sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A IGREJA CATÓLICA 2

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Por causa de alguns textos que li recentemente, uns positivos, outros negativos em relação à Igreja, decidi interromper momentaneamente os textos que estou a meditar e escrever sobre Maria, nossa Mãe.

Faço-o porque algo me foi suscitado, porque ao longo de uma noite quase sem dormir me foram surgindo palavras alinhadas, num texto que agora tento passar ao papel.

Eu amo a Igreja profundamente, no e do mais intimo do meu ser, e sei, (e aqui sem qualquer dúvida), que se não fosse a Igreja, a minha conversão, (que nunca está acabada), nem sequer tinha começado.

Eu amo a Igreja profundamente e amo-A como Ela é, constituída por homens e mulheres pecadores, iguais a mim.
E porque assim Ela é constituída é que eu a amo total e absolutamente, porque Ela se aproxima de mim, pecador, fraco, e assim me sinto irmanado com os outros pecadores.

E porque Ela é constituída por pecadores, é que é “local” privilegiado de encontro com Jesus Cristo, porque o Senhor da misericórdia está sempre no meio dos pecadores.

Revejo a cena em que Jesus Cristo funda a Sua Igreja em Pedro e nos Apóstolos e vem ao meu coração a profunda certeza, alimentada pela Fé, de que esta é a Igreja de Jesus Cristo.

Na Sua omnisciência, Jesus Cristo sabia bem e em cada momento, tudo o que a Igreja ia fazer, ia passar e no entanto colocou-lhe o Seu selo, o selo do Espírito Santo.

Sabia que Ela havia de passar por fases de crescimento, de envelhecimento de rejuvenescimento, mas que seria sempre santa e imaculada, porque o pecado que toca os homens, não poderia tocar a Igreja.

Jesus Cristo, enquanto Homem, viveu 30 anos de crescimento, de preparação, de oração, para finalmente cumprir na totalidade a vontade do Pai, entregando-Se por nós e alcançando-nos a vida eterna pela Sua vitória sobre a morte.

30 anos de Jesus Cristo como Homem, a quantos milénios corresponderá na vida da Igreja?

Vemos pela sua história como a Igreja se renovou, se construiu, se corrigiu ao longo destes 2000 anos.

Aquilo que eram as criticas no meu tempo de infância, quando as missas eram em latim, já não têm sentido agora, que as celebramos em português.
A Bíblia, a Palavra de Deus, durante tantos anos afastada da vida dos cristãos é hoje anunciada, é hoje aconselhada, é hoje obrigatória na vida do dia a dia do cristão.

Aquele que era o Papa da transição, segundo dizem os “especialistas”, foi o escolhido pelo Espírito Santo, para encetar a mudança, para renovar a Igreja, para dar ao povo cristão a possibilidade de poder entender na sua simplicidade coisas tão importantes como as orações da celebração maior, a Eucaristia.

Costumamos dizer que o tempo de Deus não é o nosso tempo, no sentido “quantificado” logicamente.
Então, sendo a Igreja de Jesus Cristo o Seu próprio Corpo, porque há-de Ela andar segundo a vontade dos homens e não a vontade de Deus?
Se o Espírito Santo interveio na Igreja tantas vezes, vencendo a vontade dos homens, porque não acreditamos agora que Ele continua a intervir e que o Seu tempo, não é o nosso tempo?

Mas o Espírito Santo intervém servindo-se dos homens.
Ora se os homens não estão em Igreja, na Igreja, como há-de Ele intervir?
E intervém verdadeiramente em cada um, que comungando em Igreja se vai dando, vai falando, vai criticando e mesmo que, por muitas vezes pareça que essa entrega, essas palavras, essas críticas não são ouvidas, quando elas são verdadeiras, quando elas são construção, nunca deixam de semear semente, que dará fruto quando for o seu tempo.

E, quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no; mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram, então, um ao outro: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» Lc 24, 30-32

Ao partir do pão, na fracção do pão, reconheceram-no!
Que momento mais perfeito, que celebração mais celebrada, que oração mais profunda existe para O reconhecermos, do que a Eucaristia!

E onde, e como, e quando acontece e se celebra a Eucaristia, se não em Igreja, na Igreja.

Como posso eu querer reconhecê-Lo, quando tendo conhecimento da Igreja, tendo estado em Igreja, me coloco fora dela?

Diz-nos a Doutrina que a Consagração acontece sempre que um sacerdote ordenado no pleno uso e direito do seu ministério a celebra, independentemente do próprio acreditar ou não naquele Mistério, naquele Sacramento da presença viva de Jesus Cristo no meio de nós.

Ou seja, Cristo está sempre presente na Igreja, independentemente dos homens que a constituem, e assiste-lhes sempre independentemente dos seus pecados, dos seus erros, e não deixa de os perdoar, iluminar e conduzir pelo Espírito Santo, como tem feito ao longo destes 2000 anos e continuará a fazer, pois essa é a Sua promessa.

A Igreja é constituída por homens, mas vai muito para além dos homens!
Como posso eu decidir afastar-me da Igreja, se é em Igreja que eu sou verdadeiro discípulo de Cristo?
Não será um pecado contra o Espírito Santo, não acreditar que Ele assiste a Igreja em todos os momentos?
E se eu acredito que o Espírito Santo assiste a Igreja em todos os momentos, como posso eu não acreditar que a Igreja é una, santa, católica e apostólica?
Como posso eu rezar o Credo, fora da Igreja?
E se os homens, ou melhor, alguns homens da Igreja não se deixam conduzir pelo Espírito Santo, isso significa que o Espírito Santo deixa/deixou de assistir a Igreja?

Se assim fosse, há muito que a Igreja tinha acabado!
Mas Ela não acabou, nem acabará porque o Espírito Santo a assiste independentemente dos homens que a constituem.

Eu amo a Igreja, e é em Igreja e na Igreja que eu reconheço Jesus Cristo na celebração dos Sacramentos, presença viva de Cristo, nas irmãs e irmãos que a constituem, presença viva de Cristo eles também, e nas irmãs e irmãos que mesmo afastados são também presença de Cristo vivo para mim, porque é assim que a Igreja me ensina.

E se a prática da Igreja não reflecte sempre isto mesmo, é porque eu e aqueles que a constituem somos fracos, somos pecadores, e muitas vezes nos afastamos do caminho e não deixamos que o Espírito Santo faça em nós a vontade de Deus.

Mas a Igreja permanece viva, una, santa, católica e apostólica, vencendo o pecado porque: «as portas do abismo nada poderão contra ela.» Mt 16, 18
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30 comentários:

Fa menor disse...

Tu tens o dom da palavra, meu querido amigo Joaquim.
Consegues tão bem traduzir em palavras aquilo que me vai na alma e que eu, por mais que me esforce, não sei dizer.
Bem hajas pela tua imensa dedicação e amor à causa de Cristo e coragem de o proclamar.
Enorme abraço em Cristo

José A. Vaz disse...

em relação a "papas de transição" não devemos substimar o sentido de humor do Espírito Santo. houve um papa (desculpem mas não me lembro agora qual) que foi eleito para ser um papa de transição, até pela sua idade avançada, mas que ironicamente teve um dos pontificados mais longos ha história. Fizeste bem em ter tocado este tema da eclesiologia. reflexão e acção na igreja, precisam-se!

Paulo Costa disse...

Obrigado amigo Joaquim!
Não imaginas como são importantes para mim os teus escritos.
Ajudam-me imenso na minha caminhada.

Abraço fraterno!

joaquim disse...

Obrigado Fa pelas tuas palavras.

Na minha vida, e depois de me ter deixado tocar por Ele, tento em tudo que seja Ele a falar em mim, pelo que eu próprio me admiro muitas vezes do que digo e escrevo.

Como Ele se serve de nós pecadores!

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado José Vaz

Também não me lembro qual é, mas hei-de saber e depois te direi.

Neste texto refiro-me a João XXIII que surpreendeu tudo e todos ao convocar o Concilio Vaticano II.

Precisamos sobretudo de falar da Igreja ... na Igreja e em Igreja.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado Paulo Costa

Se te ajudam a ti, também me ajudam a mim, pois são sempre momentos de reflexão que me ajudam a ser mais discipulo de Cristo, mais Igreja.

Abraço amigo em Cristo

Ecclesiae Dei disse...

Disse tudo, Joaquim. Parabéns, excelente!
Concordo com a Fa, realmente tens o dom da palavra. É um talento maravilhoso, que tem colocado a disposição de todos os que por aqui passam. Estou certo de que está fazendo frutificar esse tão grande talento.
Sobre o post, é importante que mostremos ao mundo o nosso amor pela Santa Mãe Igreja. É demonstrando esse amor e o sentimento que brota em nosso coração, que conseguimos difundí-lo entre os católicos que já sentem esse amor, mas também entre os que hoje estão "mornos", os "não praticantes", e os que estão buscando conhecer melhor o catolicismo. "ai de mim se não evangelizar", disse Paulo. Sigamos em frente, fazendo a nossa parte!
Abraços fraternos!

Maria João disse...

Bem...

Continua a não dormir...:)


beijos em Cristo e Maria

Verdinha disse...

Também amo a Igreja e é nela que encontro a presença de Jesus Cristo mas como explicar aos meus colegas não-crentes porquê os padres não assistem aos concertos de música sacra que oferecemos gratuitamente (ciclo de Música Sacra do Coro VOX MARIS do Hospital Santana)em várias igrejas da zona de Lisboa todos os fins de semana (6ª, Sábado e Domingo, o que é super cansativo !) e até chegaram a não anunciar os nossos concertos, apesar de entregarmos os cartazes pesoalmente.
Sempre ouvi dizer que cantar é rezar duas vezes.
Porquê esta ausência e as igrejas, às vezes, tão vázias enquanto estamos a louvar Deus com a nossa música ?
Perdõem-me o desabafo.

Abraços verdinhos

malu disse...

Nem sempre leio os comentários, mas ainda bem que o fiz porque iria repeti-los e não vejo o que acrescentar mais Joaquim.

Gostei muito do texto no qual dizes exactamente o que sinto pela Igreja e como A vejo.

Parabéns e um abraço em Cristo e Maria

joaquim disse...

Caro João Baptista

Obrigado pelas tuas palavras.

Se realmente tenho esse dom, melhor, porque assim tenho a certeza que me vem de Deus e para Sua glória, não para meu orgulho e vaidade que tanto me atacam e tantas vezes.

Sim, sigamos em frente, falando, escrevendo e sobretudo dando testemunho de vida em Igreja e na Igreja.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Vou tentar, Maria João, vou tentar...

Sabes que curiosamente ou não, nestas noites em que assim fico, no outro dia parece que dormi bem melhor do que quando durmo!

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Ó amiga Verdinha

Porque a Igreja é constituida por pobres pecadores!

E também muitas vezes por falta de tempo.

Em Lisboa não sei, mas aqui na provincia os padres não têm mãos a medir com reuniões praticamente todas as noites, da catequese, da liturgia, etc, etc.

Mas canta e louva porque Deus te ouve e te dará a recompensa.

Olha canta e louva por aqueles que o não fazem!

Obrigado pela tua visita.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Malu

Basta-me o teu abraço e as palavras encorajadoras que sempre me diriges.

Obrigado amiga!

Abraço amigo em Cristo

C.M. disse...

Este seu texto seria uma verdadeira homilia numa "qualquer" celebração da Eucaristia. E uma IMPORTANTE homilia!

Vexa um destes dias está na Católica! Calha bem pois fica perto de mim...

Abraço!

joaquim disse...

amigo Cabral Mendes

Obrigado pelas suas palavras que não mereço, pois o mérito não é meu, mas de Quem mas inspira.

Um dia encontramo-nos.

Abraço amigo em Cristo

Vítor Mácula disse...

do ponto de vista humano e probabilístico, a Igreja já devia ter caído há muito tempo: em quase todos os séculos dá ideia que... é desta. mas não. no meio de muita confusão, lá caminha. quase que diríamos: é na fraqueza que está a sua força ;)

e dos papas aos leigos, sim, todos pecamos e asneiramos. eu uma vez respondi a alguém que me perguntava: Porquê a Igreja Católica? com uma mais ou menos piada: Porque é a mais coxa, como eu LOL uma Igreja de puros por-me-ia a milhas. aliás, qualquer santo se assume como miserável pecador, o que evidentemente não tem nada que ver com assentimento ao pecado mas com consciência mais ou menos profunda da distância que nos separa da comunhão total com Deus. a Igreja militante é consciência que não é triunfante, e vive da força e misericórdia de Deus.

bolas, falei muito ;) é que a tua reflexão foi muito interpelante.

um abraço em Cristo, Joaquim

joaquim disse...

caríssimo Vitor

Obrigado pela visita e pelas palavras.

É isso que sinto também, que sou coxo com aqueles que são Igreja.

Ora se tu coxeias da direita e eu da esquerda, assim equilibramo-nos a vamos caminhando o mais direito que conseguimos, em Igreja.

Falaste o que quiseste e falaste bem!

Abraço amigo em Cristo

O Selvagem de Huxley disse...

Tudo o que era importante já foi dito...

Não nos podemos esquecer que os Evangelhos e os Actos são, na verdade, os relatos dos pecados de uma figura trapalhona e rústica, mas que foi "a pedra na qual Cristo fundou a sua igreja".

Os "especialistas" diriam que Pedro é um papa de transição... Leão XIII era um "papa de transição". João XXIII era um "papa de transição". Bento XVI, outro "papa de transição". E, no entanto, cada um destes papas deu um contributo fundamentalíssimo para a Igreja no seu contexto e cultura.





Gostaria de pôs à consideração dos presentes, o seguinte abaixo assinado on-line.

http://www.c-fam.org/publications/id.101/default.asp

O objectivo: defender o direito à vida e dos pais educarem os seus filhos.

Este abaixo-assinado visa contrabalançar uma outra iniciativa de igual cariz dos pro-choice (a qual pretendia entronizar na ONU o direito ao aborto e a "educação sexual" secular como direitos humanos).

Portanto, toda a assinatura neste abaixo-assinado conta.




Venho ainda divulgar que neste dia 25 (como nos demais dias 25), pelas 21h30 vai haver uma Velada pela Vida.

Os locais onde se vão realizar as Veladas estão expostos aqui:
http://portugalprovida.blogspot.com/

Abraços em Cristo.

joaquim disse...

Caríssimo Kephas ou O Selvagem de Huxley

Obrigado pelas tuas palavras!

Pois é, Ele vai-se servindo de todos para mostrar que as "coisas" não são como a gente as pensa, serve-se dos de transição e dos outros, dos muito cultos e dos mais humildes, por isso é que a Igreja é rica sobretudo na diversidade.

Pedro foi o que negou, mas também foi o que O reconheceu como Messias.

Obrigado também pelas informações que nos deste.

Já assinei o abaixo-assinado.

Abraço amigo em Cristo

Ver para crer disse...

O texto que publiquei há tempos - e que não é meu! - também me fez muito bem.
Facilmente criticamos a igreja mas nós também não somos sempre aquilo que devíamos ser.
A Igreja é santa porque a sua cabeça - Cristo - é santo. Mas nós os seus membros somos pecadores. Não só os outros, também eu.
Mas ainda bem que Cristo nos aceita assim. Se não, já há muito tínhamos sido excomungados.
Em certas épocas houve essa tentação de expulsar quem não era santo. Mas o Espírito não deixou que isso fosse avante. Porque Ele assiste mesmo a Sua Igreja!
Um abraço fraterno

Maria João disse...

Olá!!!!

A efusão do Espírito é já no dia 1 de Dezembro. Reza por nós!!!!

beijos em Cristo e Maria

O Selvagem de Huxley disse...

Parece que a Velada foi antecipada para as 21h. Desconheço se é apenas em Fátima ou se é em todos os locais...

Informações em:
http://portugalprovida.blogspot.com/

Anawîm disse...

"Mas Ela não acabou, nem acabará porque o Espírito Santo a assiste independentemente dos homens que a constituem."

Concordo contigo, Joaquim, A Igreja seguidora e anunciadora da Boa Notícia de Jesus não acabará porque o Espírito Santo a assiste através dos... seres humanos, ou de alguns seres humanos, talvez daqueles que melhor se deixem moldar pelo próprio Espírito que só se faz presente através dos Corações disponíveis a Ele.
Afinal de contas é isso que pedimos... "Enviai, Senhor, o Vosso Espírito, e renovai a Terra"...
Pois então que se renove, numa busca contínua da Verdade.

Joaquim... desculpa-me... mas custa-me tanto ler que o nosso nazareno Jesus tenha vivido 30 anos de preparação para vencer a morte, alcançando-nos assim a vida eterna. Se calhar é um pouco mais... Isso seria ignorar todas as caminhadas que fez, todas as pessoas com quem se cruzou, todas as palavras que disse, todos os gestos que fez, todos os sinais, todas as histórias e comparações que contou para nos falar do Reino... o Reino do Abba.
Jesus deixava o Coração de quem o escutava a arder, quando falava do Reino, e do Abba deste Reino. Libertou muitos Corações enquanto usou sandálias "por cá", realizou gestos, sinais, e anunciou o Reino do Abba que é de uma lógica bem longe de qualquer lógica de sacrifícios e altares.
Houve quem não gostasse, naquele tempo... e Jesus assumiu, até às últimas consequências, a Verdade que anunciava, nunca a negando, ainda que nunca se defendendo, ainda que isso lhe tenha custado a morte... Confiou no Abba, no Pai. Acreditou que o Abba haveria de responder por ele.
E respondeu mesmo... ressuscitou-o.
Deus ressuscitou Jesus, levantou-o de novo. Confirmou a vida de Jesus como digna de ser a primeira de muitas à mesa do banquete eterno. Jesus é a Cabeça... o Primeiro a nascer nesta Vida. Com ele nasceremos também, como Corpo dele, se o seguirmos.

Gostei tanto do jeito com que falaste da presença viva, como Corpo que somos, de Cristo... o Cristo vivo somos nós como Corpo unido... simbolizado no pão que se parte e reparte por todos. Todos somos, ou nos vamos fazendo do mesmo pão.

Joaquim... já que falaste por aqui de João XXIII, um belíssimo Coração puro como de uma criança e verdadeiramente sempre à procura de Deus, convocou um Concílio para que todos os teólogos da Igreja se entendessem. Nunca lhe passou pela cabeça condenar ninguém por pensar de maneira diferente até dele próprio.
Foi absolutamente inesperado, de facto, sobretudo para quem tem tanto medo de encarar a Verdade.
Sim... a Verdade é o Rosto de Jesus...

Um abraço para ti, Joaquim

joaquim disse...

Obrigado Padre amigo do "Ver para Crer", pelas suas palavras.

Realmente a Igreja sendo santa é cosntituida por pecadores, por isso nEla todos têm lugar.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Olá Maria João

Tenho rezado pelo Seminário de Vida Nova no Espírito Santo e continuarei a rezar, sobretudo nesse dia.

Que o Senhor vos abençoe com todas as graças, dons e carismas necessários à Sua Igreja.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado "O Selvagem de Huxley", pela tua informação.

Infelizmente não poderei estar presente.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Olá Anawîm, que o Senhor te abençoe.
Obrigado pela tua visita.

Claro Anawîm que o Espírito Santo opera através dos homens, porque a Igreja é constituída por homens, julgo até que o faz, por vezes, mesmo até através daqueles que não lhe estão inteiramente abertos, porque na contínua procura do encontro com a Verdade, a Igreja precisa de todos.

Anawîm, com certeza que Jesus Cristo fez muito mais do que entregar-se por nós, vencendo a morte.
Servi-me desta “comparação”, 30 anos de vida de Jesus que os Evangelhos não nos relatam, como um simbolismo de uma preparação para a plenitude da Sua missão, da missão que o Pai Lhe deu, para nos colocarmos perante a fraqueza da Igreja, constituída por homens, e na qual portanto 2000 anos “comparativamente” nada seriam para Ela atingir a plenitude da missão que Cristo Lhe deu.

« Houve quem não gostasse, naquele tempo... e Jesus assumiu, até às últimas consequências, a Verdade que anunciava»

É verdade Anawîm, e também a Igreja o faz, ou seja, assume as consequências das suas decisões até às últimas consequências, na procura do encontro com a Verdade, porque confia que é assistida pelo Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho, que o mesmo Espírito nunca deixará de mostrar à Igreja no tempo certo os desvios do caminho que será necessário corrigir.

E esta certeza tem a Igreja, porque Cristo ao dizer a Pedro que
«Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.» Mt 16,19
está a confirmar essa certeza da assistência permanente do Espírito Santo, dizendo que o que a Igreja ligar na terra, poderá depois desligar, ou seja que, se porventura em algum momento, (que Cristo sabia bem que aconteceria), a Igreja fosse conduzida apenas pela vontade dos homens, o Espírito Santo não Lhe faltaria para mostrar o erro e reconduzir ao caminho de encontro com a Verdade.

A Igreja nunca condenou ninguém, Anawîm.
A Igreja aconselhou, pediu, corrigiu, proibiu e até chegou a expulsar aqueles que no seu entendimento não anunciavam a Palavra na pureza revelada por Cristo.
No entanto nunca deixou de analisar, estudar, rever à luz do Espírito essas decisões e como sabes ao longo da história da Igreja, algumas vezes Ela voltou atrás, reconheceu o seu erro e acolheu aqueles a quem tinha proibido ou até expulsado.
Eu sei que “expulsado” é uma palavra terrível, mas se a Igreja no seu julgamento acredita que aquele está a laborar num erro e está a anunciar, a ensinar mal o Povo de Deus, não pode fazer outra coisa, depois de todas as advertências, senão, perante a insistência no “erro”, dizer que aquele não está autorizado a falar em nome da Igreja, ou mesmo, que aquele cindiu a sua comunhão com a Igreja.

Mas se aquilo que esse que foi proibido ou até expulso proclamou, ensinou, for vontade de Deus, for portanto Palavra de Deus, então eu te garanto Anawîm, com toda a força da fé que o Senhor me deu, que a Igreja lá regressará e o voltará a acolher em Igreja e reconhecerá o seu erro, no tempo certo, no tempo de Deus.

«sobretudo para quem tem tanto medo de encarar a Verdade.»

Perdoa-me Anawîm, meu amigo, mas este é um julgamento que eu nunca seria capaz de fazer.

Abraço amigo em Cristo, anawîm

Mari disse...

Oi joaquim!

Muito expressivo e bonito o texto.
Eu também amo a nossa Igreja!
Amo os Sacramentos e necessito deles para minha vida ser mais completa.
Saudades, beijinhos, obrigada pela visita. mari/

joaquim disse...

Olá Mari

Obrigado pela visita e pelas palavras de comunhão que aqui deixas.

Que Deus te abençoe.

Abraço amigo em Cristo