sexta-feira, 6 de novembro de 2026

PARALÍTICO DO PECADO

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Não sei se sou o paralítico que Te é apresentado no seu catre, ou se sou um daqueles que que o leva à Tua presença, Senhor.

Quem quero eu ser, ou melhor, quem queres Tu que eu seja?

Percebo, ou quero perceber, que me falas no íntimo do meu coração dizendo que umas vezes estou doente pelo pecado, estou paralítico, sobretudo da alma, e preciso do Teu perdão para poder voltar a andar.

Mas percebo também, ou quero perceber, que me dizes no íntimo do meu coração para estar atento e disponível para os meus irmãos, para os poder levar a Ti, para que encontrando-Te encontrem a verdadeira vida.

E eu o que faço, quem sou?

O doente com a doença do pecado que anseia pelo Teu perdão, ou o intercessor que, mesmo ferido pelo pecado, (e todos somos pecadores), não deixa de pedir pelos outros, se calhar, bem menos pecadores do que eu.

É que muitas vezes, muitos estão como eu, impedidos de caminhar porque estamos paralíticos na fé.

Só Tu, Senhor, nos podes perdoar, só tu nos podes mandar levantar e caminhar, só Tu, Senhor, nos podes dizer para carregarmos o “catre” do nosso passado que nos quer imobilizar, mas que Tu queres que seja caminho no Teu perdão, no Teu amor.

Ah, Senhor, faz-me paralítico, mas do pecado, para que eu me deixe levar a Ti.

Faz-me intercessor para poder, com a Tua graça, levar os paralíticos do pecado, como eu, à Tua presença.

Então, Senhor, com os olhos fixos em Ti quero ouvir-Te dizer ao meu coração: «Agora vai e não voltes a pecar». (Jo 8,11)






Garcia, 29 de Outubro de 2026
Joaquim Mexia Alves
(escritos em adoração)