terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O PADRE LAPA, A PNEUMAVITA E EU (3)

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Tinha acabado aquele retiro na Torre d’Aguilha.
 
Melhor do que aquilo que posso recordar agora, “falam” as palavras que então escrevi ao Padre Lapa.
«Louvo o Senhor, porque no Seu divino conhecimento o colocou no meu caminho, Padre Lapa.
Se já tinha alguma tranquilidade, alguma paz, algum amor, tenho agora a força, a coragem, o ânimo, a luz, a vontade e, (eu sei que não se mede), muito mais Espírito Santo.
Estou impaciente, tenho que fazer, tenho que andar, tenho que seguir em frente. Não posso estar parado. O Senhor irrompe permanentemente na minha mente e felizmente não me deixa sossegado.
Nem que eu fosse o maior poeta do mundo, o escritor mais dotado, encontraria as palavras certas para descrever um pouco sequer do que sinto.
Estou feliz, estou cheio, estou repleto, estou renascido, estou com Jesus no coração, o Espírito Santo no meu ser, abandonado nos braços do Pai, Nosso Deus…»
 
A resposta foi imediata:
«Louvo o Senhor por tudo o que está a acontecer na tua vida e, através de ti, pela força do Espírito Santo, na vida de muita gente…
Toda a Comunidade “Pneumavita” que te acolheu com o coração sentiu muita alegria em acolher-te . Jesus e nós contamos contigo para esta “obra nova” que desabrochou na Igreja a seguir ao Vaticano II.
Sê fiel à oração, à Palavra de Deus, ao amor fraterno e à «fracção do Pão», tanto quanto possível…»
 
Estávamos então também a preparar a preparar a Assembleia do RCC em Monte Real, que teve lugar nos dias 11 e 12 de Setembro de 1999, e foi um fim de semana extraordinário, conduzido pelo Padre Lapa e pela Comunidade Pneumavita.
Encheu-se a sala do hotel onde a mesma decorreu e a igreja matriz de Monte Real foi pequena para conter todos os que quiseram estar presente.
 
São tempos, momentos, em que vivo um “frenesim” religioso, querendo fazer tudo, querendo estar em tudo.
O Padre Lapa apercebe-se disso e fala comigo, avisando-me para não me deixar levar por “exageros”, para levar uma vida mais interior que consolidasse o testemunho e sobretudo, lembrando-me que a missão que o Senhor tinha colocado nas minhas mãos em primeiro lugar, era a minha família.
Isto mesmo expresso numa carta que lhe escrevo a seguir à Assembleia do RCC em Monte Real.
«Quando falei consigo ao telefone ontem, disse-me para ter calma e ir devagar, e eu bem precisava dessas palavras, porque a minha ânsia é tão grande, que tudo quero fazer sem descanso e provavelmente sem grande discernimento. De qualquer maneira é bem melhor estar assim do que apático e desinteressado.»
 
No mês de Janeiro a seguir, (2000), realiza-se um encontro de fim-de-semana, em Monte Real com o Padre António Fernandes e o seu grupo de oração.
Outra graça de Deus que tenho de agradecer ao Padre Lapa, pois foi ele que me apresentou o Padre António Fernandes, que vai ser com ele, meus guias e conselheiros nesta caminhada que , de uma “corrida à desfilada”, começa agora a ser verdadeiramente caminhada, orientada por dois homens que me guiam e me dizem o que tenho de ouvir, com toda a firmeza, mas também com todo o amor.
 
Marinha Grande, 3 de Dezembro de 2013
Joaquim Mexia Alves
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4 comentários:

Concha disse...

É mesmo sem comentários!
A presença de Deus e um grande dom poder experimentá-la.
Abraço com amizade na paz de Cristo

Graça Pimentel disse...

As suas palavras que refere no início, deixaram-me cheia de "inveja". "Inveja" boa já que gostaria imenso de ter sido eu a proferi-las.
Recordação de momentos bons em que sentimos que Ele está connosco.

Beijo amigo

joaquim disse...

Obrigado Concha

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

É verdade Graça.

Bons momentos que de vez em quando regressam.

A sua resposta está em finalização.

Abraço amigo em Cristo