quinta-feira, 6 de junho de 2013

«QUE ALEGRIA QUANDO ME DISSERAM: VAMOS PARA A CASA DO SENHOR!»

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Deve ser da idade, mas estava para aqui a pensar que o tempo vai passando, e que se vai aproximando o tempo de partir desta vida.
 
Claro que este aproximando não é nos dias, nem nos anos mais próximos, penso eu, mas curiosamente, ou talvez não, a ideia da morte é algo que se vai cruzando comigo, sem qualquer drama ou tristeza, mas apenas como algo inevitável à condição de estar vivo neste mundo.
 
Não tenho qualquer preocupação com isso e será quando Deus quiser, apenas cuido de vigiar e orar para estar pronto para daqui a pouco, daqui a um mês, daqui 30 anos!
 
Mas enquanto pensava nisso, veio à minha memória um cântico que muitas vezes entoo em surdina, nos mais diversos momentos.
 
«Que alegria quando me disseram: vamos para a casa do Senhor.
Os nossos passos se detêm às tuas portas, Jerusalém.»
 
Realmente, pensei eu, gostaria que fosse uma alegria, sobretudo porque naquele dia e naquela hora, os meus passos, pela graça de Deus, não se deterão às portas, mas entrarão decididos na Casa do Senhor, porque será Ele que os conduzirá.
 
E essa alegria, gerada pelo amor, será então para sempre!
 
Que bom é estar vivo e saber que Ele está connosco, nos ama, nos conduz e nunca nos abandona!
 
 
Monte Real, 6 de Junho de 2013
Joaquim Mexia Alves
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4 comentários:

António Mexia Alves disse...

Poderia, sem nenhuma reticência, ter sido eu a escrever este texto e, contudo, penso que não me ficaria por aí porque, confesso, às vezes a ideia de morrer me atrai. Entendamo-nos, não desejo de morte mas uma espécie de secretíssima 'conveniência'.
Depois penso que, na verdade, não passaria disso - conveniência - e que tal, só o seria para mim. Sendo assim, um egoísmo disfarçado.
Não! Tenho de querer viver e viver muito tempo porque todo o tempo que viver não vai chegar para o muito que tenho de reparar.

joaquim disse...

Percebo-te António e não é nada que de vez em quando por mim passe.

Mas Ele sabe melhor!

Um abraço amigo em Cristo

Concha disse...

No final do ano que passou houve uma situação na minha vida em que no meio do sofrimento, que era muito,senti uma serenidade enorme e foi uma noite em que apesar de tudo tive oportunidade de discernir em muita coisa e a ideia da morte,também surgiu e podia ter acontecido,porque havia uma grande aceitação do que viesse.Havia a confiança absoluta em Deus e a partir daí o medo deixa de existir.É estranho, mas foi assim.
É claro que a ideia surge de vez em quando,mas ainda há tanto para superar em mim,que ainda preciso de mais tempo.
Um abraço na Paz

joaquim disse...

Isso é muito bom Concha!

O tempo que precisamos só Deus o sabe ... graças a Deus!

Obrigado pelo testemunho.

Um abraço amigo em Cristo