quarta-feira, 22 de julho de 2015

APENAS PORQUE TE AMO

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Duas palavras apenas,
para Te dizer,
Senhor:
amo-Te,
com todo o meu ser!

Era para Te pedir,
para Te suplicar,
para interceder,
mas fico-me apenas
pelo amor.

Se Tu me amas,
(e sei que amas),
se eu Te tento amar,
no meu nada,
em tudo o que sou,
e tenho,
então,
nada me há-de faltar!

Por isso,
Senhor,
apenas e só:
amo-Te,
e dou-Te graças
pelo Teu amor.



Monte Real, 23 de Julho de 2015
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 15 de julho de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (20)

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Perante as notícias sentes vontade de pegar em armas e resolveres tudo de uma vez não é?
Sim, sem dúvida, aqueles criminosos mereciam o pior, ou seja, a morte!

E tu, se fosse preciso, ajudavas a isso, não é quase o que te apetece?
É verdade, mas alguma coisa me impede de aderir totalmente a essa ideia.

Sabes porquê?
Não.

Lembras-te da história? Jesus Cristo foi ofendido, insultado, cuspido, ultrajado, torturado e no fim foi horrorosamente crucificado!
É verdade!

E lembras-te do que Ele disse, perante tais coisas? «Perdoa-lhes Pai, que não sabem o que fazem.»
É verdade!

Vês o paralelo com as notícias? Uns insultaram-no e aos seus também, (com desenhos e graças degradantes), e outros depois mataram-nO, naqueles que antes O tinham ofendido.
É difícil pensar assim!

Pois é, mas não achas que Jesus Cristo, perante uns e outros, não diz na mesma: «Perdoa-lhes Pai, que não sabem o que fazem.»?
Acredito que sim.

Então faz tu também na mesma, no íntimo do teu coração, e reza por todos eles.


Marinha Grande, 10 de Janeiro de 2015
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 7 de julho de 2015

GRATIDÃO!

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Hoje chegou formalmente ao fim a minha participação na Equipa de Serviço Diocesana do Renovamento Carismático Católico, da Diocese de Leiria-Fátima.

Em 1997, o meu querido e saudoso amigo Pe José da Lapa, (pioneiro do RCC em Portugal), perante uma carta minha relatando os meus primeiros tímidos passos ao reencontro com Deus, com a Fé e com a Igreja, convidou-me a estar presente numa Assembleia da Pneumavita em Fátima e assim tomar um primeiro contacto com o RCC.
Ao princípio julguei que me tinha enganado e que não era aquele o meu caminho em Igreja para Deus.
Depois deixei-me levar e o Espírito Santo fez o resto, sobretudo quando eu O deixava fazer!

Não sei rezar de outro modo que não seja este permanente contacto dialogante com Deus, este contar-lhe a minha vida, os meus momentos e deixar-me ouvir o que Ele me diz, e que tantas vezes não percebo, ou melhor, não quero perceber.
Mas na maioria das vezes, o Espírito Santo, persistente porque sabe que o meu coração O deseja, vai movendo as barreiras, os orgulhos, as vaidades, as autojustificações, e vai-me mostrando erros, para endireitar caminhos, e fazer a vontade de Deus.
Mas não é fácil, nada fácil, e tantas vezes me encontro quase perdido, como se o caminho me faltasse.
Mas nunca falta, porque Ele está sempre ali, e sempre me diz com aqueles olhos meigos repassados de amor: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» Mt 14, 31

Um dia, em frente do sacrário rezava agradecendo a Deus o caminho que me dava e que julgava eu já ia tão longe!
Ouvi então no meu coração uma voz que me dizia: «Viagem que estás a fazer, meu filho? Tu ainda nem começaste a fazer as malas!»
Percebi que esta viagem só tem um fim, junto a Ele por Sua graça para toda a eternidade, mas que começa todos os dias em que Ele mesmo me concede a graça de viver.

Hoje e neste dia o meu coração enche-se de gratidão, primeiro a Deus, que me concedeu a graça de O servir, servindo os homens, à Igreja, que me acolheu apesar de toda a minha situação e sempre me abraçou e abraça, à minha família que esteve, (e ainda vai estando), tantas vezes sem mim, por estar ao serviço de Deus no RCC, a todas aquelas e aqueles que me acompanharam, comigo colaboraram, e tiveram que suportar, por vezes, o meu mau feitio, e também àqueles a que em Igreja tive que responder e com eles colaborar, e de quem às vezes fiz julgamentos interiores dos quais me envergonho.

A viagem continua, e uma viagem com Deus tem sempre coisas novas: «Eu renovo todas as coisas.» Ap 21, 5

Tudo e sempre para a maior glória de Deus!


Marinha Grande, 7 de Julho de 2015
Joaquim Mexia Alves

Nota: 
Confirmação da nova Equipa de Serviço Diocesana do Renovamento Carismático Católico da Diocese de Leiria-Fátima.
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segunda-feira, 29 de junho de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (19)

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É difícil, não é?
O quê, podes dizer-me?

Testemunhar com a vida, o que dizes com a boca e o que escreves com a mão.
Muito difícil, sobretudo em certas coisas.

Quais, por exemplo?
Quando falamos ou escrevemos do amor ao próximo, às vezes com palavras tão bonitas, mas depois no dia-a-dia esquecemo-nos delas, porque este é “chato”, porque aquele incomoda, porque o outro é isto ou aquilo.

Pois é! E incomoda, não incomoda?
Incomodar, é pouco! Faz-me sentir mentiroso, indigno de falar d’Ele, um “sepulcro caiado”, como Ele falou.

Está bem, mas sabes que és humano, que és fraco e que podes cair muitas vezes, não é verdade?
Sem dúvida, tens razão! O que mais me custa, a maior parte das vezes, é pensar que já me estou a “aperfeiçoar” e reconhecer afinal como sou tão imperfeito.

Pronto, não é preciso obcecares-te com isso! Olha que os outros talvez não reparem nessas imperfeições.
Pois não, mas reparo eu interiormente e isso me basta para perceber como sou fraco e pecador.

Ele ama-te, com todos os teus defeitos.
Eu sei, e o meu problema é muitas vezes esquecer que sem Ele, sem O deixar conduzir a minha vida, tudo o que faço e fizer, não tem sentido, por isso mesmo, tantas vezes o meu testemunho não corresponde ao que digo e ao que escrevo.

É bom reconheceres isso!
Pois é muito bom, porque é fruto do seu amor, que sempre concorre para a nossa santificação. Louvor a Ele e a Ele a glória. Sim, agora e para sempre!


Marinha Grande, 15 de Março de 2014
Joaquim Mexia Alves
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segunda-feira, 22 de junho de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (18)

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Então, como te sentes?
Não sei bem, o que te responder!

Porquê?
Entre a graça de serviço que Deus me deu, e os parabéns de tantos que me os expressam com amizade, fico assim, sem palavras!

Achas que não os mereces?
Não é uma questão de merecer, porque nunca merecerei nada. É uma questão de verem em mim aquilo que eu não consigo ver!

Como assim?
Porque Deus sabe melhor, e assim não me deixa ver o que os outros vêem, mas apenas me mostra a minha pequenez.

Achas-te “pequeno”?
Pois, o problema é esse mesmo. É que a maior parte das vezes me acho “maior” do que os outros, e assim Ele me vai conduzindo no caminho para perceber que sem Ele eu nada sou.


Marinha Grande, 23 de Outubro de 2013
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 12 de junho de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (17)

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Já reparaste que às vezes te irritas quando respondes a certos comentários sobre a Igreja?
Tens razão! Mas irrita-me que certas pessoas se venham afirmar de Igreja e depois venham “condenar” aquilo que a Igreja ensina.

Pois está bem, mas achas que é a melhor forma de responder, deixando perceber a tua irritação?
Não, realmente não. O impulso de irritação também me coloca fora da correcção fraternal que deve haver em Igreja e em tudo.

Então e agora que o reconheces, como vais proceder de agora em diante?
Julgo que só tenho uma solução: antes de responder rezo um Pai Nosso. Dá-me tempo para me acalmar e perceber que devo perdoar como Ele me perdoa.


Marinha Grande, 14 de Junho de 2013
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 4 de junho de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (16)

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Olha lá, tu segues Jesus ou queres que Ele te siga ou vá a teu lado?
Bem, por vezes julgo que Lhe peço mais que me siga ou que caminhe comigo, do que verdadeiramente O sigo.

E o que pensas disso?
Quando O sigo faço a sua vontade.

E quando Lhe pedes que te siga ou caminhe a teu lado?
Bem, quando assim é, no fundo estou verdadeiramente a pedir-Lhe para Ele fazer a minha vontade.


Marinha Grande, 9 de Junho de 2013
Joaquim Mexia Alves
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segunda-feira, 25 de maio de 2015

SACRAMENTO DE UNIDADE

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Aproximo-me de Ti
e sinto o frio das lajes do chão,
nos meus pés,
mas não me importa,
porque Tu
me aqueces o coração.

Olho-Te,
no Santíssimo Sacramento do altar,
eTu,
devolves-me o olhar,
tão intensa e profundamente,
que me sinto o único alvo do teu amor,
no meio da multidão.

Sinto-me um nada,
Senhor,
um grão de areia,
na imensa praia do teu amor.

Lenta,
mas inexoravelmente,
a tua presença toca-me,
e,
cada um daqueles que ali estão,
tornam-se em mim,
ou eu neles,
tornamos todos em Ti,
ou Tu,
Um só em nós,
na mais perfeita união.

Abro-me todo,
entrego-me,
confio,
sou teu,
somos teus,
neste único Corpo que é o teu,
que se faz assim,
vivo e verdadeiro,
para quem de coração O deseja,
e àqueles a quem for dado ver,
na imensa e única Igreja,
Santa,
com o seu Único Pastor,
que és Tu,
meu Deus e meu Senhor,
o vivo Pão,
causa única,
desta total comunhão.

Do altar,
onde Te fazes presença viva,
para quem Te ama na Fé,
os anjos recolhem a oração,
o sacrifício,
a intercessão,
e nas suas asas de pura inocência,
levam tudo ao Céu,
ao Pai,
ao Filho,
ao Espírito Santo,
infinito mistério,
para toda e qualquer ciência,
e cantam,
num infinito louvor:
Santo, Santo, Santo…

Da minha boca sai um grito mudo!

Não posso falar,
porque o momento me cala,
porque o amor me avassala,
porque sou todo um sorriso imenso,
repassado de alegria.

Do meu grato coração,
sai apenas,
esta muda oração:
Obrigado, Senhor,
pela eterna Eucaristia!




Solenidade de Pentecostes
Marinha Grande, 24 de Maio de 2015
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 19 de maio de 2015

ASCENSÃO E PENTECOSTES

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«No decurso de uma refeição que partilhava com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem lá o Prometido do Pai, «do qual disse Ele me ouvistes falar.
João baptizava em água, mas, dentro de pouco tempo, vós sereis baptizados no Espírito Santo.»
Estavam todos reunidos, quando lhe perguntaram: «Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?»
Respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou com a sua autoridade. Mas ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo.»
Dito isto, elevou-se à vista deles e uma nuvem subtraiu-o a seus olhos.
E como estavam com os olhos fixos no céu, para onde Jesus se afastava, surgiram de repente dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: «Homens da Galileia, porque estais assim a olhar para o céu? Esse Jesus que vos foi arrebatado para o Céu virá da mesma maneira, como agora o vistes partir para o Céu.» Act 1, 4-11

A força do Espírito Santo, que recebemos no Baptismo, não nos é dada para “olharmos para o Céu”.
A força do Espírito Santo, que recebemos no Baptismo, é-nos dada para sermos testemunhas de Jesus Cristo, nas nossas casas, nos nossos trabalhos, nos nossos lazeres, nas nossas paróquias, nas nossas sociedades, até aos “confins” do mundo a que Deus nos enviar.

Olhar para o Céu tem sentido, apenas como sinónimo de pedir a ajuda de Deus, ou melhor ainda, como sinónimo de entrega a Deus, para sermos essas testemunhas, caminhando, fazendo, falando, abraçando e amando.

Deus não precisa que fiquemos estáticos e olhar para Ele, lá no Alto e nós cá em baixo no “nosso” mundo.
Deus quer que olhemos para Ele em nós e nos outros, e que, revestidos do Espírito Santo sejamos testemunhas de tudo o que Ele fez e faz nas nossas vidas.
Deus quer que sejamos esses Templos do Espírito Santo, em que o Baptismo nos transforma, mas que não são templos estáticos que se fecham em si próprios, mas antes templos que se abrem aos outros e são sempre celebrativos do amor de Deus.
E celebrar o amor de Deus é sempre entrega, acolhimento, partilha, é sempre «amar-nos uns aos outros como Ele nos ama».

Estamos, vivemos, entre a Ascensão de Jesus Cristo aos Céus, e o Pentecostes da descida do Espírito Santo, que transforma os Apóstolos e faz deles as testemunhas fiéis da Revelação de Deus e do Seu infinito amor a todo o homem.
Por isso peçamos continuamente o Espírito Santo, porque só guiados por Ele, iluminados por Ele, fortalecidos n’Ele, podemos ser testemunhas de Deus no mundo, membros do Corpo Místico de Cristo, Igreja Santa de Deus.

«Pois se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!» Lc 11, 13



Marinha Grande, 19 de Maio de 2015
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (15)

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Sentes o vento?
Qual vento? 

O vento que perdoa o pecado e afasta culpa, que retira o rancor e traz a serenidade, que acaba com a guerra e constrói a paz, que afasta o ódio e traz o amor, que mostra a Cruz e te faz crer na Ressurreição, que te dá conhecer o Pai e o Filho e te conduz à salvação!
Ah, esse vento! Esse vento é o Espírito Santo!



Marinha Grande, 18 de Maio de 2013
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 6 de maio de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (14)

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Porque estás a olhar para o Céu?
Para ver o meu Senhor!

E para que queres ver o teu Senhor?
Porque quero caminhar para Ele. 

Mas se apenas olhares para o Céu, podes tropeçar por não veres o caminho.
Ah, mas Ele mostra-me o caminho! 

Pois mostra, mas é o caminho aqui em “baixo” caminhando com Ele, por Ele, para Ele!


Marinha Grande, 12 de Maio de 2013 
Joaquim Mexia Alves

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terça-feira, 28 de abril de 2015

A IDADE DA REFORMA E A VIDA NOVA

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Ao chegar à idade e tempo da reforma, pus-me a pensar no que tal facto me dizia na minha relação com Deus.

Enquanto trabalhamos, (num trabalho fixo, porque os reformados nunca deixam de trabalhar), servimo-nos muitas vezes dessa situação para nos desculparmos interiormente com a falta de tempo para a oração, para um melhor conhecimento das coisa de Deus e da Igreja, para uma relação mais assídua e, portanto, fortalecida, com a família e com os outros.
Ora quem quer viver com Deus, segundo a vontade de Deus, sabe bem que Ele deve estar presente em todos os momentos e situações da vida, pelo que, quando nos desculpamos com a falta de tempo, estamos, mais coisa menos coisa, a dizer que a vida que Deus nos proporciona, é causa, afinal, da nossa falta de tempo para aquilo que verdadeiramente devemos fazer, segundo a sua vontade.

Claro que haveria muito a dizer sobre isto, mas o que me interessa agora é, em que medida, o tempo da reforma pode alterar tudo isto.
Logicamente, dispondo de mais tempo, por falta do trabalho fixo de condições exigentes e obrigatórias, podemos desaproveitar esse tempo nada fazendo, ou podemos aproveitá-lo então, para um maior e melhor tempo de oração, (ou seja de relação e diálogo com Deus), para ler, e quem sabe, frequentar alguma formação em Igreja, sobre Deus, a Doutrina, etc., para dar mais atenção à família, (sem o stress do trabalho diário que provoca, por vezes, incompreensões e discussões), tornando-a mais igreja doméstica, e também no serviço aos outros, que é sem dúvida serviço a Deus.

Então, e já que ainda há tão pouco tempo celebrámos a Páscoa, a Ressurreição, (que continuamos a celebrar durante 50 dias), podemos ver este tempo de reforma, como um tempo novo, na nossa vida.
E é assim curioso pensar, que o tempo de reforma, que aos olhos da sociedade é uma espécie de “fim de vida”, se pode tornar afinal numa vida nova, numa “ressurreição” para a vida, se realmente, mais livres do “mundo do trabalho”, e não só, nos aproximarmos mais de Deus, procurando ainda mais fazer a sua vontade, (em todas as circunstâncias da vida), sendo assim testemunhas do seu amor.

Quisera eu saber entregar-me assim e fazer aquilo que aqui escrevo, (para não ser «Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz»), e pela graça de Deus, dar uma vida nova à vida que Ele me deu.

Tudo e sempre para a sua glória!


Marinha Grande, 16 de Abril de 2015
Joaquim Mexia Alves

Nota: 
Texto da minha colaboração no "Grãos de Areia", Boletim Paroquial da Marinha Grande, do mês de Abril.
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quarta-feira, 22 de abril de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (13)

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Lembras-te da tua mãe?
Claro, como poderia esquecê-la!

Já pensaste bem que tens duas mães no Céu a velar por ti?
Por vezes esqueço-me, mas depois sinto as suas presenças na minha vida.

Como assim?
Uma ensina-me a amar o seu Filho e a deixar-me amar por Ele. A outra lembra-me que foi ela a escolhida por Ele para me colocar no mundo.


Marinha Grande, 5 de Maio de 2013
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 16 de abril de 2015

DIÁLOGOS COM O MEU EU (12)

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Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!
Alto lá, isso é Ele quem diz de Si próprio!

Pois é, mas acreditas no que Ele diz?
Claro que acredito!

Mas se Ele está em ti, também te repete as mesmas palavras.
Claro que repete!

Então porque teimas tantas vezes em querer fazer o teu caminho, declarar a tua verdade e viver a vida segundo a tua própria vontade?



Marinha Grande, 3 de Abril de 2013
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 7 de abril de 2015

TESTEMUNHO DE VIDA

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Aceitem este meu "presente", que passou na RTP 2 no Domingo de Páscoa, sobretudo entre os minutos 9:22 e 16:18.

Tudo para a glória de Deus.

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domingo, 5 de abril de 2015

PÁSCOA

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Luz terna,
suave e acariciadora,
rompes a terra,
num parto de vida,
numa certeza,
de vida eterna,
dada por Jesus Nosso Senhor.

Sai do Teu lado,
a Luz,
ou sairá do teu olhar,
do teu coração,
do teu amar,
do teu Corpo,
inteiramente dado.

Sai de Ti,
bendito Jesus,
morto e ressuscitado,
essa bendita luz.

A terra ilumina-se,
e só não rompe as trevas,
quem não se aproxima da luz,
quem não acredita,
quem Te rejeita,
quem não Te procura,
glorioso,
ressuscitado Jesus.

A luz atinge-me,
ilumina-me,
torna-se vida,
vida tua,
Jesus,
em mim,
para que,
baptizado na tua Morte,
ressuscite enfim,
na tua Ressurreição.


Marinha Grande, 5 de Abril de 2015
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 2 de abril de 2015

TRÍDUO PASCAL

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Começam hoje os dias que me tocam particularmente.
Tocam não só profundamente a minha espiritualidade, mas todo o meu ser homem, sobretudo homem que pensa, age e se emociona.
Muitas vezes não consigo conter as lágrimas, (isto é coisa de agora, que considero graça de Deus), mas não são lágrimas de tristeza, mas de um amor profundo, de uma serenidade bonançosa, de uma esperança inabalável.
Penso n’Ele, tento viver para Ele, quero respirar o que Ele respira, ou melhor, quero respirá-Lo, a Ele, como se respira a vida.

E divido-me, divido-me sempre!
Muitas vezes me sinto ao Seu lado, querendo ser Simão de Cirene, querendo ser Verónica, querendo ser Maria e João, querendo viver em mim a Sua Paixão, e depois, brutalmente, confronto-me com a realidade da minha vida que tantas vezes me coloca no meio daqueles que Lhe dão beijos de traição, que O negam antes do “galo cantar”, que gritam com a multidão: crucifica-O, crucifica-O!

Mas Ele, no meio do sofrimento, no meio da humilhação, por entre a dor cravada no Seu Coração por aqueles que deliberadamente se condenam, olha-me nos olhos, toma-me pela mão, encosta-me ao seu peito cansado e diz-me cheio de ternura: É por ti, Joaquim, é por ti!
E eu, dividido entre mim, baixo os olhos e respondo-Lhe: Mas, Jesus, eu sou tão pecador!
Ele aperta-me ainda mais junto a Si, afaga-me a cabeça e diz-me com a Sua voz repassada de amor: Não entendes, Joaquim? Tudo isto é para te dizer que estejas de que lado estejas, Eu amo-te sempre, com amor eterno. Faças o que fizeres, se olhares para Mim, se Me procurares de coração arrependido, a minha Paixão enche-se de sentido, porque toda Ela é vivida para te perdoar as tuas faltas.

O amor, a confiança, a esperança transformam-se numa só virtude, num só sentimento, numa só vivência e os olhos rasos de lágrimas choram a alegria do Deus que me ama, que me perdoa, que me salva, que me dá a vida renascida.

Tranquilamente, Ele afasta-se de mim para continuar a sua caminhada de Paixão, mas antes diz-me ao ouvido, cheio de compaixão: É por ti e por todos! Por cada um dos que me amam e dos que me rejeitam. Vai agora, e proclama com a tua voz, com a tua vida, com todo o teu ser que morro por todos, para que todos se salvem! E lembra-te, e lembra-lhes, que a minha Paixão termina na Ressurreição!

Glória a Ti, Senhor, agora e para sempre, pelos séculos sem fim!


Marinha Grande, 2 de Abril de 2015
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 26 de março de 2015

UM DOMINGO EM LONDRES

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Estive em Londres quatro dias com a família, em férias.

No Domingo procurei, obviamente, uma igreja para participar na Missa Dominical.
O meu deficiente inglês ou a falta de precisão na pergunta, (se a Missa era Católica Romana ou Católica Anglicana), levaram-me ao “erro”, do qual só me apercebi quando reparei que quem presidia à celebração era uma mulher.
Podia ter percebido logo, visto que estava na Westminster Abbey e não na Westminster Cathedral.
Confusões de nomes!

Estava e deixei-me ficar.
Claro que tinha de fazer comparações!

Em primeiro lugar os fiéis foram acolhidos e levados aos lugares sentados que havia disponíveis, (chegavam para todos), e foi distribuído um “guião” com toda a liturgia que ia ser celebrada, Leituras e Evangelho, obviamente incluídas, bem como os cânticos da celebração.
Por esse “guião” pode perceber que as diferenças com a nossa liturgia eram mínimas.
Tal facto descansou-me um pouco mais.

A igreja estava cheia e a procissão inicial, (eram diversos clérigos), foi acompanhada pelas vozes de um extraordinário coro de vozes infantis e adultas, que ressoavam naquele ambiente como preces elevadas ao Céu.

Não posso deixar de dizer que a dignidade da celebração, não só por parte dos celebrantes, mas também dos fiéis em geral, me fez desejar que tal se passasse também na maior parte das nossas igrejas e celebrações.
Acreditam que nem um só telemóvel tocou durante a celebração?
Acreditam que praticamente não ouvi ninguém tossir ou conversar, durante a celebração?
Acreditam que a maioria dos fiéis, (ingleses, obviamente), respondiam e cantavam em voz alta, durante a celebração?
Acreditam que na fila para a Comunhão, (nas duas espécies), não vi ninguém falar, dar beijinhos, cumprimentar, ou andar de cabeça baixa, mas sim tudo com grande dignidade e silêncio correspondentes ao acto que iam fazer?
Acreditam, por fim, que no final da celebração, ainda antes da procissão final, se levantaram muito poucas pessoas, a quem no entanto, aquelas e aqueles que estavam a acolher pediram para permanecer nos seus lugares, e só no fim do cântico final os fiéis saíram da igreja?

Pois é, fiquei a pensar no que pensariam muitos daqueles fiéis, se participassem em algumas, (bastantes), das nossas celebrações dominicais?

Não o queria escrever como crítica, mas como chamada de atenção para cada um de nós, fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana em Portugal.



Marinha Grande, 26 de Março de 2015
Joaquim Mexia Alves
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