tu queres que nos amemos uns aos outros?

Claro, meu filho. Só amando os outros como eles são, (e não como gostaríeis que eles fossem), é que podereis amar os que vos querem bem, os que não vos querem tão bem e até mesmo os que vos querem mal. É no meu amor, que encontrareis sentido e razão, para amar com este amor pleno.

Senhor, como é bom o amor!!!

Sim, meu filho, o amor é a maravilha de Deus aos homens e para os homens.



Marinha Grande, 30 de Setembro de 2016
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 27 de setembro de 2016

DIÁLOGOS COM O SENHOR DEUS (12)

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E eu, Senhor, o que sou eu, ou quem sou eu?
Um nada, mas amo-te com amor infinito e sem ti o mundo não seria completo.
Porquê, Senhor? Sou eu mais importante do que os outros?

Não, mas porque fazes parte do Meu plano, que envolve todos aqueles que criei, sem os quais o mundo também não seria completo.




Marinha Grande, 22 de Setembro de 2016
Joaquim Mexia Alves
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domingo, 11 de setembro de 2016

SALMO DE UM PECADOR

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Coitado,
pobre de mim,
na minha condição de pecador,
que deixo ir a minha vontade,
até ao fim,
assim ferindo o Teu amor.

Aparto-me do meu eu,
o meu eu que é o Teu,
Senhor,
porque o eu da minha vontade
é o meu eu pecador.

Prostro-me de joelhos,
a cara pelo chão,
e digo-Te,
olhos nos olhos:
Que será de mim,
Senhor,
se não vieres ao meu coração!

Nada mereço,
nem teu empregado ser,
quanto mais Teu filho,
ou chamares-me…
Teu irmão.

Corres para mim,
abraças-me junto ao peito
no Teu amor de abundância,
e dizes-me com a maior ternura:
Vem a Mim,
Meu filho,
toma tudo o que te dou,
toma tudo o que Eu sou,
porque não há pecado,
ou pecador,
que fique fora da esperança,
da grandeza do Meu amor!

Obrigado, obrigado Senhor!


Marinha Grande, 11 de Setembro de 2016
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 6 de setembro de 2016

MINHA QUERIDA IRMÃ ASIA BIBI

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Minha querida irmã Asia Bibi

Permito-me, humildemente, dirigir-te estas palavras, que peço à Mãe do Céu te entregue no teu coração.
Sinto-me um nada ao dirigir-me a ti, um nada que vive no conforto de uma casa com uma igreja ao lado e com a liberdade de rezar a qualquer hora a Deus Nosso Senhor.

Tu, querida irmã, desde 2009 que sofres na tua vida, no teu coração, a privação da tua liberdade física, o afastamento da tua família, dos teus filhos, do teu marido, apenas e só porque acreditas e és discípula do mesmo Senhor Jesus Cristo em que eu também acredito.

Verdadeira discípula, (não como eu que tantas vezes me afasto dEle), porque tudo largaste para afirmar o teu indizível amor por Ele, deixando inclusivamente a tua família.
Porque, verdadeiramente, poderias estar com eles, poderias estar a viver normalmente no mundo, com a tua família, se abdicasses da tua Fé, se renegasses Jesus Cristo, se fizesses o que os homens querem, em vez daquilo a que a vontade de Deus te chama e que é uma provação imensa.

Claro que não é a vontade de Deus que te quer encarcerada, mas sim a vontade dos homens.
A vontade de Deus é que vivas inteiramente o Seu infinito amor por ti, e ao permitir este teu sofrimento, Deus retira dele uma infinitude de graças que derrama sobre aqueles que, mais fracos como eu, provavelmente não seriam capazes de se entregar como tu, querida irmã, te entregas.

Mas, mesmo não estando a teu lado fisicamente, sei que não estás presa, (apenas o teu corpo permanece encerrado na cela), porque acredito que do teu coração saem orações diárias ao Senhor que deu a vida por ti, que deu a vida por nós, e não serão apenas por ti, mas sim e com certeza, com essa fé indomável com que Deus te agraciou, serão orações por todos, sobretudo por aqueles que sofrem como tu.
Impotente para resolver a tua situação, não o sou contudo na capacidade de rezar, e por isso, minha querida irmã, todos dias rezo uma Avé Maria por ti, para que seja feita a vontade de Deus na tua vida.

Pedimos nós, todos os dias, sinais da presença de Deus entre nós e nada vemos, porque tantas vezes somos cegos de coração, somos cegos de fé, só temos olhos para ver as nossas vontades, os nossos desejos, os nossos quereres.
Tu, querida Asia Bibi, és um sinal permanente de Deus no meio de nós, um Deus que o príncipe do mundo quer encarcerar, (como a ti encarcerou), para perder o Homem criado à imagem e semelhança do próprio Deus Criador.
Mas Deus criou-nos livres, criou-nos na liberdade do Seu infinito amor, amor que não pode ser encarcerado, porque não há prisão que o prenda.
Por isso, o amor de Deus emana do teu coração, da tua vontade de entrega, do teu sim, e atravessa as paredes da cela, as barras da janela, e vem, livremente, tocar os nossos corações para dizer-nos, como diz a ti todos os dias: No Meu amor, és sempre livre!

Minha querida irmã, mesmo a quilómetros de ti, estou junto a ti, e de joelhos rezo contigo:

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, ouvi a nossa oração pela Asia Bibi e por todos aqueles que como ela sofrem a privação da liberdade, por causa de Ti.
Seja feita a Tua vontade, mas fá-los sentir, nós Te pedimos, a liberdade dos filhos de Deus conquistada por Cristo na Cruz do Amor.
Envolve-a no Teu amor e fá-la sentir o conforto da Tua presença no seu coração.
Querida Mãe do Céu, intercede por ela e por todos, como só Tu sabes fazer.
Amen.


Marinha Grande, 6 de Setembro de 2016
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 16 de agosto de 2016

NO CÉU, NO CÉU, COM MINHA MÃE ESTAREI

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Venho devagarinho e deito-me no teu colo, minha querida Mãe do Céu.
Abandono-me nos teus braços de amor, para neles encontrar o amor do teu Filho, minha querida Virgem Mãe.
Contigo, hoje, subo também ao Céu, por um pouco.
Esse pouco, reforça a minha confiança, renova a minha esperança.
E canto, então, cheio de alegria:
«No Céu, no Céu, com minha Mãe estarei.»

Marinha Grande, 15 de Agosto de 2016
Joaquim Mexia Alves
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domingo, 14 de agosto de 2016

FOGO DIVINO

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Vem,
ó fogo divino,
que queimas o mal,
e alumias o bem.

Vem,
ó fogo divino,
que purificas a terra,
para que nela nasça a nova planta,
a planta do amor,
fruto da nova semente,
plantada pela dor,
na cruz do nosso Salvador.

Vem,
ó fogo divino,
e queima em mim o que não presta,
purifica-me de todo o mal,
ilumina-me no caminho,
e faz do que em mim resta,
uma nova criatura,
toda voltada para Deus!




Marinha Grande, 14 de Agosto de 2016 
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 9 de agosto de 2016

OS SOLDADOS DA PAZ

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Estive numa guerra!
Estive na guerra da Guiné, onde jovens se fizeram homens, por vezes com grande sacrifício e dor.
Vi heróis, não só em actos de guerra, mas também e sobretudo em actos de amor ao outro, de entrega ao outro, de procura do bem-estar e da felicidade do outro.
O “fogo” da guerra consome-nos por dentro, destrói-nos, por vezes, o querer, a alegria, o ser, e deixa-nos marcas permanentes, indeléveis, que às vezes demoram anos a aparecer, e quando aparecem, é só para nos magoar no mais intimo do nosso ser.
Nós, combatentes, não fomos para a guerra, para fazer a guerra, mas para, apesar da guerra, encontrarmos a paz.
Mas sabíamos que podíamos morrer, e até, infelizmente, matar!
O “fogo” da guerra consome-nos por dentro!

A guerra do fogo, é bem diferente, tão diferente, que os homens que a combatem se chamam «Soldados da Paz»!
Não vão pensando em morrer, e muito menos, pensando que pode morrer alguém, vão apenas e só para viver e deixar os outros viver, para além do fogo que os quer matar.
São heróis, desconhecidos, a quem tantas vezes “falta o ar”, o ar do reconhecimento, da gratidão, da homenagem, o ar das palavras obrigado, bem hajam, vós sois os nossos heróis!
Dêem-se medalhas aos feitos desportivos, aos feitos sociais e solidários, mas interrompam-se as férias, (do tal homem dos afectos), para dizer em bom som e bem alto:
Portugal, os Portugueses, estão-vos gratos, tão gratos, que vos consideramos os heróis do tempo presente, neste tempo da guerra do fogo, em Portugal!

Para vós, bombeiros de Portugal, elevo a minha prece a Deus: 
Senhor, abençoai, protegei e guardai os bombeiros de Portugal, no vosso infinito amor!

Marinha Grande, 9 de Agosto de 2016
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 26 de julho de 2016

PÉRE JACQUES HAMEL

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Pére Jacques Hamel estava ali, servindo o Senhor, quando em nome de um deus que não existe, (porque não há nenhum deus que exija a morte, que fomente o ódio, que enalteça a morte dos outros), é barbaramente morto, decapitado, como se por acaso o Deus de infinito amor não recebesse com superlativo amor, aquele que perde a cabeça, (porque apaixonado se deixa guiar pelo coração), no Seu seio, e não fizesse a festa no Céu por aquele que foi sacrificado pelo “rebanho”.

Decapitado ou morto por leões, numa europa que cada vez mais se aproxima dos circos romanos, onde se matava em nome de nada e os cidadãos se compraziam com o espectáculo, anestesiados por governantes corruptos e débeis na vontade, na força e no carácter.

Não, não pode haver vingança a ser servida, mas tão só a realidade dos factos, a justiça que deve ser exercida e exigida, e a demonstração que a civilização tocada por Cristo, é muito melhor do que o ódio que poderia humanamente ser aceitável contra tais indivíduos, porque é uma civilização tocada pelo amor, em que o mandamento principal depois do amor a Deus, é o amor aos outros, mesmos àqueles que nos fazem mal.

É que se nos deixarmos levar por esse ódio, então damos-lhes a vitória, porque perdemos o que de mais sagrado nos une a Deus, que é amor a Ele e aos outros.

Dizem-nos vários relatos dos martírios dos Santos de Deus no Circo de Roma, que eles cantavam, louvavam a Deus, enquanto morriam.

Sem deixarmos a tristeza tão humana inerente à perca de uma vida humana dedicada a Deus, demos também nós graças a Deus por este Seu filho, Jacques Hamel, e alegremo-nos porque temos um Santo no Céu a interceder por nós.

Rezemos também pelos seus algozes, por muito que nos custe, na certeza de que Jacques Hamel junto de Deus, Lhe diz neste momento: Perdoa-lhes Pai, que não sabem o que fizeram!

Tudo e sempre para a maior glória de Deus, nosso começo e nosso fim, nossa confiança e esperança, nossa vida eterna em plenitude.


Marinha Grande, 26 de Julho de 2016
Joaquim Mexia Alves
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O MEU PAI FARIA HOJE 117 ANOS

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O meu pai faria hoje 117 anos.

Sempre que não sei bem como proceder em determinados momentos, penso no que ele faria, mas por vezes neste mundo, dito moderno, é muito difícil seguir os seus passos.

Quando tinha talvez os meus 16/17 anos, juntava-me com os amigos numa "leitaria", (que naquele tempo tudo vendiam, até cervejas), na Rodrigo da Fonseca em Lisboa.
O Sr. Augusto, dono da leitaria, conhecia os meus irmãos mais velhos a todos e por isso permitia-me certas coisas e uma delas era o poder beber umas cervejas agora e "pagar depois".
Claro que entre cervejas, sanduíches, etc.,  a coisa não deu grande resultado e quando dei por mim, ao fim de alguns meses já devia uma grossa maquia talvez à volta de 5 contos, como se dizia naquele tempo. Ele nunca me exigiu nada, mas quando me apercebi do montante fiquei em "pânico".

Os meus pais, ("presos" em Monte Real pelas Termas e pelo  cargo de Governador Civil de Leiria), vinham a Lisboa uma vez por semana, dormindo normalmente de Terça para Quarta Feira.

Enchi-me de coragem, (o meu pai era um homem de contas e de uma honestidade acima de qualquer prova), e falei com o meu pai sobre o meu "problema".
Fiquei espantado, porque em vez de um enorme "ralhete", coisa que esperava, tal como, me desse de imediato o dinheiro para pagar a divida, apenas olhou para mim, e disse-me: Para a semana falamos!

Obviamente o meu pânico aumentou e durante a semana quase não fui ao Sr. Augusto, (assim chamávamos a leitaria), com vergonha da minha divida.

Chegou a próxima Terça Feira, o tempo foi passando, Quarta Feira e o meu pai nada de falar comigo sobre o assunto, nem lá perto.

Aproximava-se a hora de regressarem a Monte Real e nada, e o meu pânico ia-se transformando em desespero.
Quando já estavam para sair o meu pai disse: Joaquim, chega aqui pois quero falar contigo.
Entrei no quarto a pensar: Estou tramado!
Olhou para mim e perguntou-me: Quanto àquele problema que me contaste, como é que passaste esta semana?
Envergonhado disse-lhe: Ó pai, tenho tanta vergonha que não pus os pés no Sr. Augusto e até tenho dormido mal.
Olhou para mim, tirou o dinheiro necessário para pagar a divida do seu bolso e disse-me: Espero bem que tenhas aprendido a lição!

Era assim o meu pai!


Marinha Grande, 26 de Julho de 2016
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 22 de julho de 2016

“PROMULGO, OBVIAMENTE”

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Quando um católico assumido, chamado inúmeras vezes pela Igreja a dar testemunho da "sua" fé, tem uma frase destas sobre um assunto que vai contra a Doutrina da Igreja, que vai contra a Fé vivida em Jesus Cristo, apenas posso pensar noutra frase, que ele poderia proferir: “Obviamente a Fé e a Doutrina que afirmo professar são muito menos do que a política que quero viver.”

Claro que há inúmeros argumentos para que ele proceda deste modo, até o velho “argumento bíblico”, já “estafado” e sempre mal-entendido, do «dar a César o que é de César…»

Claro, também, que a renuncia a assinar tal diploma, implicaria provavelmente um pedido de demissão do cargo de Presidente da República, mas o que é isso perante a coerência da vivência da Fé, sobretudo, porque tendo sido chamado tantas vezes a dar testemunho da fé que afirma viver, teria agora oportunidade de afirmar, bem alto, que para ele Deus está primeiro, e só depois a vontade dos homens.

Com muito mais razão, se assim quisermos dizer, Asia Bibi poderia dizer as mentiras necessárias para a sua libertação, visto que está em perigo a sua vida, (e não uma carreira política), e a exigência da sua condição de mãe.

Já sei que não se podem comparar as situações, etc., etc., mas a verdade é que há uns que perante o risco da própria vida e até da vida dos seus, afirmam a sua fé e a sua obediência de amor à Doutrina, enquanto outros se resguardam em argumentos “inteligentes”, para nos momentos difíceis, esquecerem o primeiro Mandamento - «Amar a Deus acima de todas as coisas» - e colocarem de lado a Doutrina que afirmam professar.

Por isso a Igreja recorda os mártires da Fé, que tudo arrostaram para colocar Deus em primeiro lugar, como ainda hoje em dia podemos ver e ouvir em tantas regiões deste mundo sem paz, deste mundo que se quer afastar de Deus.

Sim, sim, é utópico o texto, é utópica a atitude pretendida!
É sempre utópica, quando interfere nas nossas comodidades, quando interfere nas nossas vontades.


Marinha Grande, 22 de Julho de 2016
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 15 de julho de 2016

SÓ O AMOR É VENCEDOR!

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Estamos outra vez perante a barbárie, em que alguém, (cobardemente, é bom que tal se diga), fere e mata o seu semelhante.
E pretende fazê-lo em nome de um qualquer deus.

Mas, afirmo-o com toda veemência e certeza, em nome de Deus não o faz com certeza, mas em nome de Satanás, embora provavelmente não tenha plena consciência disso mesmo.

Porque Deus, só há Um, (e é o mesmo dos cristãos, dos muçulmanos, dos judeus, dos homens de boa vontade), e é sempre e só amor.
Se o não fosse, não era Deus!

E precisamente porque Deus é amor e só amor, é que, perante esta barbárie, Ele mesmo nos lembra ao coração: Reza pelas vitimas, mas não te esqueças de rezar pelos algozes!

E é aqui que Lhe perguntamos: 
Senhor, Tu disseste que a “porta era estreita”, mas por vezes, parece-nos tão estreita que não conseguimos passar por ela!

E Tu, Senhor, respondes-nos, cheio de amor: 
Como queres tu entrar no Meu Reino, com ressentimento, com raiva, com ódio ao teu semelhante, no teu coração?
Por isso te peço que rezes, não só pelas vitimas, mas também pelos algozes. Se o coração deles não se mover com a oração, pelo menos o teu há-de mover-se pela força do Espírito Santo que está presente na oração.

Mas, Senhor, como lidar com esta gente que mata o seu semelhante com tal crueza, sem o mínimo sentimento de compaixão?

E Tu, Senhor, mais uma vez respondes: 
Que a justiça dos homens seja exercida, (mas sem se tornar igual à barbárie dos agressores), porque nunca te esqueças que só o amor vencerá, porque só o amor é vencedor.


Marinha Grande, 15 de Julho de 2016
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 13 de julho de 2016

A VITÓRIA!

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Confesso, “prontos”, confesso que também eu rezei para que a selecção nacional ganhasse o europeu de futebol.

Andei por ali uns tempos a pensar se poderia rezar por tal intenção, e depois pensei: Se colocares a intenção segundo a vontade de Deus, porque não?

Depois, claro, pensei também porque é que Deus se haveria de meter em assuntos de futebol, e ser Sua vontade que Portugal ganhasse?

Parei para reflectir um pouco e achei que ao pedir a Deus que a selecção nacional ganhasse, não Lhe estava a pedir que alterasse o resultado, nem Lhe estava a pedir que a selecção francesa perdesse, (embora tal fosse implícito numa vitória de Portugal), mas apenas e tão só que nos concedesse essa alegria, não por mérito “religioso” algum que tivéssemos, mas pela alegria em si.

E ganhámos porque Deus quis?

Não, decididamente não!

Ganhámos, porque como muito bem diz Fernando Santos - «agradecer-Lhe por ter sido convocado e por me conceder o dom da sabedoria, perseverança e humildade para guiar esta equipa e Ele a ter iluminado e guiado.»

Deus iluminou e guiou, mas a sabedoria, a perseverança, a humildade e o trabalho, foram do homem, que se entregou a Deus.

Uma vitória, em desporto, nunca é, ou nunca deve ser, contra alguém, e a nossa selecção nacional não jogou, com certeza, “contra” a selecção francesa, mas sim para ganhar um desafio, para conquistar um prémio, conquista na qual colocou o seu trabalho, a sua perseverança, a sua humildade, na certeza de que estava a fazer tudo o que podia para ganhar.

Depois … depois, quando o homem se entrega em tudo, como que lhe compete e faz a sua parte, ganha, não porque Deus quis, mas porque se entregou, e alguém que lidera a equipa já tem no seu coração este profundo desejo: «Espero e desejo que seja para glória do Seu nome.»

«O homem põe e Deus dispõe.»

Glória a Deus em tudo e sempre!


Marinha Grande, 13 de Julho de 2016
Joaquim Mexia Alves
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domingo, 26 de junho de 2016

«Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus» Lc 9, 62


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Deito as mãos ao arado,
e não olho para trás.

Quero,
com a tua graça, Senhor,
abrir sulcos na terra,
e neles semear a paz,
para que nasça o amor.

Para isso,
também me faço semente,
em que Tu possas habitar,
para que deitado à terra,
por onde o arado passar,
o Teu fruto em mim cresça,
e eu o saiba testemunhar.

Deito as mãos ao arado,
e não olho para trás.

És Tu quem me guias,
Senhor,
se eu me deixar guiar!


Marinha Grande, 26 de Junho de 2016
Joaquim Mexia Alves
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domingo, 12 de junho de 2016

«mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama»

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«mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama» Lc 7, 47



Quando sinto que me devo prostrar diante de Deus, colocar a minha cara sobre a terra, reconhecer-me pecador, pedindo perdão, não me sinto de modo nenhum humilhado, desprezado ou abandonado, mas sim, um homem feliz, cheio de confiança e esperança, porque sei que Deus me ama, olha para mim, toma-me pela mão, levanta-me do chão e diz-me ao coração:
Porque muito queres amar, muito conhecerás o amor, e assim, melhor te reconheces pecador, porque o pecado é sempre “desamor”, e Eu abomino o pecado, mas amo o pecador!


Marinha Grande, 12 de Junho de 2016
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 3 de junho de 2016

COMPARAR PAPAS?

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Por vezes alguns textos ou intervenções sobre o Papa Francisco, parecem sub-repticiamente e às vezes até declaradamente, querer fazer comparações com outros Papas, sobretudo os seus antecessores mais directos.

Passe a desproporção da comparação, faz-me lembrar um pouco o “endeusamento” da Mãe do Céu, face ao seu Filho Jesus Cristo, ao próprio Deus, que alguns "praticam".
Parece-me sempre ouvir, (no coração, claro), a Virgem Maria, protestando, indignando-se, com tal modo de a venerar, pois Ela em tudo apenas quer apontar sempre para Cristo.

Confusa a comparação com as duas situações?

Talvez, mas onde quero chegar é que se alguém perguntasse ao Papa Francisco se tudo o que ele faz e diz é para ser “melhor” ou até para “criticar” os seus antecessores, tenho a certeza, a absoluta convicção, de que a sua indignação seria total, e ele diria sem margem para dúvidas que é apenas e só um continuador, no tempo, (outro tempo), e no espaço, (outro espaço), de tudo o que os «Pedros» ao longo do tempo foram fazendo na e em Igreja, iluminados pelo Espírito Santo.

Que coisa tão comezinha nos atinge na nossa humanidade, o querer comparar o que não é comparável, o querer colocar em confronto pessoas que afinal apenas têm e vivem o mesmo extraordinário objectivo: Ser de Cristo, para com Cristo, em Cristo e para Cristo, “mandatados” por Cristo, iluminados pelo Espírito Santo, cheios do infinito amor do Pai, serem Igreja de Cristo.

Todo o seu objectivo e toda a sua acção é continuar, é unir, é comungar, é ser realmente Igreja, e toda e qualquer interpretação que se queira dar das suas palavras, das suas acções, agora e anteriormente, que queira fazer comparações com o antes e o agora, que seja vista como crítica ou posição contrária ao “antes”, que divida, enfim, em vez de unir, é realmente uma “ofensa” à sua entrega em Igreja a Deus.

Procuremos antes ouvir, aprender, reflectir, discernir e seguir o que Francisco nos diz, porque mesmo sendo ele a dizê-lo, é sempre Pedro, Paulo, João Paulo, Bento e todos os outros Sucessores de Pedro que o dizem, para glória de Deus e salvação dos homens.


Marinha Grande, 2 de Junho de 2016
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 26 de maio de 2016

O CORPO E O SANGUE DE CRISTO

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O Corpo de Cristo
é a semente lançada à terra.
O Sangue de Cristo
é a rega dessa semente.

E nasce o trigo do amor,
que se faz alimento para todos,
inteira doação,
de Jesus Cristo
Nosso Senhor!

Faz-se num pedaço de pão,
pequenino,
inesgotável alimento,
dado ao homem,
para deleite do coração.

O grão de uva,
regado pela Água do Lado,
faz-se Sangue divino,
mata a sede para sempre,
e afasta todo o pecado.

Assim é,
o Corpo e Sangue,
de Nosso Senhor Jesus Cristo,
verdadeiro Homem,
verdadeiro Deus,
e,
perante tal Mistério,
apenas posso exclamar:
«meu Senhor e meu Deus.»


Marinha Grande, 26 de Maio de 2016
Joaquim Mexia Alves
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sábado, 14 de maio de 2016

PENTECOSTES

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Desde que, por graça de Deus, O reencontrei e reencontrei a Igreja, a maior revelação que ocorreu na minha fé cristã, (se assim posso dizer), foi a percepção, o sentir, o viver, a realidade da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo.

Quando era “menino e moço”, o Espírito Santo era o “ilustre desconhecido”, e constato ainda hoje, que apesar de algumas diferenças ocorridas no e pelo Concílio Vaticano II, o Espírito Santo continua, na maior parte dos fiéis, a ser um “desconhecido”, tanto naquilo que Ele é, como naquilo que Ele faz.

E é frequente, (demasiado frequente), quando falo sobre o Espírito Santo, ou ouço falar sobre o Espírito Santo, reparar que muitos cristãos que ouvem, ficam admirados, ou no mínimo surpresos, e chegam mesmo a dizer posteriormente, que nunca tinham ouvido falar assim do Espírito Santo e sobretudo, da acção do Espírito Santo na vida dos que acreditam e até mesmo dos que não acreditam.

Permitam-me que afirme mais uma vez, que o Espírito Santo foi e é a maior revelação do meu reencontro com Deus e com a Igreja, passados mais de 20 anos de afastamento da fé.

É que a revelação do Espírito Santo na minha vida, levou-me ao encontro pessoal com Jesus Cristo, um encontro permanente, não só na Eucaristia, mas realmente em cada momento da minha vida, levou-me ao conhecimento e ao sentir profundo do amor do Pai, fazendo-me perceber que o Seu amor e o Seu perdão são sempre maiores que o meu pecado, e, fez-me até descobrir o amor da Mãe do Céu e a sua intercessão poderosa e constante junto de Seu Filho.

Por isso, hoje, dia de Pentecostes, quero fechar-me com Maria e os Apóstolos naquela sala, pedindo incessantemente o Espírito Santo, na certeza profunda que tenho, pela graça de Deus, que Ele será derramado em nós e em mim, e abrirá todas as portas e janelas, derrubará barreiras, incertezas e dúvidas, e levar-nos-á, levar-me-á, a “sair para fora”, a dar testemunho do infinito amor de Deus, a falar novas línguas, incompreensíveis para mim, mas que podem tocar os corações dos outros, a sentir-me “embriagado” pelo poder de Deus, ou melhor, a sentir-me inebriado pela presença real e viva de Deus no meio de nós e em mim..

Por isso quero clamar sem cessar: Vem Espírito Santo! Vem Espírito Santo! Vem Espírito Santo!


Marinha Grande, 14 de Maio de 2016
Joaquim Mexia Alves
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