terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

CRER NÃO É QUERER!

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“Enternece-me” a solicitude com que tanta gente que vive fora da Igreja, bem como de alguns ditos católicos progressistas, e outros ditos não praticantes, (o que eu não faço e mínima ideia o que são uns e outros), se preocupam com a eleição do novo Papa e se aprestam a dar conselhos aos Cardeais que o hão-de eleger.
 
Ouvi até uma dita jornalista perguntar se para a sobrevivência, (isso mesmo, sobrevivência), da Igreja Católica, não seria imprescindível que o novo Papa viesse alterar a moral sexual, a ordenação das mulheres e o celibato dos padres.
 
Parece que estes são no fundo os assuntos mais importantes para seguir a Cristo, para viver o «arrependei-vos e acreditai no Evangelho.»
 
Não percebem estas pessoas que a Igreja não voga ao sabor dos homens, nem é o vento do mundo que impele as suas velas, (embora por vezes sopre com demasiada força, calando vozes que deviam falar), mas sim que a Igreja é Corpo Místico de Cristo e como tal é o Espírito Santo que A conduz.
 
E depois afirmam que a Igreja está em crise!
Ora isto não tem razão de ser, porque ou a Igreja sempre esteve em crise, (e sempre foi vencendo as crises), ou a crise da Igreja é sempre devida a ser a voz incómoda no mundo e como tal não pactuar com a violação da moral e dos valores cristãos, porque essa violação leva à destruição do homem verdadeiramente livre.
 
Não percebem ainda que a Doutrina, a Palavra de Deus, não é coisa dos homens e como tal não pode ser modificada pelos homens a seu belo prazer, mas sim, que sendo de Deus, foi entregue à Igreja para Ela ser garante contínuo da sua pureza e da sua observância pelos seus fiéis.
 
A Igreja passou tempos em que os homens tomaram conta dela, pela vontade dos homens, mas o Espírito Santo sempre A fez regressar à Sua Missão, apesar dos homens, mas com os homens.
 
Confesso que não consigo entender a necessidade que estas pessoas têm de querer modificar a Igreja, a Doutrina ao sabor dos seus “prazeres”, e só me ocorre o ridículo de poderem pensar que, se por uma aberração humana alguém com voz na Igreja viesse acolher como boa Doutrina a moral sexual em voga, (e tudo o resto), então as suas consciências descansariam, porque não havia pecado!
Tal como acima se escreve, sempre que tal aconteceu, ou seja, sempre que a vontade dos homens da Igreja se quis sobrepor à vontade de Deus, o Espírito Santo em devido tempo se encarregou de repor a Verdade, porque a Verdade é só Uma, porque a Verdade é o próprio Deus.
 
Alguém um dia se insurgia junto a mim, pelo facto de a Igreja não permitir o uso geral do preservativo.
Perguntei-lhe se era pessoa de Igreja, se frequentava os Sacramentos, se era pessoa de oração, ao que me respondeu que não, que não tinha nada a ver com isso!
Claro que lhe perguntei então qual era a sua preocupação pelo facto de a Igreja proibir tal prática.
Não me respondeu, mas pelo seu olhar percebi isso mesmo que acima escrevo, ou seja, que serviria para aliviar a sua consciência!!!
 
Com toda a serenidade, com toda a paz, (a paz de Deus), com toda a alegria de nos sabermos filhos de Deus em Cristo, com toda a consciência de sermos Igreja de Cristo, como cristãos católicos, rezamos por Bento XVI, rezamos pelos Cardeais que hão-de eleger o novo Papa, confiando na esperança, que mais uma vez o Espírito Santo nos dará o Sucessor de Pedro que a Igreja precisa neste tempo, ao qual amaremos como amámos e amamos os seus antecessores.
 
E rezamos também por aqueles que não entendem esta forma de viver a Fé, expressa no Credo, que proclamamos com toda a convicção:
Creio em Deus Pai, Filho e Espírito Santo e na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.
 
 
 
Marinha Grande, 19 de Fevereiro de 2013
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

QUARTA FEIRA DE CINZAS

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O tempo da Quaresma é para mim um tempo de profunda tranquilidade, um tempo de procura de um encontro sempre mais intimo com Deus, um tempo de uma serena alegria, um tempo de regressar, (não ao ventre materno como pergunta Nicodemos a Jesus Jo 3, 4), mas ao nascer do Alto, ao nascer do e no Espírito Santo, que nos conduz no caminho da conversão, no caminho da santidade.
 
No tempo da Quaresma os cânticos, os Salmos, “enchem-se” de palavras e de músicas que convidam à interioridade, repassadas por vezes de dor, mas sempre com uma serena alegria por detrás, a alegria da confiança, da esperança que nos leva a acreditar, a viver a Verdade, de que a seguir à Paixão e Morte do Senhor, vem inexorável a Sua Ressurreição.
 
«Chegaram os dias de penitência:
 expiemos nossos pecados e salvaremos nossas almas.»
 
Assim cantamos, e neste cântico vêm-me as lágrimas aos olhos, não tanto porque sou pecador, mas mais porque pela graça de Deus me sei pecador.
Mas essas lágrimas, não são lágrimas de tristeza, mas de uma imensa serenidade, quase diria de um intimo consolo, por saber, por acreditar, que o Seu amor por nós, por mim, é sempre muito maior, infinitamente maior, do que as nossas fraquezas, do que o meu pecado.
 
Quando as cinzas caírem na minha cabeça, neste dia de Quarta feira de Cinzas, peço a Deus que elas caiam directas no meu coração, que o meu pecado, desde o mais leve ao mais pesado, seja transformado nessas cinzas, e assim purificado pelo Seu amor, que do meu coração se eleve um cântico, um salmo de louvor ao meu Deus e meu Senhor, e que nos meus lábios desponte o sorriso sereno daqueles que nada temem porque vivem a verdade da Sua constante presença no meio de nós e em nós.
 
«Chegaram os dias de penitência:
 expiemos nossos pecados e salvaremos nossas almas.»
 
 
 
 
Quarta feira de Cinzas
Monte Real, 13 de Fevereiro de 2013
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

VIDA EM CRISTO

 
 


As mãos postas,
em oração,
recolhido,
prostrado em humildade,
espero que Ele venha orar em mim.
 
Abro-Lhe o coração,
abro-Lhe todo inteiro o meu ser,
para que venha o Espírito Santo,
e faça do sussurro das palavras
a oração do meu viver.
 
«Já não sou eu que oro,
é o Espírito que ora em mim!”
 
É esse o meu desejo,
o meu mais profundo anseio,
que «já não seja eu que viva,
mas Cristo que viva em mim.»*
 
 
 
Monte Real, 29 de Janeiro de 2013
*Cf. Gl 2, 20
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

NOVO ANO, NOVAS PROMESSAS?

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Aproveita-se muitas vezes o fim de um ano e o começo de outro, para, fazendo uma espécie de exame de consciência, se reflectir sobre o que fizemos mal e precisamos, portanto, mudar no ano que vai começar.
 
Nós, cristãos católicos, a essa mudança “provocada” por um exame de consciência, iluminada pelo Espírito Santo, chamamos caminho de conversão.
 
Ao reflectirmos sobre esse caminho de conversão podemos deter-nos em duas passagens da Bíblia, que nos ajudam a perceber se queremos realmente fazer esse caminho, ou se pretendemos continuar a caminhar na “ilusão” de que estamos no caminho de conversão.
 
A primeira passagem bíblica que podemos ter em conta é narrada em Marcos 10, 17-22, (e também em Mt 19, 16-26 ou Lc 18, 18-27), e conta-nos a história do jovem/homem rico que se aproximou de Jesus para inquirir como fazer para alcançar a vida eterna.
Ele cumpria escrupulosamente a Lei, mas quando Jesus lhe disse para deixar tudo para O poder seguir, «retirou-se pesaroso, pois tinha muitos bens.»
Ora estes “bens”, podem não ser, para cada um de nós, bens materiais, mas sim outro tipo de atitudes a que podemos chamar “bens”, pois, tal como ao jovem/homem rico, nos impedem também de caminhar na conversão a que Jesus nos chama.
E esses “bens” podem ser a convicção de que cumprimos tudo o que nos é pedido, que não fazemos mal a ninguém, que rezamos o indispensável, que temos as nossas certezas sobre a Doutrina, sobre como interpretar a Palavra, enfim, a firme convicção de que estamos no caminho certo e como tal, não estamos abertos a mudar nada, porque é nessa vida sem mais exigências, que acreditamos seguir a Cristo.
Por isso, quando nos é pedido que larguemos tudo para O seguir, ou seja, que reflictamos no que precisamos mudar, olhamos para o lado e retiramo-nos pesarosos, embora querendo convencermo-nos de que estamos no caminho certo.
 
A segunda passagem bíblica encontramo-la em Lucas 6, 27-32, (e também em Mc 2, 13-17 ou Mt 9, 9-13), e descrevo-nos como Jesus chamou um cobrador de impostos, dizendo-lhe, «segue-me», «e ele deixando tudo, levantou-se e seguiu-o»
Encontramos ainda a mesma forma de proceder no chamamento de Zaqueu, relatado em Lucas 19, 1-16.
Estes homens não cuidaram de olhar para trás, não se detiveram a reflectir sobre o que estava certo ou errado nas suas vidas, mas “apenas” acolheram o chamamento de Jesus Cristo, e largando tudo, seguiram-No.
Sabendo-se pecadores, acolheram a salvação que Deus lhes proporcionava e seguiram-No, na convicção de que Ele lhes mostraria o caminho a seguir, com tudo o que era preciso mudar.
Por isso lemos, por exemplo, que Zaqueu logo emendou a sua vida e não só reparou o mal que tinha feito, como passou a fazer o bem.
 
Não fazer o mal é bom, mas não chega!
Fazer o bem é melhor e é seguir a Jesus Cristo, que “apenas” fez o bem.
 
Todos temos muitas coisas para mudar no nosso caminho de conversão, por isso mesmo, só na atitude de “deixar tudo”, “levantarmo-nos” e “seguirmos Jesus”, é que vamos encontrar as promessas a fazer neste novo ano, para fazermos o caminho diário de conversão.
 
E este “levantarmo-nos” não é despiciendo, porque significa sairmos da rotina, sairmos do “tanto faz” em que tantas vezes caímos, sairmos de uma vivência “religiosa” só para nós, para nos contentarmos a nós próprios, para “erguidos”, passarmos a ser cristãos activos, proclamadores da Palavra, em actos e orações, testemunhas de Cristo, guiados pelo Espírito Santo em Igreja.
 
Assim as “novas” promessas que fizermos de mudança de vida, terão sentido no Novo Ano, que o será todos os dias, porque em todos os dias Ele está connosco, e porque Ele «renova todas as coisas.» Ap 21, 5
 
 
Marinha Grande, 4 de Janeiro de 2013
 
 
 
Nota:
Editorial que escrevi para o "Grãos de Areia", Boletim Mensal da Paróquia da Marinha Grande, deste mês de Janeiro.
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

“DIÁLOGO” COM O DIABO (3)

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Diz ele:
Lá vais tu outra vez para a Missa!
 
Digo eu:
Pois vou! É na Eucaristia que eu me sinto mais perto de Deus e é n’Ela que me alimento d’Ele.
 
Diz ele:
Sim, está certo! Mas só precisas de ir ao Domingo. Não há necessidade de ir todos os dias!
 
Digo eu:
Aí é que te enganas! Claro que não é uma questão de necessidade, por força de lei. É uma necessidade, por força do amor. O que ama quer estar com o amado, e o amado quer estar com O que ama, para O amar também.
 
Diz ele:
Estás a ver a coisa mal. Podias muito bem aproveitar esse tempo para rezares em casa, ou leres a Bíblia, ou escreveres aqueles textos que escreves às vezes, para ti e para outros lerem.
 
Digo eu:
Estás tão preocupado com as minhas orações, leituras e escritas??? Para mim isso significa que a Eucaristia é algo de muito importante para a minha comunhão com Ele, senão, não te incomodava tanto!
 
Diz ele:
Estás a perceber tudo mal. O que eu quero dizer é que já tens a Missa ao Domingo, por isso podias aproveitar o teu tempo para melhor O conheceres na oração, na palavra e na escrita.
 
Digo eu:
Pois, pois, percebo-te! A verdade é que quando rezo em casa, ou leio a Bíblia, ou escrevo, tu tens muito mais oportunidades para andares à minha volta a atazanar-me a paciência. Quando estou na Eucaristia, a presença real d’Ele inibe-te de te aproximares de mim com tanta facilidade.
 
Diz ele:
Faz como quiseres, mas digo-te que estás enganado! Se assim não fosse, a tua Igreja teria como lei a Missa diária!
 
Digo eu:
Tu gostas muito da lei, pelos vistos! Percebo-te, porque se cumprimos apenas a lei, acabamos por cair na rotina, sem chama nem alegria. Mas para a Igreja a lei só tem sentido vivida no amor, e o amor vive-se todos os dias, não tem dia nem hora marcada, muito menos o amor d’Ele por nós e o nosso amor por Ele.
Não me enganas, porque estando Ele comigo e eu com Ele, não me podes enganar. Por isso é que não queres que O comungue! Agora vai-te e deixa-me em paz!
 
 
 
Marinha Grande, 21 de Janeiro de 2013
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

NUMA FOLHA DE PAPEL BRANCO

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Olho para a folha branca em frente dos meus olhos e pergunto-me: Porque me dá esta vontade de escrever-Te se nada me parece ter para Te dizer?
 
Leio a frase e arrepio-me todo: Como é possível nada ter para dizer ao Senhor da minha vida?
 
Então Tu criaste as árvores e as plantas, os mares e os rios, as montanhas e as planícies, as pedras preciosas e as pedras da calçada, os animais selvagens e os animais domésticos, as nuvens e as estrelas, o Sol e a Lua, enfim criaste o mundo e o universo para nós, e nada me ocorre para Te dizer agradecendo-Te?
 
Então Tu criaste o homem e a mulher, as lágrimas e o riso, a tristeza e a alegria, o sentir e o prazer, o falar, o ver, o abraçar, o dar e o receber, e eu nada tenho para Te dizer louvando-Te?
 
Então Tu fundaste a Igreja, (seio em que me acolho), deste-nos os Sacramentos, (presença viva de Ti entre nós), fizeste-Te alimento divino para nós, e eu nada tenho para Te dizer adorando-Te?
 
Olha, meu Senhor e meu Deus, que ao menos eu acabe esta escrita dizendo: Amo-Te, amo-Te, amo-Te!
 
 
Monte Real, 16 de Janeiro de 2013
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

“DIÁLOGO” COM O DIABO (2)

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Diz ele:
Lá vais tu novamente ler a Bíblia! Para quê? Já a leste tantas vezes que já a devias saber de cor! A história é sempre a mesma!
 
Digo eu:
Deixa-me em paz! Eu leio a Bíblia porque nela encontro caminho, porque nela encontro direcção para a minha vida.
 
Diz ele:
Estás enganado! Para encontrares caminho e direcção apenas tens que pensar por ti. Apenas tens que usar a tua consciência e vais ver que ela te dirige no que for necessário.
 
Digo eu:
Não me enganas, com essas falas mansas. Claro que a minha consciência é importante e que me devo ater a ela. Mas preciso primeiro de a iluminar pela Palavra de Deus.
 
Diz ele:
Pois, pois, até parece que as histórias da Bíblia são diferentes todos os dias. Lidas uma vez, estão lidas! São sempre iguais.
 
Digo eu:
Aí é que tu te enganas e me queres enganar. A Palavra de Deus é viva, e a história que hoje leio na Bíblia, discernida pelo Espírito Santo, fala-me o que preciso hoje, diferente do que precisava ontem.
 
Diz ele:
Tu é que sabes e te queres enganar. Mas digo-te que ela não te traz nada de novo. Precisas é de pensar pela tua cabeça e servir-te da tua consciência, e então sim encontrarás caminho.
 
Digo eu:
Não querias tu mais nada! Tu que és um manipulador por excelência, um mentiroso, preparavas-te então para subtilmente manipular a minha consciência, que sem a Palavra de Deus, facilmente se deixaria seduzir por ti e me conduziria para onde tu me queres levar.
 
Diz ele:
Estás enganado! Apenas quero que percebas que com todas as boas capacidades que tens, não precisas de te agarrar a um livro velho que diz sempre a mesma coisa. Tu, sozinho, és capaz!
 
Digo eu:
Lá vêm os elogios às minhas capacidades! Mas se dizes que é um livro velho e que nada traz de novo porque te incomoda tanto que O leia e me deixe guiar por Ele?
Vai-te mas é, afasta-te de mim, porque onde está a Palavra da Verdade, não pode estar a mentira e o engano.
 
 
Marinha Grande, 10 de Janeiro de 2013
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domingo, 6 de janeiro de 2013

"DIÁLOGO" COM O DIABO

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Digo eu:
Lá vens tu, com a conversa do costume:
Para que é que vais dar catequese! Eles não te ouvem, não prestam atenção ao que tu dizes! Quando receberem o Crisma, vão-se embora e não voltam!
Pois, até podes ter alguma razão, mas pelo menos alguns ouvem, e fica lá a semente!
 
Dizes tu:
Qual semente? Se não for regada, morre, e não dá fruto!
 
Digo eu:
Pois, mas esta semente não é como as outras sementes. Esta é semente de Deus! Pode ficar muito tempo sem dar fruto, mas também não morre.
 
 Dizes tu:
Isso és tu, a quereres convencer-te que fazes alguma coisa útil! Desilude-te! Gastas o teu tempo e eles não aproveitam nada!
 
Digo eu:
Cala-te, e vai tentar os que te dão ouvidos! De mim não levas nada!
 
Dizes tu:
Ah, ah, isso é que era bom! Já levei tanto de ti!
 
Digo eu:
Pois levaste, isso é verdade! Mas vês como a semente que foi plantada no meu coração deu frutos passados tantos anos? Julgavas-me teu, julgavas que me tinhas conquistado e afinal vê lá tu, ó mentiroso, o que eu vivo agora, o que eu faço agora, o que eu sou agora.
 
Dizes tu:
Mas de vez em quando ainda me ouves!
 
Digo eu:
Pois ouço, mas logo percebo o teu “cantar de sereia”, e arrependo-me, e volto para o caminho que me foi dado e que eu abraço em confiança.
 
Dizes tu:
Está bem, mas olha que muitos se hão-de perder!
 
Digo eu:
Isso é que tu pensas! Como não depende de mim mas d’Ele, muitos se hão-de salvar! Agora vai-te e deixa-me rever a catequese que vou dar.
 
Digo eu:
Olha, apetece-me dizer como Fernando Pessoa:
Aqui ao leme está muito mais do que tu, está muito mais do que eu, está o meu Senhor e o meu Deus, porque minha alma O teme, pois vive no Seu amor.
 
 
 
Marinha Grande, 5 de Janeiro de 2013
 
Nota:
Escrito ontem à tarde, quando me preparava para ir dar catequese.
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