segunda-feira, 3 de abril de 2006

Às vezes quedo-me espantado, (ou talvez não), que num país onde se diz que a população é 90% ou mais, cristã e católica, se dê tão pouco pela sua presença nos diversos sectores de actividade da sociedade.

Se não vejamos:

Onde estão os políticos que se dizem ou afirmam católicos quando são votadas leis, ou tomadas medidas que vão contra a sua fé, que vão contra a doutrina revelada por Jesus Cristo e seguida pela Igreja, que somos todos nós que acreditamos.

Será que são apenas cristãos quando vão à Missa, quando rezam e que no resto da sua vida, entendem que Deus não tem de estar presente, porque são “actividades do mundo”.

Que é feito de testemunhos como o do Rei Balduino que abdicou do trono para não assinar a Lei do aborto no seu país, em coerência com a sua fé?

E os empresários que se afirmam cristãos e católicos, dão verdadeiro testemunho da Fé que professam, pagando ordenados justos, fazendo cumprir horários de trabalho dignos, (que deixem tempo aos que trabalham para estarem em família), ou colocam aqueles que consigo colaboram no dilema de que, “ou fazes estas horas e recebes o que te pago, ou arranjo outro que o queira fazer”.

E são verdadeiros em tudo o que fazem, nos seus negócios, ou as suas consciências são “elásticas”, a ponto de fazerem algo que não está certo, “mas é para bem da economia”, sobretudo da deles?

E aquilo que têm, consideram-no seu e por si sós conseguido, ou consideram-no como “um empréstimo de Deus”, e portanto para servir também os outros, ajudando os que mais precisam?

E os empresários e directores da comunicação social sobretudo da televisão, que se afirmam cristãos e católicos, acham que os programas que dão ao público devem ter um conteúdo que não ofenda a Fé que professam, ou isso é só no “silêncio do seus quarto”, porque mais importantes são as audiências?

E os professores e professoras que vivem a Fé cristã e católica, passam esse testemunho no que ensinam aos seus alunos, ou em nome de uma “qualquer liberdade”, ensinam tudo, não explicando depois o contexto das coisas?

E os sacerdotes e leigos empenhados na Igreja, dão testemunho da Fé que pretendem viver, ou são “causa de escândalo”, seja ela qual for, são causa e promovem a desobediência à hierarquia da Igreja, (obediência no sentido de comunhão de amor), são reflexo vivo da palavra e da Vontade de Deus?

E os pais e mães cristãos e católicos, dão testemunho aos seus filhos da Fé que vivem, ou com facilidade, por exemplo, faltam à Missa Dominical, à sua oração diária e em família, levando assim os filhos a pensar que a “religião é muito boa mas é apenas uma questão de titulo”.

E eu que escrevo isto, que me afirmo cristão e católico, dou testemunho verdadeiro daquilo que aqui escrevo ou também muitas vezes deixo passar, por comodismo, por vergonha humana, ou porque “já que os outros não fazem, eu também não faço”?

E se Cristo também se cansasse e deixasse de pedir ao Pai por nós?

E se o Espírito Santo decidisse que só algumas partes das nossas vidas e da vida da Igreja é que eram importantes e tudo o resto deixasse a nosso cargo sem nos assitir?
Se todos fôssemos aquilo que afirmamos este mundo seria muito melhor!!!

1 comentário:

apagosoquedavid disse...

Isto que escreves-te, que te espanta tem um nome: UNIDADE DE VIDA!«a» Ou como dizia S. Josemaría: "Fazer o que se deve e estar no que se faz"