terça-feira, 19 de março de 2019

QUARESMA 2019 – 13 - Evangelho do dia – Mt 1,16.18-21.24a


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Quisera ser como José,
Senhor,
na sua disponibilidade,
ter o tamanho da sua fé,
viver a sua humildade.

Entregar-me assim,
Senhor,
como ele se entregou,
sem ter vergonha do que digam de mim,
sendo como ele em tudo,
ele que nada Te negou.

Quisera ser como José,
Senhor,
pai extremoso,
defensor,
justo e cuidadoso,
vivendo em Ti na fé,
envolvido no Teu amor.


Monte Real, 19 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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segunda-feira, 18 de março de 2019

QUARESMA 2019 – 12 - Evangelho do dia – Lc 6, 36-38

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Ah,
Senhor,
quisera eu usar com os outros,
a medida do Teu amor!

Mas sou tão fraco enfim,
Senhor,
que apenas vejo nos outros
os defeitos que não reconheço em mim.

Ensina-me a misericórdia,
Senhor,
para que no meu coração,
viva apenas o amor,
que nos leva à concórdia,
e faz do outro irmão.


Monte Real, 18 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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domingo, 17 de março de 2019

QUARESMA 2019 - 11 - Evangelho do dia – Lc 9,28b-36


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Dá-me a mão,
Senhor,
quero caminhar contigo,
contigo subir ao Tabor,
mergulhar no Teu esplendor.

Quero esquecer-me de mim,
Senhor,
viver tão só o momento,
que ele seja vida em mim,
seja sempre o meu alento.

Leva-me contigo,
Senhor,
mas obriga-me a descer do monte,
para que iluminado por Ti
testemunhe o Teu amor,
a todos,
a toda a gente.


Marinha Grande, 17 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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sábado, 16 de março de 2019

QUARESMA 2019 – 10 - Evangelho do dia – Mt 5,43-48

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Como posso guardar no coração,
Senhor,
aqueles que tanto me ofendem?
Como posso ter sentimentos de perdão
Senhor
para aqueles que não me querem bem?
Como posso eu amar
Senhor
aqueles que me fazem chorar?
Olhas-me nos olhos
Senhor
e dizes cheio de carinho:
ama-os com o meu amor
e encontrarás o caminho.



Pombal, 16 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 15 de março de 2019

QUARESMA 2019 – 9 - Evangelho do dia – Mt 5,20-26

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Aproximo-me de Ti,
Senhor,
chamo-Te amigo,
chamo-Te irmão,
mas dentro de mim,
ainda vive,
uma falta de perdão.

Como posso eu pedir-Te,
Senhor,
implorar o Teu perdão,
se aquela ofensa que trago,
ainda a guardo no coração?

Tem piedade,
Senhor,
deste pobre pecador,
e ensina-me a verdade,
do Teu perdão,
do Teu amor.



Monte Real, 15 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 14 de março de 2019

QUARESMA 2019 – 8 - Evangelho do dia – Mt 7,7-12


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É tão mais fácil,
Senhor,
ficar quieto no meu canto,
não fazendo nada,
desfrutando do Teu amor.

Não fazer mal,
nem bem,
Senhor,
só comigo preocupado,
não me interessando
se outro tem ou não tem.

Gosto tanto que me ajudem,
Senhor,
porque não os ajudo eu também?

O que queres que os outros te façam,
tens que o fazer tu primeiro,
dizes-nos Tu,
Senhor,
pois só assim serás,
um discípulo verdadeiro.


Monte Real, 14 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 13 de março de 2019

QUARESMA 2019 – 7 - Evangelho do dia – Lc 11,29-32


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Que sinal queremos mais,
Senhor,
se Te temos na Eucaristia,
derramando amor em nós,
em cada dia?

Mas que sinal damos nós,
Senhor,
aqueles que acreditamos,
de que Tu está vivo,
hoje e sempre,
e fazes ouvir a Tua voz?

Que testemunho é o nosso,
Senhor,
que mostre aos que pedem sinais,
que o sinal és Tu,
e o Teu infinito amor?

Faz-nos penitentes,
Senhor,
ensina-nos a proclamar
o Teu Reino de amor,
todos os dias,
a todas as gentes!


Monte Real, 13 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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terça-feira, 12 de março de 2019

QUARESMA 2019 - 6 - Evangelho do dia – Mt 6,7-15


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Como queres Tu,
Senhor,
que eu perdoe,
como Tu perdoas?

Não me sabes fraco e pecador,
Senhor?
Como posso eu amar,
com o Teu infinito amor?

Ah,
queres que abrace a Tua Cruz,
que me entregue inteiramente,
que invoque o Teu Nome,
Jesus,
para que no meu coração,
nasça o perdão mais clemente.

Aqui estou então,
Senhor,
faz de mim perdão,
faz de mim amor,
ajuda-me a amar,
e perdoa-me,
Senhor,
ensinando-me a perdoar.


Monte Real, 12 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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segunda-feira, 11 de março de 2019

QUARESMA 2019 - 5 - Evangelho do dia – Mt 25,31-46


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Quantas vezes,
Senhor,
passo por ti na rua,
onde vives a tua dor,
e não te quero reconhecer?

Quantas vezes,
Senhor,
não olho o teu olhar,
quando pedes sofridamente,
um pouco de amor,
da gente?

Quantas vezes,
Senhor,
não sinto a tua sede,
não reconheço a tua fome,
o teu profundo desejo,
de apenas um pouco de amor?

Perdoa-me,
Senhor,
se não Te vejo no meu irmão,
se não o amo com o Teu amor,
se o não ajudo na aflição,
se não lhe abro o meu peito,
e o guardo no meu coração.


Monte Real, 11 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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domingo, 10 de março de 2019

QUARESMA 2019 – 4 - Evangelho do dia – Lc 4,1-13


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Vem por aqui,
diz-me o tentador,
com a voz doce da tentação.

Também Tu foste tentado,
Senhor,
e não foste por ali!

E eu também não quero ceder,
por isso,
agarro-me ao Teu amor,
digo não,
para em Ti permanecer.

Tanta tentação!

Por umas vezes resisto,
outras dou por mim a cair,
mas agarro a Tua mão,
levanto-me,
olho-Te nos olhos,
e digo-Te cheio de amor:
Senhor, perdão!


Marinha Grande, 10 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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sábado, 9 de março de 2019

QUARESMA 2019 - 3 - Evangelho do dia – Lc 5,27-32


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Serei eu um Levi,
sentado no banco de cobrança,
das coisas do mundo,
sem reparar em Ti,
Senhor?

Estarei eu mais preocupado,
com os meus bens,
e “felicidades”,
do que com querer ser,
um filho por Ti muito amado?

Estarei eu mais “preocupado”,
Senhor,
com os outros pecadores,
deixando de me reconhecer a mim,
como com eles pecador?

Reconheço-me eu “doente”,
precisando de Ti,
Senhor,
porque a “doença” que me atinge,
é eu ser também pecador?

Convida-me,
Senhor,
a ser convidado do Teu banquete,
para que com todos,
 e em tudo,
me sinta amado por Ti,
como pobre pecador.


Marinha Grande, 9 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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sexta-feira, 8 de março de 2019

QUARESMA 2019 - 2 - Evangelho do dia – Mt 9,14-15


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Para quê jejuar,
Senhor,
abster-me de refeições,
passar um pouco de fome?

Será para me esvaziar,
de um pouco de mim mesmo,
para Te poder encontrar,
na fome de amor por Ti?

Será por amor,
aos mais necessitados,
que passam fome obrigada,
porque não têm nada?

Será para que eu perceba,
«que nem só de pão vive o homem»,
mas olhando nos olhos Teus,
me alimente da Palavra de Deus?

Por Teu amor,
Senhor,
aceita o jejum,
deste pobre pecador.


Monte Real, 8 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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quinta-feira, 7 de março de 2019

QUARESMA 2019 - 1 - Evangelho do dia – Lc 9,22-25


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Inicio a caminhada quaresmal
no deserto do meu ser.

Tomo a minha cruz aos ombros,
finco os pés na estrada,
pois não me quero perder.

Olho-Te nos olhos,
Senhor,
e digo-Te humildemente:
Aqui estou!
Tem compaixão deste pecador!


Monte Real, 7 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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quarta-feira, 6 de março de 2019

QUARTA FEIRA DE CINZAS


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Sabes tu minha mão esquerda,
o que faz a minha direita?
Comprazo-me com a caridade,
que por mim eu julgo feita?
Rezo eu com fervor,
para que outros admirem
a minha espiritualidade?
Vanglorio-me do amor,
que afirmo ter a cada um?
Faço saber aos outros,
do meu sacrificado jejum?

Pobre de mim,
nada valho,
nem algum merecimento
terá aquilo que faço,
porque me move assim,
o orgulho e a vaidade,
sou como cana partida,
levada por qualquer vento.

Faz-me entrar no meu quarto,
Senhor,
no meu coração,
em segredo,
para que aquilo que reparto,
vindo do meu fraco amor,
seja simples comunhão,
conTigo,
com os outros,
deste pobre pecador!



Quarta feira de Cinzas
Monte Real, 6 de Março de 2019
Joaquim Mexia Alves
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

LIÇÕES COM 50 ANOS

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Há cerca de 50 anos, mais coisa menos coisa, tive o enorme prazer e gosto de acompanhar o Grupo de Forcados Amadores de Montemor o Novo, onde tive e continuo a ter grandes amigos.
Ainda fiz duas ou três incipientes experiências, (uma delas dolorosa!), mas rapidamente cheguei à conclusão que o meu “talento” era mais beber cervejas e acompanhar os meus amigos do que propriamente pegar touros.
Mas nem por isso eles deixaram de me considerar um deles, nem eu alguma vez me senti de lado, mas sim vivendo o que eles viviam com a mesma intensidade deles.
Foram anos extraordinários que nunca esqueço, que tiveram um só “senão” negativo, que foi ter deixado por lá o meu curso de Medicina, por culpa minha, obviamente.

Isto vem a propósito de que hoje, ao rever o vídeo que aqui coloco, (e que tem imagens duras), lembrei-me deles e da lição que ao fim destes anos todos retirei para mim e partilho convosco que me lêem.
A amizade, lealdade e entreajuda que une aqueles/estes homens é extraordinária e está muito bem documentada no vídeo aqui colocado, o que, para além do mais, pude constatar inúmeras vezes com os meus próprios olhos.

E isto, (comparando os gestos, as atitudes e assumindo as óbvias diferentes situações), chamou-me a atenção para o ser cristão.
Até onde vamos nós cristãos na entrega ao outro que necessita seja do que for?
Estamos dispostos a dar de nós o quê?
O que nos sobra?
Um pouco do nosso tempo?
Apenas os nossos conselhos ou também os nossos bens materiais e espirituais?
E até onde vamos?
Que limite atingimos?
Encaramos na ajuda aos outros o risco da nossa vida, seja em termos sociais, seja mesmo em termos físicos?
Estarei a ser radical demais?
Mas não foi isso que Jesus Cristo fez por nós e nos chamou e chama a fazer pelos outros?

Agradeço hoje de coração aos meus amigos Forcados de Montemor o Novo e não só, esta lição que ao fim de 50 anos retirei do meu convívio com eles, da minha vida com eles que, graças a Deus, recordamos sempre num almoço anual.

«É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei. Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos.» Jo 15, 12-13



Marinha Grande, 25 de Fevereiro de 2019
Joaquim Mexia Alves

NOTA IMPORTANTE: Este texto é sobre o ser cristão, não é sobre touradas nem o seu mérito ou demérito. Respeito os que gostam de touradas como eu e respeito os que não gostam.
Como tal peço o favor de ninguém transformar este texto numa “guerra” entre apoiantes e não apoiantes da tauromaquia, porque, apesar de toda a consideração e respeito por todos, apagarei de imediato esses comentários, contra ou a favor.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ORANDO EM VERSO II

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Acabou de chegar às minhas mãos mais um "filho" do amor de Deus em mim.
Obrigado, Senhor!
Dás-me tanto e eu dou-te tão pouco, e mesmo que eu Te dou, és Tu que o fazes em mim!

A Apresentação deste livro será em Março em data a anunciar.
A receita da venda deste livro, (depois de retiradas as despesas), será totalmente entregue às Irmãs Clarissas do Mosteiro de Monte Real, tendo como finalidade ajudar a suportar as obras do Mosteiro que recentemente erigiram em Timor.
Entrego este livro nas mão de Deus, à Sua Santíssima Vontade!
Embora a Apresentação do livro ainda não tenha sido feita, quem o quiser adquirir basta enviar-me um mail para orandoemverso@gmail.com e darei todas as indicações necessárias para receber o livro comodamente em casa.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O SÁBADO FOI FEITO PARA O HOMEM …


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No silêncio do meu coração, ouço a tua voz, Senhor, dizer-me que o Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado.

O mundo foi feito para o homem e não o homem para o mundo.
Não deve o mundo dominar o homem, mas sim o homem deve viver no mundo, em harmonia, desfrutando de toda a beleza e bem que criaste para o homem, quando criaste o mundo.

O verdadeiro mundo do homem, és Tu, Senhor!

O mundo que criaste é fruto do teu infinito amor pelo homem e criaste-o para o bem do homem, se o homem souber deixar-se conduzir por Ti, no mundo.

O mundo em si não é mau, mas se o homem der ouvidos ao inimigo e lhe abrir a porta, então transforma a tua magnifica obra, num mundo de mentira, divisão e destruição do próprio homem.

Ajuda-nos, Senhor, a saber viver no mundo e do mundo, para Te descobrirmos cada vez mais na liberdade e no amor que infinitamente nos tens e um dia gozarmos na tua presença a felicidade perfeita, que começada no mundo, se completará um dia, por tua graça, em Ti, Senhor.



Monte Real, 22 de Janeiro de 2019
Joaquim Mexia Alves
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

««Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu.» Jo 1, 10

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Neste final de ano e começo de um novo ano recordo uma das muitas coisas que o meu pai nos ensinou, em família, dizendo que a gratidão era a “coisa” mais importante, pois tudo envolvia: a humildade, a entrega, o amor.

Ao ler o versículo, em título, do Evangelho de hoje, reconheço, sem dúvida, como nós homens somos ingratos.

Deus fez o mundo e entregou-o nas nossas mãos, para que o “enchêssemos e dominássemos” (Gen 1, 28), não como ditadores, como déspotas, mas como o próprio Deus se nos revela, em amor e por amor.

Nós, homens, no entanto, não só vamos destruindo o mundo com toda a nossa ganância e egoísmo, como, (certamente porque não suportamos a culpa disso mesmo), vamos querendo afastar Deus da sua obra, não só do mundo, mas, sobretudo, da sua obra mais perfeita, (porque feita à sua imagem e semelhança), do Homem.

E isto porque não somos gratos, e não somos gratos, porque não somos humildes, porque não sabemos receber e não sabemos dar, enfim porque não amamos como Ele nos ensinou a amar.

Por isso o meu desejo mais profundo, o meu voto mais sentido, o meu pedido ao Senhor de todas as coisas neste novo ano que vai começar, é que, mais uma vez e sempre tenha compaixão de nós e nos ajude e leve a perceber que Ele está no mundo, que Ele fez o mundo, e que só conhecendo-O poderemos verdadeiramente alcançar a felicidade que todos desejamos nesta quadra uns aos outros, a maior parte das vezes apenas por palavras de circunstância e sem o amor verdadeiro, ou seja, o amor que Ele nos dá primeiro, para nós recebermos e darmos uns aos outros, em humildade, entrega e gratidão.


Marinha Grande 31 de Dezembro de 2018
Joaquim Mexia Alves 
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domingo, 16 de dezembro de 2018

CONTO DE NATAL 2018


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Sentado sozinho na sua sala, ao fim da tarde, pensava na sua família, pais, irmãos, sobrinhos, que na casa de um deles estavam reunidos para passar a noite de Natal.
Ele tinha-lhes dito com firme convicção que não celebrava coisas em que não acreditava, tais como o Natal, pois sempre tinha conduzido a sua vida pela ciência, pela lógica, e, obviamente, um filho nascer de uma mãe virgem por “obra e graça do Espírito Santo”, (esta frase fazia-o sempre rir com desdém), era coisa absolutamente impossível. 

Reconhecia que se sentia triste, só, quase como abandonado, mas em nome da sua coerência radical tinha que ser assim, para que eles percebessem o erro em que viviam.
Festa da família, sim senhor, mas não com aquela coisa do presépio e aquela crença absurda!

À medida que o dia se aproximava do fim, ele ia sentindo o barulho da rua aquietar-se, percebendo que a maioria das pessoas estava em suas casas, reunidas para os seus jantares de Natal e quase podia ouvir os risos e a excitação dos mais pequenos nas casas ao lado da sua.

Por um breve momento no seu coração desejou acreditar em toda aquela história do Natal, mas abanou a cabeça firmemente num não convicto vindo dos seus pensamentos mais racionais.

Recostou-se no sofá e lentamente adormeceu.

De repente viu-se numa espécie de deserto e ao longe, junto a umas rochas, uma gruta de onde saía uma luz estranhamente bela e suave.
Sentia-se um espectador de um filme real, pois por si iam passando pastores e rebanhos, várias pessoas, nitidamente trabalhadores humildes, (ia jurar até que tinha visto três sujeitos vestidos ricamente montados em camelos), e todos se dirigiam para aquela gruta, cantando uma melodia suave e alegre, com um sorriso nos lábios.
Aproximou-se então da gruta, para ver o que por lá se passava e viu uma cena de incrível beleza!
Numa manjedoura estava um bebé, (talvez o mais belo que já tinha visto), a seu lado uma mulher de olhar enternecido para o seu filho e a seu lado um homem imponente, mas que no entanto parecia de uma humildade que nunca tinha visto em ninguém.
E toda aquela gente se dirigia para ali e ficava a olhar para a criança dizendo coisas que ele não entendia muito bem, mas que no fundo reconheciam aquela criança como alguém muito especial.
Parecia-lhe até que uma espécie de anjos, andavam por ali, entoando cânticos muito belos.
Mesmo a dormir, percebeu que tudo aquilo era um sonho, por isso ficou muito admirado quando viu passar pela entrada da gruta os seus pais, os seus irmãos, os seus sobrinhos e toda a sua família.
Desejou então imenso estar com eles nesse momento!

De súbito acordou, pois tinham-lhe tocado no ombro e viu-se rodeado de toda a sua família que tinha entrado pela sua casa adentro.
Então o seu pai abraçou-o e disse-lhe: Mesmo que não acredites, Feliz Natal de todos nós, que com certeza não te íamos deixar sozinho neste dia.

Sentiu dentro de si um calor inexplicável, um sorriso aflorou aos seus lábios porque no seu coração ouviu uma voz muito suave que lhe dizia:
Há pouco, por um breve momento, desejaste acreditar. Esse desejo foi ouvido e por isso aqui estou, na tua família, para te dizer que a ciência e a lógica não explicam tudo, embora ajudem muito. Hoje o teu coração e o teu pensamento ficam mais ricos porque percebes agora que Eu sou Aquele que sou, inexplicável à ciência e à lógica, mas real na tua vida se tu quiseres.

Abraçou mais fortemente o seu pai e disse-lhe baixinho ao ouvido: Feliz Natal!



Marinha Grande, 26 de Novembro de 2018
Joaquim Mexia Alves
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Com este Conto de Natal quero desejar a todas as amigas e amigos que visitam este espaço um Santo Natal na alegria do Deus que se faz Homem para nós.
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