domingo, 1 de maio de 2011

DIA DA MÃE

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Evangelho segundo S. Mateus 28,1-10.

Terminado o sábado, ao romper do primeiro dia da semana, Maria de Magdala e a outra Maria foram visitar o sepulcro.
Nisto, houve um grande terramoto: o anjo do Senhor, descendo do Céu, aproximou-se e removeu a pedra, sentando-se sobre ela.
O seu aspecto era como o de um relâmpago; e a sua túnica, branca como a neve.
Os guardas, com medo dele, puseram-se a tremer e ficaram como mortos.
Mas o anjo tomou a palavra e disse às mulheres: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou, como tinha dito. Vinde, vede o lugar onde jazia e ide depressa dizer aos seus discípulos: 'Ele ressuscitou dos mortos e vai à vossa frente para a Galileia. Lá o vereis.’ Eis o que tinha para vos dizer.»
Afastando-se rapidamente do sepulcro, cheias de temor e de grande alegria, as mulheres correram a dar a notícia aos discípulos.
Jesus saiu ao seu encontro e disse-lhes: «Salve!» Elas aproximaram-se, estreitaram-lhe os pés e prostraram-se diante dele.
Jesus disse-lhes: «Não temais. Ide anunciar aos meus irmãos que partam para a Galileia. Lá me verão.»



Ao ouvir proclamar este Evangelho na Vigília Pascal e depois durante a homilia, lembrei-me das mães, lembrei-me da minha mãe.

Porque me veio ao coração o facto de ter sido dada às mulheres essa primeiríssima missão, de anunciar aos próprios Apóstolos a Ressurreição de Jesus.

Foram as mulheres que tiveram a primeiríssima missão de avisar os Apóstolos que se deviam encontrar com Jesus Cristo Ressuscitado.

Foram as mulheres, sem dúvida, que pressurosamente e sem duvidarem, fizeram o primeiro anúncio àqueles que nasciam para uma vida nova, a vida que haviam de receber do Espírito Santo, depois do seu encontro com Jesus Cristo Ressuscitado.

E então lembrei-me, (por associação de pensamentos do coração), dessas mulheres que são mães, e que acreditando em Jesus Cristo, são sempre as primeiras a d’Ele falarem aos seus filhos.

Ainda com os seus filhos no ventre, e já as mães falam deles a Jesus, e Lhe pedem protecção e amparo para essas vidas que hão-de vir ao mundo.

Pequeninos, bebés frágeis ao seu colo, e essas mulheres, as mães, vão falando com eles, numa linguagem que só eles entendem, falando-lhes em surdina de Jesus, apresentando-os, entregando-os à sua protecção.

Assim que eles vêem, andam, falam e podem entender alguma coisa, logo no primeiro Natal explicam aos seus filhos pequeninos, quem foi Aquele outro Menino que nasceu num presépio em Belém.

E depois … depois, continuam pela vida fora, levando-os aos primeiros encontros com Jesus na catequese familiar e depois na catequese na Igreja.

E não cessam de por eles rezarem e de os exortarem ao encontro pessoal e decisivo com Jesus Cristo Senhor.

Colocam até como maior o amor que os filhos devem ter a Jesus, do que a si próprias, pois sabem que é nesse amor que os filhos podem encontrar a verdadeira felicidade.

E não cessam de fazer sacrifícios, de desistirem do que para si desejam, de darem tudo de si, para que os seus filhos cresçam e sejam felizes e bons.

E sabem, oh se sabem, que o melhor que podem dar aos seus filhos, é um amor forte e fiel a Jesus Cristo, pois reconhecem que é nesse amor que uma boa vida, que uma vida boa, se constrói e edifica.

E como elas, as mães, se desempenham bem desta missão!

Como elas, as mães, têm as palavras e os gestos certos para falarem de Jesus aos seus filhos.

E se não os alcançam para Jesus pelas palavras que lhes dizem, não desistem e oram constantemente, para que Jesus vá ao encontro daqueles que elas tanto amam.

Terá sido por isto, que Deus deu aquela primeiríssima missão de anúncio da Ressurreição às mulheres?

Sem pretensões de interpretação teológica, (pobre de mim, que para tal não tenho conhecimentos), deixo “apenas” o meu coração dizer-me que sim, que foi essa a razão, porque Deus sabe que uma mãe nunca desiste de dar aos seus filhos o melhor de si, o melhor de tudo, e para uma mãe que acredita, o melhor de si que pode dar ao seu filho, é sem dúvida, Jesus Cristo Nosso Senhor, vivo e constantemente presente na vida dele.

Hoje, Dia da Mãe, homenageio assim todas as mães, rezando por elas, as que já o são, as que estão para o ser, e as que ainda o vão ser.

E dou graças infindas a Deus pela mãe que me deu, que tão bem me apresentou a Jesus.

De tal modo O colocou em mim e me apresentou a Ele, que mesmo tendo-me afastado tanto tempo d’Ele, a Ele tive que regressar, sem dúvida para colocar um sorriso de felicidade no rosto da minha mãe, a quem Jesus, (que a tem no seu regaço), diz agora com certeza:
«Conheço esse teu sorriso, mulher!»



Monte Real, 1 de Maio de 2011 .
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12 comentários:

Ailime disse...

Amigo Joaquim,
Não é por ser mulher e mãe, mas este seu texto está genial pela forma como o concebeu e descreveu em pormenor os acontecimentos em que se baseou para o elaborar.
Fico sem palavras.
Fiquei emocionada e
agradeço-lhe o facto de o Senhor realizar em si maravilhas e de dar um testemunho de Fé tão belo.
São textos assim que nos enriquecem espiritualmente e nos ajudam a crescer na Fé.
Bem haja pela sua sensibilidade;
Sua Mãe "no regaço de Jesus" está certamente a sorrir com muito orgulho por seu filho ter abraçado de novo Jesus.
Abraço fraterno,
Ailime

concha disse...

A figura do pai, é sempre algo que acompanha uma mulher em toda a sua vida.Talvez a imagem do que deve ser a protecção.No entanto a mãe é aquela que está sempre lá,para tudo.
Hoje presto homenagem à minha mãe,por tudo o que me deu e que como a tua, me ensinou como se é igreja mesmo se também estive afastada, voltei grata pelo que gravou em mim no seu testemunho de vida.
Grata estou também pela oportunidade de poder vir aqui "beber":fé,verdade,confiança...
Um abraço na Paz

Paulo disse...

De todas as mães...Mãe com é dito "sempre" há só 1, no entanto, poderão haver muitas mais, para além da Mãe do Céu. Tenho a minha, com a graça de Deus, no entanto, a do coração já partiu...

ontiano disse...

Por felicidade a Mãe do Joaquim é também a minha Mãe!

Por isso assino as palavras que escreve sem me permitir acrescentar nada.

Nem seria preciso...quando o coração bate da mesma forma...

DE MÃOS DADAS disse...

Gostei muito deste texto.
Deixou-me feliz porque uma mãe é e será sempre uma mãe e um filho representa muito eu que sou mãe e filha sei o que se sente.

Abraço grande em Maria nossa mãe

joaquim disse...

Amiga Ailime

Muito obrigado pelas suas palavras.

Um abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado Concha

As primeiras impressões que as mães nos deixam são aquelas que hão-de viver em nós para toda a vida.

Um abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Caríssimo Paulo

Partem, mas ficam a interceder por nós junto de Deus.

Obrigado.

Um abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado António

A nossa mãe lá no Céu olha por nós.

Um abraço amigo em Cristo

joaquim disse...

Obrigado Utilia

Uma mãe sente como uma mãe e nós seus filhos nem conseguimos abarcar tudo o que uma mãe sente.

Um abraço amigo em Cristo

lina santos disse...

se nao fosse a minha mãe hoje não era mãe que vai pedind Mãe do céu que interceda pelos meus e outros filhos.
e que me consola nos momentos mais dificeis tomando me ao colo e afagando me o rosto. Um abraço amigo lina

joaquim disse...

Obrigado Lina

Costumamos dizer que "mãe há só uma", mas afinal todos temos duas!

Um abraço amigo em Cristo