sábado, 11 de fevereiro de 2017

SER “LOUCO” … DE AMOR!

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Insistes, Senhor, em mostrar-Te assim, tão humildemente!

Duas velas acesas, uma tolha bordada, uma custódia dourada, e Tu, aos olhos humanos, “apenas” um pedaço de pão redondo, “sem valor material”, sem “nada de extraordinário”.

E, no entanto, esse “pedaço de pão” é a razão porque aqui estamos, prostrados, de joelhos, sentados, seja como estivermos, mas olhando-Te fixamente e dizendo:
Obrigado, Senhor, porque estás vivo e estás no meio de nós!

Como não hão-de achar-nos “loucos”, e sem sentido, ao ver-nos olhar para um “pedaço de pão” branco?

Não conseguem ver para além dos seus olhos humanos, não conseguem abrir o coração e ver com os olhos do amor, por isso não Te conseguem ver em todo o Teu esplendor e glória!

Por isso, Senhor, derrama em todos nós, e sobretudo nesses que nos acham “loucos”, o Espírito Santo, para que em todos nós haja um Tomé, que surpreendido se prostra e apenas exclama:
Meu Senhor, e meu Deus!


Em Adoração com a Comunidade Emanuel

Fátima, 11 de Fevereiro de 2017
Joaquim Mexia Alves
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2 comentários:

António Mexia Alves disse...

O problema da "vista" é, talvez, dos mais graves e sérios com que nos debatemos.
Vemos o que não queremos e não vemos os que deveríamos ver.

Olhar é uma coisa muito diferente de ver.Enquanto olhar é, por assim dizer, algo automático do uso de um dom que Deus nos deu, ver já implica uma decisão da vontade pessoal.

Guardemos a vista e guardaremos o coração!

Com um abraço do António

joaquim disse...

Um abraço, António.