quinta-feira, 15 de abril de 2010

"LIVRA-NOS, SENHOR, DOS NOSSOS AMIGOS..."

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É muito “velha” a frase: «Livra-nos Senhor dos nossos amigos, porque com os inimigos podemos nós bem!»

Vem isto a propósito de uma “volta” que dei por diversos blogues cristãos católicos, (alguns de sacerdotes), em que me dei conta de que alguns enveredaram pelo caminho mais fácil, e, utilizando o menor denominador comum, embarcam afinal na campanha de ataque à Igreja Católica que está em curso na comunicação social.

Se juntarmos a isto, alguns textos de alguns sacerdotes, que se consideram “fazedores de opinião”, publicados em diversos jornais, a “velha” frase é perfeitamente compreensível.

Em primeiro lugar, afirmo desde já, que sou totalmente contra o encobrimento de actos ignóbeis, pecados graves, sejam eles pedófilos ou outros, cometidos por membros da Igreja contra a sociedade e sobretudo sobre os mais pequenos, não só em idade, mas também em formação e maturidade espiritual e física.

Mas também sou frontalmente contra a exploração para além dos limites, de uma culpa que é pessoal e não colectiva, e também do permanente “abrir ferida”, mesmo perante a assumpção da culpa e respectivo pedido de perdão e nalguns casos até condenação.

Mesmo na sociedade civil, o indivíduo depois de se reconhecer culpado e cumprir a pena imposta, tem direito a não ser permanentemente julgado na praça pública pelo crime que cometeu, já reconheceu e já pagou.

No ensinamento cristão, o perdão faz parte inalienável da Doutrina e depois de reconhecido, confessado o pecado e perdoado, deve apenas servir de reflexão para o próprio e não para recordação diária e constante dos outros, com o fim de "apedrejarem" o pecador.

Vivemos num tempo em que muitos citam Jesus Cristo, interpretando-O a seu belo prazer e segundo as suas conveniências, tentando que a Doutrina por Ele ensinada esteja de acordo com o pensamento geral do momento em que vivemos, afastado da moral e dos valores.

Compreende-se, é mais fácil assim, não exige luta diária contra o pecado, e, sobretudo, tem-se o elogio da dita sociedade, ganhando-se até um certo protagonismo.

E se esta prática já é condenável naqueles que se dizem cristãos e católicos é totalmente inadmissível naqueles que consagrados na Igreja, se servem até dessa posição para melhor serem ouvidos por toda uma sociedade que quer um deus e uma igreja à medida das suas conveniências.

E é de tal modo inebriante este protagonismo, e os elogios que vão recebendo, estes consagrados na Igreja, que partem às vezes para o insulto gratuito e descabido ao Papa e aos Bispos e até aos seus colegas Sacerdotes, colocando-se numa posição de superioridade que apenas lhe é conferida pelo seu auto-convencimento.

E recebem comentários e elogios ofensivos para a Igreja, para o Papa, para os Bispos, para os Sacerdotes, para os Leigos empenhados, e longe de se colocarem numa posição de bom senso e sobretudo de comunhão cristã, ainda “ajudam à festa”, indo por vezes mais longe que os próprios comentadores ou elogiadores.

Pois é, os tempos são difíceis!

Não é agora tão fácil ser cristão católico, pois para além da luta diária contra uma sociedade que se vai afastando todos os dias dos valores da dignidade da vida, tal como ela foi querida e criada por Deus, tem também de se arrostar com uma enorme quantidade de insultos, incompreensões e até perseguições, não só daqueles que querem “matar” Deus, mas também daqueles que se acham, mesmo dentro da Igreja por Ele fundada, detentores da verdade absoluta, colocando de lado toda a Tradição, todo o Magistério, toda a História da Igreja.

É, realmente é mais fácil assim!

É mais fácil estar em concordância com a “moral” vigente, do que ter de defender o Ensinamento de Cristo, do que ter de defender a Doutrina, do que ter de defender a Igreja e o seu Magistério.

E traz mais protagonismo, mais visibilidade, mais “amigos”, mais reconhecimento agora, claro, nestes tempos, porque como diz outra “velha” frase: «Dos fracos não reza a história!»

E acho extraordinário que estes consagrados não se perguntem porque é que são sempre chamados, escolhidos, para darem a sua opinião acerca dos assuntos da Igreja e da Doutrina?

Não pensam sequer, (muito me espanta com a sua inteligência), que se por acaso tivessem um discurso diferente, ou seja, um discurso coerente com a verdadeira Doutrina, seriam postos de lado tal como são postos de lado a, (graças a Deus), grande maioria dos consagrados fiéis a Jesus Cristo em comunhão de Igreja?

Ou pensam precisamente nisso, e por isso mesmo vão adaptando o seu discurso ao sabor do mundo, ao sabor do pensamento imoral da sociedade em que vivemos.

Mas curiosamente não abandonam a Igreja que eles tanto criticam e na qual só vêem erros e maldades!
Não, isso não fazem, porque sabem bem que perderiam o protagonismo, pois sendo cidadãos comuns já não teriam o mesmo peso as suas declarações e já ninguém os quereria ouvir.

Peço perdão a Deus pelos julgamentos que aqui faço de irmãos meus consagrados na Igreja, mas por vezes a revolta é mais forte que a contenção dos pensamentos e das palavras, e também porque é tempo de aqueles que são fiéis a Cristo em comunhão de Igreja, levantarem a sua voz para dizer que não pensam, nem vivem a Fé como esses “arautos de opinião”, embora saibamos bem que nunca teremos o mesmo “tempo de antena”, nem de projecção mediática, que têm aqueles que alinham com o “pensamento moderno” que julga que o homem pode construir um deus à sua maneira e para servir os seus interesses e conveniências.

Rezo por estes irmãos que induzem em erro tantos que os lêem, rezo pelas vítimas dos pecados de alguns irmãos meus da Igreja, rezo por esses irmãos que cometeram tais actos, rezo pelo Papa, pelos Bispos, pelos Sacerdotes, pelos Leigos, pela Igreja, enfim, e rezo por esta sociedade que se vai perdendo, porque todos os dias se afasta um pouco mais de Deus.

Monte Real, 15 de Abril de 2010
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25 comentários:

Pe. Manuel Gonçalves disse...

Bom dia.
É pertinente a reflexão que faz. Também eu me deparei com alguns textos de sacerdotes, como eu, que lamento profundamente. É tão fácil embarcar na corrente! Uma coisa é reconhecer o erro e os pecados da Igreja e dos seus membros, outra coisa bem diferente é querer a cabeça deste e daquele.
Obviamente que o reconhecimento do pecado, em particular dos membros que devem estar na primeira linha de defesa da dignidade e da vida humana, da protecção dos mais frágeis, deve fazer-se e se for caso disso, verificando-se a veracidade das suspeitas e/ou acusações serem sujeitos, como os demais cidadãos, aos ditâmes da justiça. Mas seguir uma caminho de intolerância que condenámos aos outros, já não é uma aitude cristã. Se for uma personalidade pública e reconhecida, em casos semelhantes, ou não se acredita, ou fazem-se manifestações de apoio, ou aguardar-se pela justiça, sempre com a esperança que sejam falsas as acusações... Mas se é um membro da Igreja, tem de ser logo condenado sem julgamento? E como é que o crime de um padre católico, por mais odiondo e repugnante que seja, pode ser imputado ao Papa? Era o mesmo que um funcionário público cometesse um crime e e na hora de um julgamento o julgado fosse o Ministro ou o Director-Geral!!!
Revejo-me nesta reflexão. Optei por não comentar textos de colegas padres, mas não posso deixar sublinhar a pertinência deste texto, não embarcando na corrente... Onde estará o espaço para a tolerância e para o perdão?!
Obrigado.
Abraço em Cristo Jesus,

Maria João disse...

Não sei se as pessoas se lembram, mas o actual Papa (e não só ele) foi ter com vítimas da pedofilia e seus familiares para pedir perdão por pecados que não cometeu. Desse exemplo já não se fala...

Além disso, muitos dos comentários feitos revelam muita raiva e muito ódio à Igreja no geral. Aproveitam-se estes casos para se falar mais mal da Igreja ou para se ter protagonismo.

Assim como em Telheiras nem todos os homens são violadores, assim também na Igreja nem todos os padres são pedófilos. Utilizo o exemplo de Telheiras, porque foi o mais recente que surgiu nos media.

Além disso, quem faz comentários não se esqueça que só estão a reforçar o sofrimento nas vítimas. Quanto mais as vítimas ouvem falar disto (não estou a dizer que não se deve falar, mas há que saber como fazê-lo), mais sofrem.

Que o Senhor nos ajude e nos perdoe! E que o Senhor ajude as vítimas a recuperarem daquilo que não se esquece, mas que se pode acalmar na memória e no coração para se ser feliz!

DE MÃOS DADAS disse...

Também estou de acordo com o que diz o Joaquimm
Cada pessoa deve ser reponsável pelos seus actos,e na verdade esses actos são inaceitáveis, mas não somos nós católicos que devemos julgar, há autoridades legais para esse efeito.
Quanto ao deixar que pessoas assim permaneçam no ministério é dificil aceitar,no entanto quem tem poder para decidir é mesmo a autoridade máxima da igreja, nós todos pobres pecadores pedimos perdão a Deus.
Abraço em Jesus e entregamos tudo e todos nas mãos de Jesus Ressuscitado.
Utilia
Mas também não é isso que me fará deixar de ter fé ou de praticar a religião que professo, ao contrário sou solidária com a minha igreja e oro por todos

Zé Gusmão disse...

Olá Joaquim,

Obrigada por as tuas palavras.

Rezemos pela a nossa Igreja. Essa Igreja que somos todos nós!
E que todos nós, sejamos capazes, de não deixar que esta nossa sociedade se continue a afastar de Deus.

Um abraço em amigo em Cristo

Paulo disse...

Realmente, tal como tu, condeno esses e outros actos graves cometidos por que quem que seja. Na verdade sendo alguns cometidos por sacerdotes, ainda se torna mais grave, já que eles representam Jesus na terra. O que vejo ultimamente na comunicação social é como dizes, ou seja, existem alguns membros da igreja que cometeram crimes/pecados e está a sociedade a por todos no mesmo saco, havendo de certeza, uma % quase a rondar os 100 que são cumpridos dos seus votos e ética moral. Na minha maneira de ver, quase que diria que é uma perseguição à igreja católica, "uma caça às bruxas" onde elas não estão. Li algures que se os pedofilos fossem politicos, encobre-se; se forem da alta sociedade, abafa-se o caso e se forem artistas, é uma mania. Ora Bolas! Pedofilia é usar e abusar de menores, de crianças, e se for pecado (que o é) fico com ele mas, se isso acontecesse com o meu filho, não sei o que faria (apesar de tudo o que apregou e leio) assim sendo, para bem da igreja, este assunto deve ser resolvido com a brevidade possivel mas também com a componente humana e de humildade dos seus intervenientes.

JAC disse...

Concordo plenamente.
Resolvi para mim próprio não expressar a minha opinião no meu blogue sobre a tão badalada onda de pedofilia na Igreja.
Não porque não dÊ importância ao assunto, ou queira fechar os olhos, mas penso que isto já é uma bandeira, e há-de continuar a ser, contra a Igreja no seu todo.

Não posso concordar com essa campanha.

Tenho lido pela comunicação social genérica ou por outra católica opiniões diversas, e em meu entender umas mais acertadas que outras.

Lamento igualmente que muitos cléricos (bispos, padres e diáconos), assumam posições fracturantes e contrárias ao pensar comum da Igreja, que está a ter a actuação mais acertada.

Há uma coisa que não esqueço e li em César das Neves: muitos são os que continuam a clamar "Crucifica-O". A igreja é alvo a abater por muitos quadrantes...

Repugnam-me ataques contra crianças inocentes perpetrados por clérigos, mas também me repugna o levantamento desta bandeira contra a Igreja.

A Igreja é hoje como sempre santa e pecadora... mas é querida por Cristo, Cabeça e Senhor.
Que nos sintamos todos implicados nisto...

mas como disse atrás mais tarde, depois da onda passar, escreverei algo mais que isto.

mas obrigado Joaquim, pela elevação e objectividade desta análise.

Diácono José António Carneiro

Nova Civilização disse...

Amigo Joaquim,

Benditas palavras!!! A Igreja e o Santo Papa vem sendo atacados injustamente. É preciso muito discernimento e atenção. Me junto a você e rezo para que tudo isso seja resolvido de uma forma pacífica .

Obrigada pela partilha,

abraços fraternos

Gisele

malu disse...

Joaquim,

Depois de ler o teu post, dei comigo para aqui a sentir-me 'incomodada', sem saber muito bem se havia de ir ou ficar, mais ou menos como se sente o Jac que o diz acima. Incomoda, temos pensado nisso mas também tinha resolvido não mexer mais no assunto, que é demasiado triste. É deplorável a atitude que tomam e o caminho que escolhem, mas principalmente por levarem outros de arrasto a abandonar o barco, serão responsáveis por isso e dada a ignorância de quem os ouve e em vez de lhes ensinar a Doutrina... Sabes que tenho andado por cá esporadicamente e em parte se deve a tudo isto. O que dizer, como fazer? No fundo, é o que se pretende - dividir-nos mais e ainda por cima.
Estava eu nisto, ainda um pouco 'nessa onda', ou mergulhada nas leituras da nossa caminhada da Quaresma que me faziam passar por aqui mais vezes e passa-me de repente uma imagem pela mente: a de Cristo a lavar os pés aos Seus discípulos. Os de Judas também e por certo. Foi uma das passagens que não focámos na altura e me deixou mais intrigada agora, reparei. Por isso fixo-me nela, reporto-me a esses tempos, incluo-me em cena,vejo-os de sandálias empoeiradas, sujas e estafadas de tanto chão andado por caminhos de lobos e ovelhas. Jesus tinha e usava as Suas mãos nessa água que ia ficando mais escura. E mais tarde, vêmo-Lo à mesa a repartir o Pão... Estão ainda, as Suas mãos, mais imaculadas que nunca! Reparte "o Pão" por todos os Judas desse, e do nosso tempo...!

São para as nossas que temos que olhar. Damos hoje tanta importância à imagem... Cuidar que estejam limpas, para 'servir'. Para lavar tanto pó da Casa que alberga tanto peregrino, tantos filhos Seus e tanta nódoa que foram deixando e vêm ainda agora a trazer para dentro a querer marcar e de dedo em riste, a apontá-La...!

Mas não conseguirão. A 'Casa' é dEle - que a fundou, que tanto ama e onde Ele sempre estará - façam o que fizerem, digam o que disserem. Deviam ser os primeiros a pensar assim, a dizer e a escolher melhor em que barco se metem.
Quanto mais pecado, mais afronta houver, mais Deus está, cuida e ama e mais santos nos fará e dará.

Tu desculpa isto mas pronto, fico por aqui, com um abraço em Cristo e Maria.

(vou lavar pés)

Alma peregrina disse...

Toda esta situação é extremamente complexa...

Por um lado, o crime de pedofilia é particularmente abominável. A Igreja cometeu erros grosseiros nesta matéria (embora não tenham sido erros exclusivos, que não tenham sido cometidos por tantas outras instituições no mesmo período de tempo).

Embora a doutrina se tenha mantido constante ao longo dos tempos, é sabido que (infelizmente) a Igreja muitas vezes não foi coerente com essa doutrina. Nessas ocasiões, foi dever dos fiéis (muitos deles hoje canonizados) apontar tais incoerências... não num espírito de rebeldia ou de reinvidicação mas de amor para com uma Igreja que se deseja mais pura.

Porque esta situação é particularmente gravosa quando levada a cabo por sacerdotes, que deviam ser exemplos para os demais.



Por outro lado, a situação descontrolou-se de tal modo que muitas das acusações feitas hoje são extrapoladas para atingir quem não deveria ser atingido e criticar quem não deveria ser criticado. O escândalo da pedofilia na Igreja tornou-se um pretexto para ventilar o dormente preconceito jacobino, anticlerical e anticatólico. E, sobretudo, um pretexto para exigir uma transformação da Igreja que transcende o escândalo em causa... uma alegada reforma doutrinal que seria efectuada à custa da Verdade. Em suma, um pedido de reforma que não é feito por amor à Igreja, mas num espírito de rebeldia e reinvidicação... soberba pura e simples.



Isto coloca um católico de boa consciência num dilema moral. Por um lado, ele quer denunciar o mal cometido na Igreja, por amor a ela, a fim de que ela saía desta situação purificada e santificada. Não quer enfiar a cabeça debaixo da areia, como foi feito durante anos, mas ajudar a resolver o problema. Mas por outro lado, fazendo-o, esse católico corre o risco de ser instrumentalizado numa vaga odiosa e demoníaca à qual ele não se deseja associar...

Uma vaga que, infelizmente, pode colocar-nos na defensiva e fazer-nos defender apologeticamente certos actos que foram indefensáveis (não me refiro aqui ao Papa Bento XVI mas a uma série de bispos responsáveis pelo prolongamento destes casos). Actos que não deveriam fazer parte da nossa Igreja.



É uma grande complicação e os "amigos" não estão aí para ajudar. Eu pergunto-me se eu próprio estarei a ser amigo, "amigo" ou inimigo...

Mas enfim... penso que talvez não nos devêssemos deter muito no Passado. Devíamos concentrar-nos antes em duas coisas: 1) no bem-estar das vítimas e das crianças sob a tutela da Igreja e 2) em mostrar dignidade na nossa perseguição, tal como Cristo teve na d'Ele.



Também escrevi sobre este assunto no meu blog. Não sei se escrevi bem, mas foi o que consegui reunir nas minhas ideias...

Pax Christi

Alma peregrina disse...

PS: Resumindo... se os media não fossem tão enviesados e noticiassem apenas as notícias factuais, esta situação poderia ser aproveitada para purgar o mal da pedofilia da Igreja. Ao perseguir vergonhosamente a Igreja, os media estão a colocar um obstáculo aos fiéis, um conflito de fidelidades, um complexo de culpa em pedir à Igreja as devidas contas e mudanças. Os media estão a fazer tanto mal como os bispos negligentes...

joaquim disse...

Caro amigo Pe Manuel Gonçalves

Obrigado pelas suas palavras.

Uma coisa realmente é condenar o pecado, outra é "matar" o pecador, e outra ainda é transformar o pecado de uns num pecado colectivo.

Rezemos para que a Igreja saia deste tempo mais reforçada e unida a Cristo.


Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado Maria João

Basta ler as notícias do encontro do Papa com a vitimas em Malta.

A Igreja incomoda o mundo porque defende intransigentemente a dignidade humana.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado Utilia

Com este Papa não tenho dúvidas que serão julgados, não só pela Igreja, mas também pela justiça civil.

A Igreja sempre se fortaleceu, quando por alguma razão é atacada ou quando pelas acções de alguns dos seus membros teve de reflectir e "recomeçar" caminho.


Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado Zé

Realmente este é um momento de profunda e contínua oração pela Igreja, pelo Papa, pelos Bispos, Sacerdotes, o Povo de Deus, para que encontremos sempre o caminho do amor em Jesus Cristo.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado Paulo

Tal como já disse acima, não há a minima dúvida que este é um ataque à Igreja que incomoda e não cede aos lobys que queriam uma Doutrina à sua maneira.

Servindo-se de factos reais e verdadeiros, indignos seja de quem for, pretendem assim "matar" a Igreja, mas não conseguirão, porque Ela é Santa, e querida de Deus.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado José António

Também eu tinha decidido não escrever nada sobre o assunto, até porque o exagero é de tal ordem que começa a tornar-se incómodo para aqueles que o pretendem alimentar.

Aquilo que me levou a escrever, foi infelizmente ter reparado que alguns consagrados estavam a judar "à festa", por vezes causando mais dano espiritual nos crentes, que os actos indignos causados por outros, que sendo indignos não enganam ninguém.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado Gisele

Rezamos juntos e neste momento é na união de oração que melhor servimos a Igreja.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado Malu.

Obrigado pela tua reflexão que nos ajuda a centrar no importante e a deixar o acessório.

Claro que os actos foram hediondos, mas como muito bem dizes Jesus também lavou os pés a Judas.

Rezemos muito pelas vitimas, mas também pelos abusadores, para que entendam bem o mal que fizeram e chorem como Pedro amargamente o seu pecado.

Rezemos pela Igreja, para que todos aprendamos com estes factos terríveis, e possamos caminhar mais unidos em Cristo.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado Alma Peregrina

Obrigado pelas tuas palavras, sempre sensatas e verdadeiras.

Julgo que conseguimos distinguir bem aqueles que em Igreja pretendem apontar os erros para se caminhar melhor caminho, daqueles que aproveitam estes momentos para, estando "dentro" da Igreja, realçarem o seu protagonismo e tentarem fazer passar as suas opiniões como se fossem as melhores e mais verdadeiras.

Como muito bem dizes tudo isto é feito para que a Igreja mudasse a Doutrina, tornando-a ao sabor dos tempos que correm.

Isso graças a Deus não acontecerá, porque o mandato da Igreja é defender a Doutrina ensinada por Cristo e mantida ao longo do tempo pela Tradição e o Magistério.

Abraço amigo em Cristo

C.M. disse...

Amigo Joaquim: já li este seu lúcido e admirável texto (aliás como é seu apanágio!) vezes sem conta e nunca consegui tecer algumas considerações... hoje, à noite, voltei a lê-lo e pensei: estou em dívida para com o meu amigo, tenho de responder a estas tão oportunas linhas!

Tudo o que diz é a mais pura da verdade, e o que me choca, no meio de toda esta miséria humana, é o facto, como muito bem sublinha, de muitos sacerdotes quererem contemporizar com o "modernismo" dos tempos, criticando inclusivamente o sucessor de Pedro, o qual é, na conjuntura, Bento XVI.

Que pode este fazer perante esses tristes factos que agora vêm a lume, senão exigir que os responsáveis sejam criminalmente punidos e pedir perdão pelo desvario de algumas (más) ovelhas do grande rebanho que é, na sua grande maioria, fiel seguidor do Evangelho de Jesus Cristo?

Atrever-me-ia a dizer que os inimigos da Igreja Católica pouco preocupados estão com as vítimas desses actos abjectos e obscenos, e rejubilam sobretudo de contentamento pela oportunidade de não só enxovalharem aquela, mas também para a poder enfraquecer.

Não esqueçamos que o laicismo militante é inimigo da Fé, considera esta como uma ameaça e tenta reduzir, por todos os meios, a sua influência.

Mas, como diz o Evangelho, as portas do inferno não prevalecerão sobre ela, a Igreja.

Abraço em Cristo, Amigo Joaquim.

Sandra Dantas disse...

Olá amigo Joaquim,
este é, na verdade, um assunto sobre o qual também eu me tenho "recusado" a escrever. Tanto pela sua complexidade como pelo que tenho visto e ouvido, que me parece "demasiado". Parece realmente uma "caça às bruxas". Pergunto-me muitas vezes quanto do que dizem é verdade... Também eu já fui vítima muitas vezes de calúnias e injúrias. Talvez quem não me conhece tenha pensado que era verdade o que diziam... Graças a Deus a verdade vem sempre ao de cima... Perante tanto barulho, talvez a melhor atitude seja o silêncio e a oração. Não entro em polémicas, porque elas revelam sempre um ódio demasiado grande... Esquecem sempre a pessoa, o pecador e centram-se no pecado... Enfim... Tantas coisas poderiam ser ditas, mas uno-me a ti em oração. E continuo a ter voz, apesar de a quererem abafar, só porque alguns membros da Igreja pecam... A bandeira que muitos esperavam está aí, mas a Igreja no seu todo sai sempre fortalecida em todas as crises e perseguições que sofre ao longo da sua existência!

Um grandioso abraço amigo!!!

joaquim disse...

Amigo Delfim

Muito obrigado pelas suas palavras.

Bento XVI tem provado a todos nós cristãos católicos e ao mundo em geral que é o homem certo, no momento certo.

O Espírito Santo não se engana e por muito que os homens façam e queiram fazer contra a Igreja, Ele sempre a assistirá e nunca Lhe faltará.

Foi assim ao longo da história da Igreja, e assim será agora.

Acreditemos que a Igreja, que somos todos nós crentes, sairá reforçada desta terrível provação causada por alguns dos seus membros.

Abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Olá amiga Sandra, obrigado pela visita e palavras que aqui deixas.

Também não entro em polémicas destas mas senti que neste momento devia expressar-me claramente sobre aquilo que penso deste assunto doloroso.

E foi mais por causa do que se passa às vezes no "interior" da Igreja por parte de alguns, que por vezes dividem bem mais do que juntam, que o decidi fazer.

O que é importante neste momento e sempre são as nossas orações pela Igreja e pelo Papa Bento XVI.

Abraço amigo em Cristo

zedeportugal disse...

Embora atrasado, como sempre ;), quero deixar-lhe aqui um comentário, que é apenas uma breve passagem da escritura que me veio ao ler o seu assertivo texto.

Nunca me sentei entre os escarnecedores, para com eles me divertir. Forçado pela tua mão, sentei-me solitário, porque me possuía a tua indignação. Porque se tornou perpétua a minha dor, e não cicatriza a minha chaga, rebelde ao tratamento? Ai! Serás para mim como um riacho enganador de água inconstante? Por esta razão, o SENHOR diz-me: «Se te reconciliares comigo, receber-te-ei novamente e poderás estar na minha presença. Se conseguires retirar o precioso do vil, serás como a minha boca. Serão eles, então, que virão a ti e não tu que irás a eles.
(Jeremias 15, 17-19)

Um grande abraço em Cristo Jesus.

joaquim disse...

Amigo zedeportugal

Obrigado pela visita e sobretudo pelas palavras deixadas.

Um abraço amigo em Cristo