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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

CAMINHO DE CONVERSÃO 19

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Segunda-feira, 8 de Março de 2004
 
Obrigado, Senhor, por mais este dia e por tudo quanto me deste.
A adoração à hora do almoço, a vigília da paz à noite. Obrigado Senhor!
 
Obrigado, Senhor, pelo Teu infinito perdão: tantos pecados, tantas fraquezas e Tu, Senhor, sempre pronto a perdoar.
 
Porque não chora o meu coração, Senhor?
Ofendo-Te tanto com a minha “insinceridade”, com a minha oração apressada, com o meu orgulho, a minha vaidade, o meu ciúme e inveja, com a minha maneira de ser interesseira, e Tu tudo perdoas. Mas eu não sinto a dor, a vergonha de Te ter ofendido!
 
Preciso, Senhor, do dom da contrição, preciso, Senhor, de em todos os momentos em que Te ofender, sentir o meu coração chorar de dor, de vergonha, por ofender Aquele que tudo deu por mim.
 
Preciso, Senhor, de sentir que cada fraqueza minha, que cada pecado meu, é mais um espinho na Tua cabeça, uma vergastada nas Tuas costas, um insulto na Tua face, uma martelada nos cravos nas Tuas mãos.
Preciso, Senhor, sentir que Te magoo, que Te ofendo, para que na dor de o sentir, de o perceber, eu ter mais forças para lutar, mais compromisso com a santidade.
Não para minha glória ou satisfação, mas para não Te magoar, não Te ofender.
 
Que o Teu olhar me envolva, Senhor, que os Teus braços me apertem, que o Teu coração também bata no meu, para que eu possa viver um pouco, apenas um pouco, da Tua Paixão, e assim aumentar muito mais o meu amor por Ti, Deus de bondade que Te entregaste por mim.
 
Quero sentir, Senhor, tudo isso, se for de Tua vontade, porque eu não sou digno sequer de sentir o que o meu Senhor sentiu.
 
Mãe, ajuda-me neste caminho!
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terça-feira, 6 de novembro de 2012

CAMINHO DE CONVERSÃO 18

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Domingo, 8 de Fevereiro de 2004
 
Obrigado, Senhor, por mais este dia, por mais este Domingo em que não tendo pensado em Ti tanto como queria e devia, sei que Tu sempre me tiveste no Teu coração, no Teu amor. Obrigado Deus de bondade infinita.
 
Obrigado, Senhor, porque hoje nas Vésperas me deste a ler e meditar esta frase de Santo Agostinho: «Sabei que também vós, que renunciaste a este mundo saístes do Egipto.»
 
Com efeito, Senhor, aquele povo, ouvindo a Tua voz, abandonou o mundo em que vivia, e que apesar de todas as dores e humilhações era, aos olhos humanos, um mundo seguro, uma vida estável, para se lançar na “aventura” de Te seguir, de fazer a Tua vontade, procurando-Te incessantemente.
Tantos anos de tribulações, de provações, de adversidades, de medos, de fraquezas, de pecados, até de Te renegar, Senhor, e Tu nunca lhes faltaste com nada do que eles verdadeiramente precisavam.
 
Assim é, Senhor, quando decidimos seguir-Te na nossa vida, abandonando as “certezas” do mundo, para aceitarmos a Tua vontade, confiando e esperando, temos a certeza de que Tu nunca nos abandonas.
 
Não é uma vida fácil e sem tropeços, mas acreditamos que Tu nunca nos faltas com aquilo que verdadeiramente precisamos, e que nos momentos difíceis ali estás, para nos matar a sede e nos alimentares as forças que nos vão faltando.
Sabemos que, apesar de fracos como somos nos afastarmos de Ti tantas vezes, Tu não nos abandonas e permaneces fiel ao nosso lado e em nós.
 
Glória a Ti, Senhor, Deus de bondade infinita.
Eu creio em Ti, eu confio em Ti, eu espero em Ti, Senhor!

 
 
 
Nota:
 
Regresso hoje aos textos que, ao longo de um tempo particularmente dificil da minha vida, fui escrevendo como caminho de conversão á procura de Deus.
Aqui copio a nota que em 18 de Fevereiro de 2009, coloquei no primeiro texto, como explicação do mesmo.
 
«Inicio assim a transcrição o mais fiel possível de alguns escritos que naquele tempo praticamente todas as noites, escrevia como reflexão.
Não o faço com outro intuito que não seja dar a conhecer um caminho de conversão que poderá ajudar alguém a caminhar a sua própria conversão.
Não teve um programa preestabelecido, mas foi uma necessidade que senti diariamente de escrever para melhor me confrontar com a minha vida e com aquilo que Deus ia colocando no meu coração.
São de um modo geral coisas muito simples que todos conhecem, mas que às vezes esquecemos, complicando o que é simples.
«Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu.» Mt 18,3
«Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.» Lc 18,17


Coloco estes escritos nas mãos de Deus para que servindo-O possam servir aquelas e aqueles que os lerem.»

Os textos anteriores, podem ser encontrados na etiqueta "Caminho de Conversão", na barra lateral.
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 17

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Terça feira, 30 de Dezembro de 2003

Obrigado Senhor por mais este dia e por tudo quanto nele me deste.

Obrigado Senhor por todos estes dias, por todo este ano que agora finda.
Obrigado Senhor por tudo quanto neste ano me deste: as alegrias e as tristezas que permitiste em mim, tudo o que correu bem e tudo quanto foram provações, contrariedades, adversidades, dores e sofrimentos.
Obrigado Senhor!

Obrigado Senhor porque me quiseste ensinar aquilo que verdadeiramente sou: nada, sem Ti, não sou nada!

Permitiste que eu ficasse sem tantas coisas de que eu tanto gostava, para me dizeres que só Tu me bastas.

Permitiste que fosse humilhado, sobretudo perante aqueles de quem eu pensava ser superior, para me mostrares que todos somos iguais e que eu sou tão fraco e pobre como os mais fracos e pobres, pois só em Ti posso encontrar força e riqueza.

Permitiste que me angustiasse, que quase me revoltasse, para me dizeres que só em Ti devo depositar a minha confiança, a minha esperança.

Permitiste que tivesse de depender de outros, para me mostrares que sozinho nada sou, e que aquilo que são certezas do mundo, são coisas frágeis e perecíveis, pois só as coisas do Céu são eternas.

Permitiste que tivesse de sair da minha casa, da minha terra, para me mostrares que aquilo que eu achava meu por direito próprio, nada mais era que graça da Tua bondade, pois tudo Te pertence e só por graça o colocas nas nossas mãos.

Permitiste momentos de aridez, de secura, e permitiste momentos de oração íntima, de paz interior, de elevação da alma.

Permitiste as minhas fraquezas, mas deste-me sempre forças para as superar.

Permitiste dores e sofrimentos, mas deste-me sempre meios para os enfrentar.

Permitiste que por vezes me afastasse de Ti, mas correste sempre ao meu encontro e abriste-me sempre os Teus braços.

Permitiste o orgulho e a vaidade em mim, mas mostraste-me sempre o caminho da humildade.

Obrigado Senhor pelo Teu amor, pelo Teu carinho, pela Tua ternura, pela Tua paz, pelo Teu perdão, pela Tua misericórdia, pela Tua piedade, pela Tua compaixão, pela Tua fidelidade, pelos Teus braços abertos para mim.

Obrigado pela fé, pela perseverança, pela fortaleza. Pela oração, pelo louvor, pela adoração, pela Palavra, pela exortação, pela Comunhão, pela Confissão, pela libertação.

Obrigado Senhor, porque apesar de fraco, pobre e por vezes desiludido e angustiado, nunca deixaste de querer confiar em mim.

Obrigado Senhor, porque apesar de nada valer, quiseste precisar de mim, quiseste servir-te de mim.

Obrigado Senhor, porque apesar de casmurro e teimoso, quiseste fazer de mim um homem mais cordato e conciliador.

Obrigado Senhor, porque apesar de eu nada Te ter dado, Tu a mim me deste tudo.

Obrigado Senhor, porque apesar do meu coração duro, fizeste mais forte em mim o amor por Tua Mãe.

Obrigado Senhor, porque eu sou Teu, porque eu Te pertenço, porque tudo o que tenho e sou, é Teu para sempre.

Ajuda-me e ensina-me Senhor, a viver sempre e cada vez mais para Ti, por Ti e em Ti.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 16

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Sábado, 20 de Dezembro de 2003

Obrigado Senhor por este dia e por tudo quanto nele me deste.
Cada vez mais Senhor, percebo que sozinho nada sou, que só contigo posso esperar ser alguma coisa útil aos outros e a mim próprio.

Aproxima-se o Natal e parece que cada vez tenho menos tempo para falar contigo, escrevendo estas coisas que me vêm ao coração.

Queria um Natal diferente, um Natal Teu, verdadeiramente Teu.

Queria pertencer ao teu Presépio, estar com os pastores em adoração, estar assim nu de todo o mundo, nu de todas as coisas que me preocupam, vazio de todos os orgulhos, vaidades, ciúmes, liberto dos maus pensamentos.
Queria Senhor estar limpo, nu de tudo, para Te receber no meu coração, para Te receber na minha vida.

Receber-Te a Ti, Menino Jesus, fazendo-me menino também, puro e simples, num amor sem acessórios, numa entrega sem reticências.

Queria Jesus, que nascesses no meu coração, verdadeiramente fizesses morada no meu coração, na minha vida, e que me ajudasses e ensinasses a receber-Te, a viver-Te, a comungar-Te, a seguir-Te, a agradar-Te, a servir-Te, a sofrer contigo, a encontrar em Ti toda a razão da minha existência, fazendo do Teu anúncio a primeira razão do meu viver.

Queria estar ali, naquele momento, como o mais humilde pastor, prostrado, sem ousar levantar os olhos para Ti, mas sentindo a Tua presença no mundo, na minha vida, e nunca, nunca mais me apartar de Ti.

Queria olhar para Ti Jesus, para Tua Mãe e para José e cantar de alegria:
«Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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terça-feira, 18 de agosto de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 15

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Quarta feira, 17 de Dezembro de 2003

Obrigado Senhor por este dia, por todas as graças que me deste, pela oração da noite e pelo amor e paz que me fizeste sentir.

Perdoa-me Senhor, porque mais uma vez me deixei levar pela inveja e pelo ciúme.
Deixei que o meu coração, a minha mente se perturbasse e fizesse criticas e julgamentos aos meus irmãos em Ti, Senhor.
Eu não quero ser assim, Senhor, mas tantas vezes não consigo!
Ajuda-me Senhor, porque só Tu podes vencer em mim estes terríveis defeitos, que me envenenam o coração, que me envenenam a mente, que me envenenam a vida.

Senhor, quero ser humilde, tudo suportar e tudo calar, deixar que sejas Tu, pela voz dos outros a solicitar-me para o que de mim precisares e não deixar que o meu coração se inquiete por ver outros fazerem coisas que eu gostaria de fazer, de julgar que dão mais atenção a outros do que a mim, ou de fazer juízos em que me julgo superior aos outros.
Quero calar-me e tudo aceitar, se for essa a Tua vontade.

Assim, Senhor, a partir de hoje, ajuda-me a não deixar que o meu coração se perturbe e que eu não queira fazer mais do que aquilo que me pedes pela voz de outros, a não me sentir ofendido nem diminuído se não for chamado para nada.
Que eu possa sentir no meu coração que és Tu, Senhor, que permites que assim seja para que eu aprenda a humildade e o serviço a Deus e nos/aos outros.

Ajuda-me Mãe, modelo de humildade e serviço, a viver para o Teu Filho, conforme a vontade do Pai, guiado pelo Espírito Santo.
Dá-me a mão Mãe e guia-me a vida.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 14

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Quarta feira, 26 de Novembro de 2003

Obrigado Senhor por este dia e os dois dias anteriores. Obrigado Senhor pelas horas difíceis de Segunda feira e porque estiveste comigo e me deste força.
Obrigado Senhor, por continuares a derramar o dom da fé na minha vida.

Que seria de mim sem Ti, Senhor? Como poderia eu passar horas tão amargas, tão difíceis, se Tu, Senhor, não estivesses comigo?
Obrigado Senhor pelo Teu amor.

Reconheço que sem Ti nada sou, e que todo o orgulho e vaidade do ter, querer e poder, para nada servem quando as provações, as contrariedades, as adversidades nos batem à porta.
Só contigo, Senhor, se podem atravessar “vales tenebrosos”, pois só em Ti podemos confiar e esperar.

Pobre e fraco que sou, demoro muito tempo a aprender que só em Ti devo esperar e confiar, mas peço-Te Senhor, não desistas de mim, não desistas de mudar o meu coração, a minha cabeça, porque eu quero ser Teu, Senhor.

Abandono-me aTi e com medo, mas confiante, peço-Te Senhor, a Ti que me conheces, se o meu coração ainda não percebeu, se a minha vida ainda não mudou, continua Senhor a provar-me até que tudo em mim clame por Ti, até que tudo em mim Te pertença e eu esteja todo entregue a Ti.

Mãe, minha querida Mãe, ajuda-me, ensina-me a dizer sim, como tu disseste sim, porque acreditaste que do Pai só vem o melhor para nós.
Mãe, minha Mãe do Céu, ensina-me a humildade e o silêncio que levam à santidade.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 13

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Terça feira, 4 de Novembro de 2003


Obrigado Senhor por mais este dia e por todas as graças que durante ele derramaste em mim.
Não sei Senhor quais foram, provavelmente nem as senti, mas creio Senhor que nunca abandonas os Teus e por isso estás sempre a derramar o Teu amor em cada um de nós.
Concedeste-me, com certeza, a grande graça de afastares de mim o mal e me dares forças para resistir a muitas tentações.
Glória a Ti, Senhor.

«Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração» Rm 12,12
Obrigado Senhor por esta Palavra, por este conselho, por esta advertência.
Tantas vezes que me deixo levar pela “desesperança” e tantas vezes, mesmo esperando, me deixo arrastar pela tristeza, como se realmente nada esperasse.
Senhor eu creio em Ti, creio que estás sempre comigo e creio que só fazes ou permites o que é melhor para mim, por isso tenho de esperar em Ti, e esperar alegremente. Dá-me Senhor da Tua alegria.

Tantas vezes que reclamo das tribulações, das adversidades, das provações, e afinal, Senhor, também são caminhos para encontrar a humildade, para encontrar-Te e perceber que sem Ti nada posso.
Dá-me Senhor, o dom da paciência, para que possa viver as tribulações pacientemente esperando em Ti.

Tantas vezes oro, e me canso de orar, como se houvesse um espaço de tempo para me responderes e que no fim desse tempo eu já nada deveria esperar.
Às vezes é tão difícil, Senhor, perseverar.
Estou a orar correctamente? Estou a fazer o que Deus quer?
Se essas perguntas se me põe é porque estou a pensar em mim e não me estou a abandonar a Ti, para que seja o Teu Espírito Santo a orar em mim.
Dá-me o dom da perseverança, para que a minha vida seja oração, que me leve à paciência na tribulação e à alegria na esperança.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 12

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Segunda feira, 3 de Novembro de 2003

Obrigado Senhor por mais este dia, pelo fim de semana, pela tarde de louvor no Domingo, e por tudo quanto fizeste na minha vida.
Obrigado Senhor por me mostrares como sou fraco e com que facilidade caio no pecado, com que facilidade quebro os meus compromissos para contigo. Perdoa-me Senhor e sobretudo dá-me forças para não pecar.
Obrigado Senhor por me mostrares o meu erro. Afinal o meu compromisso para contigo, vivia-o mais por orgulho e vaidade, para ser “apontado” e “admirado”, do que para Te agradar, para fazer a Tua vontade. Afinal estava mais preocupado com o que conseguia fazer, do que com o que eu Te deixava fazer em mim.
Por isso era fácil cair, faltar ao compromisso: afinal estava a pensar em mim próprio e pior do que isso, estava a orgulhar-me, a envaidecer-me de algo que tinhas colocado no meu coração e eu me estava a servir para “minha glória”.

Perdoa-me Senhor, reconheço o meu erro, os meus erros.
Quero recomeçar o meu compromisso, mas entregue a Ti, para Te agradar, para não Te ofender mais, que já foste tão ofendido.
Peço-Te Senhor, que quando estiver para cair, para quebrar o compromisso, ou para pecar, me mostres o Teu sofrimento e que eu possa sentir que sou a causa dessa dor, desse sofrimento. Que eu possa sentir que Te estou a “magoar” e a “crucificar” mais uma vez.

Quero Senhor agora caminhar na santidade, na humildade do meu íntimo, deixando que sejas Tu a fazer em mim, porque só assim poderei vencer as tentações e resistir ao pecado e à morte que ele traz consigo.
Glória a Ti Senhor, para sempre.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 11

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Quarta feira, 29 de Outubro de 2003


Obrigado Senhor por este dia, por esta noite de Missa e adoração ao Santíssimo Sacramento.
É bom Senhor estar contigo, assim “mais perto”, e sentir a Tua graça, sentir que me conduzes, que me guias, embora eu muitas vezes não me deixe conduzir nem guiar e também muitas vezes me orgulhe de mim, quando afinal és Tu que tudo fazes em mim. Obrigado Senhor e perdoa-me pela minha fraqueza.

Obrigado Senhor pela palavra que hoje me quiseste dar no livro de Santo Afonso Maria de Ligório: “A oração deve fazer-se para dar gosto a Deus, isto é, para conhecer o que Deus quer de nós e pedir-lhe o Seu auxílio para o praticar”.

Com efeito na minha oração, passo a maior parte das vezes à procura de consolação para mim, de respostas para mim, de coisas para mim, quando deveria orar para Te agradar Senhor, porque quero estar contigo, porque quero viver contigo, porque quero gozar da Tua companhia, do Teu amor e não obter algo para mim que não seja a alegria de saber que cumpro a Tua vontade.

Sou tão interesseiro Senhor! Perdoa-me e ensina-me a estar contigo apenas para Te agradar, para Te consolar, para Te louvar, para Te amar, para Te adorar.
Que não haja em mim interesses de obter algo de Ti, porque eu possa julgar que Te estou a dar alguma coisa.
Tudo Te pertence e eu nada Te posso dar a não ser aquilo que Te é devido, o meu amor e a vida que Tu criaste em mim.

Como Job, também Te quero dizer que, “Deus mo deu, Deus mo tirou”, e que tudo Te pertence e de nada eu posso dispor se não for para cumprir a Tua vontade e servir-Te, servindo os irmãos.
Obrigado Senhor.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 10

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Segunda feira, 6 de Outubro de 2003

Obrigado Senhor por este dia, por esta noite no grupo de oração. Não quero Senhor, que haja orgulho ou vaidade em mim, mas apenas vontade de Te servir e servir os irmãos, ajudando-os pela Tua graça a encontrarmos o Teu amor, a encontrarmos a Tua paz, a encontrarmos a maravilha que Tu és, Senhor.
Ajuda-me e ensina-me, Senhor, a estar ao Teu serviço, humildemente, a entregar-me a Ti, para que não faça nada por minha vontade mas sim segundo a Tua vontade.
Tu és o Senhor de tudo e eu pertenço-Te. Serve-Te de mim, Senhor, porque eu sou Teu.
Obrigado pela Palavra, pela parábola do Bom Samaritano.
Mais do que a atitude do samaritano, chamastes-nos a atenção para a atitude do sacerdote e do levita.
“Homens de Deus”, e contudo não souberam, amar o próximo, dando assim um péssimo testemunho.
Pecaram duas vezes: Não ajudaram o próximo e deram um mau testemunho aos outros que ainda não Te conhecem, que ainda não Te seguem.
É assim, Senhor, que nós, que escolheste e a quem queres como filhos, temos de saber cumprir o mandamento do amor, e sobretudo o testemunho do amor, que és Tu, Senhor.
Os olhos estão postos em nós e temos de saber que o que nós fizermos será visto, ouvido e analisado, por todos os que não acreditam em Ti ou ainda vivem longe de Ti.
Por nossa causa, Senhor, pelo nosso mau testemunho, podem afastar-se ainda mais ou nem tentar aproximar-se de Ti.
Ensina-me, Senhor, a ser Teu filho, a ser sacerdote, levita, homem de Deus, mas a proceder como o samaritano.
És Tu, Senhor, no meu irmão, que precisas de ajuda, e eu não Te posso voltar a cara, não Te posso dizer não, não Te posso abandonar, porque sem Ti, sem o amor, o Teu amor, nada sou, nada tenho, meu Senhor e meu Deus.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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sexta-feira, 3 de abril de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 9

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Sexta feira, 4 de Julho de 2003

Obrigado, Senhor, por este dia e por tudo quanto me deste.
Obrigado pela tarde de Adoração e oração em Albergaria, obrigado pela Comunidade Luz e Vida, obrigado pelo Padre Filipe e por todos os membros da Comunidade e por todos os que vais colocando na minha vida.

Senhor, quanto mais leio os livros que me incitas a ler, mais desejo tenho de Ti, de me entregar a Ti, de viver uma vida “normal”, como queres que eu viva, mas sempre em oração.
Tenho um desejo imenso de alcançar a graça de conhecer e amar a Mãe que nos quiseste dar, Senhor.
Preciso da minha Mãe do Céu. Preciso de A amar, de A ouvir, de A entender, de A imitar, de com Ela aprender a conhecer Jesus, a amar Jesus, a viver Jesus.
Mãe, eu não quero que nada se interponha entre nós, nem passado, nem presente, nem futuro. Sabes, Mãe, que no passado não entendia a tua missão, não entendia o teu “papel”, não entendia o teu amor, não entendia a entrega que Jesus na Cruz fez da Sua Mãe ao Seu discípulo, e do Seu discípulo a Sua Mãe.
Sabes, Mãe, como por vezes foi difícil a minha relação com a minha mãe da terra, como a sua “autoridade” marcou em mim uma imagem de mãe difícil de conjugar contigo, Mãe do Céu. Não, ela não teve qualquer culpa, é a sua maneira de ser, é a sua maneira de amar, (e eu nunca tive dúvidas do seu amor), sei que hoje se procuro Jesus, o Pai, o Espírito Santo, se hoje te procuro Mãe, o devo em muito às suas continuas orações e súplicas.
Mãe, intercede pela minha mãe da terra, dá-lhe a tua mão, pede as graças do Senhor para ela, e guia-a e ajuda-a neste últimos anos da sua vida em tudo o que ela precisar.

Mãe, minha Senhora e minha Mãe, preciso de Ti, preciso que me conduzas, que me guies, que me ensines a amar, com o teu amor puro e sincero, preciso que me fales de Jesus, que me ensines a conhecê-Lo, a agradar-Lhe, a viver com Ele na minha vida.
Preciso, Mãe, que me ensines a humildade, o silêncio, o baixar a cabeça, a aceitação, a entrega total à vontade de Deus, num sim permanente e diário.
Preciso, Mãe, que me ensines a suplicar, que me ensines a guardar no coração, a meditar, a aprender com tudo o que o teu Filho permite que aconteça na vida que Ele mesmo me quis dar.
Preciso, Mãe, que como fizeste com os Apóstolos, me incites a perseverar na oração, a viver no cenáculo, a esperar confiantemente nas graças de Deus.
Preciso, Mãe, que como fizeste em Jerusalém, intercedas por mim junto do teu Filho, para que Ele derrame em mim abundantemente o Espírito Santo , para que eu seja aquilo que o Pai quer que eu seja, para que surja em mim, embora indigno, a graça da oração permanente, a graça da oração do coração.
Preciso, Mãe, que mandes em mim, porque eu quero obedecer, como Jesus obedeceu enquanto contigo viveu.
Preciso, Mãe, que me sentes no teu colo e me cubras de amor e carinho, para que assim eu aprenda também a amar e a acarinhar todos aqueles que se aproximam de mim.
Obrigado Mãe, amo-te e louvo-te porque és pura e Santa.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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terça-feira, 24 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 8

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Segunda feira, 30 de Junho de 2003

Obrigado, Senhor, por mais este dia.
Obrigado, Senhor, pela noite de Missa e Adoração. Obrigado, Senhor, por estes teus dois sacerdotes. Obrigado, Senhor, pela presença dos meus filhos comigo, nesta noite.

Estou vazio, Senhor.
Quero sentir, quero escrever, quero dizer o que me vai no coração, na alma, e nada sai.
Parece que estou seco, e que Tu, Espírito Santo, Te afastaste de mim, e assim a Tua doce inspiração deixou de existir em mim.

Sei que não é verdade, Senhor, que Tu continuas em mim, que sempre continuarás enquanto eu Te receber de coração aberto, mas, Senhor, neste momento estou a atravessar um momento de secura.
Louvado sejas Tu, Senhor, por isso mesmo.

Percebo bem, que sem Ti, não há oração, não há paz, não há tranquilidade, não há repouso no coração, por isso, Espírito Santo, peço-Te, vem em auxilio da minha fraqueza, vem despertar em mim a graça da oração, vem dar-me a paz, a tranquilidade, a verdadeira alegria, que só pode vir de Ti.

Só Tu, Senhor, podes fazer que o meu coração, seco e árido, se transforme num coração mole, permeável ao Teu amor, tão mole como uma esponja, para ficar embebido do Teu amor, um coração molhado, encharcado da Tua água viva, da água que dá vida, e que faz nascer e renascer a vida.

Só Tu, Senhor, podes transformar o silêncio insuportável numa oração de louvor, numa oração de graças, numa oração de súplica, numa oração de intercessão, numa oração de entrega.
Eu creio em Ti, Senhor, e quero pertencer-Te sempre.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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terça-feira, 10 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 7

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Sábado, 21 de Junho de 2003

Obrigado Senhor, por mais este dia, por este dia.
Por todas as graças que hoje quiseste derramar em tantos irmãos, em tantos lugares. Não sei Senhor, quantas almas foram salvas, quantas alegrias nasceram, quantas esperanças foram confirmadas, quantas confianças deram fruto, quantas súplicas foram atendidas, quantas faltas foram perdoadas, quantos rancores e ressentimentos transformaste em perdão, quantos ódios e violências acabaram na paz, quantas tristezas deram origem a alegrias, quantas dúvidas retiraste para colocares a fé, quantos cegos não Te viam e passaram a ver, quantos surdos não Te ouviam e passaram a ouvir, quantos mudos não falavam e passaram a cantar-Te, a testemunhar-Te, quantos corações não amavam e passaram a amar-Te, quantos joelhos não se dobravam e prostrados passaram a adorar-Te, não sei, Senhor, quantos foram neste dia, em toda a humanidade, em todos os lugares dos mais conhecidos aos mais inóspitos, não sei, Senhor, mas dou-Te graças por todos eles.

Dou-Te graças também, por todos aqueles que não estão incluídos neste número, mas que Tu amas com o mesmo amor, e que um dia por Tua graça, irão receber todas estas graças, aquelas que Tu sabes, Senhor, que lhes são mais necessárias.

Obrigado, Espírito Santo, que oras no homem com “gemidos inexprimíveis” e assim pedes ao Pai, por Jesus Cristo, tudo aquilo que o homem precisa.

Obrigado, Senhor, por este ano de Catequese. Aceitei, Senhor, esta missão há um ano, não sei, Senhor, se por orgulho ou vaidade, ou porque Tu o colocaste no meu coração, mas não estou arrependido, Senhor, pois trabalhaste em mim, servindo-Te de mim.
Aprendi, Senhor e só Tu sabes se ensinei. Só Tu sabes, Senhor, porque só Tu conheces os corações daqueles jovens, só Tu sabes se as palavras e os gestos que fiz, foram meus, e portanto sem vida, ou se vieram de Ti e portanto tocaram os corações de todos eles.
Será orgulho, pelo menos um pouco de orgulho, mas gostava tanto, Senhor, de continuar a ver aqueles jovens na Missa, a sentir que aqueles jovens rezam, a conhecer que aqueles jovens não se vão afastar de Ti.
Diz-me, Senhor, o que queres que eu faça, e eu faço-o, assim Tu me dês a força e o ânimo para tal.
E agora, Senhor, no próximo ano precisas de mim na Catequese? Aqui estou, Senhor, entrego-me nas Tuas mãos, que seja feita a Tua vontade.

Fala, Senhor, que o Teu servo escuta!
Aqui estou, Senhor, de coração aberto para Ti. Desejo tanto escutar-Te, sentir-Te, ouvir-Te, seguir-Te, servir-Te, amar-Te, louvar-Te, adorar-Te. Que posso fazer, Senhor, que aumente a minha entrega, que concretize o meu desejo de Ti, que me preencha de Ti. Eu nada posso fazer, claro, se Tu não fizeres em mim.

Senhor, quero ser santo! Não para estar nos altares, mas para Te agradar, Senhor, para Te consolar, Senhor, para Te “afirmar” que o meu passado não existe e que acredito no Teu perdão.
Senhor, quero ser santo! Para que o meu pensamento esteja sempre em Ti, para que não dê um passo sem Te perguntar: Senhor, é isto que queres?
Para que não profira uma palavra sem que saiba que por Ti foi inspirada, para que não tenha planos, mas assuma os Teus planos para mim e para os outros, para Te invocar de manhã e à noite e durante todos os momentos da minha vida, para que o meu coração nada mais tenha, a não ser a Tua presença.
Quero ser santo, Senhor, para que aqueles que se cruzarem comigo, saibam que a Ti pertenço e que só Tu és o Senhor da minha vida e que isso é o melhor que me pode acontecer, e que só assim quero viver. Para que também eles queiram ser santos, para experimentarem as delicias de estar contigo, a alegria de viver contigo, as certezas de ser guiado por Ti, a confiança e a esperança de repousar em Ti.

Pelos poucos momentos que já passei em que me tocaste, Senhor, em que Te fizeste sentir, em que moldaste a minha vida pelos breves momentos em que eu deixei, eu digo-Te, Senhor, quero ser santo!

Quero amar os “meus” Judas, como Tu, Jesus, amaste o Teu, quero amar os que me querem mal, como Tu Jesus, amaste os Teus algozes, quero perdoar, Senhor, como Tu perdoaste e perdoas, quero pedir perdão, Senhor, para que o perdão cresça em mim.

Quero ser santo, Senhor, é uma decisão que coloco na minha vida, porque ao querer ser santo estou a fazer a Tua vontade, e eu quero fazer a Tua vontade.

Ah, Senhor, e a Cruz, a Tua Cruz! Também eu, Senhor, quero aceitar a minha cruz, a cruz que me pertence, a cruz da santidade.
Coloco o meu ombro a jeito, inclino a minha cabeça, encho o meu peito de ar, abro o meu coração para Ti, e digo-Te: Senhor, coloca a cruz nos meus ombros e sê o meu Cireneu, porque sem Ti, Senhor, não a consigo levar.
Tens que vir comigo, Senhor, para me ajudares a levantar as inúmeras vezes que eu cair, as inúmeras vezes que o meu coração vacilar, as inúmeras vezes que eu pensar que as minhas forças não vão chegar.
Quero ser santo, Senhor!

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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sexta-feira, 6 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 6

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Segunda feira, 9 de Junho de 2003

Obrigado Senhor, por este dia e sobretudo pela oração da noite no grupo de oração. Como Te fizeste presente, Senhor, no meio de nós!

Obrigado por nos teres levado e entregar-Te as nossas vidas, sobretudo aquelas áreas das nossas vidas em que verdadeiramente, por culpa nossa, não Te “deixávamos” entrar.
Sim, Senhor, não quero ter na minha vida, ou melhor, na vida que me deste, nenhuma área, nenhuma coisa, em que Tu não estejas presente, ou melhor, que eu não Te confie e em Ti espere.

Tudo Te pertence Jesus, e eu entrego-Te, ou quero, desejo, entregar-Te tudo o que diz respeito a mim: o bem e o mal.
Porque o bem Tu o recebes e guardas, o mal, Tu o recebes e transformas em bem e devolves como ensinamento.
Obrigado, Senhor, pertenço-Te e entrego-me a Ti, por inteiro, em tudo na minha vida.

«ficai aqui e vigiai comigo.» - «Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo!»
Mt 26, 36;40

Obrigado Jesus por me teres mostrado naquele livro uma tão bonita interpretação destas Tuas frases. (A graça da oração – Jean Lafrance – pág 101)
Quando rezavas no Getsémani, rezavas com certeza por todos nós, por todos os pecadores que sempre existem, existiram e existirão.
Pedes-nos para rezarmos contigo, para intercedermos pelos outros, para Te fazermos companhia, para nos angustiarmos contigo por haver tantos pecadores, tantos homens e mulheres afastados de Ti, que não Te conhecem, ou seja, que vivem afastados da Verdade, que não conhecem a Verdade.

Tu, Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, pedes-nos a nós, simples criaturas, que rezemos contigo, que juntemos as nossas orações às Tuas, pelos pecadores, pelos perdidos, pelos que não Te conhecem. Dás-nos esta missão de pedir pelos outros, ou seja, amá-los como Tu nos amaste.
E não nos deixas sozinhos nesta missão, pelo contrário, dizes a cada um de nós, «Eu sou o primeiro a pedir ao Pai», e ensinas-nos a rezar como convém, pelo Teu Espírito Santo.

Mas nós não “temos tempo”, nós estamos cansados, adormecemos no conforto da vida ou ocupamo-nos com as nossas próprias preocupações.
E Tu, Senhor, admirado dizes a cada um de nós: «Nem uma hora pudeste vigiar comigo!»

Senhor, que vergonha, porque às vezes nem é uma hora num dia, é uma hora por semana, isto é, não arranjamos tempo para estarmos contigo na Eucaristia, uma vez por semana!
Somos capazes de pedir as coisas que nos fazem falta para a nossa vida do mundo, somos capazes de pedir para os outros bens materiais e saúde, mas raramente pedimos para os nossos irmãos e irmãs a salvação!
E mesmo quando pedimos é por aqueles que são das nossas famílias, ou que nós conhecemos.
E então por aqueles que ninguém conhece, ou que não têm na família ninguém que peça por eles?
Temos de ser nós a juntar a nossa voz, a nossa pobre voz, à de Cristo no Getsémani e suplicar ao Pai, piedade, compaixão, misericórdia para todos nós.

Tu, Senhor, dás-Te por inteiro, nós damos pequenos pedaços, que muitas vezes logo retiramos. Somos tão “bons” a julgar os outros, mas não gostamos que nos julguem a nós.

«Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo!»

Que vergonha, meu Deus, sempre tão ocupado nas minhas coisas, na minha vida, na minha oração, nos meus pedidos, nos meus planos, nas minhas preocupações, nas minhas angústias, na minha família, nos meus amigos, nos meus conhecidos, etc., etc.
Vês, Senhor, como eu sou? É tudo meu, só me preocupo com “o meu e a minha”, e afinal não tenho nada porque é tudo Teu!

Sofreste tanto, Senhor, por aqueles que sofrem e hão-de sofrer porque se afastam de Ti. E eu, Senhor, não posso também deixar-me sofrer um pouco, sobretudo por aqueles que não sei quem são?

Senhor, entrego-me a Ti, para que faças de mim o que Te aprouver, e tudo quanto assim seja, Te quero entregar pela salvação dos outros, sobretudo aqueles que eu não conheço, mas que Tu, Senhor, sabes bem quem são.

Não sou nada, nem ninguém, Senhor, sou pecador e fraco, mas com a força do Teu Espírito Santo a quem me entrego para que ore em mim, quero fazer-Te companhia na Tua oração.

Acorda-me, Senhor, não me deixes dormir nas minhas comodidades ou ocupado com as minhas preocupações. Ajuda-me a sair de mim e a, de joelhos, prostrado, com a cara no chão, fazer-Te companhia, entregar-Te a minha oração, para que a leves ao Pai, suplicando por todos aqueles que não têm quem suplique por eles.

Quero estar contigo, Senhor, não uma hora, mas sempre e em todo o momento.
Quero, por Tua graça, fazer do resto da vida que me deres, uma oração de companhia à Tua oração no Getsémani, oração que continuas a fazer todos os dias, para que o Pai tenha misericórdia de nós, pecadores.

Sagrado Coração de Jesus, eu tenho confiança em vós.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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terça-feira, 3 de março de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 5

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Terça feira, 3 de Junho de 2003

Obrigado, Senhor, pela paz que de vez em quando toca o meu coração.
No meio da tempestade, da inquietude e da angústia, (como sou fraco, meu Deus, como é fraca a minha fé, a minha confiança, a minha esperança), surgem momentos profundos de paz e alegria, porque me tocas, Senhor, porque Te tenho, Senhor, por Tua graça.

E vais-me ensinando a rezar, já não mais como um “conhecedor”, ou como um, (pensava eu, pobre de mim), privilegiado, mas sim mostrando-me a minha pequenez, a minha fraqueza, mostrando-me como sou nada sem Ti.
Já não rezo, (pelo menos todas as vezes que rezo), como um “igual”, falando com o meu Deus como se me devesses alguma coisa, mas sim invocando-Te, suplicando-Te, abandonando-me a Ti.

Ó meu Jesus, pobre de mim, que estava e estou ainda tão enganado, convencido que já tinha percorrido muito caminho e afinal ainda nem comecei a caminhar.
Como um caminhante ainda estou a fazer a “lista” do que preciso para caminhar, ainda estou a arranjar o saco para sair da minha casa cheia de mundo, ainda estou nas despedidas, renitente em deixar o que não é nada.

Pobre de mim, ó Pai, que ainda procuro maneira de Te invocar, de Te suplicar, de Te chamar Pai e com sinceridade me sentir Teu filho, dependente em tudo de Ti.

Pobre de mim, Espírito Santo, que continuo a agarrar o puxador da porta da minha casa do mundo, em vez de Te dar a mão e me abandonar no Teu vento impetuoso que me quer conduzir.

Ó meu Senhor, ensina-nos a rezar!
Ó meu Senhor, ensina-me a caminhar!

Fizeste-me tão grande de corpo que a maior parte das vezes não consigo entender como sou pequeno em Ti.
Queria tanto, Senhor, sentir-me pequeno junto dos outros, sentir-me útil à Tua Palavra, diminuir cada vez mais para Tu cresceres em mim.

Tanto pensamento vão, tantos planos traçados e dos quais Te arredo, Senhor. De nada valem, porque não são Teus, ou porque, pelo menos, não os apresentei à Tua aprovação.

Obrigado, Senhor, por este caminho que agora me estás a dar, que agora me queres mostrar, embora eu ainda cego pelo mundo, tenha dificuldades em ver.

«Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor.» Heb 12,14

Quero suplicar-Te, ó Pai, por Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo, que me ajudes a colocar a paz no meu coração, sobretudo para com aqueles com quem mais me custa falar, em quem mais me custa pensar, com aqueles que quase sempre não quero amar. Sobretudo todos os irmãos que provocaram este assunto da empresa. Que por Tua graça eu os possa acolher no meu coração e amar com o Teu amor.

Mãe, dá-me do teu amor, desse amor com que amas todos os teus filhos, que o teu Filho te deu. Dá-me desse amor puro e sincero com que nos amas, para que também eu, pobre de mim, possa amar assim.

Mãe de amor, rogai por nós.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 4

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Sábado, 31 de Maio de 2003

Obrigado Senhor, pela catequese de hoje, pelas palavras que colocaste na minha boca e pelo modo atento e participativo que os catequizandos tiveram durante aquele tempo.
Que por Tua graça, Senhor, tudo toque o seu intimo, o seu coração e os faça seguir um caminho de pureza e castidade para Ti, Senhor.

É tão difícil, Senhor, a minha cabeça e se calhar até o meu coração, não param de fazer juízos, críticas e até condenações aos outros, sobretudo estes que estão envolvidos neste terrível caso de pedofilia. E o pior, Senhor, é quando a minha boca transmite tudo o que vai passando na minha cabeça e no meu coração.

Quem sou eu, Senhor, para julgar os outros? Quem sou eu, Senhor, para criticar os outros? Quem sou eu, Senhor, para condenar os outros?

Misericórdia, Senhor, por tudo o que penso e digo dos outros.
Não olhes, a esta minha fraqueza, mas ao desejo que tenho de não ser assim, de não julgar, mas acolher e estar calado, não só na boca, mas também no coração e na cabeça.
Não quero ser assim, Senhor, não quero pensar, nem falar dos outros, mas sim rezar por eles, pedir por eles e ver neles a Tua Face.

Se eu fui perdoado, e acredito Senhor, que me perdoaste da minha vida passada, também eles se forem culpados podem ser perdoados pela Tua misericórdia.
Senhor é tão difícil, porque mal dou conta, já estou a pensar, a julgar, a criticar, a falar.

Ajuda-me, Senhor, mostra-me como fazer, mostra-me como dominar todos estes sentimentos, não para meu orgulho, mas para ser Tua imagem, Senhor, para ser como me criaste.

Senhor, quero comprometer-me hoje, aqui, perante Ti, a emendar estas minhas atitudes, a não pensar mal dos outros, a não julgar, a não criticar, a não falar mal dos outros.
Mas para isso, Senhor, preciso de Ti. Preciso que me lembres sempre, antes de pensar, de julgar, de falar. “Fecha” o meu pensamento, a minha boca, para que não peque.
Sozinho não sou capaz, envia Senhor o Teu Espírito Santo que tome conta de mim e me mostre como fazer, me lave e purifique o pensamento e a boca.

Dizias hoje, Senhor, na Tua Palavra: «
Nesse dia, apresentareis em meu nome os vossos pedidos ao Pai, e não vos digo que rogarei por vós ao Pai, pois é o próprio Pai que vos ama, porque vós já me tendes amor e já credes que Eu saí de Deus.» Jo 16,26-27

“Senhor Jesus, eu amo-Te e acredito firmemente que és o Filho de Deus, por isso em Teu nome, na força do Espírito Santo, peço-Te Pai, retira de mim esta fraqueza de julgar, criticar e falar mal dos outros, porque quero ser segundo a Tua vontade, irmão que ama os seus irmãos”

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 3

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Quinta feira, 29 de Maio de 2003

“Pai, se quiseres podes resolver este assunto da empresa, (ver aqui), como é meu desejo, contudo que não se faça a minha mas a Tua vontade”.

Pai, devo pedir-Te que tudo se resolva como eu quero e desejo, ou devo abandonar-me nos Teus braços e esperar que respondas segundo a Tua vontade?
Sim Pai, eu sei que devo fazer a minha parte, continuando a trabalhar, mas queres-me ouvir a pedir, ou queres que viva a esperar?
Pai, queres que seja insistente como a “viúva importuna”, ou que espere porque “Tu sabes do que eu necessito”?
Pai, apesar de tudo prefiro o dom de me entregar a Ti, à Tua divina providência, pois entregue a Ti, o mundo não me pode incomodar. As inquietações, provações, contrariedades não me abalarão se me deres a graça de eu saber que vivo contigo e estando contigo, o que é que me pode incomodar?

Obrigado Senhor pelo que hoje me mostraste naquele livro:
A imagem só é imagem porque torna visível o invisível e só é imagem porque reflecte o que representa, ou seja, é obediente ao que representa.
Por isso, só posso, só podemos verdadeiramente ser à «Tua imagem e semelhança», se Te imitarmos, se Te formos obedientes no amor.

Preciso de Ti, Senhor Espírito Santo, porque nada sou, porque sou fraco, porque me deixo incomodar pelo mundo.
Ouve a minha súplica, Pai, e concede-me a graça do Espírito Santo, que me guie, que me anime, que me faça viver a Tua vontade no amor de Jesus Cristo.

Ofereço-Te, Senhor, estes sacrifícios em desagravo das minhas ofensas e dos outros, a Ti, meu Senhor e meu Deus, ao Sagrado Coração de Jesus, ao Imaculado Coração de Maria.
Pela conversão dos pecadores, principalmente o … que não é baptizado. Pelos meus catequizandos. Por todos aqueles que estando envolvidos neste assunto da empresa, não estão do “meu lado”, ou seja, de quem eu não gosto tanto no meu coração e não Te conhecem, nem Te amam, Senhor.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 2

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Segunda feira, 26 de Maio de 2003

Obrigado Senhor, pela “humilhação” de ontem.
Eu que me “julgo” imprescindível, fui “substituído”, não por vontade minha, mas porque assim o fizeste por intermédio de alguém.
É certo que na minha cabeça me irritei, pensei mal, critiquei, invectivei, mas deste-me força Senhor para me calar.
Obrigado Senhor, que seja caminho de santidade, para vencer o meu orgulho e vaidade.

Obrigado Senhor pela noite de adoração de hoje, porque Te quiseste servir de mim, para tocares aqueles irmãos. Obrigado Senhor por não me ter apercebido de nada, a não ser no fim, quando vieram falar comigo. Assim talvez não me tenho orgulhado tanto.

Até quando, Senhor, continuarei a pensar que sou eu que sou “bom”, que sou eu “que faço as coisas”?
Até quando, Senhor? Permite Senhor, que no meu coração seja uma certeza que tudo me vem de Ti, que eu nada faço, mas sim que Tu fazes em mim.
Aliás não percebo, nem quero perceber, porque Te serves de mim, orgulhoso e vaidoso como sou, para levares a Tua Palavra a alguém.

Gostava tanto, Senhor, de poder dizer com sinceridade de coração, como disse João Baptista: «É preciso que eu diminua para que Tu cresças».

Que nesta semana, até dia 2, (e daí para a frente), eu não fale de mim ou das coisas que “fiz”, que não procure “elogios”, nem satisfações, mas apenas Te agradeça tudo o que quiseres fazer em mim.

Misericórdia Senhor, sou pecador.
Lembra-me Senhor que a minha memória é fraca.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 1

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Terça feira, 20 de Maio de 2003

Leio sobre e penso em Santa Rita de Cássia.
Santo Agostinho: «Toda a religião consiste em imitar aquele que se honra» - Cidade de Deus (8,17.2) - «Honrar e não imitar, não passa de adulação mentirosa» (Sermão 325,1)

Que devoção é esta que quero ter? É apenas para receber “graças” ou é para conhecer verdadeiramente a vida e a mensagem de Deus, através de Santa Rita e para assim imitar um caminho de fé, obediência e perseverança?

Santa Rita, por exemplo, perseverou e esperou tanto quanto necessário para entrar no Convento e realizar o seu desejo, segundo reza a história.
E eu também persevero e sei esperar?

Se quero ser devoto de Santa Rita de Cássia tenho de aprender com ela a servir a Deus e imitá-la nas suas virtudes.
E duas delas, que me são mais difíceis, são a perseverança e a paciência.

Assim hoje quero comprometer-me perante Deus, a todos os dias de manhã e se possível como primeira oração da manhã, dizer: “ Jesus, ensina-me a rezar”.
Assim o Espírito Santo mo recorde todas as manhãs, até que Ele mesmo coloque no meu coração o fim desta prática de perseverança.

Quero comprometer-me também perante Deus a viver a virtude da paciência, sobretudo com os meus filhos, a não “gritar”, nem ser “agressivo”, mas a saber aceitar as suas brincadeiras e com amor e carinho corrigir os excessos e aquilo que estiver mal, assim me ajude o Espírito Santo nestes compromissos que agora quero aceitar.

Durante esta semana, até Quarta feira 28, rezar o terço de joelhos pela conversão dos pecadores.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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Inicio assim a transcrição o mais fiel possível de alguns escritos que naquele tempo praticamente todas as noites, escrevia como reflexão.
Não o faço com outro intuito que não seja dar a conhecer um caminho de conversão que poderá ajudar alguém a caminhar a sua própria conversão.
Não teve um programa preestabelecido, mas foi uma necessidade que senti diariamente de escrever para melhor me confrontar com a minha vida e com aquilo que Deus ia colocando no meu coração.
São de um modo geral coisas muito simples que todos conhecem, mas que às vezes esquecemos, complicando o que é simples.
«Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu.» Mt 18,3
«Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.» Lc 18,17
Coloco estes escritos nas mãos de Deus para que servindo-O possam servir aquelas e aqueles que os lerem.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A CONVERSÃO

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Reparei quando estive naquele programa de televisão agora no dia 9 deste mês, que me foi perguntado, (como inicio de conversa), em relação à minha conversão, se eu tinha visto uma luz ou qualquer outra coisa desse tipo.
A verdade é que muita gente pensa que uma conversão se dá porque a pessoa viu uma luz, ou qualquer coisa assim para o sobrenatural.
Deve estar na nossa imaginação a descrição da conversão de Saulo/Paulo e então julgamos que acontece assim, com uma visão de luz e num momento muito específico.
Mas a verdade é que Deus não anda por aí a “cegar” as pessoas com luzes vindas do “além”, nem a conversão é um momento específico marcado no tempo.
A conversão não vem de fora para dentro, mas acontece sim de dentro para fora.
A conversão tem sim algo de transcendente e que é a resposta de Deus à procura do homem.
E essa resposta de Deus é o dom da Fé a que o homem em conversão responde, aceitando, reconhecendo e vivendo a Fé como uma constante da sua vida, e assim acredita, entrega-se, confia e espera no Deus que vem ao seu encontro para o salvar, confirmando no viver do homem a liberdade em que o criou.
E a conversão não é um momento, mas sim uma vida, um dia a dia, um caminhar, um andar para a frente e às vezes para trás.
A conversão é uma abertura à presença de Deus na nossa vida e à disponibilidade para a mudança que Essa presença implica em nós, no nosso proceder, nas nossas prioridades, no nosso viver do dia a dia.
A conversão não é a mudança daquilo que nós somos como seres humanos, das características especificas de cada um, do feitio de cada um, porque se assim fosse seriamos todos iguais e Deus criou-nos todos diferentes, apenas iguais na dignidade de todos sermos Seus filhos.
A conversão leva-nos a potenciar os talentos que Deus nos deu e a tentarmos controlar as nossas fraquezas os nossos defeitos.
A conversão leva-nos a olhar para os outros como parte importante da nossa vida e a percebermos que sem eles não tem sentido, nem podemos caminhar o caminho da salvação.
A conversão leva-nos a perceber que não podemos sequer dizer que amamos a Deus, se vivemos apenas para nós ou para aqueles de quem gostamos.
A conversão leva-nos também a gostarmos de nós próprios como nós somos, assumindo sem medo os nossos defeitos e as nossas qualidades.
Deus ama-nos como nós somos e não como nós pensamos que Ele gostava que nós fossemos.
Deus ama-nos na nossa vontade de querermos fazer a Sua vontade e a Sua vontade é que «tenhamos vida e a tenhamos em abundância.»
A conversão não nos leva a sermos “santinhos”, mas a procurarmos a santidade no amor e na caridade.
A conversão tem de fazer de nós discípulos de Cristo, testemunhas da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, em todos os momentos da nossa vida, na dor e no bem-estar, na tristeza e na alegria.
A conversão leva-nos a viver a alegria da pertença a Jesus Cristo, que nos veio trazer a «alegria completa», e que não se exprime na gargalhada fácil, mas na paz, na tranquilidade, na serenidade interior, que se exprime exteriormente pela expressão da aceitação das provações, e dos bons momentos, pelo constante louvor e agradecimento por tudo quanto acontece na nossa vida, na certeza de que em tudo Deus está connosco e em tudo Ele nos conduz no caminho certo, mesmo que muitas vezes não percebamos o porquê das coisas.
A conversão é algo que não conseguimos transmitir totalmente por palavras, mas que devemos transmitir com a nossa própria vida, deixando que Deus se sirva de nós para tocar os corações, as vidas, daqueles que ainda não O encontraram, que ainda não O reconheceram.

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A conversão da minha vida teve e continuará a ter diversas fases.
Quando em 2003, como já testemunhei aqui, a vida se abateu sobre mim, esse facto levou-me a uma fase de grande interioridade, de grande procura, de grande descoberta da aceitação da vontade de Deus na minha vida, na certeza de que em tudo, até mesmo no mal, Deus consegue retirar o bem.
Vivi dias de intensa oração, muito mais de louvor e entrega, do que de súplica ou petição, tentando perceber na provação a presença de Deus na minha vida.
Praticamente todas as noites escrevia o que me ia no pensamento, no coração, e abrindo a Bíblia deixava que a Palavra me dissesse, não o que eu queria ouvir, mas o que precisava perceber e viver.
É desse tempo que vou passar para aqui, para este espaço, alguns desses escritos.
São escritos simples, de alguém que dialoga com Deus, que O procura, que O quer encontrar, e não pretendem ser exegese bíblica, e muito menos reflexões teológicas ou profundas da Doutrina, mas sim de uma simples vivência da Fé.
São reflexões pessoais, de abertura à presença de Deus na minha vida, reflexões do dia a dia e das coisas que nos dias vão acontecendo, por isso mesmo onde houver nomes, os mesmo serão omitidos.
Serão apenas alguns escritos escolhidos de todos os desse tempo, e faço-o agora para testemunhar um pouco em resposta àquilo que me foi perguntado, (e tantas vezes a cada um de nós), e escrevo no inicio deste texto, ou seja, se na nossa conversão vimos uma luz ou qualquer outra coisa desse tipo “visionário transcendental”.
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