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Aqui na Tua presença, Senhor, abate-se um sono inexplicável sobre mim, de tal modo que me é difícil manter os olhos abertos.
Lembro-me de Santa Teresinha e, se estivesse aqui sozinho, apetecia-me fazer como ela, fechar os olhos e adormecer frente a Ti que velas por mim.
Talvez que assim a dormir me entregasse verdadeiramente nas Tuas mãos, talvez assim me abandonasse sem quaisquer reservas ao Teu amor, talvez assim não pusessem entraves a tudo quanto queres fazer em mim.
Estes momentos são para mim inexplicáveis e, por muito que queira discernir o que querem dizer, (se é que querem dizer alguma), coisa nada consigo entender, por isso abandono-me e vivo-os em amor.
Sou um pobre por nada perceber e, no entanto, sou infinitamente rico por Te ter.
Fecho os olhos por uns momentos e deixo-me guiar aonde me quiseres levar.
No fundo aquilo que me dizes é simples e vem sempre de Ti, do Teu amor, pois dizes-me que o que devo fazer sempre é amar, sempre amar, a Ti primeiro, e em Ti amar os outros.
Talvez que eu sonhe acordado, mas percebo na Tua presença tudo o que preciso para ser um homem completado.
Garcia, 18 de Junho de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

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