sexta-feira, 6 de março de 2020

A BARCA DA MINHA VIDA


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Fecho os olhos e deixo-me levar!

A barca da minha vida já há muito tempo partiu, mas só agora, (o que é agora se pensar em eternidade?), me dou conta de que inúmeras vezes ninguém comandou esta barca, ou melhor, fui eu, que não sou ninguém, quem a comandou, e por isso tantas vezes fui ter a portos inseguros, a tempestades horríveis, tantas vezes fui atingido por ventos que dividem, navegando sem rumo, sem direcção, sem sentido.

Um dia entraste na minha barca e calmamente tomaste o leme e navegaste por mares calmos, mas também atravessaste ondas alterosas, abismos profundos, monstros inenarráveis, mas sempre com o Teu sorriso terno, olhavas para mim e dizias  com a voz repassada de amor: Não temas Eu estou aqui!

Mas quantas vezes, apesar de dizer com a boca que confiava em Ti, eu tirei o leme das Tuas mãos e me pus a navegar, precipitando-me sempre em perigos constantes, até reconhecer que só Tu sabes conduzir a minha barca e então gritava-Te, cheio de medo: Salva-me, Senhor!

E, no entanto, este passado torna-se todos os dias presente: Tu a quereres-me salvar e eu a querer-me convencer de que já me salvei!

Já mudei tantas coisas!
Já me libertei de tanto lixo!
Já abandonei tanta ideia errada!
E, mesmo assim, continuo sem saber navegar, ou melhor, sou inconstante na navegação!

Diz-me, Senhor, porque não consigo eu libertar-me de mim próprio, para vazio de tudo ser quem Tu queres que eu seja?

Pacientemente, como sempre, tomas o leme novamente e dizes-me cheio de compaixão: Mas ainda não percebeste que Eu te amo como tu és? Ainda não percebeste que cada vez que Me tiras o leme da tua barca, Eu fico ao teu lado até Tu reconheceres que estás a navegar sem rumo? Ainda não percebeste que toda essa luta diária és tu a fazer o que Eu quero, ou seja, a tentares viver segundo a minha vontade?
Repousa agora por um pouco de tempo que Eu vou-te levando a porto seguro!

Recosto-me na proa da minha vida e adormeço a cantar baixinho: Eu me rendo, eu me rendo, eu me rendo….


Marinha Grande, 6 de Março de 2020
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 3 de março de 2020

PROCURO UM DESERTO


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Procuro um deserto para a minha quaresma!
Mas o inimigo em vez me tentar no deserto, tenta-me antes a querer fugir do deserto!

Pois é, se me deixar envolver nas minhas coisas, nos meus problemas, na minha saúde periclitante, deixo de ter tempo para entrar no deserto que me livra de tudo isto e me coloca perante mim, e mais do que perante mim, perante Deus.

E eu preciso de me colocar perante Deus!
Preciso olhá-Lo nos olhos, estender-Lhe a mão, (como um qualquer Pedro a afundar), dizer-Lhe ao ouvido ou mesmo gritar-Lhe em voz alta: Senhor que queres que eu faça?

Ah, mas preciso também de estar nesse deserto, liberto dos restos de mim, para ouvir a Sua voz no meu coração dizer-me: Converte-te e acredita no Evangelho!

E eu lá responderei mais ou menos convicto, de que sim, que acredito no Evangelho e Ele lá me responderá cheio de paciência e amor que acreditar no Evangelho é vivê-Lo inteiramente sobretudo naquilo que me é mais difícil.

E eu hei-de perguntar-Lhe, cheio de esperteza humana: E, Senhor, o que será o mais difícil para mim?
E Ele há-de responder-me, com um sorriso de imensa ternura: Precisamente aquilo que não queres mudar em ti!



Marinha Grande, 3 de Março de 2020
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

DIAS DE PENITÊNCIA


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Chegaram os dias de penitência!
Este é um tempo que me toca profundamente.
Longe de ficar triste ou acabrunhado, antes pelo contrário, alegro-me no amor de Deus que por todos e por mim se dá inteiramente.

Renasce em mim a vontade de me corrigir, de me entender, de me sentir amado por Deus, de querer ser santo em cada coisa que faço ou penso no meu dia-a-dia.
Penso que para um cristão as tais promessas que se costumam fazer em cada Ano Novo, deviam ser deixadas para a Quaresma, e serem promessas de mudança individuais, certamente, mas as quais terão que ter forçosamente uma dimensão comunitária, isto é, levar-nos aos outros para dar testemunho de Cristo com as nossas vidas.

Arrependei-vos e acreditai no Evangelho!
Deixai os lamentos, os queixumes, os protestos, as amarguras, os ressentimentos e rancores, e acreditai na Boa Nova, acreditai no Deus de amor que se entrega por nós e assim nos enche da confiança, da esperança, que brota do seu amor.
Que a minha penitência seja não me queixar, não permitir o desânimo, não me fechar em mim próprio e nos meus problemas, mas antes abrir-me aos outros e viver com eles as suas dificuldades sejam elas quais forem.

E rezar!
Rezar muito falando com Deus, olhos nos olhos, dizendo-Lhe de mim tudo o que Ele afinal já sabe, e depois fazer silêncio, muito silêncio para O poder escutar no coração.

Dizer-Lhe todos os dias: Aqui estou, Senhor, seja feita a tua vontade!

Chegaram os dias da penitência!
Arrependamo-nos e acreditemos no Evangelho!


Marinha Grande, 27 de Fevereiro de 2020
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

TU, SENHOR


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Tu,
Senhor,
és o inatingível
que toca,
és o intocável,
que atinge!

Tu,
Senhor,
és o longe
que está mais perto,
és o perto,
que por vezes fazemos longe.

Tu,
Senhor,
és o amor
que se sente,
és o sentir
que se ama.

Tu,
Senhor,
és o Tudo,
e isso nos basta!


Monte Real, 16 de Janeiro de 2020
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

DIÁLOGOS COM O SENHOR DEUS (18)


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Julgas que Me fui embora, que não estou perto de ti?

Não sei, Senhor!
O meu acreditar, o meu querer, diz-me que estás aqui a meu lado, que me abraças, que me falas, que me envolves!
Mas o meu sentir, este sentir humanamente racional, nada me faz sentir, ou melhor, sinto-Te longe, quase como se me dissesses que estou por minha conta!

Mas sabes que isso não é verdade, não sabes?

Não sei, Senhor!
Quero acreditar que não, que não é verdade, que Tu estás aqui como sempre estiveste, mesmo quando eu não estava, mesmo quando eu não estou.

Repara que só o facto de falares coMigo devia mostrar-te que Eu estou aqui e não largo a tua mão.

Está bem, Senhor!
Aceito que assim seja. Aceito que estás aqui, que me tomas pela mão, que me envolves e amas, mas porque não o sinto, Senhor, porque não me sinto em paz?

Olha, meu filho, uma coisa é aceitares que Eu estou contigo agora e sempre, outra é confiares que estou contigo e te ajudo a ultrapassar os maus momentos.
Confias tu, que Eu te ajudo, (assim tu queiras), a ultrapassar as dificuldades, os vazios, os escuros da vida?

Quero confiar, Senhor!
Mas Tu és tão difícil!
Não queres dar sinais, ou então dás mas não os vejo!
Não queres dar soluções, mas dás caminho para as soluções!
Não queres colocar-me ao colo, mas queres fazer-me andar pelos meus próprios pés.
Caramba, Senhor, dá-me só um abraço que me faça sentir a Tua presença e eu poderei descansar em Ti!

O abraço está dado, meu filho, nesta pequena conversa!
Não vês como te sentes mais confiante, mais em paz?
Não sentes essa lágrima que cai pela tua face?
Não sentes esse calor no coração?
Sou Eu, meu filho, descansa, confia e espera, não deixando nunca de fazeres a tua parte.

Devolveste-me o sorriso!
Realmente, Senhor, realmente:
Só Deus basta!


Monte Real, 3 de Janeiro de 2020
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

UM ADVENTO


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Eu espero-Te
Senhor,
ansiosamente calmo,
coração aberto ao amor,
eu espero-Te,
Senhor!

Eu rezo,
Senhor,
esperançosamente sereno,
pondo de lado o temor,
eu rezo,
Senhor!

Eu louvo,
Senhor,
confiantemente seguro,
de que tudo o que vem de Ti é bom,
eu louvo,
Senhor!

Eu adoro-Te,
Senhor,
abandonado na Tua vontade,
reconhecendo-Te o todo e o tudo,
eu adoro-Te,
Senhor!

Eu amo-Te,
Senhor,
com todo o meu amor,
que me vem …
do Teu infinito amor!


Monte Real, 18 de Dezembro de 2019
Joaquim Mexia Alves
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

CONTO DE NATAL 2019


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A noite estava fria, muito fria! Mais frio estava, no entanto, o seu coração que parecia já nada poder sentir!
Não se dava já ao trabalho de pensar no que tinha corrido mal e porque se tinha deixado empurrar para a rua deixando tudo e todos, família, amigos, enfim, uma vida que tinha tido tantas promessas e afinal em nada tinha tido sucesso.
Nem uma réstia de confiança ou de esperança faziam parte da sua vida agora e o abandono era total, pois não acreditava que ninguém sequer olhasse para ele ou se preocupasse com ele.
Ia caminhando sem alento, sem vontade, (como seria bom morrer!), e hoje ainda mais porque até o vão de escada onde costumava pernoitar tinha sido ocupado por outro mais novo e mais forte com quem ele tinha percebido nem valer a pena discutir.

Ouviu umas vozes. Pareciam-lhe cânticos e percebeu que estava à porta de uma igreja onde acontecia uma qualquer celebração.
Lembrou-se então de que era noite de Natal, mas isso não lhe interessou para nada, pois nada tinha importância na vida que agora vivia, ou melhor, que não vivia!
Pensou tão só que podia entrar e sempre estaria algum tempo resguardado do frio. Quando acabasse a celebração decidiria então onde ir, onde dormir.

Assim fez e entrou!
A igreja estava cheia e as pessoas cantavam e rezavam com alegria com entrega, achava ele.
Coitados, pensou, ainda acreditam em “contos de fadas”!
Teve a impressão de que olhavam para ele, mas como já não lhe interessava o que os outros pensavam dele, sentou-se num banco da igreja, num lugar que estava vago.
Olhou com desdém para o homem que estava a seu lado, mas foi surpreendido por um sorriso e um aceno de cabeça. Muito estranho, pensou ele.

A Missa, claro, era a Missa do Galo lembrou-se ele, que se ia desenrolando sem ele prestar qualquer atenção, a não ser quando o padre estava a pregar dizendo que o Menino Jesus tinha nascido numas palhinhas, numa manjedoura, (e ele logo pensou que era bem bom ter hoje uma manjedoura e umas palhinhas para dormir), que era amor, trazia o amor e que todos se deviam amar uns aos outros … e por aí fora, o habitual.
Riu-se por dentro pensando: Pois claro, olha como eles me amam!!!!

A certa altura todos se ajoelharam e ele, para não dar nas vistas, baixou a cabeça e deixou-se ficar em silêncio.
Sentiu-se bem naquela posição e uma estranha calma, uma quase imperceptível bondade, tomaram conta dele, de tal modo que adormeceu profundamente.
Sentiu que lhe tocavam no ombro, abriu os olhos e viu o seu vizinho de lugar de braços abertos para o abraçar dizendo: A paz de Cristo!
O homem era doido, pensou ele, pois sujo como estava quem é que o havia de o querer abraçar, mas lá se levantou e com alguma vergonha, (coisa estranha nele), lá se deixou envolver no abraço.

A Missa acabou e ele deixou-se ficar para o fim, para gozar um pouco mais do conforto daquele lugar em comparação com o frio da noite.
Quando saiu, sentou-se num canto da escadaria pensando para onde ir, onde dormir naquela noite.
Reparou então que em frente dele, de pé, estava o seu vizinho da Missa que lhe perguntou:
Quer boleia para algum lado?
Riu-se e disse-lhe com um tom um pouco irritado: Acha que tenho algum lugar para onde ir?
Então o homem retorquiu: Hoje é noite de Natal. Eu vivo sozinho, já não tenho ninguém. Tenho uma refeição que preparei à minha espera em casa, mas gostava de a partilhar consigo.
Mau, pensou ele, o que é que este quer???
Mas, curiosamente, o homem inspirava-lhe confiança e mal também não lhe havia de fazer, até porque pior do que ele estava já não podia acontecer.
Levantou-se e com cara de poucos amigos retorquiu: Está bem. Se tanto insiste.

O homem morava ali perto e num instante já estavam no aconchego da casa, mas ele sentia-se mal, sujo como estava, não estava nada à vontade.
O outro percebeu e perguntou-lhe: Quer tomar um banho quente? Somos da mesma estatura e eu arranjo-lhe umas roupas para vestir. Vai sentir-se melhor e depois ceamos.
Tudo aquilo era muito estranho, mas, como dizia o ditado, “a cavalo dado não se olha o dente”.

O seu novo amigo, que entretanto lhe tinha dito chamar-se André, (ao que ele, muito contrafeito, tinha respondido com o seu nome Pedro), entregou-lhe umas roupas lavadas, uma toalha e mostrando-lhe a casa de banho, informou que ia preparar a mesa e a ceia, para comerem quando ele estivesse pronto.
Saiu da casa de banho com uma nova disposição. Aquele banho e aquelas roupas faziam-no sentir bem melhor.
Sentou-se à mesa onde já estava o seu “novo amigo” André e ele perguntou-lhe com um sorriso se podia fazer uma oração antes de comerem.
Claro que respondeu afirmativamente, esperando que a oração não fosse muito longa porque cheirava tudo muito bem e ele trazia fome de muitos dias.

O André benzeu-se, (ele fez o mesmo por vergonha), e disse: Obrigado Jesus por Te teres feito homem como nós para nos ensinares o amor. Obrigado porque me conheces e sabes bem como me é difícil passar a noite de Natal sozinho e assim quiseste trazer o Pedro para me fazer companhia nesta noite. Abençoa-nos, protege-nos e guarda-nos no Teu amor.

Uma lágrima teimosa caiu-lhe pela cara e quando começaram a comer ele iria jurar que ouvia por toda a casa um cântico melodioso: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade».


Natal de 2019
Joaquim Mexia Alves

Com este Conto de Natal quero desejar a todos um Santo Natal na paz e na alegria do nosso Deus que se fez Homem para nos salvar, amando-nos até ao fim.

Nota:
Só depois de escrito o Conto reparei que há no mesmo uma "história escondida" que nos remete para um episódio bíblico.
Quem quiser descubra-o!

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

OVELHA PERDIDA


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Ovelha perdida
num mundo frenético
rodeada de tudo
e no entanto
tão só!

Parece que nada te falta,
tantas coisas tu possuis,
riquezas, amores,
num rebanho de imensidão
a que não faltam pastores.

Chamam-te,
não pelo nome,
mas aos gritos!
Não lhes reconheces a voz,
nem o querer,
nem o sentir,
nem sequer te sentes incluída,
quando chamam
e dizem nós!

Ao longe,
cada vez mais perto,
sentes o amor,
ouves murmurar o teu nome,
misturas-te com todos os outros,
que têm nome também,
sentes-te amada,
pelo Pastor,
e gritas com toda a alma:
Obrigado, Senhor,
fui encontrada!!!



Monte Real, 10 de Dezembro de 2019
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 26 de novembro de 2019

SER CRISTÃO


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Ser Cristão
é ser coração,
é ser Fé
é ser Razão,
é acreditar
para além do ver,
para além do ouvir,
para além do falar,
para além do fim,
para além de mim!

Ser Cristão
é ser coração,
de Cristo,
por Cristo
com Cristo,
e em Cristo,  
para os outros.


Monte Real, 26 de Novembro de 2019
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

SINTO-ME OVELHA!


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Sinto-me ovelha,
não já perdida,
mas reencontrada,
pelo Senhor que dá a vida,
e acolhe o pecador.

Sinto-me ovelha,
não já abandonada,
mas acolhida,
desejada,
envolta em Seu amor.

Sinto-me ovelha,
não já ferida,
mas em tudo sanada,
pela paz,
pela alegria,
pelo amor,
do meu Deus e Senhor!


Monte Real, 7 de Novembro de 2019
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 22 de outubro de 2019

“PREGAMOR!”


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Pregador
que pregas a Palavra,
de Deus Nosso Senhor,
que é sempre,
e em todos os momentos,
“apenas” e só amor!

Não deverias então,
já que pregas o amor,
chamar-te com toda a razão,
simplesmente
Pregamor!!!

Monte Real, 18 de Outubro de 2019
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

“QUEM SE HUMILHA SERÁ EXALTADO”!


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Já estou habituado, Senhor!
São cinco da manhã e acordo com frases a bailarem-me na cabeça.
Desisto de dormir e deixo-me levar na meditação da madrugada que já cria rotina em mim.

“Quem se humilha será exaltado”!

E eu penso: Isto não é para mim, que de humildade estamos conversados.
Mas deixo-me conduzir, (assim o espero), e logo me vem o pensamento: Mas eu não quero ser exaltado! Quero permanecer humilhado!
Mas o teu Mestre foi humilhado e depois foi exaltado!?
Pois por isso, digo eu para mim próprio, seria vaidade a mais querer ser como o Mestre!
Além disso o Mestre podia, pode e deve ser sempre exaltado, porque permanece sempre humilde no seu amor totalmente doado.

Ai, Senhor, que luta esta que todos os dias me dás de lutar contra o orgulho, a vaidade, de tal modo que já não sei se sou orgulhoso da luta ou se devo deixar-me ir, confiando na compaixão com que para mim olhas e me acolhes.

Tenho medo de perguntar-Te porque sou eu assim, não vás Tu responder-me com a Tua firme doçura: Porque Eu quero! Quero que percebas em cada momento teu, que sou Eu que faço, que sou Eu que te guio, e que se não fosse esse orgulho, essa vaidade, podias até julgar que era coisa tua ou merecimento teu. Assim na tua luta voltas-te sempre para Mim e Eu cá estou sempre para te abraçar e acalmar nas tuas dúvidas.

Olha, Senhor, não sei se mais alguém entende isto, mas eu entendo para mim e dou-Te graças por me fazeres assim!
Obrigado, Senhor!


Marinha Grande, 18 de Outubro de 2019
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

EU SOU O AMOR!


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Eu sou o Amor!

Mas não dizias Tu,
Eu sou o caminho,
a verdade e a vida,
Senhor?

E não é o amor certo,
um verdadeiro caminho?
E não é o amor sincero,
uma perfeita verdade?
E não é um amor puro,
uma certeza de vida?

Tens razão, Senhor!

Então,
Eu sou o Amor!

Obrigado, Senhor!


Marinha Grande, 20 de Setembro de 2019
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

O TEU OLHAR!


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O Teu olhar,
Jesus,
não se vê,
apenas se sente,
porque é só amar,
a mim,
a toda a gente!

O Teu olhar,
Jesus,
não critica,
não desaprova,
apenas ama,
e seduz!

O Teu olhar,
Jesus,
toca o Pedro que há em nós,
move o nosso coração,
faz-nos ouvir a Tua voz!

O Teu olhar,
Jesus,
é todo e só amor,
que vais sempre derramar,
em nós,
na Cruz!



Monte Real, 6 de Setembro de 2019
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

ASSUNÇÃO II

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Os anjos tomaram-te nas suas mãos
e levaram-te ao Céu,
Maria!

E é grande
a nossa alegria!

Temos uma Mãe
junto de Deus,
que continuamente pede
pelos filhos seus!

Obrigado Jesus,
que nos deste a Vida,
quando para nosso bem,
Te entregaste na Cruz,
fazendo-nos filhos também,
da Tua Santíssima Mãe!

Qual João,
recebo-A em minha “casa”,
dou-Lhe tudo o que tenho,
a vida,
o coração,
para que tudo entregue a Ti,
Senhor,
e em doação,
me entregue ao Teu amor.



Assunção da Virgem Santa Maria
Marinha Grande, 15 de Agosto de 2019
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 6 de agosto de 2019

TRANSFIGURAÇÃO II


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Cansado
de olhar para o Céu,
para Te ver transfigurado,
Senhor,
sento-me,
baixo a cabeça
e entro no meu eu.

Alguém me toca levemente,
e uma claridade inunda-me,
enche-me de emoção,
enquanto ouço claramente:
Porque procuras no Alto,
o que está no teu coração?

Nem ouso abrir os olhos,
deixo-me ficar assim,
a ver a luz pequenina,
que brilha dentro de mim.

És Tu,
Senhor?
pergunto eu
ainda em dúvida.

Claro,
meu filho,
responde-me Ele,
sou o amor,
que te dá vida!


Monte Real, 6 de Agosto de 2019
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 31 de julho de 2019

ORAÇÃO E PROVAÇÃO


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Hoje pensava que tantas vezes rezo e peço a Deus e parece que Ele não me ouve, não me responde, não me dá aquilo que Lhe peço.

Depois reflecti no meu coração se Deus não me pergunta também se eu O ouço, se eu Lhe respondo, se eu Lhe dou aquilo que Ele me pede.

Percebi então que rezo muito, peço muito, mas que ouço pouco, ou nem sequer ouço o que Ele me diz ao coração.

Se eu acredito em Deus, tenho que acreditar que Ele sempre me ouve e responde, que Ele sempre me dá o que Ele sabe ser melhor para mim.

Teimoso que sou, como qualquer outro homem, não quero perceber muitas vezes que preciso passar por provações para aprender a chegar à paz e ao amor.

É verdade que as provações às vezes são muitas, (na minha vida já tive e tenho tantas), mas que comparadas com as de tantos outros, são bem menores, por isso tenho que perceber que as que são permitidas na minha vida são aquelas que Ele sabe, na Sua infinita sabedoria, eu posso suportar, porque Ele nunca permite que me aconteça algo para além das minhas forças, das forças que Ele me deu.

Então, perante esta evidência, tenho que me perguntar: O que queres Tu de mim, Senhor?

E Ele responde-me, olhos nos olhos: A fé “apenas” como um grão de mostarda, e tudo perceberás, tudo alcançarás, porque só precisarás daquilo que Eu te dou e só isso te bastará!

E eu só tenho então que pedir: Eu creio, Senhor, mas aumenta a minha fé!


Monte Real, 31 de Julho de 2019
Joaquim Mexia Alves
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