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Quando me preparo para ler a Tua palavra na Tua presença, Senhor, percebo que as lentes dos meus óculos estão sujas e tenho de limpá-las para ver melhor.
Vem ao meu pensamento que também muitas vezes as “lentes dos olhos” do meu coração estão sujas com os meus pecados, com as minhas fraquezas, com os meus erros.
E isso pode impedir-me de Te ver em mim, Senhor, de Te perceber em mim e também nos outros, em quem me chamas a ver-Te, a perceber-Te.
Percebo então, que preciso limpar com muito mais frequência as “lentes dos olhos” do meu coração, da minha vida, para que desimpedidas de tudo o que as suja, do que as obstrui, possa ver bem mais claramente a Tua presença na minha vida e em todas as coisas.
De repente, Senhor, vejo-me a sorrir interiormente, ao lembrar-me que costumo servir-me do lenço que tenho que sempre no meu bolso para limpar as lentes dos meus óculos, e pergunto-me onde vou eu arranjar um lenço para limpar as “lentes dos olhos” do meu coração, da minha vida.
Agora és Tu que sorris, Senhor, e dizes ao meu coração cheio de amor: O lenço que Eu te dou para limpares as “lentes dos olhos” do teu coração, da tua vida, chama-se Sacramento da Penitência, e está sempre à tua disposição se o quiseres procurar.
Reconheço, Senhor, que afinal tenho sempre tanta disponibilidade para tanta coisa que faço em Igreja e, afinal, a maior disponibilidade que eu devia ter era para me reconciliar Contigo no Sacramento da Penitência, porque só em comunhão Contigo é que tudo aquilo que eu faço em Igreja pode dar fruto, não por meu mérito, mas apenas e só por Tua graça, porque és Tu em mim que tudo fazes e deves fazer.
Obrigado, Senhor, por que me levas e ensinas a limpar as “lentes” da minha vida que estão sujas pelo pecado, para liberto de tudo o que me aprisiona ao mundo, me entregue à liberdade do amor que Tu nos dás.
Garcia, 8 de Junho de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)

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