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Durante a Eucaristia Dominical veio à minha mente a imagem do amendoim.
Chegado a casa tentei perceber se isso significava alguma coisa para mim.
Quem gosta de comer amendoins sabe que o processo para os comer tem três fases, digamos assim.
Em primeiro lugar é preciso abrir a vagem onde estão os amendoins.
Em segundo lugar é preciso retirar a película à volta do amendoim.
Em terceiro lugar pode-se então usufruir do fruto, comendo o amendoim.
Percebi, então, um paralelo com o caminho de conversão na vida de um cristão.
Para abrir a vagem onde estão contidos os amendoins é preciso algum esforço, é preciso partir com a força dos dedos a camada exterior, para colocar à disposição os amendoins.
Esta vagem são os pecados mortais, duros, os mais difíceis de “partir”, mas sem os “abrir” não podemos ter acesso à vida cristã que queremos viver em comunhão com Cristo.
Depois vem a tal película que envolve os amendoins e se separa em vários bocados que, sendo mais fácil de limpar, agarra-se, no entanto, aos nossos dedos, fica como que colada e, muitas vezes, esses bocados da película tornam-se difíceis de retirar e são, digamos assim, mais numerosos que as vagens.
Há um processo para os limpar que torna tudo mais fácil, e que é esfregar os amendoins ainda com essa película entre as mãos, depois soprar, e o sopro faz voar para “longe” esses bocados de película.
Esta película e os seus “bocados” são os pecados veniais, aqueles que são as fraquezas mais comuns no homem, mas que é preciso afastar para poder ter “acesso” à vida completa em comunhão com Cristo.
E aquele sopro que afasta esses bocados, é o Espírito Santo a Quem nos entregamos para que nos dê forças e afaste de nós as nossas fraquezas diárias.
Findo todo o processo de limpeza do exterior do amendoim, podemos então usufruir da riqueza desse fruto e de todo o seu sabor.
A conversão do cristão nunca está acabada, mas se for fiel ao “processo” de reconhecimento das suas faltas, dos seus erros, de tudo aquilo que tem de emendar no dia a dia, de se arrepender e confessar, atirando fora as “vagens e películas” da sua vida, então também terá “acesso” à «vida em abundância» (Jo 10,10), prometida e alcançada para todos nós pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo Nosso Senhor.
Marinha Grande, 19 de Julho de 2026
Joaquim Mexia Alves

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