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Está frio, Senhor, aqui neste lugar onde Te adoramos e louvamos.
Mas mais importante que este frio exterior, é o frio interior, se o mesmo se instalasse em nós.
O que seria de nós se o nosso coração “congelasse” e não enviasse o sangue a todo o nosso corpo.
O sangue vivifica todos os órgãos que percorre, dando-lhes vida plenamente.
Sabemos bem que onde o sangue, por qualquer doença ou ferida, não chega, o corpo adoece, morre e apodrece.
A fé é o nosso “sangue” espiritual, que acaba por tocar toda a nossa vida.
Por isso, Senhor, Te pedimos que não permitas que uma “fé fria” se instale em nós.
Que o nosso amor não seja frio, que a nossa vida não seja fria, que a fé que vivemos não seja fria, porque se assim for, tudo morre sem sentido.
A morte do corpo interessa pouco, se a alma estiver saudável.
Mas uma “fé fria” pode “matar” a alma, pode impedir a Tua presença em nós.
Só no calor do Teu amor, abrasando o nosso pobre amor, podemos viver verdadeiramente uns com os outros e, sobretudo, uns para os outros.
Só no calor, no fogo do Espírito Santo, a fé que nos anima pode ser quente e assim ser vida constante, vida que renasce em cada momento.
Dá-nos, Senhor, o calor do Teu amor.
Que ele encha as nossas “artérias” e “veias” da fé, e assim traga sempre vida nova a todo o nosso ser.
Garcia, 16 de Janeiro de 2025
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

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