domingo, 17 de maio de 2026

OS PADRES DA MESSE


.
.






Hoje é Domingo e eu participei/celebrei, com o meu pároco a presidir, na Missa Dominical das 11 horas, que, como tem acontecido nestas últimas semanas, teve a celebração de dois Baptismos.

Sei que o meu pároco já vinha da celebração de uma Missa numa das capelas da nossa paróquia, que ontem celebrou, pelo menos mais duas, e que hoje ainda vai celebrar mais uma ao fim da tarde.

Eu vim para casa, almoçar com a família, (hoje por acaso reduzida a dois), e o meu pároco não faço ideia onde foi almoçar, ou se teve tempo para isso, porque não sei se hoje ainda tem algum funeral ao principio da tarde, ou outra celebração ou evento em que tenha de estar presente.

Penso, obviamente, em todos os párocos/sacerdotes que no nosso país, e pelo mundo fora, quase não têm “tempo para respirar” ao fim de semana e, muitas vezes, durante toda a semana.

E nós, leigos, tantas vezes, pelas coisas mais comezinhas lhes telefonamos para perguntar isto ou aquilo que, se pensássemos um pouco pelas nossas cabeças, não precisaríamos de perguntar.

Ah, mas o pároco, o sacerdote, tem que aprender a delegar tarefas, missões, etc., por isso não se queixem quando têm muito que fazer.

E alguns deles, ou talvez hoje a maioria, já delega, mas depois lá vem o telefonema: Oh Sr. Padre, acha que faça “assim ou assado”?

E eles lá respondem que, o melhor seria assim, ao que nós muitas vezes respondemos com: Ah, pois, mas eu acho que talvez fosse melhor “assado”!

E eu, por mim falo, logo responderia com o meu mau feitio: Deixe estar, não se preocupe, eu faço!

Que “mau feitio” que têm os Padres, pois claro!

Mas agora, neste momento sentado em casa, a gozar o descanso do Domingo, vou pensando neles todos, no seu exaustivo trabalho, que vai muito para além do cansaço das coisas físicas, pois comporta todo um trabalho e entrega espiritual, e apenas me apetece abraçá-los e dizer-lhes olhos nos olhos, com o coração nas mãos: Obrigado, Senhor Padre, pelo tanto que nos dá!

Depois sorrio interiormente e penso que, ao fim de semana, eles nem têm tempo para esse abraço.

E depois vou mais além e reflicto perante a verdade muito real, que os Padres, pela falta de vocações, são um “animal em vias de extinção”!

Nunca acabarão porque o Senhor da Messe sempre há-de providenciar que eles nunca faltem, mas, hoje em dia, parece que o Senhor da Messe prova o seu povo para que não esmoreça a rezar, pedindo que «o dono da messe mande trabalhadores para a sua messe». (Lc 10.2)

Obrigado, queridos Padres, pela entrega da vossa vida a Cristo e por Cristo e em Cristo a todos nós.






Marinha Grande, 17 de Maio de 2026
Joaquim Mexia Alves

Sem comentários: